Passaporte sanitário

Atualizado em 26/11/2021: inserida imagem.

O que pode um único homem contra o poder coercitivo do Estado?

De meu caso particular.

Conforme previ em {meu último texto}, as atividades regulares retornariam brevemente quando do fim do inquérito investigativo realizado pelo Senado Federal. À semana passada, recebi com todos os servidores do Estado do Rio de Janeiro a convocação para o retorno ao trabalho presencial a partir de 1º de dezembro de 2021.

O órgão de Estado a que estou vinculado, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, preparando-se para o retorno às atividades presenciais, optou por exigir de todos o chamado ”passaporte sanitário”, algum documento que comprove que o indivíduo vacinou-se contra a COVID-19. Os funcionários que se recusarem a tomar a vacina não poderão entrar para trabalhar e suas ”faltas” não serão abonadas. Veja o anúncio público: {PS1}

Tendo sido um dos que optaram por não se vacinar, temendo efeitos colaterais, neste momento vejo-me constrangido a fazer a escolha: vacina ou desemprego.

Por que optei por não me vacinar? 

Que conste: eu fui contaminado duas vezes nesta pandemia pelo coronavírus. Estou naturalmente imunizado. Mas nada disso conta: o que vale é o papel, a vacina e a burocracia. (E será que a vacina interfere na imunização natural? Ninguém sabe ao certo.)

1) Não posso escolher a vacina: dentre todas as vacinas, a Coronavac é que a que se apresentou mais segura; porém os responsáveis pela distribuição e imunização não permitem que os cidadãos escolham qual vacina tomar; tenho justificados temores quanto a possíveis efeitos colaterais dos demais imunizantes, embora não apresente neste momento os sintomas das doenças congênitas de meus familiares;

2) Faço uso continuado de remédios (alguns pesados) que afetam o sistema motor, e há casos reportados de vacinados que foram acometidos pela síndrome de Guillan-Barré (veja o próximo tópico). Até que ponto o uso concomitante da vacina e dos medicamentos que uso pode influenciar ou aumentar o risco de problemas motores futuros? Não há dados estatísticos ou estudos acerca disso.

3) Meu pai faleceu em dezembro do ano passado por problemas cardíacos, tal como meu avô paterno. Minha mãe tem problema cardíaco congênito e sua prima faleceu esta semana pelo mesmo problema. Essa prima aparentemente apresentou complicações derivadas da vacinação. Há sabidamente casos de desenvolvimento de miocardite em jovens adultos sem prévio diagnóstico. Embora eu tenha 35 anos e não apresente problemas cardíacos evidentes, qual é a possibilidade de isso acontecer comigo? Não há estudos acerca disso também.

4) E finalmente o risco de trombose. Trombose após a vacinação foi um dos primeiros efeitos colaterais relatados. Eu sofro de má circulação nos membros inferiores e estou acabando de me recuperar de uma úlcera venosa. O risco existe, ainda que pequeno, e é inegável mesmo para o maior defensor da vacinação em massa. Por que eu devo me submeter a esse risco, se minha não vacinação é negligenciável para os vacinados?

Veja mais: MORTES_APOS_VACINA

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Veja mais: EFEITOS_COLATERAIS_GRAVES_VACINA_COVID

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Contra fatos não há argumentos

Ainda que eu seja criticado por ter medo em excesso com relação à vacinação, ninguém está em meus sapatos para saber como é minha vida. Todos os meus parentes faleceram. Nesta vida, sou somente eu e minha mãe com sua saúde frágil. Se eu faltar, como ela faz? Seguro de vida e de casa bastarão? Eu aprendi uma vida inteira a nunca correr riscos, por vezes, mesmo os necessários.

Da questão jurídica

A UERJ não tem competência jurídica para exigir a vacinação de seus funcionários. Ela não é órgão participativo da Secretaria de Saúde, a quem compete definir as políticas sanitárias. Essa falta de competência jurídica já foi examinada pela Reitoria em 31 de janeiro deste ano, conforme o arquivo a seguir: Nota de esclarecimento à comunidade acadêmica da Uerj  – UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro 

A UERJ também não tem competência jurídica para declarar antecipadamente faltas não abonadas a quem não se vacinar. Não houve o devido processo administrativo. Não há previsão legal dentro do regulamento dos servidores públicos do Estado (Decreto Estadual 2479/1979). Impedir o acesso ao local de trabalho é o mesmo que uma suspensão, punição prevista, porém não aplicável sem os devidos trâmites. E em quê se baseia essa punição antecipada?

Ao observarmos o emaranhado de leis que em que este país vive, devemos partir do decreto do Governo do Estado, responsável por determinar o retorno às atividades presenciais. Nele:

Decreto Estadual 47.801/21, Art. 6 § 1º:

Observado o disposto no caput, os agentes públicos integrantes da Administração Direta e Indireta, que não tenham optado pela vacinação […] deverão retornar às atividades de trabalho presencial.

Há, portanto, previsão legal do Governo do Estado sobre a conduta dos não vacinados, uma vez que ele reconhece explicitamente que a vacinação é uma opção.

Porém, segundo divulgado no site da UERJ, o retorno às atividades presenciais ocorrerá seguindo o Decreto Municipal 49.335/21 da prefeitura do Rio de Janeiro, que exige o chamado ”passaporte sanitário”:

“O uso de máscara e a apresentação do passaporte de vacina serão obrigatórios para todos que circularem nas dependências da Universidade. A comprovação de imunização contra a Covid-19 poderá ser feita pelo cartão de vacinação ou pelo aplicativo Conecte SUS.”

Entretanto, o próprio 49.335/21, não abrange em seu texto instituições de ensino, pertencentes a qualquer esfera governamental. Aderir ao decreto é, pois, discricionariedade administrativa interna da UERJ. Convém também lembrar que decretos não têm força de lei e às leis Federais e Estaduais são submetidos.

Tal matéria não foi examinada pelo plenário do STF e, conforme os dispositivos legais seguintes, a exigência de ”passaporte sanitário” é uma atividade ilegal:

a) Lei 6.259/75 art.3º: Cabe ao Ministério da Saúde a elaboração do Programa Nacional de Imunizações, que definirá as vacinações, inclusive as de caráter obrigatório.

b) Lei 10.406/02 art.15: Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

c) Constituição Federal art.5º II, XV, LIV;

II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;

d) DUDH/1948 art. 7, 12, 13.1, 23.1.

Artigo 7 Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 12 Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo 13 1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.

Artigo 23 1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.

e) Portaria MTP 620/21

Art. 1º É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho, ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, reabilitação profissional, idade, entre outros, ressalvadas, nesse caso, as hipóteses de proteção à criança e ao adolescente previstas no inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal, nos termos da Lei nº 9029, de 13 de abril de 1995.

  • 1º Ao empregador é proibido, na contratação ou na manutenção do emprego do trabalhador, exigir quaisquer documentos discriminatórios ou obstativos para a contratação, especialmente comprovante de vacinação, certidão negativa de reclamatória trabalhista, teste, exame, perícia, laudo, atestado ou declaração relativos à esterilização ou a estado de gravidez.

E, por fim, o princípio da autonomia universitária (CF88 art. 207) garante que sua administração interna é autônoma, porém não é soberana. O Estado não pode dizer como a Universidade deve se administrar, mas a mesma não pode violar direitos e deveres a todos impostos por força das leis. Sua autonomia restringe-se às atividades internas, não à vida particular de seus funcionários ou usuários.

Da derrota consumada antes do pleito

A lei e o bom senso estão evidentemente ao meu lado. Todos os argumentos estão bem cobertos e, definitivamente, eu estou com a razão.

E o quê isso importa? De quê isso vale? O que pode um único homem contra o poder coercitivo do Estado? O que pode um servidor público fazer para se proteger de seu empregador?

