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WordPress’ politics

Conteúdo

Caso alguma postagem apresente hyperlink ”quebrado” ou mídia que não carrega, avise-me para eu reparar.

Protestos contra o racismo nos EUA.

Tendo em vista os acontecimentos atuais nos EUA (manifestações deflagradas inicialmente como um protesto anti-racista e que já se tornaram tumultos criminosos e violentos), considero oportuno compartilhar o vídeo abaixo.

Trata-se de uma crítica cinematográfica ao filme Ip Man 4, que aborda exatamente o modo como o racismo é retratado nesse exemplo da cinedramaturgia chinesa.

Em tempo, vi que os chineses (observe a generalização racista…) também apresentam sua quota de dois pesos para duas medidas: já vi o modo como tratam os gwailous que viajam para aquela terra, e não me pareceram muito autênticos (assim como muitos de seus produtos). Pedir sem dar em troca parece-me ser algo comum em nossas culturas.

Ip Man 4: How to Write Racism | Video Essay
Accented Cinema


E para levantar o astral neste tema tão controverso, segue um vídeo bem humorado sobre o racismo nos EUA:

Em algum lugar de Brasília… (3)

Segundo fontes, presidente da república bebeu um copo de leite.

Ministério da Agricultura e iniciativa privada (Associação Brasileira dos Produtores de Leite – ABRALEITE) promovem indústria de laticínios por meio do desafio de beber um copo de leite. Autoridades e expoentes são convidados a contribuir com um vídeo em que apareçam consumindo um copo de leite (e seus derivados).

Segundo fontes segue o vídeo oficial da campanha:


Após o gravíssimo atentado à democracia de o presidente ter andado a cavalo sem capacete, ficou no ar a pergunta: será leite de burra?

O legítimo!

E você? Quer leite?

Padrões geométricos naturais – Razão áurea e a Seqüência de Fibonacci

Duas belas animações de Cristóbal Vila mostrando os padrões naturais mais comuns.

Infinite Patterns

Nature by Numbers

Dando nomes ao gado (Texto 3 de 3)

Bia Kicis – E daí?


Confesso que estou sentindo bastante dificuldade em colocar por escrito neste texto tripartido minhas idéias.
1 – A ideologia marxista segrega as pessoas em classes.
2 – Os grupos lutam entre si.
3 – Um lado não escuta o outro.
4 – E separados continuamos em diferentes currais, peões midiáticos alimentam a discórdia e vigiam os rebanhos, cada qual conforme o vaqueiro de seu agrado.


Múúú.
Gado – desde que o mundo é mundo.

Terminei o texto anterior dizendo que Bolsonaro era tudo o que a gente tinha naquele momento para (tentar) fazer alguma coisa. Quando ele sofreu a tentativa de assassinato, comprovou-se de forma inequívoca que ele era a figura-chave para uma ruptura no sistema ali constituído.

Rememoremos a votação do primeiro turno em ordem.

    1. Jair Bolsonaro >> Representante do descontentamento geral da população.
    2. Fernando Haddad >> Foi Ministro de Lula.
    3. Ciro Gomes >> Foi Ministro de Lula.
    4. Geraldo Alckmin >> Tucano paulista, era presidente do PSDB.
    5. João Amoêdo >> Sem posicionamento claro quanto a pautas comportamentais.
    6. Cabo Daciolo >> Glória a Deuxxx!
    7. Henrique Meirelles >> Ministro de Temer.
    8. Marina Silva >> Foi Ministra de Lula.
    9. Álvaro Dias >> Na política desde 1968, senador desde 1999.
    10. Guilherme Boulos >> Militante do MTST.
    11. Vera Lúcia >> Candidatura fisiológica.
    12. José Maria Eymael >> Eterno candidato, apoiador de Haddad.
    13. João Goulart Filho >> Comunista de longa data.

