Diário da academia 16-06-2020 ou Custos de importação de equipamentos desportivos.

Atualizado em 06/07/2020: adicionado vídeo do Youtube ao final.
Atualizado em 08/09/2023: inserido vídeos Tumblr e Youtube.

E a vida sedentária segue. Após escolher fazer pós’ em lugar de recordes, ter tido importantes questões de saúde, emagrecido 25Kg e engordado quase tudo de novo, decidi que este ano voltaria ao esporte de qualquer maneira. Faltou combinar com a Peste Chinesa e com minha coluna.

Em fevereiro, dei com o dedinho do pé na quina do banheiro. Manquei por uns dias. No trabalho, pediram para eu carregar peso e mancando fui. Resultado: uma aguda crise na lombar que já dura cinco meses. Minha quarentena forçada começou antes da sua, caro leitor.

Dois meses praticamente deitado. Ressonância, injeções de corticóides, relaxantes musculares, anti-inflamatórios, fisioterapia e mamãe colocando panela de água quente nas minhas costas. Voltei a ficar de pé. Porém estou me sentindo fisicamente muito (muito) fraco. Ao ponto de não conseguir segurar 5Kg. É… voltei à estaca zero. Ou a menos que isso

Com as academias fechadas, muitas pessoas resolveram fazer exercícios em casa. No mundo todo, a compra de equipamentos desportivos disparou e logo as empresas esvaziaram seus estoques. Já há anos eu pesquiso bastante na internet sobre produtos relacionados ao esporte de halterofilismo. E por tantas e tantas vezes que reclamei nada mudou: infelizmente a informação no Brasil é muito ruim.

A pesquisa de material para halterofilismo foi em muito facilitada pelo advento da empresa CrossFit®, moda que antevejo em breve desaparecer (para o bem da saúde de seus praticantes). Entretanto os preços praticados em nosso mercado estão acima da qualidade do equipamento fornecido.

Desejando o que há de melhor para mim, pesquisei em empresas estrangeiras. Claro! Afinal se eu não desejar o melhor para mim, quem irá? Ao pesquisar o preço dos equipamentos básicos encontrei muita informação, muitas empresas idôneas, muitos equipamentos que nem sabia que existiam! Uma maravilha.

Animado, fui ver como se procedia a importação. E percebi então que o Brasil é mais do que um continente de atravessadores: é uma ilha de burocracia.


Bem-vindo a 2023! Com a nova mini-reforma tributária do novo governo federal, é necessário acrescentar as seguintes informações:

O Malabarismo Tributário Brasileiro | Elementar
Pra sobreviver ao manicômio tributário brasileiro, empresas gastam verdadeiras fortunas com advogados a fim de recategorizar seus produtos e pagarem menos.


Três passos para calcular o custo de importação de mercadorias

Segue texto modificado e adaptado de Leandro Markus (clique aqui para ir ao original)

Movidos em parte pelo atual cenário econômico brasileiro, muitos têm buscado alternativas ao mercado tradicional. Uma delas é a importação de novos itens ou matérias-primas. Mesmo com o dólar próximo aos R$ 5,00, há quem busque na importação uma resposta à sua necessidade. Entretanto encontram um enorme muro de custos e burocracias para realizar esse tipo de operação.

A grande dúvida que surge nesse cenário é: por que é tão complicado importar?

Empresas de importação praticamente não existem. Importação é uma atividade que a empresa realiza, não um segmento de negócio em si mesmo. Em imensa maioria, as empresas que fazem importação são distribuidoras, isto é, são empresas que compram mercadorias de um local e as levam para outro mais próximo de seu consumidor final.

Existem algumas poucas empresas que possuem em sua atividade-fim a importação. São as chamadas trading companies, empresas especializadas em resolver as burocracias no processo de importação.

No mundo ideal, ser importador deveria ter apenas um pequeno detalhe: o fato de a empresa fornecedora não possuir instalação no Brasil. Entretanto infelizmente estamos no país que ocupa a 124ª posição na classificação mundial de facilidade para se fazer negócios. Importação, como era de se esperar, não seria tão simples no Brasil.