Façamos uma experiência mental. Suponhamos que eu siga os protocolos, que eu impetre um mandado de segurança para garantir meu direito de trabalhar, de ingressar em meu local de trabalho, de me permitir cumprir o que foi decretado pelo Governador do Estado. A análise deste pleito dependerá do juiz que for designado para apreciá-lo e, quem vive no mundo jurídico, sabe que mandados de segurança contra o Estado raramente são acatados. Eu sei, já passei por isso duas vezes antes, mesmo tendo ganhado os processos.

Suponhamos que eu decida processar meu empregador. Um servidor público na defensoria pública processando um órgão público. Sem garantia de que eu ganharei a ação, pelas mesmas razões apresentadas: o Estado Brasileiro é corporativista e se defende de seus cidadãos.

Contratar um advogado? Veja você mesmo, é mais do que meu salário: https://www.oabrj.org.br/sites/default/files/tabela_11_2021_site.pdf

Se eu optar pela batalha, será uma luta praticamente perdida. Talvez o mais razoável seja abaixar a cabeça e aceitar o poder dos poderosos. Mas aí eu entro em outro conflito interno: e os princípios? Ou nos apoiamos em princípios, ou não nos apoiamos em nada.

// Aqui inicia-se o escopo de um texto crítico à UERJ, conforme permitido em lei.1

Da questão política

O atual Magnífico Reitor da UERJ, Ricardo Lodi Ribeiro, foi advogado de Dilma Vana Rousseff durante seu processo de impedimento e remoção da Presidência da República. Essa senhora foi posteriormente convidada a ministrar a aula magna do novo período de reitoria. Rogo ao leitor perscrutar as matérias selecionadas pelo ”CLIPPING UERJ”, bem como o conteúdo dos simpósios e convenções ministrados à distância nos canais das redes sociais da UERJ, como Youtube e Facebook.

Do modo como essa exigência do passaporte sanitário está sendo feita, qualquer homem médio pode vir a suspeitar que uma possível motivação ideológica possa estar subjacente a essa postura da UERJ, o que não condiz com os princípios democráticos que ela defende. Por que uma ação tão enérgica (e a priori ilegal) para obrigar a vacinação, se o Governo Federal já se manifestou contrário a essa obrigatoriedade?

Tal como assinou o reitor, “Até porque, o interesse na proteção à saúde de todos prevalece sobre o direito individual de não se vacinar, pois a saúde pública deve se sobrepor ao obscurantismo.” Colocar os direitos individuais abaixo dos direitos coletivos não apenas não é uma interpretação unânime no mundo jurídico, como tem exemplos históricos profundamente questionáveis em que foi aplicada. Tem a UERJ direito de impor tal entendimento jurídico sobre seus funcionários? Quem lhe outorgou tal autoridade?

E quanto ao termo ”obscurantismo”? Esse termo foi freqüentemente utilizado durante a última Comissão Parlamentar de Inquérito, em que a população viu diariamente senadores utilizarem-no para referirem-se contra o Governo Federal. O uso desse termo em um comunicado público pode levantar questionamentos quanto à imparcialidade das decisões tomadas e à transparência das motivações das mesmas.

// Aqui encerra-se o escopo do texto crítico.

Do fim da liberdade

Eu sou um libertário. Defendo a liberdade. Defendo o indivíduo frente ao Estado.

Mas o que pode um único homem contra o poder coercitivo do Estado?

O que pode um único homem quando aqueles que deveriam protegê-lo se abnegaram de seu juramento?

O que ora ocorre comigo, esta invasão em minha vida particular, essa imposição da vontade de outrem sobre minha vida, sob escusas mil, é exatamente tudo o que eu sou contra.

De que adianta defender o Governo Federal, se o mesmo não nos protege? Não protege nossa liberdade?

Liberdade… O mais sagrado de todos os direitos, que é o de que ninguém mais forte que você te obrigará a fazer o que você não quer.

Não há liberdade neste maldito país socialista.

Ou nos apoiamos em princípios, ou não nos apoiamos em nada.

E este país não se apóia em nada além da luta pelo poder.


  1. Este texto está de acordo com as restrições que tenho enquanto servidor público de escrever e publicar artigos críticos aos órgãos de Estado.
    DECRETO Nº 2479 DE 08 DE MARÇO DE 1979
    APROVA O REGULAMENTO DO ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
    CAPÍTULO III
    Das Proibições
    Art. 286 – Ao funcionário é proibido:
    I – referir-se de modo depreciativo, em informação, parecer ou despacho, às autoridades e atos da Administração Pública, ou censurá-los, pela imprensa ou qualquer outro órgão de divulgação pública, podendo, porém, em trabalho assinado, criticá-los, do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço; 

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A geração que baixou o QI

Para saber maisPreconceito, medo e aversão. A crise da comunicação no século XXI.

Para saber maisDiscussão e debate no país dos analfabetos

Para saber maisAdendo à falácia sobre a Educação

Para saber maisGrandes problemas na educação brasileira

Para saber mais: O uso intenso dos smartphones atrasa o amadurecimento de crianças e adolescentes

 

A geração que baixou o QI | Visão Libertária

Como a política de cotas atrapalha os negros e os pobres

Em continuação à minha postagem anterior, O erro da política de cotas, segue vídeo em que Thomas Sowell evidencia os problemas pertinentes às chamadas ”políticas de ações afirmativas”. Conceito importado do estrangeiro, aplica-se no Brasil a idéia de que é necessário baixar os requisitos mínimos necessários para o ingresso na carreira acadêmica ou na carreira de trabalho. Por algum motivo que ainda não entendi, os defensores dessa idéia consideram que diferenciar pessoas segundo a cor de suas peles não é racismo.

Ofertar vantagens a grupos selecionados sob pretexto de ”reparação histórica” ou qualquer outro motivo não tem ajudado em nada os grupos a que se supõe beneficiar. Pelo contrário, em todos os lugares em que é aplicada, há a diminuição dos índices de proficiência dos acadêmicos e trabalhadores formados, e rejeição do mercado de trabalho (empregadores) para a contratação de pessoas formadas dentro desse contexto. Veja mais em meu artigo A falácia sobre a Educação, em: Edições Independentes.

Ações afirmativas são um movimento com fundo político, não social. Visam a manipulação da percepção da população sobre sua realidade histórica e socioeconômica, deturpando valores, padrões e parâmetros; criam artificialmente segregação, selecionando segundo interesses escusos e estratégicos grupos de pessoas que podem ser manipuladas politicamente; depreciam a formação resultante, conseqüentemente formando (meramente licenciando ou diplomando) profissionais/acadêmicos inabilitados para o exercício da práxis em seus ofícios; e o mais temerário: tendem a capturar ideologicamente os beneficiários dessas ações, cooptando-os à doutrina neo-marxista pós-moderna gramsciana.

How Affirmative Action Creates Dangerous Double Standards | Thomas Sowell | Sowell Explains

Affirmative Action is held as a practice to help minority students reach equal life outcomes as their non-minority counterparts. It does so by lowering the admission standards and accepting a pool of candidates who otherwise wouldn’t have qualified for that seat, in order to maintain a ‘diverse’ student body.

This double standard can lead to unseen and dangerous outcomes that are often ignored in the pursuit of social justice. Thomas Sowell explores this topic in this video and discusses how the costs of this double standard can lead to more harm than good.

This is an excerpt from the book ‘The Thomas Sowell Reader’.

 

Affirmative Action: Who does it really help? | Thomas Sowell | Sowell Explains

Affirmative Action has been a long-standing policy in most universities and government departments. It is carried out under the unquestioned assumption of ‘Diversity’ being our greatest strength.

Thomas Sowell discusses how it affects various minority groups at each other’s expense, and how it may be producing the opposite results that it was intended to produce.

This is an excerpt from the book ‘The Thomas Sowell Reader’

Protesto contra decisão da UERJ em exigir passaporte sanitário.

Novembro de 2021.

