Diário da academia 25-07-2021

Você é sedentário? Está fora de forma? Está sem motivação para treinar?
Assim como eu, é um arremedo do que foi um dia?


Desde que eu era criança, nunca gostei de nenhum esporte coletivo. Associado ao fato de ter sido muito gordo, pode-se inferir que minha vida desportiva não era das melhores.

Pequenino, ganhei uma bicicleta. Não lembro se era ”Caloi” (entendedores entenderão), mas era uma bicicleta. Sendo uma criança gorda, o selim sempre me machucou muito, muito mesmo, e não conseguia usá-la direito. Nunca aprendi, sempre dependendo de rodinhas. E era, pois, motivo de chacota das outras crianças, tanto por ser gordo, quanto por usar rodinhas. Além de sentir muita dor e assar (ferir) o traseiro, também tive o desprazer de ter o pescoço cortado por linha de pipa com cerol. Estava andando na rua ao lado da rua da vovó, a mesma em que um cachorro me mordeu atrás do joelho, finalmente aprendendo a me equilibrar na pesada bicicletinha azul, quando a linha cortante me freou pelo gogó. Acidente sem complicações maiores (felizmente), foi a última vez que me aventurei a sentir dor naquela coisa.

E claro, desde aquele dia, também detesto pipas com cerol ou não.

Certa vez dois moleques montados em bicicletas roubaram meu boné. Eu já era um pouco maior. Na hora de retomar o boné, acabei cortando meu braço na bicicleta de um deles. Sangrou um pouco, mas nada grave. Outro motivo para eu não gostar de bicicletas.

Gordo, nanico e asmático, meus pais decidiram que eu deveria ir para a piscina. Só que não tínhamos piscina para nado, então eu deveria entrar num clube. A natação me faria emagrecer, dizem que resolve asma e eu ”conviveria com outras crianças”. Faltou combinar com a água nojenta do clube da Telerj. E com a touca: minha mãe resolveu que eu tinha que cobrir minhas orelhas com a touca de mergulho e até hoje lembro aquilo apertando minhas orelhas.

E, desde aquele dia, também detesto qualquer coisa que se aproxime dos meus ouvidos.

Envergonhado por minha aparência, compleição física e por não saber nadar, enfrentei essas coisas e lá fui me atirar na água. Engoli água pelo nariz e fiquei muito assustado. Não lembro se chorei, mas tendo sido uma criança muito chorosa, devo ter aberto o maior berreiro (mesmo já sendo ”maiorzinho”). Eu dizia que a água não ”dava pé”, e realmente eu não conseguia ficar em pé com o rosto emerso. Mesmo com a pranchinha-bóia (que ainda está guardada no armário), não consegui seguir a turma. Assustado com a água e mais uma vez motivo de chacota das outras crianças (que eram menores e sabiam nadar), desisti no segundo dia.

Até hoje não sei nadar e por isso tenho medo de chegar perto de piscina ou do mar.

Continuei engordando tal como um porquinho roliço até a época de adolescente na escola. E desenvolvi ginecomastia. É uma condição de fundo hormonal em que o homem desenvolve glândulas mamárias e tecido adiposo, tal como uma moça. Meu busto tinha uns 110cm, vestia calças número 56 e usava suspensórios por baixo da camisa, pois nenhum cinto mais as segurava.

Jogar bola com os outros garotos sempre foi um fiasco, pois não gosto desses esportes, não sou uma pessoa competitiva e nunca tive fôlego para brincar. Minha asma era muito forte e mal conseguia fazer alguma atividade física sem entrar em crise. Também tenho a pele muito sensível (qualquer coisa me machuca) e as colisões são uma tortura. Por exemplo, após um único jogo de vôlei de 10 minutos, fiquei com os braços completamente roxos, com a aparência de como se tivessem quebrado. Levou uma semana para os hematomas passarem.

O prof. de Educação Física Júlio foi o primeiro que me deu algum apoio para eu tentar emagrecer. Prof. Risovaldo também dizia que eu precisava ao menos caminhar ou correr, então assim comecei fazendo caminhadas durante as aulas de Educação Física (que parei de cabular para ir jogar fliperama na esquina). Caminhei, caminhei, mas ainda não era o que eu queria, ou o que eu precisava. Eu sentia uma vontade muito grande de fazer algo para ficar mais forte¹, mas não sabia o quê. Eu queria fazer alguma coisa, treinar algo, mas não conhecia nada. E já que não era o que eu queria, então eu não fazia nada. O prof. Júlio me vendeu a preço irrisório um remo seco para treinar em casa, que usei bastante. Foi esse remo seco que instilou em mim a primeira semente dos treinos de força. Ela haveria de ficar inerte por um tempo, pois outro fato haveria de ocorrer.