Com tanta burocracia e falta de previsibilidade, a dúvida que mais se escuta de quem quer começar a importar é: qual é o custo para se realizar uma importação?

Abaixo você vai encontrar os três passos para calcular o custo de uma importação.

Passo 1: Custo do Produto (VMLE)

O primeiro passo para se chegar ao valor da mercadoria importada é calcular o VMLE, ou seja, o Valor da Mercadoria no Local de Embarque. Esse passo é relativamente simples, pois é o custo comercial, que depende da negociação entre você e o fornecedor. Basta solicitar uma cotação com seu fornecedor e aplicar a taxa de câmbio atual.

Passo 2: Custo dos Serviços

Para importar você vai precisar contratar uma série de serviços acessórios. Alguns são obrigatórios, outros são extremamente recomendados. Entretanto, ao montar sua planilha de custos de importação, é importante prever todos esses itens. Os mais comuns são:

  • Frete Internacional

Não basta comprar, você vai precisar trazer a mercadoria para o Brasil. É necessário saber como o vendedor fará o envio da mercadoria e como será feito o pagamento desse serviço.

  • Seguro de Transporte Internacional

Você não vai querer perder seu investimento caso exista algum problema com o transporte, então é melhor segurar sua carga. O valor do seguro varia entre 0,5% a 2% do valor da carga.

  • Inspeção no Fornecedor

Serviço indispensável para reduzir riscos com seu fornecedor, consiste em fazer a inspeção da carga no país de origem. Imagine descobrir que caiu numa fraude somente no dia em que sua mercadoria chegar!

  • Despesas Bancárias

É necessário para realizar o fechamento do câmbio, dedução dos valores dos impostos, entre outros serviços.

  • Taxas Portuárias

São despesas relacionadas ao manuseio em terminal portuário, a famosa capatazia.

  • Taxa de Armazenagem

A taxa de armazenagem varia de acordo com o tempo que a mercadoria ficará armazenada no estabelecimento.

  • Frete Interno 1

Frete para transportar a carga do recinto alfandegado até seu local de armazenagem (se for o caso).

  • Frete Interno 2

Frete para transportar a carga da armazenagem até você (o destino final).

  • Despachante Aduaneiro

O despachante aduaneiro é o profissional responsável por intermediar as questões legais, como documentos dos órgãos federais e outros procedimentos, para que as importações transcorram sem dores de cabeça em relação à legislação.

Passo 3: Impostos e outras taxas

As três primeiras coisas que você precisa saber sobre impostos na importação são:

  • são 4 tributos federais: II, IPI, PIS e COFINS;
  • um tributo estadual: ICMS;
  • as alíquotas variam de produto para produto.

Para conhecer as alíquotas dos impostos, você precisará descobrir qual é o NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) das mercadorias que irá importar. As mercadorias comercializadas internacionalmente no Brasil são obrigatoriamente classificadas por seu NCM. A Receita Federal disponibiliza um site que ajuda na hora de encontrar a classificação correta da mercadoria.

Com o NCM definido, você poderá calcular os impostos da operação. Existe uma hierarquia na aplicação dos impostos e alíquotas sobre o VMLD (Valor da Mercadoria no Local de Destino). O VMLD é o VMLE + Frete + Seguro.

Sobre esse valor incide o Imposto de Importação (II), o PIS (Programa de Integração Social) e o COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). O valor do Imposto sobre Produto Industrial (IPI) recai sobre o valor do VMLD + II. Já o ICMS, que varia de Estado para Estado, recai sobre o valor do VMLD + II + IPI + PIS + COFINS + Taxa SISCOMEX + AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante).