Meu nome é Pedro Figueira, sou servidor do Estado do Rio de Janeiro vinculado à UERJ.
Estou gravando este vídeo com o propósito de registrar meu protesto público contra aquilo que acredito ser uma violação aos meus direitos individuais.

O Conselho Universitário da UERJ decidiu que vai exigir o passaporte da vacina para os servidores: só entra para trabalhar quem foi vacinado. Quem não foi vacinado, é proibido de trabalhar e deve ser registrada falta não abonada. No meu entender, não é uma falta, porque o funcionário foi impedido de entrar, ele não se negou a ir. E não abonar a suposta falta, no meu entender, é punir o servidor que não se vacinou antes mesmo de um processo administrativo.

Eu entrei em contato com o RH, e a resposta que eu tive por escrito foi um copia e cola da nota da reitoria dizendo que é obrigatório ou vai ser dada falta.

Eu acredito que isso é uma irregularidade administrativa, possivelmente talvez até uma ilegalidade, mas não cabe a mim dispor sobre isso, isso é atribuição das autoridades competentes. O fundamento do meu argumento está por escrito no meu site. pedrofigueira.pro.br para quem quiser ver mais a fundo.

Ainda assim eu quero deixar meu protesto. Eu defendo que meu empregador, seja ele quem for, não tem o direito de interferir nas escolhas que faço em minha vida pessoal, em minha vida privada. A própria reitoria da UERJ já havia reconhecido em janeiro deste ano não ter competência jurídica para definir isso. Só que agora ela me obriga a escolher entre a vacina ou o desemprego. E eu acho que isso não é certo nem justo.

Outro assunto.

Disso posto, eu também gostaria de deixar registrada minha frustração com relação aos mandatários do executivo federal. Nestes últimos dois ou três anos, cotidianamente vi nossa liberdade de opinião, liberdade de expressão, liberdade de locomoção, liberdade de trabalho, nossas liberdades individuais serem… restringidas.

Gente foi presa por “falar o que não devia”, controlam o que a gente diz, apagam conteúdo ”impróprio” sobre remédios… Para mim está sendo só uma vacina. Mas e quem teve suas lojas fechadas? Quem viu seu ganha pão sendo tomado do dia para a noite? Quem foi arruinado durante esse período?

Eu quero registrar minha frustração com o governo federal, que não se impôs como eu acredito que podia e deveria. Eles juraram proteger e defender a constituição e as leis, proteger e defender nossos direitos e nossas liberdades, mas foram omissos. Viram o que estava acontecendo e permitiram. Foram coniventes com tudo o que aconteceu.

Eu não aceito o argumento, “não fui eu quem mandou fechar”, “me tiraram a responsabilidade”. Um líder toma a responsabilidade para si. Se os demais estão (e ainda estão) agindo fora dos limites, se o legislativo federal é omisso, cabia ao executivo impedir que essas coisas tivessem acontecido e proteger os mais fracos..

Ele tem o povo e as leis ao seu lado. Se não faz, lamento concluir, é por covardia. E isso custou carreiras… e vidas… Para mim é só uma injeção. Para a nação é a falta de alguém que EFETIVAMENTE defenda sua liberdade. Não só no discurso, mas na ação.

É obrigação moral de todo homem de bem rejeitar a injustiça, vindo ela de onde for, e usar o que estiver ao seu alcance para combatê-la. Eu só tenho minha palavra. Então tudo o que posso fazer aqui é registrar o meu protesto e minha frustração.

Adendo ao Guia da Pandemia – o fim de um ciclo.

Com o fim da “CPI do circo”, alcunha como ficou conhecida a última honorável Comissão Parlamentar de Inquérito, relatada por um não muito eloqüente senhor réu em vários processos criminais; presidida por um senhor cujo nome fora removido de uma investigação contra a pedofilia e que possui estreitas ligações com o Amazonas (alvo de investigações por desvio de dinheiro); e inquirida por diversos outros senhores que receberam do público pagante (de impostos) afetivos epítetos, tais como ”gazela saltitante” ou ”Drácula”; encerra-se o ciclo da pandemia.

Veja mais: Guia da pandemia: o vírus corona no Brasil e no mundo.

Ninguém agüenta mais o discurso de que ”é para o seu bem”. Já vimos que não é e nunca foi. Ninguém acredita mais na necessidade de certas medidas, digamos, ”controversas”. As pessoas já estão saindo às ruas e retomando suas vidas normais. Ainda que o ”normal” agora seja um tanto relativo: as conseqüências sociais e econômicas do biênio de 2020-2021 serão sentidas ainda por décadas adiante.

Crianças ficaram dois anos sem educação regular tradicional, o setor de serviços e o de indústrias sofreu um impacto fortíssimo, levando diversos empreendedores à falência e numerosos pais de família ao desemprego. O estilo de ”escritório doméstico” mostrou que muito do trabalho realizado in loco em empresas pode ser feito remotamente, dispensando o indivíduo da perda diária de tempo no trânsito, flexibilizando horários de trabalho, modificando relações trabalhistas.

Proto-totalitários mostraram a verdadeira cor vermelha de seu sangue. Grandes empresas de comunicação ponto-a-ponto, as chamadas redes sociais, se auto-intitularam responsáveis pela divulgação de fatos ”verdadeiros”, e se auto-atribuíram a valorosa incumbência de vetar e censurar as perigosíssimas ”notícias falsas”, as fake news, tudo com o grandioso propósito de assegurar a integridade da ”informação confiável” e a ”proteção” dos seus usuários.  Veículos de mídia tradicional se autodeclararam ”checadores de fatos”, protegendo as pessoas das tenebrosas mentiras dos negacionistas, permitindo a construção de um discurso único para todos (mesmo que precisassem mudar de discurso a cada duas semanas ou menos).

Chefes de governo pelo mundo todo se auto-atribuíram a intrépida posição de salvadores, profundamente fundamentados em ”sólidas evidências científicas”, rejeitando o uso voluntário de medicação barata e segura em favor de terapias mais condizentes com o problema, tal como borrifar álcool por aviões ou aplicar ozônio no ânus, enquanto trancavam as pessoas em suas casas, impediam-nas de trabalhar, e soltavam criminosos presos. Tudo em favor do ”bem comum”.

A economia a gente veria depois. E o ”depois” chegou. Inflação descontrolada em praticamente todos os países, falta de gêneros básicos nos mercados, crise de transporte naval, crise de combustíveis nos Estados Unidos, crise de gás natural na Europa, crise mundial de semicondutores disparando o preço de eletrônicos. Toda a cadeia de produção do mundo, de relógios a automóveis, afetada porque algum chinês resolveu degustar sopa de morcego. [há controvérsias aqui também…]

E nossos filhos também verão esse ”depois”, pois dois anos sem aulas regulares não são recuperáveis. É como se toda a população infanto-juvenil do globo tivesse repetido de série! Tempo perdido é algo que não volta, e para crianças pequenas é ainda mais grave. A janela temporal de desenvolvimento educacional para crianças pequenas segue um padrão amplamente conhecido. Há objetivos de desenvolvimento a serem atingidos até determinada idade limite. Após essa idade, a perda é irreversível.

Os impactos psicológicos de todo esse caos ainda não foram completamente avaliados. Como uma sociedade inteira experienciou um evento tão traumático quanto esse? E como lidará com isso daqui para frente?

Veja mais: Depressão e outras doenças psíquicas.

Este ano já está perdido, ao menos no setor público. Além de já ser Natal na Leader Magazine, e com ele virem os recessos, fim de ano no serviço público se resume a lidar com a burocracia a que o emaranhado de leis brasileiras nos obriga. Balancetes, prestações de contas, verificação de projetos e um sem número de papéis exigidos que temos de apresentar. 1 Porém se o serviço público ora aguarda 2022 para poder retomar integralmente suas atividades, o setor privado brasileiro demonstrou força e determinação.