¹ Quando jovem eu sempre admirei artes marciais e queria ter praticado, mas meus pais achavam que seria ruim para mim e acabei não tendo essa experiência (só fui tê-la já adulto). Mas eram os anos ’90 e chegava ao Brasil, pelo 1406, TAE BO! ”Braços fortes, pernas definidas, abdômen marcado, flexibilidade nos movimentos: Tae Bo infundirá em você a mais poderosa energia que você já sentiu!” (sim, eu ainda recordo o comercial…)

Por livre e espontânea pressão fui ”convidado” a fazer a tal cirurgia de ginecomastia, e precisava emagrecer. O tratamento feito pelo SUS não estava sendo ”eficiente” o suficiente: emagrecia saudavelmente, mas não rápido. Por conta própria, associando o TAE BO (que já praticava) a uma semi-anorexia, se é que tal coisa existe, perdi 30 kg em 3 meses. Quase não comia e treinava como um doido todo dia, ao ponto de evacuar nas calças (quase um Crossfitter). O tratamento para emagrecer foi iniciado na Santa Casa do Rio de Janeiro, que a época ainda era antro de desvio de recursos públicos por administradores corruptos. Não havendo muita segurança, a cirurgia acabou acontecendo em clínica particular.

Ao deixar de ser centenário e chegar aos 74 kg, estava pronto para ser operado. Os eventos da cirurgia não foram bons para mim, não são boas recordações. Além de ter sentido muita dor no pós-operatório e a parte estética ter ficado insatisfatória, questões familiares sopesaram o evento. Mas é inegável o benefício em minha saúde após ter me recuperado da cirurgia e estar bem magro.

Foi nesse período que a semente do bicho do ferro começou a germinar. Iniciada minha primeira faculdade, sem um tostão furado e desempregado, usei tanto quanto pude o velho remo seco, associado a tantas bicicletas ergométricas e TAE BO. Foi aí que nasceu a vontade de ter um espaço só meu com equipamento próprio para treinar do meu jeito. E ficava fantasiando sobre como poderia organizar um espaço que, até então, nunca tive.

Daí veio meu primeiro emprego. Eba! E com ele voltou o sedentarismo… Eca…

Tantas e tantas tentativas de ter alguma atividade física sempre foram frustradas. Nunca tive tempo, ou organização, ou disposição para fazer qualquer coisa. Comecei a engordar de novo, enquanto colecionava aparelhos de ginástica Polishop que ficavam pegando poeira ou servindo de cabide de roupas… Nessa época, já com alguns tostões furados, comprei o que um novato inexperiente e ignorante compra quando quer fazer ginástica em casa, um famigerado aparelho ”peck deck”. Passamos por despejos, mudanças, problemas de saúde, mudança de emprego, mais despejos, mais mudanças, mais problemas de saúde.

Interessante notar que até esse ponto da minha vida eu ainda não sabia bem o que eu queria, ou o que seria bom para mim. Eu ficava pulando de tipo em tipo, de aeróbica para ginástica, de remo seco para caminhada, mas sempre insatisfeito.

E finalmente chegamos a 2014! Descubro que dentro da UERJ há uma academia de musculação pertencente à Faculdade de Educação Física, que fica disponível para ser usada por servidores e alunos da UNATI. Resolvo experimentar. E aquela sementinha do bicho do ferro floresce. Fico completamente apaixonado pelo esporte de musculação. Acabou sendo aquilo que eu sempre procurei, desde a época do prof. Júlio, mas não conhecia. E tão breve conheci a musculação, o esporte do halterofilismo me adotou. Finalmente havia encontrado meu lugar.

Nisso também temos uma grade ironia: meu avô trabalhou carregando peso uma vida inteira, assim como seus antepassados, e sempre disse que eu deveria estudar bastante para nunca ter de trabalhar levantando peso. E qual é o esporte que eu escolhi? Qual é a atividade que eu tanto tento (como veremos a seguir) fazer?

Tento, pois com essa paixão também veio o Pica-Pau. A vida é um Pica-Pau [<< clique para entender] e toda vez que suas engrenagens começam a aquecer, ela precisa ”fazer uns ajustes”.

Eu chamo de Pica-Pau o diabinho que me atravanca o progresso desportivo. O safado sempre aparece com algum empecilho para me fazer voltar à fase de planejamento.

 

Tem academia disponível em seu lugar de trabalho? Que tal se ela fechar em dias aleatórios e você nunca saber quando vai abrir? Ou você ficar doente toda hora?

Um dos fundamentos da musculação é a consistência. Sem isso, não há progresso. Desejoso de mais ganhos, optei por procurar outro lugar para treinar.

Tem uma segunda academia disponível em seu lugar de trabalho? Que tal se ela for paga (dentro de uma instituição pública) e o equipamento for podre?

Esta foi só visitação. Se eu tiver de pagar (o que achei errado), que seja por algo adequado às minhas necessidades.

Tem uma academia bem pertinho de sua casa. Que tal se o transporte público for tão ruim que você chega exausto e não consegue treinar?