Simulação aduaneira
Simulação dos impostos básicos para importação de uma Barra Olímpica de US$200.00 ao dia 15/06/2020

Além dos impostos, existe outro custo que muitos importadores esquecem: o custo da regulamentação. Se você for importar algum brinquedo, por exemplo, precisará certificar o produto no INMETRO. Quanto custa? Nem o próprio INMETRO disponibiliza essa informação publicamente. Veja o que seu site diz (item 4):

Não é possível determinar exatamente o custo de uma certificação e o tempo para que esse processo seja concluído, de maneira genérica, uma vez que isso varia de produto para produto, de acordo com o nível de complexidade dos ensaios requeridos por uma norma ou regulamento. Além disso, também não é possível determinar o preço da certificação de um produto específico, uma vez que não existe uma tabela que fixe os preços cobrados pelos OCP [Organismo de Certificação do Produto]. Deste modo, cada organismo tem liberdade para estabelecer seus preços de mercado. Por isso, as empresas devem consultar esse valor diretamente junto aos OCP acreditados.

Outro ponto a atentar é quanto ao direito de uso de marca. É possível ter sua carga apreendida por não possuir licença de marca do produto. A dica é pesquisar se seu produto tem necessidade de regulamentação ou licenciamento.

Conclusão

O ato de importar, que deveria ser meramente um detalhe do negócio, acaba se tornando uma nova expertice, necessitando de muito estudo, além de profissionais com conhecimento e experiência no assunto.


Para saber mais:

https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-identificar-fornecedores-estrangeiros,fa60438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD
http://www4.receita.fazenda.gov.br/simulador/


Adendo

Gosto de coisas diferentes, tenho passatempos diferentes da maioria das pessoas. E lamentavelmente tudo é muito caro por conta disso. De programação a belas artes, de artesanato a rulotes, e o halterofilismo. O preço de equipamentos e materiais é alto para o consumidor final, especialmente no varejo.

Por exemplo, é completamente diferente uma loja de marcenaria de um amante de artesanato ou de dioramas. O custo-benefício na compra de uma ferramenta que será usada habitualmente para uma que será usada esporadicamente é enorme. Muitas vezes não vale a pena e o sonho de iniciar algo novo é deixado de lado.


É mais barato comprar coisa BR lá fora

Em algum lugar de Brasília… (4)

Pau que dá em Chico dá em Francisco.
A aproximação de Bolsonaro com o Centrão contraria seu discurso pré-2018 e por isso pode sim ser alvo de justificadas reclamações.
Bolsonaro errou e deve desfazer esse erro revogando a nomeação de políticos para cargos, ainda que de segundo ou terceiro escalão.
E também considero que deva ser mais audaz para enfrentar e erradicar o marxismo no Brasil.

Protestos contra o racismo nos EUA.

Editado em 13/10/2021: vídeo reenviado.

Veja também: O erro da política de cotas

Tendo em vista os acontecimentos atuais nos EUA (manifestações deflagradas inicialmente como um protesto anti-racista e que já se tornaram tumultos criminosos e violentos), considero oportuno compartilhar o vídeo abaixo.

Trata-se de uma crítica cinematográfica ao filme Ip Man 4, que aborda exatamente o modo como o racismo é retratado nesse exemplo da cinedramaturgia chinesa.

Em tempo, vi que os chineses (observe a generalização racista…) também apresentam sua quota de dois pesos para duas medidas: já vi o modo como tratam os gwailous que viajam para aquela terra, e não me pareceram muito autênticos (assim como muitos de seus produtos). Pedir sem dar em troca parece-me ser algo comum em nossas culturas.

Ip Man 4: How to Write Racism | Video Essay
Accented Cinema

 


E para levantar o astral neste tema tão controverso, segue um vídeo bem humorado sobre o racismo nos EUA:

https://www.facebook.com/pedrofigueira.pro.br/videos/725348854904367/

Em algum lugar de Brasília… (3)

Segundo fontes, presidente da república bebeu um copo de leite.