Mesmo a contragosto daqueles que torceram contra o Brasil, crescemos. A resiliência que o povo brasileiro adquiriu após tantos e tantos anos de políticos fazendo besteira o permitiu superar mais este desafio. Nossa economia conseguiu se sustentar durante esse período, o comércio está otimista para este final de ano de 2021, empregos temporários podem se tornar permanentes, o Governo Federal investiu pesado em infra-estrutura e no maior programa social da história mundial. Praticamente todo mundo que quis se vacinar já conseguiu ao menos a primeira/única dose. Vencemos mais esta.

Para encerrar este ciclo, seguem duas publicações e suas respectivas fontes para registro.


Fonte: https://www.jornalcorreiodamanha.com.br/editorial/9941-senadores-abutres

Senadores abutres
Por Cláudio Magnavita (diretor de redação do Correio da Manhã) 20 Outubro 2021 00:02

A CPI do Senado chega ao fim com o país vacinado, com estados e cidades abolindo o uso da máscaras, com leitos de UTIs disponibilizados, com sinais de retomada econômica, empresas contratando, com teatros e cinemas abrindo sem limites de público, com o turismo sendo reaquecido, com os brasileiros voando de férias para o Brasil e para o exterior, onde passaram a serem aceitos, com falta de carros novos nas revendas automobilísticas, com superavit na balança comercial, com a programação de réveillon e carnaval sendo agendados, com o Brasil bem mais saudável economicamente do que seus vizinhos no continente, com o comércio realizando vendas, com o setor de e-commerce batendo todos os recordes e as crianças voltando às aulas. É este o Brasil real em 20 de outubro de 2021. Esta é uma lista de fatos. De uma realidade que incomoda os senadores que fazem parte do G7 de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que virou, na realidade, uma comissão para lamentar a posição de senadores que utilizaram a corte parlamentar para implodir o presidente e o governo federal.

O ódio uniu parlamentares que meses antes se engalfinhavam e trocavam acusações. A estrela da oposição hoje é Renan Calheiros, que os próprios colegas de CPI um dia tentaram defenestrar do mandato. O Brasil que a CPI Para Lamentar construiu é o de um governo comandado por “um presidente genocida”. O mesmo “genocida” que comprou vacina para todos os brasileiros. Foi o governo federal o único que comprou e pagou pelas vacinas; até as fabricadas pelo Butantan foram pagas pela gestão Bolsonaro. O mesmo governo que implantou o maior programa assistencial do planeta e incluiu três argentinas só de invisíveis. O colapso que seria criado por lockdown desenfreado foi evitado pelo presidente que peitou governadores que estavam acobertados pelo judiciário, criando a maior federação do mundo com a inclusão da autonomia dos municípios para os assuntos da Covid.

Quem oxigenou financeiramente os estados com repasses milionários foi o governo. Toda a logística de transporte foi federal e contínua, com uma participação histórica das nossas Forças Armadas.

O Brasil do quanto pior melhor é o cenário que a CPI traçou nessas vergonhosas semanas de ataques, desrespeito, utilização de cadáveres e luto familiar, como se o Brasil não tivesse feito o dever de casa. São os mesmos parlamentares que viajam tranquilamente para seus estados de origem todas as semanas e que deixam o circo de horror da CPI e vão almoçar em restaurantes de Brasília.

Os senadores abutres estão certos em dizer que Bolsonaro é “genocida”. Ele matou a corrupção epidêmica que assolava o governo federal e assassinou a mamata que fez a fortuna de muitos daqueles que hoje querem destruí-lo politicamente e a seus filhos, todos eleitos pelo voto democrático.


O MAIOR CR1ME que a CPI cometeu contra os brasileiros! E a verdade sobre a PEC da Vingança! LUIZ CAMARGO vlog

Em tempo: não tenho vínculos com o apresentador, tampouco aprovo, recomendo ou incentivo a aquisição de seus produtos e serviços.


  1. Este texto está de acordo com as restrições que tenho enquanto servidor público de escrever e publicar artigos críticos aos órgãos de Estado.
    DECRETO Nº 2479 DE 08 DE MARÇO DE 1979
    APROVA O REGULAMENTO DO ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
    CAPÍTULO III
    Das Proibições
    Art. 286 – Ao funcionário é proibido:
    I – referir-se de modo depreciativo, em informação, parecer ou despacho, às autoridades e atos da Administração Pública, ou censurá-los, pela imprensa ou qualquer outro órgão de divulgação pública, podendo, porém, em trabalho assinado, criticá-los, do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço; 

Deficiência de aprendizado infantil

Minha postagem sobre demência infantil teve quase nenhum acesso. Praticamente não há informações de qualidade sobre demência infantil em português.

Veja: Demência infanto-juvenil

Recapitulando aquela postagem, desta vez segue um documentário em escopo similar: deficiência de aprendizado infantil. Transtornos como défict de atenção, dislexia e outros são conhecidos há décadas, e a forma de remediá-los também.

Não há motivos para que nem todas as crianças sejam educadas e auxiliadas segundo suas necessidades.


1960s Documentary on Learning Disabilities. (ADHD, dyslexia & more) | ArchiveMC

The film describes symptoms such as hyperkinesis, poor balance, perseveration, and language disorders. For a historical perspective on learning disabilities see “The Incomplete Child: An Intellectual History of Learning Disabilities”

Tradução:

Deficiências de aprendizagem específicas assumem muitas formas e uma criança pode ser muito diferente de outra.

Jan é de fala mansa, conscienciosa, um modelo de bom comportamento. Sua leitura e escrita são boas. Mas uma deficiência de linguagem torna difícil lembrar até mesmo instruções simples.

— Jan, você me faria um favor? Vá até o armário e traga três folhas de papel, uma tesoura e um pouco de cola.
— Okay.
— Agora, o que eu pedi para você trazer?
— Hã… cola.
— Que outras coisas eu pedi? Você cconsegue lembrar?
[sinal negativo]

Este menino também é agradável, discreto e meticuloso em seu trabalho. Mas ele muitas vezes fica preso a uma única idéia, preocupado com uma palavra ou frase, e sua deficiência pode ser negligenciada; às vezes, é apenas em uma atividade casual como esta que sua tendência a perseverar se torna óbvia.

— A próxima palavra é through: go through the door.
[crianças trabalham]

Se crianças com leves deficiências são muitas vezes negligenciadas, as crianças com deficiências graves são muitas vezes excluídas. É claro que a criança hiperativa e distraída quase não tem sido ignorada. Seu comportamento era intolerável, ele pode ter sido excluído de uma escola após a outra.

— David, você está conosco?
[David move-se inquieto em sua carteira]

Esse nervosismo, o movimento constante é o que os neurologistas chamam de “comportamento hipercinético”. Para essas crianças, apenas sentar-se quietas é uma provação.

— Tudo bem, David, fique de olho seu próprio papel!
[David olha para os lados]

David tem mais de uma dificuldade: sua percepção auditiva parece ampliar cada som. É como se ele ouvisse as coisas “bem demais”. Ele não consegue bloquear os ruídos de fundo e se concentrar na voz da professora.

— Mantenham seus papéis organizados.

O estudo de deficiências de aprendizagem específicas levou a descobertas sobre toda a aprendizagem. Estamos começando a apreciar a complexidade dos atos que há tanto tempo tomamos como certos. A coordenação de mãos e olhos, o julgamento do espaço, o senso de equilíbrio, ritmo. Aprendemos que o que para uma criança pode parecer instintivo e espontâneo para outra é um esforço consciente, um problema que ela deve superar.

— Agora fiquem em um pé e inclinem-se para a frente.
[as crianças apresentam dificuldades]

Às vezes um problema que não é detectado na sala de aula torna-se dramaticamente aparente no parque infantil ou no ginásio.

— Agora feche os olhos e tente manter o equilíbrio. Toque a ponta do nariz com o dedo. Está bem!