A eleição dele trouxe muita expectativa. Por um lado, seus eleitores estavam esperançosos quanto a profundas mudanças na sociedade. Por outro lado, seus desafetos estavam receosos quanto a perseguições e represálias. Nem um nem outro se sucedeu. Nem houve um retorno à tranqüilidade de um estado militarizado à ’64, nem houve a ditadura que a esquerda tanto ameaçou que ocorreria (e quer implantar).

Houve sim uma pífia e ridícula resistência, simbolizada por alguns gatos pintados bloqueando ruas em alguns dias. Como sempre, comunista no Brasil é só de garganta: sai correndo no primeiro tiro.

Mas houve também uma profunda divisão, um marco real de diferenciação entre os governos anteriores e o atual: o tipo de escândalo. Escandalizadamente escandalizados, os repórteres dos grandes veículos de comunicação passaram a noticiar permanentemente todas as grandes faltas contra a humanidade cometidas pelo governo Bolsonaro.

Foi comemorar 1964, foi azul e rosa, foi fogo na Amazônia, foi óleo no mar, foi barragem arrebentada, foi golden shower, foi ir à padaria… Daí veio a peste chinesa e o foco mudou. Bolsonaro não sabe usar a máscara, e Bolsonaro tirou a máscara, e Bolsonaro coçou o nariz, e Bolsonaro vai fazer churrasco, e Bolsonaro andou de moto-aquática sem máscara, e Bolsonaro voltou à padaria, e Bolsonaro bate-boca com repórter, e muda ministro, e muda secretário, e o presidente (pasmem) faz política…

Esse é o real motivo pelo qual eu ainda acredito que Bolsonaro não está envolvido em esquemas de corrupção. Há toda uma estrutura permanentemente vigiando cada passo, cada palavra, cada possível deslize ou erro para repudiá-lo ou recriminá-lo. E todo esse aparato, nesses meses de constante investigação de sua vida privada e pública, não conseguiu trazer à luz algum escandaloso escândalo de corrupção no alto escalão do governo.

No noticiário de antes, só se falava em ministro que era preso e ministro que era solto. Agora reclama de troca de ministro quem quer trocar o presidente… Talvez a maior prova de isenção seja a saída de Sérgio Moro. Ambos os lados se rusgam. Divórcio não consensual. Estapeamentos verbais. Por quinze meses o biografado filhote de tucano espionou internamente o governo e não conseguiu apresentar acusação de corrupção.

Ou todo esse esquema midiático (imprensa falando inutilidades, saída do ministro da justiça, covidão) forma o maior e mais brilhante teatro político da história brasileira para enganar o povo (é tudo combinado), com o perverso intuito de colocar sob os pagos holofotes da imprensa uma cortina de fumaça que esconda algo muito pior, ou o sujeito está limpo.

É possível que Flávio tenha cometido falta e seu pai o esteja acobertando? Sim. Ter um filho problemático pode acontecer em qualquer família, a dele não é exceção. É possível que Michelle não tenha seguido os passos faltosos de sua família? Também o é. Do mesmo modo que se têm filhos faltosos, também há boa gente vinda de famílias desestruturadas.

E enquanto o povo digladia-se virtualmente aquartelados em suas quarentenas, ou são detidos por exercer seus direitos constitucionais de hastear a bandeira ou de ir e vir, os gestores públicos apresentam desempenho ainda pior do que o já aguardado para ser precário. Abaixo da mediocridade, mesquinhas contendas políticas estão acima da vida das pessoas.

A presente imagem representa com perfeição a administração pública brasileira, na figura de seus gestores; a metodologia de tomada de decisões que afetarão toda a nação; e a atuação do povo frente aos rumos da pátria.

Interessante notar que ”brasileiro” sempre é o outro. Brasileiro fala mal de brasileiro, mas nunca se coloca no mesmo farináceo saco. Ou na mesma boiada. Tanto faz de que lado da cerca você se encontre, caro leitor. Se os peões não decidirem logo o que fazer com a fazenda, não sobrará capim para ninguém.

A sabedoria do homem mais honesto do Brasil.