Ministério da Agricultura e iniciativa privada (Associação Brasileira dos Produtores de Leite – ABRALEITE) promovem indústria de laticínios por meio do desafio de beber um copo de leite. Autoridades e expoentes são convidados a contribuir com um vídeo em que apareçam consumindo um copo de leite (e seus derivados).

Segundo fontes segue o vídeo oficial da campanha:


Após o gravíssimo atentado à democracia de o presidente ter andado a cavalo sem capacete, ficou no ar a pergunta: será leite de burra?

O legítimo!

E você? Quer leite?

Em algum lugar de Brasília… (2)

Para seu próprio bem, ou toma juízo e põe pé firme ou vai cair.

Em algum lugar de Brasília…

E magistrado também…

Padrões geométricos naturais – Razão áurea e a Seqüência de Fibonacci

Duas belas animações de Cristóbal Vila mostrando os padrões naturais mais comuns.

Infinite Patterns

Nature by Numbers

Dando nomes ao gado (Texto 3 de 3)

Bia Kicis – E daí?


Confesso que estou sentindo bastante dificuldade em colocar por escrito neste texto tripartido minhas idéias.
1 – A ideologia marxista segrega as pessoas em classes.
2 – Os grupos lutam entre si.
3 – Um lado não escuta o outro.
4 – E separados continuamos em diferentes currais, peões midiáticos alimentam a discórdia e vigiam os rebanhos, cada qual conforme o vaqueiro de seu agrado.


Múúú.
Gado – desde que o mundo é mundo.

Terminei o texto anterior dizendo que Bolsonaro era tudo o que a gente tinha naquele momento para (tentar) fazer alguma coisa. Quando ele sofreu a tentativa de assassinato, comprovou-se de forma inequívoca que ele era a figura-chave para uma ruptura no sistema ali constituído.

Rememoremos a votação do primeiro turno em ordem.

    1. Jair Bolsonaro >> Representante do descontentamento geral da população.
    2. Fernando Haddad >> Foi Ministro de Lula.
    3. Ciro Gomes >> Foi Ministro de Lula.
    4. Geraldo Alckmin >> Tucano paulista, era presidente do PSDB.
    5. João Amoêdo >> Sem posicionamento claro quanto a pautas comportamentais.
    6. Cabo Daciolo >> Glória a Deuxxx!
    7. Henrique Meirelles >> Ministro de Temer.
    8. Marina Silva >> Foi Ministra de Lula.
    9. Álvaro Dias >> Na política desde 1968, senador desde 1999.
    10. Guilherme Boulos >> Militante do MTST.
    11. Vera Lúcia >> Candidatura fisiológica.
    12. José Maria Eymael >> Eterno candidato, apoiador de Haddad.
    13. João Goulart Filho >> Comunista de longa data.

A eleição dele trouxe muita expectativa. Por um lado, seus eleitores estavam esperançosos quanto a profundas mudanças na sociedade. Por outro lado, seus desafetos estavam receosos quanto a perseguições e represálias. Nem um nem outro se sucedeu. Nem houve um retorno à tranqüilidade de um estado militarizado à ’64, nem houve a ditadura que a esquerda tanto ameaçou que ocorreria (e quer implantar).

Houve sim uma pífia e ridícula resistência, simbolizada por alguns gatos pintados bloqueando ruas em alguns dias. Como sempre, comunista no Brasil é só de garganta: sai correndo no primeiro tiro.

Mas houve também uma profunda divisão, um marco real de diferenciação entre os governos anteriores e o atual: o tipo de escândalo. Escandalizadamente escandalizados, os repórteres dos grandes veículos de comunicação passaram a noticiar permanentemente todas as grandes faltas contra a humanidade cometidas pelo governo Bolsonaro.