Disfunções neurológicas podem afetar o equilíbrio e a coordenação. Confusão entre esquerda e direita são dificuldades de aprendizagem freqüentes. Não há um sintoma universal de deficiência. Todas as crianças devem ser entendidas como um indivíduo, mas algumas coisas são verdadeiras em geral. Todas as crianças, sejam suas deficiências leves ou graves, são mais fáceis de serem ajudadas se forem encontradas cedo, e quase inevitavelmente crianças que sofreram anos de fracasso escolar desenvolvem problemas emocionais que complicam ainda mais o processo de aprendizagem.

Felizmente, muitos professores estão aprendendo a cuidar das crianças com problemas especiais. Um professor pode pedir para crianças olharem para desenhos como este e reproduzi-los em seus próprios papéis. Com algumas crianças, a dificuldade perceptiva é imediatamente aparente. Uma disfunção neurológica pode confundir o senso de posição e direção de uma criança e as palavras que descrevem a posição interna, externa, superior e inferior têm pouco significado para essa criança.

— Agora à direita do quadrado, você desenhará dois círculos. Agora no canto superior direito do quadrado você desenhará um triângulo. A partir do triângulo, você desenhará uma linha até o canto inferior esquerdo do quadrado.
[o aluno erra o comando e desenha uma linha para o canto inferior direito]

Escrever letras e palavras ao contrário é um problema bastante comum.

— Escreva a letra ”d”. Agora abaixo dela escreva a palavra ”cachorro”. Faça suas letras lindas e grandes.
[a menina apresenta dificuldades e escreve a palavra ao contrário]
— Tudo bem.

Uma corrida para colocar os prendedores de roupa no varau pode mostrar problemas no controle muscular, desajeição incomum e movimentos espelhados da mão livre mostram desenvolvimento imaturo. Professores podem observar a disritmia na maneira como uma criança pula corda. Eles podem verificá-la além com um exercício como este.

[No exercício, o professor solicita que a criança repita o ritmo musical, mas o menino não reproduz corretamente.]

Um professor que suspeita de uma deficiência de linguagem pode pedir a uma criança para recontar uma piada ou repetir uma lista de palavras.

— patos ovelhas pombos galinhas. Robbie, você pode dizer isso?
— patos ovelhas po-po-pombos e porcos.
— Desta vez eu vou perguntar a Susie uma lista. carpinteiros pintores moleiros soldados.
— carpinteiros pintores soldados [se autocorrige] moleiros soldados
— Muito bom! Aqui outra para você Susie: carta martelo xícara de chá pá de neve.
— Eu não sei.
— Tente esta: estrela travesseiro garrafas de leite.
— [pronuncia com dificuldade] estrela travesseiro sem garrafa e mesa.
— Okay.

Observação em sala de aula não é diagnóstico, mas professores observadores ajudam a identificar aquelas crianças cujos problemas precisam de um estudo diagnóstico completo.

— Olhe para essa palavra.

Este é Blake Carner. Na quarta série ele ainda estava lendo no nível da primeira série e ele estava começando a ficar para trás em todas as suas matérias. Todos os professores deram uma explicação. Um professor disse:” oh, Blake vai superar isso”, outro disse que ”isso é apenas um retardo mental geral” e ainda outro achava que Blake tinha um bloqueio emocional para aprender. O que Blake realmente precisava era de um extensivo estudo diagnóstico, um processo envolvendo profissionais de várias áreas.

— Mais uma vez: um, dois, três, quatro.

A avaliação de Blake começou com uma checagem física completa. Quando deficiências de visão, audição e outros problemas de saúde foram descartados, ele fez um exame neurológico. Dra. Elena Boater é especialista em neurologia pediátrica.

— Ponha o dedo no seu nariz, agora no meu dedo, nariz, dedo… Muito bom! Coloque a mão direita na orelha esquerda. Vá em frente, tudo bem.
[Blake erra]
— Coloque agora sua mão direita na orelha direita. Vá em frente, a mão direita a orelha direita.
[Blake acerta com dificuldade]
— Bom! Olhe através da lente desta outra luneta com um olho e olhe para um de seus dedos e veja se você consegue ver suas impressões digitais.

Mão esquerda, mas olho direito é uma indicação de dominância mista. Este teste revela um padrão de fala imaturo:

— I like to gather seashells on the seashore.
— I like to get shores… “seashares”…  and “shesure”.
— Muito bem! Vamos tentar estes…

Dra. Boater avalia a leitura não para determinar o nível de série, mas para avaliar os tipos de erros que uma criança comete, Blake freqüentemente transpõe letras ou as vê de cabeça para baixo, lê algumas palavras da direita para a esquerda. Esses erros são freqüentemente cometidos por crianças mais novas que estão começando a ler, mas na idade de Blake eles sugerem um distúrbio neurológico.

Em outro estágio no estudo de diagnóstico, Blake é examinado por um psicólogo. Dr. Helmut Burstin.

— Pode marcar onde está?
[Blake marca com caneta um dos copos de vidro à sua frente]

Como parte de seu estudo, Dr. Burstin observa por sinais de distúrbio emocional. Embora Blake ocasionalmente mostre alguma ansiedade e frustração, quaisquer problemas emocionais parecem ser o resultado de seu fracasso na escola e não a causa de sua dificuldade de aprendizado.

— Você pode me dizer o que está faltando neste? [teste com bloco de figuras, em que parte das figuras está faltando]
[Blake aponta para o que falta nas figuras]

Dr. Burstin também descobre que Blake tem uma inteligência de brilho normal. Mas suas dificuldades em alguns testes de percepção e linguagem apoiaram os achados do exame neurológico.

— Carpinteiros se ajoelham?
— Sim.
— Os microscópios aumentam?
— Não.
— As seringas meditam?
[risos]
— As latas iluminam?
— Eu não sei.
— A lixa é áspera, o vidro é…
— Afiado.
— Três é um número ímpar, seis é…
— Par.
— O oceano é profundo, um lago é…
— É… curto?

Ajudar os pais a entender o problema é uma parte essencial da ajuda à criança. Dra. Boater explica os resultados do teste para a mãe de Blake.

Dra. Boater: “Agora em resumo. Blake apresenta uma variedade de sintomas aparentemente não relacionados, como dominância mista: ele é canhoto, olhos destros e pés destros. Ele também é ambidestro: às vezes ele usa a mão direita em vez da esquerda. Ele tem alguns problemas de articulação de fala infantil, que são característicos da fala de uma criança muito mais nova. Na sala de aula, sua capacidade de atenção tende a ser curta e ele tende a ser um pouco hiperativo, também um comportamento de uma criança muito mais jovem. Então o que estamos lidando aqui, na verdade, em uma análise mais detalhada, todos esses sintomas e manifestações caem em um padrão muito distinto de atraso de desenvolvimento ou atraso maturacional, que nos leva a fazer o diagnóstico de disfunção mínima cerebral com algum atraso específico de linguagem e, além disso, a triagem para um problema de deficiência de leitura mostrou que ele realmente tem um problema de deficiência de leitura ao qual nos referimos clinicamente como dislexia específica do desenvolvimento. Em outras palavras, não é apenas um retardo de leitura que pode melhorar com mais prática, mas é um problema de deficiência de leitura para o qual técnicas de leitura corretivas são imperativas.” [termos usados em 1960]

Quando os pais entendem as deficiências da criança, há muitas coisas que eles podem fazer para ajudar. Dra. Boater enfatiza a importância de rotinas regulares e bons hábitos de saúde e, ao encorajar Blake, seus pais podem ajudá-lo a evitar problemas emocionais. Mas diagnóstico e encorajamento não vão longe o suficiente: agora depende da escola.