Para saber mais:
No Ceará 25 pessoas enquadradas por carreata- que a Constituição garante:

Plandemic

Editado em 21/05/2020

Embora o pseudo-documentário seja completamente tendencioso, chamaram-me a atenção os argumentos contrários à vacina (considero a vacina antigripal inútil), à quarentena (demonstrou-se um fracasso em muitos lugares) e à indústria farmacêutica, sobre cujo lobby discorri em Sentimentos mais duradouros.

Considerando que o Facebook removeu por duas vezes esta postagem naquele veículo, decidi colocar em meu espaço privado. A simples idéia de outrem decidindo aquilo que posso ou não visualizar é, por si, uma afronta à liberdade de expressão.

https://www.brighteon.com/embed/86725727-5cb8-4240-b725-1b5b67e01189


Gostaria também de deixar aqui o registro de que o Facebook agiu de forma não compatível com outras matérias:

1 – O Facebook tão somente cobre outras postagens ditas falsas. Qual é a necessidade de excluir esta?

2 – Já denunciei conteúdo impróprio exibido no Facebook, que foi revisado manualmente por tal empresa e foi aceito, a saber: violência contra animais.

3 – Se há interesse real em evitar conteúdo cientificamente falso ou dúbio, por que há grupos de terra plana, terra oca, anti-vacina, caça-fantasmas, pé-grande e congêneres?

Contra hipocrisia, minha arma é o sarcasmo:

Dando nomes ao gado (Texto 2 de 3)

As pessoas se revelam por suas opiniões.
Alexandre Garcia 12/05/2020

E uma vez que não aceitam o resultado das eleições, este terceiro turno que se estende por um ano e meio parece tender a perdurar até 2022 ou 2027, conforme for o caso. Ou, se vier Mourão, a resistência aborrecente doutrinada por professores maconheiros adultos ideologicamente infantilizados poderia talvez vir a conhecer de fato o que são 30 anos de chumbo.

A expressão ”Gado de Bolsonaro” surgiu como forma de ridicularizar os apoiadores do presidente. De fato, há um grupo que o idolatra incondicionalmente, ferrenhamente afeito à fantasia de um ”salvador”. Tudo o que Bolsonaro faz está certo, deus (conceito cristão) o colocou ali. Numa mistura de religiosidade e política, Bolsonaro torna-se um profeta tal como Maomé (e bem sabemos o resultado dessa mistura).

Esses merecem ser admoestados mesmo. Manada impensante, apenas coincidiram (felizmente e finalmente) apoiar o lado direito das coisas no momento certo. Mas basta um usurpador travestir-se com roupagem similar que cometerão o erro de eleger vis traidores, como certos governadores prudentes e sofisticados. E pagarão o preço de irrefletidamente emanar seu poder em favor a proto-déspotas precocemente ébrios de autoridade e autoritarismo.

Delegam a outrem a responsabilidade por suas próprias vidas e por seu próprio destino. Deixam de ser protagonistas de si mesmos. Dependem de outro alguém mais ”importante” para cuidá-los.

Ocorre que não se sabe ao certo que parcela do gado bolsonariano é fanática. Não é difícil delinear o limite que separa a esperança religiosa cristã de que tal ou qual homem defenderá seus valores (postura válida) da idolatria a um homem supostamente colocado ali pela própria divindade para governar (ಠ_ಠ). Porém difícil é separar as palavras de aprovação ao desejo de ordem e progresso presas há anos no homem médio brasileiro das imponderadas defesas de populares a tudo o que o presidente faz, exasperadamente defendendo sua própria esperança em alguém que sentem os representar frente ao enorme poderio de um sistema corrupto e corruptor.

Eu mesmo não concordo com tudo o que Bolsonaro faz. Eu o apóio pois ele precisa de apoio popular para fazer o que se propôs: barrar a esquerda e sua corja de ladrões de acesso direto aos cofres públicos. Esse foi o motivo por que votei nele. O contínuo mugido do gado vermelho mostra que está cumprindo adequadamente esse papel, logo meu apoio continua. Perceba que o meu apoio é condicionado: ele não é corruPTo, logo ele fica. Ainda assim, também sou gado bolsonariano.