Foi comemorar 1964, foi azul e rosa, foi fogo na Amazônia, foi óleo no mar, foi barragem arrebentada, foi golden shower, foi ir à padaria… Daí veio a peste chinesa e o foco mudou. Bolsonaro não sabe usar a máscara, e Bolsonaro tirou a máscara, e Bolsonaro coçou o nariz, e Bolsonaro vai fazer churrasco, e Bolsonaro andou de moto-aquática sem máscara, e Bolsonaro voltou à padaria, e Bolsonaro bate-boca com repórter, e muda ministro, e muda secretário, e o presidente (pasmem) faz política…

Esse é o real motivo pelo qual eu ainda acredito que Bolsonaro não está envolvido em esquemas de corrupção. Há toda uma estrutura permanentemente vigiando cada passo, cada palavra, cada possível deslize ou erro para repudiá-lo ou recriminá-lo. E todo esse aparato, nesses meses de constante investigação de sua vida privada e pública, não conseguiu trazer à luz algum escandaloso escândalo de corrupção no alto escalão do governo.

No noticiário de antes, só se falava em ministro que era preso e ministro que era solto. Agora reclama de troca de ministro quem quer trocar o presidente… Talvez a maior prova de isenção seja a saída de Sérgio Moro. Ambos os lados se rusgam. Divórcio não consensual. Estapeamentos verbais. Por quinze meses o biografado filhote de tucano espionou internamente o governo e não conseguiu apresentar acusação de corrupção.

Ou todo esse esquema midiático (imprensa falando inutilidades, saída do ministro da justiça, covidão) forma o maior e mais brilhante teatro político da história brasileira para enganar o povo (é tudo combinado), com o perverso intuito de colocar sob os pagos holofotes da imprensa uma cortina de fumaça que esconda algo muito pior, ou o sujeito está limpo.

É possível que Flávio tenha cometido falta e seu pai o esteja acobertando? Sim. Ter um filho problemático pode acontecer em qualquer família, a dele não é exceção. É possível que Michelle não tenha seguido os passos faltosos de sua família? Também o é. Do mesmo modo que se têm filhos faltosos, também há boa gente vinda de famílias desestruturadas.

E enquanto o povo digladia-se virtualmente aquartelados em suas quarentenas, ou são detidos por exercer seus direitos constitucionais de hastear a bandeira ou de ir e vir, os gestores públicos apresentam desempenho ainda pior do que o já aguardado para ser precário. Abaixo da mediocridade, mesquinhas contendas políticas estão acima da vida das pessoas.

A presente imagem representa com perfeição a administração pública brasileira, na figura de seus gestores; a metodologia de tomada de decisões que afetarão toda a nação; e a atuação do povo frente aos rumos da pátria.

Interessante notar que ”brasileiro” sempre é o outro. Brasileiro fala mal de brasileiro, mas nunca se coloca no mesmo farináceo saco. Ou na mesma boiada. Tanto faz de que lado da cerca você se encontre, caro leitor. Se os peões não decidirem logo o que fazer com a fazenda, não sobrará capim para ninguém.

A sabedoria do homem mais honesto do Brasil.

Para saber mais:
No Ceará 25 pessoas enquadradas por carreata- que a Constituição garante:

Plandemic

Editado em 21/05/2020: acrescentada imagem.

Editado em 27/03/2021: acrescentada imagem.

Embora o pseudo-documentário seja completamente tendencioso, chamaram-me a atenção os argumentos contrários à vacina (considero a vacina antigripal inútil), à quarentena (demonstrou-se um fracasso em muitos lugares) e à indústria farmacêutica, sobre cujo lobby discorri em Sentimentos mais duradouros.

Considerando que o Facebook removeu por duas vezes esta postagem naquele veículo, decidi colocar em meu espaço privado. A simples idéia de outrem decidindo aquilo que posso ou não visualizar é, por si, uma afronta à liberdade de expressão.

https://www.brighteon.com/embed/86725727-5cb8-4240-b725-1b5b67e01189


Gostaria também de deixar aqui o registro de que o Facebook agiu de forma não compatível com outras matérias:

1 – O Facebook tão somente cobre outras postagens ditas falsas. Qual é a necessidade de excluir esta?

2 – Já denunciei conteúdo impróprio exibido no Facebook, que foi revisado manualmente por tal empresa e foi aceito, a saber: violência contra animais.