Os resultados do teste escolar de Blake são estudados pelo comitê de admissões, incluindo o diretor da escola, um psicólogo, um pediatra, uma enfermeira, e um professor de educação especial. O comitê considera as alternativas. Uma vez que a disfunção neurológica de Blake é relativamente leve e ele não apresenta problemas de comportamento em sala de aula, sugere-se que ele permaneça no programa da escola regular e receba ajuda de um tutor. Mas Blake já está muito atrasado e ansioso e com medo de cometer erros. A tutoria não será suficiente.

O comitê decidiu em favor de um programa de tempo integral, uma turma especial para deficientes educacionais. A escola é Rancho Vista em Palos Verdes, Califórnia. Seu programa para deficientes educacionais foi um dos primeiros nas escolas públicas da Califórnia. O novo professor de Blake é Jerry Gibson. Ele já sabe algo sobre Blake. Para Blake a importância de tal classe não é simplesmente que ele receberá trabalho mais fácil ou mais atenção individual: ele aprenderá de uma nova maneira.

Existem apenas 11 crianças na classe especial. Blake terá suas próprias atribuições. Ele trabalhará da maneira em que aprender melhor. Sozinho, com um parceiro ou em um grupo. Durante parte do tempo, ele terá o professor todo para ele.

— Okay Blake, vamos examinar algumas palavras. ”n-u-m-b-e-r” ”number”. Okay, farei isso mais uma vez e eu quero que você faça, tudo bem? Toque no ritmo da palavra ”number”. ”n-u-m-b-e-r” ”number” Agora você faz,  usando essa mão.
— m-u [o professor pára Blake]
— Como é que começa?
— ”n-u-m-b-e-r” ”number” 
— Okay, mais uma vez.
— “m-u-m”

Há mais de uma maneira para ensinar a grafia de uma palavra. Se Blake tem problemas com configurações visuais, ele pode aprender o ritmo de uma palavra e o som das letras.

— Agora eu quero que você trace as letras e me diga as letras enquanto você as traça, okay? Bom.

Ele ele traça as letras em uma superfície áspera, e a palavra toma forma através de seus sentidos táteis e cinestésicos.

Sr. Gibson: “Como professor, eu tenho que encontrar o melhor padrão de trabalho para cada criança e o padrão que desenvolvemos é baseado tanto nas necessidades emocionais da criança, quanto em seus problemas acadêmicos.”

Nesta turma, as crianças podem escolher onde trabalharão. Algumas preferem um cubículo particular.

Sr. Gibson: “Essas crianças têm um nível de frustração mais baixo; são mais facilmente distraídas de seu trabalho; muitas vezes, são perturbadas pela competição; e precisam de mais encorajamento do que a maioria das crianças. É muito importante ajudá-las a se sentirem bem-sucedidas, e, claro, quando uma criança começa a ter sucesso na escola, muitas vezes vemos uma melhora notável no comportamento.”

Gail é uma boa ilustração disso. No início, ela tinha certeza de que ela era um fracasso. Ela até riscava as respostas corretas e tentava adivinhar, mas se cometesse um erro, ela começaria a chorar.

Sr. Gibson: “Por um tempo, dei a ela apenas as palavras que sabia que ela não poderia errar. Mas ela fez um progresso real. Agora, é claro, é importante para ela ter alguns desafios.”

— O que ele fez com o nariz do pônei?
— Colocou na água.
— Qual foi a outra palavra que significa colocar?
— Hum…
— A [palavra] que tivemos um pequeno problema e que significa ”colocar”? Eu posso dizer ”eu coloquei o cartão aqui”. Outra forma de dizer é…
— Place.
— Bom. Você encontrar a palavra ”placed” naquele parágrafo para mim?
[Gail aponta]
— Soletre.
— p-l-a-c-e-d

Esta turma permite que uma criança se levante e se mova se ela precisar, ou vá para outra tarefa por um tempo.

Sr. Gibson: “Essas crianças estão nesta turma porque elas precisam de considerações especiais. Você considera uma criança que é extremamente distraída e hiperativa. Cinco minutos pode ser o limite absoluto que você consegue se concentrar. Em um dia ruim, pode ser menos. Você o coloca em uma turma normal e lhe pede para fazer aritmética por 20 minutos e ele provavelmente vai explodir. Mas é importante para a criança perceber que dar-lhe maior latitude não significa que removemos a responsabilidade. Temos de ajudá-lo a aprender que seus problemas especiais não devem se tornar uma desculpa para não tentar. Na verdade significa que ele deve se esforçar mais. Apenas tentamos manter os objetivos realistas. Se ele só pode trabalhar cinco minutos, não pedimos a ele para trabalhar dez, mas pedimos a ele que faça o melhor esforço de cinco minutos que ele pode.”

— Na terceira linha de círculos, colorir o terceiro círculo de verde.
[meninos pintam]

O professor aumenta os períodos de concentração por etapas fáceis. Os meninos devem estar atentos para seguir as instruções do professor e não lhes é permitido voltar. Mas o gravador também ajuda: os fones de ouvido desligam os sons [externos] e vencer a máquina torna-se  um jogo.

— Na segunda linha encontre o quarto círculo. Pinte a metade superior do quarto círculo de azul.
[meninos pintam]

— Tim, olhe para mim. Faça este som: [som].
— [Tim reproduz o som]
— Agora olhe para mim, okay. [professor reproduz o som] Que letra faz esse som?

Porque essa turma exige muito do professor, a escola fornece uma assistente. Enquanto o Sr. Gibson dedica tempo a um problema especial, a assistente ajuda a manter a rotina.

— Você sabe o que fazer aqui?
— Sim.
— Tudo bem. Quatro vezes zero é?
— Zero.
— Tudo bem, e o resto você pode fazer.

— Olhem para este desenho com muito cuidado. Agora, quando eu esconder o desenho, vocês devem fazer o mesmo desenho em seus papéis.
[grupo de crianças trabalham em classe]

Muitas crianças em turmas especiais como esta acabarão voltando para um programa escolar regular. De 11, 4 já estão passando uma parte do dia em outras turmas. Aprender a trabalhar com um grupo regular faz parte de seu treinamento aqui.

Sr. Gibson: “O trabalho em grupo é muito difícil para algumas crianças. Elas estão sob mais pressão, há mais distrações e elas estão mais conscientes de seus próprios erros. Eu não coloco uma criança no grupo até que ela e eu sintamos que ela está pronta, mas uma vez que ela está dentro, as regras são rígidas. Quando ela se junta ao grupo, ela concorda em seguir em frente.”

— Okay, vamos ver como nos saímos.
[John muda o desenho]
— Não mude, não faça nenhuma mudança. Ninguém é perfeito nessas coisas. O que você deve fazer é olhar cuidadosamente para os desenhos.

John Boyle odeia cometer um erro, e se ele estiver tendo problemas ele pode se recusar a trabalhar completamente. Ou ele lida com suas frustrações atrapalhando o grupo.

— Da próxima vez você desenhará o que vê mais as partes que faltam. Há duas figuras, okay. Olhem com cuidado. Desenhem.
[John apresenta problemas]
— Não se preocupe com isso.
[John amassa sua folha de papel]
— John, por que você não tira uma nova folha de papel? Tente com uma nova folha de papel.
[John continua com problemas]
— John, John, olhe para mim. Por favor, John. Ninguém é perfeito em fazer isso é por isso que estamos fazendo isso. É prática. Então eu não quero que você se preocupe com isso, okay? Você tentaria mais uma vez? Tentaria outra folha de papel? Temos muito tempo, okay? Não se preocupe com isso. Temos muito tempo. Tente novamente, okay? Pronto? Tudo bem, olhe com atenção para este desenho. Conseguiu? Bem, faça esse desenho.
[John continua apresentando problemas]
— John, John, se você não puder trabalhar conosco você terá que deixar o grupo. John, eu disse que você teria que deixar o grupo se você não puder trabalhar conosco. O que você está fazendo é atrapalhar a mim e está atrapalhando o resto das crianças no grupo.
[John derrubou o lápis]
— Você vai pegar seu lápis, John. Pegue seu lápis.
[John se recusa a obedecer]
— Sinto muito, você precisa deixar o grupo. John, você terá que deixar o grupo se não puder trabalhar conosco. Isso não está ajudando ninguém, muito menos você. Vamos, sente-se aqui, abaixe a mão, fique bem aí.
[John é removido do trabalho em grupo]

Sr. Gibson: “John, percorreu um longo caminho. Há um ano, sempre que estava chateado, ele fugia da sala de aula e eu tinha que ir procurá-lo. Quase todos os dias havia um problema. Mas conversar sobre isso ajuda.”