Seja vegetariano você também!

Alcunhar todos, sem exceções, ao mesmo nome é “não discriminar pessoas”. Idéia hegeliana de massificação da população submetida aos desígnios, vontades e caprichos dos ”importantes”. Visão de que o povo forma uma massa uniforme inaptamente incapaz de decidir seu próprio destino e formar sua própria história. Idéia essa que culmina exatamente no ideal de ”homem novo” marxista.

As pessoas julgam os outros por seus próprios padrões morais, nem sempre ponderando seus próprios defeitos. O povo marxista é como gado a ser guiado pelos ”líderes”, pelos ”importantes”. Não surpreendentemente transferiram a outrem a designação própria de si mesmos. “Acusa-os do que fazes.”

Se somos gado de currais diferentes, como é o gado do outro lado da cerca? Quem forma a manada do outro curral? Analisemos as eleições que não acabaram.

Em 2018 havia apenas dois candidatos. Bolsonaro e #EleNão. Uma clara demonstração de que havia um único expressivo candidato opondo-se a todo o sistema que ali estava e que era repudiado pela maioria da população. Especificamente no segundo turno, entre Haddad e Bolsonaro, quem votou em quem?

Pedófilos, estupradores, traficantes, ladrões, o grupo MST, aquele menor que rouba seu celular, assaltantes, black blocs arruaceiros, degenerados, os que ofendem a religião alheia e enfiam uma cruz na bunda, quem rasga a nossa bandeira, faz cocô em público, abortistas, feministas, desarmamentistas etc. votaram em qual dos dois? Responda com sinceridade.

— Essa escória é o gado vermelho.
— Opa, peraí! Eu não sou assim não!
— Mas votou com eles, logo está do mesmo lado deles…
— Não estou não!!!

É óbvio que nem todos os que são contra Bolsonaro se encaixam no conceito de marginais transgressores. Mas ao posicionarem-se infundadamente contra ele estão conseqüentemente favorecendo uma política que beneficia o lado ruim da sociedade. Ao menos aos olhos de quem está no pasto biroliriano.

Opiniões são sentimentos, como escrevi. É por elas que vemos o caráter das pessoas. Estar contra Bolsonaro por ter acreditado que ele é um sujeito louco, desvairado e ávido por poder é lícito e esperável. Há motivos (equivocados) para tanto (a saber: desinformação via imprensa). Estar contra sua permanência por considerar que suas limitações próprias prejudicariam o governo também é lícito: muito se reclamou da incompetência de presidentes anteriores.

Mas é necessário sopesar adequadamente: ao desaprovar o presidente, que representa para a maioria da população a esperança de um futuro melhor, inevitavelmente (ainda que involuntariamente) se está fortalecendo a parcela culpada por todo o caos em que ora nos encontramos.

O presidente é desbocado sim. Tem a graça e o garbo de um tijolo. É limitado sim. Mas reconhece suas limitações, não finge competência que não tem. É como o pára-choque que vai à frente tomando pancada, mas depende de nós (o motor) para impulsionar o carro adiante.

Sozinho não vai conseguir enfrentar tanta coisa. E exatamente por isto que precisa de ajuda e apoio. Do contrário, as coletividades contrárias invadirão o pasto produtivo e à força tomarão para si os desesperançosos rebanhos então sem um boiadeiro a os acudir.


Por mais de 200 anos os comunistas se especializaram, se organizaram, se desenvolveram, se infiltraram, se espalharam e impregnaram os Estados e as Nações com seu projeto de destruição para unificação. Em terras tupiniquins, por três vezes tentaram assumir o poder (Intentona, anos 60 e era PT). Sem a formação de líderes verdadeiramente republicanos por décadas, estamos desarmados e desmuniciados contra o exército ideológico, informativo, comunicacional e jurídico vermelho.