3 – Se há interesse real em evitar conteúdo cientificamente falso ou dúbio, por que há grupos de terra plana, terra oca, anti-vacina, caça-fantasmas, pé-grande e congêneres?

Contra hipocrisia, minha arma é o sarcasmo:


27/03/2021

Estou consideravelmente aborrecido com as redes sociais e sua pretensa postura de querer dizer o que é verdade e o que é mentira. E com a audácia de querer controlar o que eu publico. Se não temos liberdade de publicar, então por que há redes sociais? Por acaso vão controlar nossos telefonemas para saber o que falamos ou não? É a mesma coisa aos meus olhos.

Estão sempre derrubando minhas postagens. Ao menos, por enquanto, minha página privada não tem como ser derrubada.

Tem de tudo nessas redes. Tem pornografia explícita no Youtube, tem violência brutal no Facebook, tem conteúdo criminoso no Twitter. Mas reclamar de certas coisas não pode. Meu problema é com quem define essas ”certas”…

 

Dando nomes ao gado (Texto 2 de 3)

As pessoas se revelam por suas opiniões.
Alexandre Garcia 12/05/2020

E uma vez que não aceitam o resultado das eleições, este terceiro turno que se estende por um ano e meio parece tender a perdurar até 2022 ou 2027, conforme for o caso. Ou, se vier Mourão, a resistência aborrecente doutrinada por professores maconheiros adultos ideologicamente infantilizados poderia talvez vir a conhecer de fato o que são 30 anos de chumbo.

A expressão ”Gado de Bolsonaro” surgiu como forma de ridicularizar os apoiadores do presidente. De fato, há um grupo que o idolatra incondicionalmente, ferrenhamente afeito à fantasia de um ”salvador”. Tudo o que Bolsonaro faz está certo, deus (conceito cristão) o colocou ali. Numa mistura de religiosidade e política, Bolsonaro torna-se um profeta tal como Maomé (e bem sabemos o resultado dessa mistura).

Esses merecem ser admoestados mesmo. Manada impensante, apenas coincidiram (felizmente e finalmente) apoiar o lado direito das coisas no momento certo. Mas basta um usurpador travestir-se com roupagem similar que cometerão o erro de eleger vis traidores, como certos governadores prudentes e sofisticados. E pagarão o preço de irrefletidamente emanar seu poder em favor a proto-déspotas precocemente ébrios de autoridade e autoritarismo.

Delegam a outrem a responsabilidade por suas próprias vidas e por seu próprio destino. Deixam de ser protagonistas de si mesmos. Dependem de outro alguém mais ”importante” para cuidá-los.

Ocorre que não se sabe ao certo que parcela do gado bolsonariano é fanática. Não é difícil delinear o limite que separa a esperança religiosa cristã de que tal ou qual homem defenderá seus valores (postura válida) da idolatria a um homem supostamente colocado ali pela própria divindade para governar (ಠ_ಠ). Porém difícil é separar as palavras de aprovação ao desejo de ordem e progresso presas há anos no homem médio brasileiro das imponderadas defesas de populares a tudo o que o presidente faz, exasperadamente defendendo sua própria esperança em alguém que sentem os representar frente ao enorme poderio de um sistema corrupto e corruptor.

Eu mesmo não concordo com tudo o que Bolsonaro faz. Eu o apóio pois ele precisa de apoio popular para fazer o que se propôs: barrar a esquerda e sua corja de ladrões de acesso direto aos cofres públicos. Esse foi o motivo por que votei nele. O contínuo mugido do gado vermelho mostra que está cumprindo adequadamente esse papel, logo meu apoio continua. Perceba que o meu apoio é condicionado: ele não é corruPTo, logo ele fica. Ainda assim, também sou gado bolsonariano.

Seja vegetariano você também!