— Então, você não estava chateado comigo?
[sinal negativo]
— Você não estava chateado com nenhum dos outros meninos?
— Não.
— Com o que você estava chateado?
— Eu.
— Com você? Porque você cometeu um erro? Oh, ouça, agora, olhe. Deixe-me dizer uma coisa, okay? Você acha que eu esperava que você fosse capaz de fazer aquele trabalho?
— Não, não, não.
— Bem, espere um minuto, se eu pensei que você poderia fazer aquele trabalho perfeitamente, então por que eu deveria pedir para você fazê-lo?
— Para me ajudar, eu acho. Eu não sei.
— Para ajudar você. Mas se você não precisasse desse trabalho, se você não cometesse erros, então eu não pediria para você fazer. Eu espero que você cometa erros. Agora, ouça, John, todos nós cometemos erros, eu cometo erros. Lembra-se da vez em que mandei um trabalho para casa e eu marquei o problema errado? Eu estava certo? Eu cometo erros. A única vez em que eu enviei o trabalho para casa eu escrevi uma palavra errada. Eu cometo erros. Todos nós cometemos. O motivo para essa tarefa, John, foi ajudá-lo. Agora, quando você cometer erros, o que você vai fazer?
— Tentar fazer de novo.
— Tentar fazer de novo. Se nós estivermos fazendo algo como estávamos fazendo no quadro, você vai tentar novamente. Okay, você vai dizer ”esqueça!”, okay, apenas continue, okay, você quer tentar?
— Okay.
— Então, amigos?
— hum-hum.
— Okay, vamos trabalhar.

Ensinar crianças como John é um esforço cooperativo que envolve os pais e também a escola. Sem essa cooperação, o que é realizado na sala de aula pode ser desfeito em casa. Jerry Gibson acredita que ganhar o apoio dos pais é uma parte importante de seu trabalho de ensino.

Mãe de John: “Você sabe, tantas reuniões de pais e mestres podem ser realmente horríveis. O professor geralmente chama os pais porque o filho deles fez algo errado. Mas o Sr. Gibson liga ou às vezes vem apenas para nos dizer quando o John fez bem algo. Isso é muito importante para os pais de crianças com deficiência educacional; às vezes você está prestes a desistir de ter esperança. É claro que nenhum professor é mágico, ele não pode simplesmente fazer os problemas desaparecerem. Mas falar sobre eles desse jeito os impede de se tornarem uma crise. Tem sido bom para o John fazer parte disso também, ele pode contar a sua versão, e eu acho que falar sobre seu próprio comportamento parece ser um grande passo para lidar com isso e aprender o autocontrole. A autoconfiança de John e seu controle emocional melhoraram notavelmente. Olhando para trás alguns anos, eu percebo que ele é um garoto diferente agora.”

Como John Boyle muitas crianças matriculadas em turmas especiais gradualmente voltarão à escola regular, esquecendo que alguma vez tiveram problemas de aprendizagem. Outras crianças cujas deficiências são mais graves podem sempre ser limitadas, mas as escolas públicas podem ajudar a todos e nesses programas especiais não há uma medida única de sucesso.

Mãe de Carrey: “Este é meu filho Carrey. Como as outras crianças neste filme ele é deficiente educacional. No caso dele a deficiência é mais severa. Carrey não é capaz de freqüentar aulas regulares. Antes do programa especial, ele foi totalmente excluído da escola pública. Felizmente agora há uma aula para Carrey. É claro que seu professor o ajuda com seus problemas, mas ele faz outra coisa que é muito importante também: ele procura as coisas que Carrey faz bem. Esta é uma das primeiras pinturas de Carrey, feitas quando ele tinha oito anos. Você pode ver as distorções perceptivas e marcações descontroladas. A distorção visual provavelmente sempre estará lá, mas em seus trabalhos posteriores você pode ver o crescente controle e auto-confiança. Este aqui é Noé enviando a pomba. É claro que nem todas as crianças são especialmente talentosas ou dotadas, mas todas as crianças podem fazer algo com sucesso e elas têm o direito de descobrir o que podem fazer de melhor.

Afinal, o Fascismo é de ”direita” ou de ”esquerda”?

Como surgiu a idéia?

Quem inventou o Fascismo?

O que essa ideologia defende?

Por que chamam quem se identifica com a direita conservadora atual de fascista?

Resposta em 5 minutos:

O efeito Lúcifer | Visão Libertária

Segue o vídeo O efeito Lúcifer | Visão Libertária que trata a partir de exemplos a questão em psicologia: é possível que um homem bom possa cometer atos atrozes? São apresentados dois experimentos em psicologia, um caso real da Segunda Grande Guerra (Adolf Eichmann) e o comportamento questionável de certos policiais durante a pandemia.

LGBTQQIP2SAA+ (SBBHQK?)

O homossexualismo é uma condição que precisa ser respeitada, mas que não deve ser enaltecida. Precisa ser compreendido, mas jamais ser estimulado.

O movimento LGBTQQIP2SAA+ (SBBHQK?) é uma aberração social, um ramo do neomarxismo pós-moderno que presta um desserviço às pessoas que realmente precisam de ajuda.

Toda agressão, seja ela verbal ou física, toda animosidade tende a gerar ainda mais animosidade. E é exatamente isso o que os ativistas conseguem: em lugar de usar estratégias inteligentes em prol da pacificação do tema, utilizam métodos combativos que tão somente alimentam ainda mais o ciclo de raiva e incompreensão. Afastam em lugar de aproximar, ofendem e exigem respeito, discutem em lugar de debater.

Só há combate quando há um inimigo. Ao ser atacado, o ”homem branco heterossexual cristão”, ou qualquer pessoa lúcida, assumirá uma de duas posturas defensivas. Na natureza, existem duas formas de lidar com o perigo: fugir ou atacar. Em uma manifestação (balbúrdia) cheia de pessoas gritando palavras de ordem, é possível sair de perto, afastando-se das pessoas (e também das suas idéias, incluindo o já esquecido apelo por respeito).

Mas, ao receber diariamente, por todos os meios, acusações de ser causa do problema, de estar do lado do ”mal”, de ser omisso caso não tome a mesma parte deles, ou de ser cúmplice criminoso caso se manifeste contrário, a pessoa sente-se diretamente atacada. E começa a revidar.

E, no meio de todo esse problema, foi relegado a segundo plano quem realmente precisa de ajuda.

Até que ponto todo esse estímulo ao homossexualismo e à promiscuidade está cooptando jovens (por sua natureza influenciáveis) e os corrompendo para o mal caminho? Até que ponto toda essa libertinagem estava apenas ocultada da vista pública e agora tomou força para se revelar?

Enquanto o mundo se torna uma grande orgia, os jovens que começam a descobrir sua sexualidade sofrem de um lado a má influência de um grupo que quer apenas usá-los em seu momento de maior fragilidade para somar números à sua causa perniciosa, e do outro lado a incompreensão e a intolerância de uma sociedade cada vez mais resistente e inflamada frente ao ativismo.

Nesse momento de autoconhecimento, onde mais precisam compaixão, se vêem inseridos numa disputa, onde não são tratados como os protagonistas de suas próprias histórias.

— Você está bem?
— Você quer conversar?
— O que você está sentindo?
— Quais são as suas dúvidas?