Bolsonaro é o que tinha. E vai ter que ser o suficiente. Estamos como Hernán Cortéz. Temos que fazer isso dar certo. Não é mais questão de opinião.
Fim da parte 2 de 3.


Bolsonaro fica indignado com medida de governadores, fala sobre Declaração de Moro, Doria e mais

Dando nomes ao gado. (Texto 1 de 3)

Antes de dar início aos textos, um desagravo. Pode parecer que uso a imagem de Regina Duarte para chamar atenção a meus escritos. Também pode parecer que estou defendendo Regina para angariar simpatia de seus admiradores. Não é o que se sucede.

Não quero ser hipócrita. Não faço parte dos que citam de cor e salteado cada papel seu como atriz. Não acompanhei a carreira de Regina como fez minha mãe. A dramaturgia brasileira não faz parte de meus interesses. Conheço-a como que de vista, ou ”por ouvir falar”. Assisti, portanto, a entrevista da Secretária de Cultura do atual governo à CNN sem estar enamorado da ”namoradinha do Brasil”. E o que vi ficou entalado na garganta.

Nem me é possível discutir questões ideológicas. Aquilo não foi entrevista, foi absoluta falta de respeito com uma senhorinha que chegou toda animada para falar de projetos e de seu novo trabalho e saiu maltratada e desaforada. Eu me senti constrangido ao ver aquilo.

E decepcionado por não ver o governo sair oficialmente em sua defesa. (fora o breve comentário do ministro do turismo) E ver também que artistas (500 deles), grupo quase tão corporativista quanto o poder judiciário, em lugar de defendê-la, agridem-na tão somente por estar ao lado do presidente.

Típico funcionário público brasileiro.

Isso dito, sigamos.


Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões.
Regina Duarte 07/05/2020

Não sou advogado de Bolsonaro, nem este texto intenta defendê-lo. Tampouco adiantaria: “O diálogo somente se dá entre iguais e diferentes, nunca entre antagônicos.“. É impossível conversar com quem é contra a priori. Já escrevi sobre isso aqui. Na política brasileira hodierna ambos os lados alimentam-se com mais do mesmo, um lado não escuta o outro. É perda de tempo tentar explicar-se a outrem.

Bolsonaro não é um santo. É um homem como outro qualquer. As acusações sobre si precisam ser investigadas. Os indícios de envolvimento com milícias e acobertamento de faltas de seus filhos devem ser examinados com todo o rigor, e tais desvios punidos se for o caso. Ele deve ser investigado sim, tal como todos os ministros do STF e tantos e tantos outros com foro privilegiado. 1 Afinal, por que só ele? Querem fita de reunião, querem que se pronuncie sobre tudo, querem até exame de sangue (!), qualquer coisa que possam usar contra ele. Só não encontraram ainda indícios de corrupção no atual governo.

  • A questão não é o que é dito, mas sobre quem é dito.

A esquerda brasileira não aceita que perdeu as eleições. Enquanto eles roubavam e a população se mantinha calada passivamente, havia democracia plena. Sair do poder foi um golpe. E agora, qualquer reclamação contra os poderes Legislativo, Judiciário e Imprensa (contrários ao Executivo) é um ataque à democracia. Mas é ”democrático” criticar diretamente ou indiretamente Bolsonaro.

Porém o que ora fazem é mais birra de quem perdeu gincana do que oposição política. Não há interesse em procurar fazer justiça, e sim em preparar a futura disputa eleitoral. O problema nunca foi ”ser miliciano”, mas é ser ”de outra facção”. Pois, com a mais absoluta certeza, se fosse alguém da patota comunista, não haveria mais do que uma charge no jornal. Enquanto isso, é bem sabido o envolvimento de magistrados e políticos de partidos de esquerda com famosos grupos criminosos organizados.

  • A questão não é o que é dito, mas contra quem é dito.

Bolsonaro tem a elegância, a etiqueta e a eloqüência de um protozoário. Incapaz de se expressar livremente por dois minutos sem dar coice em alguma coisa. E daí? Quando membros da ”esquerda” disparam impropérios, disparates e barbaridades, são bem quistos, bem vistos, bem acatados.