Alcunhar todos, sem exceções, ao mesmo nome é “não discriminar pessoas”. Idéia hegeliana de massificação da população submetida aos desígnios, vontades e caprichos dos ”importantes”. Visão de que o povo forma uma massa uniforme inaptamente incapaz de decidir seu próprio destino e formar sua própria história. Idéia essa que culmina exatamente no ideal de ”homem novo” marxista.

As pessoas julgam os outros por seus próprios padrões morais, nem sempre ponderando seus próprios defeitos. O povo marxista é como gado a ser guiado pelos ”líderes”, pelos ”importantes”. Não surpreendentemente transferiram a outrem a designação própria de si mesmos. “Acusa-os do que fazes.”

Se somos gado de currais diferentes, como é o gado do outro lado da cerca? Quem forma a manada do outro curral? Analisemos as eleições que não acabaram.

Em 2018 havia apenas dois candidatos. Bolsonaro e #EleNão. Uma clara demonstração de que havia um único expressivo candidato opondo-se a todo o sistema que ali estava e que era repudiado pela maioria da população. Especificamente no segundo turno, entre Haddad e Bolsonaro, quem votou em quem?

Pedófilos, estupradores, traficantes, ladrões, o grupo MST, aquele menor que rouba seu celular, assaltantes, black blocs arruaceiros, degenerados, os que ofendem a religião alheia e enfiam uma cruz na bunda, quem rasga a nossa bandeira, faz cocô em público, abortistas, feministas, desarmamentistas etc. votaram em qual dos dois? Responda com sinceridade.

— Essa escória é o gado vermelho.
— Opa, peraí! Eu não sou assim não!
— Mas votou com eles, logo está do mesmo lado deles…
— Não estou não!!!

É óbvio que nem todos os que são contra Bolsonaro se encaixam no conceito de marginais transgressores. Mas ao posicionarem-se infundadamente contra ele estão conseqüentemente favorecendo uma política que beneficia o lado ruim da sociedade. Ao menos aos olhos de quem está no pasto biroliriano.

Opiniões são sentimentos, como escrevi. É por elas que vemos o caráter das pessoas. Estar contra Bolsonaro por ter acreditado que ele é um sujeito louco, desvairado e ávido por poder é lícito e esperável. Há motivos (equivocados) para tanto (a saber: desinformação via imprensa). Estar contra sua permanência por considerar que suas limitações próprias prejudicariam o governo também é lícito: muito se reclamou da incompetência de presidentes anteriores.

Mas é necessário sopesar adequadamente: ao desaprovar o presidente, que representa para a maioria da população a esperança de um futuro melhor, inevitavelmente (ainda que involuntariamente) se está fortalecendo a parcela culpada por todo o caos em que ora nos encontramos.

O presidente é desbocado sim. Tem a graça e o garbo de um tijolo. É limitado sim. Mas reconhece suas limitações, não finge competência que não tem. É como o pára-choque que vai à frente tomando pancada, mas depende de nós (o motor) para impulsionar o carro adiante.

Sozinho não vai conseguir enfrentar tanta coisa. E exatamente por isto que precisa de ajuda e apoio. Do contrário, as coletividades contrárias invadirão o pasto produtivo e à força tomarão para si os desesperançosos rebanhos então sem um boiadeiro a os acudir.


Por mais de 200 anos os comunistas se especializaram, se organizaram, se desenvolveram, se infiltraram, se espalharam e impregnaram os Estados e as Nações com seu projeto de destruição para unificação. Em terras tupiniquins, por três vezes tentaram assumir o poder (Intentona, anos 60 e era PT). Sem a formação de líderes verdadeiramente republicanos por décadas, estamos desarmados e desmuniciados contra o exército ideológico, informativo, comunicacional e jurídico vermelho.

Bolsonaro é o que tinha. E vai ter que ser o suficiente. Estamos como Hernán Cortéz. Temos que fazer isso dar certo. Não é mais questão de opinião.
Fim da parte 2 de 3.


Bolsonaro fica indignado com medida de governadores, fala sobre Declaração de Moro, Doria e mais