Pode ser só um momento de confusão, pode ser a natureza dele mesmo. A adolescência é um turbilhão de hormônios e mudanças fisiológicas, dúvidas e descobertas. Já tem problemas demais por si mesma, não precisa de mais um inventado por má gente que quer se aproveitar. E não: criança não entra nessa história. Não existe criança transgênero. Existem, isso sim, pais degenerados.


Vídeo de exemplo 1: Veja um exemplo de propaganda direcionada a jovens: cores vibrantes, música ”chiclete”, liberdade (vôo) e a existência de um ”mentor” para ensinar o jovem a ”descobrir” e ”abraçar” seu homossexualismo.

『填 FILL』

The heroine is a high school girl who leads a dull life, living like a corpse. She meets a mysterious woman on the subway going home from school. The mysterious woman quietly tied a magic rope to the protagonist’s hand. After returning home, she found that the lady of the rope had entered the world in the mirror. Under the guidance of the rope, she finally found her true self with the help of various spirits in the mirror.

The original video is on Bilibili, a Chinese video-sharing website (kind of like Youtube), where it is distributed with the author’s permission.
https://www.bilibili.com/video/av11491219
or you can just search up the full title,
【AniOne线上展】川音成都美术学院动画短片《填》|动画学术趴
It translates to [AniOne Online Exhibition] Sichuan Music Chengdu Academy of Fine Arts Animation Short Film “Fill” | Animation Academic Party

Bilibili has a special function that makes comments run across the video while it plays. You can turn it off with the little blue button below the video.


Vídeo de exemplo 2: este vídeo é uma compilação de vídeos que mostram o comportamento agressivo típico dos manifestantes/ativistas a que me refiro neste texto.

  • No primeiro vídeo vemos uma mulher aos berros ofendendo e interrompendo uma palestra para a qual se identifica como opositora.
  • No segundo vídeo vemos manifestantes defendendo argumentos contraditórios entre si e hostilizando quem faz perguntas críticas.
  • No terceiro vídeo vemos manifestantes agressivamente tentando impedir a realização de uma palestra .
  • No quarto vídeo vemos crianças pequenas sendo usadas para propaganda feminista. As crianças foram instruídas a usar palavras de baixo calão e discorrer sobre conteúdo impróprio para sua idade.
  • O último vídeo mais longo traz um debate feminista, e foge ao escopo deste texto.

SJW Cringe Compilation #9 Classics Edition | SJW CRINGE MACHINE


Vídeo de exemplo 3: neste segundo vídeo o Coral de Homens Homossexuais de São Francisco diz claramente na letra de sua música que querem corromper as crianças das famílias cristãs.

Devido à grande controvérsia que ele trouxe, foi indisponibilizado para ser assistido livremente. Para vê-lo, por favor, acesse o atalho abaixo.

“A Message From the Gay Community” Performed by the San Francisco Gay Men’s Chorus | SFGMC TV
[na descrição do vídeo eles consideram-no ”satírico”] https://www.youtube.com/watch?v=ArOQF4kadHA

“Nós vamos converter suas crianças. Isso acontece pouco a pouco, quietamente e sutilmente…”

Imagem de exemplo 1: no Canadá (e outros países), várias bibliotecas estão tendo seus dias de leitura feitos por transformistas. A matéria completa com a reação das criancinhas pode ser vista clicando na fonte, citada logo abaixo da imagem.

Barbada (Sébastien Potvin) reads to children at Over The Rainbow daycare’s first drag queen story time event. (Shari Okeke/CBC)
Barbada (Sébastien Potvin) reads to children at Over The Rainbow daycare’s first drag queen story time event. (Shari Okeke/CBC) Fonte: https://www.cbc.ca/news/canada/montreal/montreal-drag-queen-storytime-daycare-1.4927005

Postagem número 1000.

Hora de fazer algumas recapitulações.

Sempre tive vontade de ter meu próprio espaço na internet. Um lugar que fosse meu, que não dependesse da boa vontade de provedores. Mas ter meu próprio servidor, com redundâncias e conexão com IP fixo é muito caro para um passatempo. Em lugar de reinventar a roda, acabar na bancarrota, mas ainda ter meu website, optei por baixar a cabeça, dizer amém e ter minha página num dos serviços já existentes.

Meu primeiro espaço foi no extinto Geocities, na época em que o Yahoo! ainda prestava para alguma coisa, donde saí nos idos tempos de 2008. Com internet discada e o próprio Yahoo! como provedor, num ínfimo espaço para a página, lá estava eu todo prosa em meu espacinho.

Com o Yahoo! me irritando e degradando seus serviços ao longo do tempo, optei por migrar para o Blogger em 31/08/2009, seguindo o fim do Geocities. E fui lidando com a plataforma, os mandos e desmandos do Google, razoavelmente satisfeito por ter um lugar mais adequado para postar mensagens motivacionais.

Já para 2011 eu tinha de tudo na rede. Multiply (extinto), Orkut (extinto), Blogspot (na época meu weblog tinha o nome Mensagem do dia), Twitter, Facebook. Tudo menos visualizações. |:^/

E, em maio de 2014, o Yahoo! conseguiu me enraivecer mais do que nunca. Um aborrecimento em cima de outro. O serviço de correio-eletrônico estava tão ruim, que mudei oficialmente para o Hotmail e até experimentei contratar meu próprio servidor de e-mail. Detestando o serviço do Google, chutei o balde. Fiz tudo: registrei domínio (noctuam.com/.net/.com.br) pelo IG, contratei o Hostnet, aprendi html. Isso mesmo, aprendi programação html para fazer minha própria página eu mesmo! (eis meu nível de descontentamento)

O serviço de e-mail do Hostnet conseguiu ser pior ainda… Funcionou por apenas um (1) dia de 2014. Obviamente cancelei o contrato na mesma semana. Mas não foi uma experiência de toda inútil. Ao menos tive o website escrito por mim mesmo no ar por um mês, tinha adquirido um nome de domínio próprio e considerável conhecimento.

Não me recordo muito bem, mas lembro que estava insatisfeito com o Blogger (Google de um modo geral) e migrei para o WordPress, com a primeira postagem aqui em 14/04/2014 (Mensagem nº 206). Passado certo tempo, Tiago Caridade me incentivou a começar a escrever meu próprio conteúdo, em lugar de me limitar somente a enviar mensagens motivacionais.

Fui surpreendido com parcos visitantes <post 500> e comecei a dar mais atenção ao conteúdo publicado. Passei a compartilhar o material que uso ao longo dos anos para estudar. Em 11/09/2016 troquei a ”marca” noctuam para meu nome e assim ficou. Uma celebração à minha formação como professor. Minha página então se tornou um repositório para estudantes de docência, pessoas que buscam informações sobre autismo, quem precisa de informações sobre depressão, quem pesquisa sobre halterofilismo e também quem cai de pára-quedas por aqui. rsrsrs |:^p)

É um trabalho singelo. Fico satisfeito em saber que posso estar contribuindo com alguma coisa, mesmo que pouca. Sim, fico chateado porque os meus textos mesmo praticamente ninguém lê (alguns realmente nunca foram lidos). Mas quem sabe se no futuro eu passo a ser conhecido pelas minhas idéias em lugar de minhas excentricidades?

O número de visitantes aumenta e diminui conforme os semestres letivos das faculdades. Com isso posso ver que esta página está sendo usada como repositório, tal como eu queria. Importante notar também que uma parcela das visitas são minhas próprias, pois o WordPress tem dificuldade para contabilizar visualizações.
O número de visualizações não é muito certo, então eu dou mais valor ao número de visitantes.
Fora os quase 3.000 cometários SPAM que recebi, de vendedores de viagra até uma herança que eu tenho para pegar num país africano, não tenho muita interação com os leitores.
Compartilho o conteúdo deste repositório com tudo o que vejo pela frente. Também tenho Tumblr, Twitter, Facebook e LinkedIn.