Bolsonaro é machista, homofóbico 2, misógino, racista, impudico…
Mas e quanto à mulher de Ciro Gomes, que só servia para transar com ele?
Mas e quanto a Lula, que disse Pelotas ser ”exportadora de viados”, que conclamou ”as mulheres de grelo duro”, que urinou nas calças em público por estar bêbado? Mas e quanto a Chico Buarque ”batendo na Geni”?

A direita é violenta, fascista e antidemocrática…
Mas e quando Benedita da Silva disse que haveria sangue na luta?
E quando Gleisi Hoffmann disse que para prender Lula tinha que matar gente?
E quando o líder da CUT conclamou guerrilha popular?
E quando o MST depreda patrimônio alheio?
E quando o reitor psolista disse com todas as letras que um bom homem de direita deveria ser morto por um bom fuzil?
E quando um professor de federal fala que bolsonaristas devem ser fuzilados?
E quando Ciro diz que recebe turma do judiciário na bala?
E quando Lula incita trazer os protestos violentos do Chile para cá?
E quando Cid desfila de retroescavadeira? 3

Manifestações democráticas da esquerda.

 

Nada disso conta.

  • A questão não é o que é dito, mas quem é que disse.

Joice Hasselmann, Arthur do Val, Alexandre Frota e vários governadores foram eleitos na onda ”bolsonarista”. Durante a campanha, foram constantemente atacados pela imprensa, sendo-lhes imputada a pecha de fascistas e retrógrados. Após as eleições, flertam com seus não tão antigos opositores e tais alcunhas lhes são exoneradas. Sérgio Moro concentra em sua imagem o exemplo perfeito da hipocrisia da esquerda. Após deixar o governo animosamente, não sabem se devem ou não apoiar quem prendeu seu líder popular.

  • A questão não é o que é dito, mas se favorece a narrativa.

O que fizeram com Regina Duarte na CNN foi das maiores deselegâncias da TV. Não sei o que foi maior ali: militância ou falta de etiqueta. Se ela tivesse seguido o decorado discurso socialista, seria livre pensadora e um exemplo da ”classe”, vocábulo marxista segregatório insistentemente usado pelos âncoras. Mas ousou divergir e foi achincalhada em rede nacional por isso. E é gado do curral presidencial, por seu ”ufanismo” e por sua ”retórica bolsonariana” como adjetivaram as grandes revistas políticas.

Presidente tietando Regina Duarte.

Até agora nenhuma evidência que comprove inequivocamente as suspeitas contra a família presidencial foram apresentadas a público, mesmo com um mundo contra ele. Ou é um criminoso excepcionalmente brilhante (o que vai de encontro às suas evidentes limitações), ou é um sujeito desbocado contrário ao conto de fadas da esquerda. Creio ser nisso em que Regina acredite, assim como milhões de brasileiros ora alcunhados como gado.

Melhor sermos gado de um homem que aparenta ser honesto do que sermos de outros que se sabe serem ladrões. Queremos acreditar que este país possa dar certo. Queremos olhar para frente. Queremos ”deixar a minoria barulhenta pra lá”. Queremos construir algo novo, olhar para o futuro, fazer melhor do que foi feito antes. Mas um grupo insiste em querer olhar somente para trás, seja para 2018, seja para 1964. Ou para o futuro 2022.

A hipocrisia está vencendo a esperança.  Entre passado e futuro, a disputa prejudica o estagnado presente. .
Fim da parte 1 de 3


  1. Foro privilegiado é a institucionalização da corrupção. Ver também:  O povo no poder – Uma crítica ao governo de Jair Bolsonaro 
  2. Detesto esse neologismo ideológico, tanto quanto feminicídio e afins. 
  3. Imagine agora o Biroliro numa retroescavadeira avançando contra o MST. Em seguida imagine a repercussão na imprensa. Este é meu exemplo máximo de dois pesos e duas medidas.