Eu moro na contramão do serviço e a condução é inadequada. Além de acumular muitas faltas (falhando no objetivo de consistência) não estava fazendo o que queria. Precisava encontrar um lugar para treinar halterofilismo. Só que as parcas academias especializadas ficam em áreas para as quais o transporte é ruim para mim.

Pouco importava! Precisava encontrar alguém que me treinasse! Após bastante garimpar, encontrei o prof. Jorge Califrer. Tive minha primeira experiência no esporte na ”caverna”, lá no bairro de Botafogo, e gostei.

Tem uma academia de halterofilismo? Que tal se você não conseguir pagar o transporte até lá? (Só de transporte são R$ 1.000,00 por mês!)

— Garoto, você leva jeito. Eu te treino de graça.
— Meus horários e o transporte não fecham. Meu salário não comporta o valor do transporte…

Já desanimado, poucos meses depois, para minha surpresa, ele abre uma turma de levantamento de peso no Maracanã! (sem relação comigo, foi coincidência mesmo) Para encontrar novos alunos, ele resolveu tentar abrir uma turma na Zona Norte, alugando um horário num Box de CrossFit.

O professor abrir uma turma próximo a você é uma chance em um zilhão. Que tal se o dono da CrossFit for um bosta, maltratar o professor e este ter que ir embora?

Foi um vexame. E fiquei sem treinador… Mas não vou desistir do esporte, Pica-Pau miserável! Se não tenho quem me treine, EU ME TREINO! Vou aprender por conta própria esse negócio! Nesta maldita cidade decadente, precisei encontrar um Box de CrossFit que me deixasse usar o equipamento, porém sem fazer parte dos insanos WOD’s rabdomiolíticos. Catei, catei e achei um lugar que me aceitasse no Méier. Ali fui batendo cabeça (às vezes literalmente), me corrigindo, me gravando em vídeo, testando, experimentando, evoluindo razoavelmente bem para um completo amador.

Agora cai doente aí.

Nessa época peguei uma Dengue que me derrubou feio… Além disso, era chegado o tempo de retomar os estudos e fazer minha pós. Só que o valor da mensalidade do CrossFit era o valor da faculdade. Juntando a impossibilidade de treinar com os estudos à frente, optei pela pós, adiando um pouco a retomada do esporte

Tem condições de voltar ao esporte? Que tal se agora a Crossfit mudar de dono e não te aceitar mais?

Mamãe e eu então fizemos uma pesquisa de campo, indo a várias e várias academias pelo Rio de Janeiro, conhecemos Marcello Hoof (campeão CONBRAFA), passeamos por vários bairros, mas não encontramos nenhuma academia ou Box de Crossfit que pudesse me adotar e fosse alcançável pela condução pública. Em Saes Peña, fica em frente a uma cracolândia; o bairro do Grajaú é uma ilha dentro da cidade; Barra da Tijuca nem fomos; no Méier não tinha. Só quem mora no Rio de Janeiro e depende de ônibus sabe como é.

E volta o cão arrependido para a academia de bairro, aquela de parágrafos anteriores. Nessa época, eu já havia me tornado vegetariano. Como muitos ex-carnistas, engordei. Não estava tão gordo como antes, mas fiquei fofinho. Retornando, consegui perder um pouco de peso. Mas eu estava insatisfeito com algumas coisas e optei por mudar de academia. Experimentar outros ares, ver outras opções. Tentei outra academia próxima, mas também não deu certo lá, não me senti bem. Também tive vários problemas pessoais e desisti de lá também.

Continuei afofando e estufando desde então… Mesmo voltando a colecionar aparelhos Polishop em casa, não consegui estabelecer a consistência de um bom treino tal como eu queria. Neste momento o nobre leitor pode usar minhas palavras contra mim: “E já que não era o que eu queria, então eu não fazia nada.”. Não exatamente assim. Pois todas as vezes que retomei os exercícios, alguma coisa aconteceu que me impediu de continuar. Ou eu ficar doente, ou minha mãe ficar doente, ou ter de resolver problemas, ou ter de estudar pós etc. Não foi mais falta de motivação, pois agora eu já sabia o que queria.

Após sair da segunda academia, acabei ganhando muito peso, chegando a 120 kg. No início de 2019 procurei endocrinologia/nutricionista e até meados daquele ano consegui perder 25 kg. Após perder esse peso, recomecei a fazer remo seco (quando dava), voltando às origens e me preparando para voltar ao esporte.

Passou dos trinta? Aqui está sua hérnia de disco!

Passei o ano de 2020 praticamente acamado. Perto do final daquele ano, mais uma vez, por recomendação médica o cão arrependido voltou para a tal academia de bairro. Naquele momento senti que talvez o levantamento de peso não fosse mais viável para mim. Afinal, com essa contínua dor nas costas, arranco e arremesso não estão mais nos meus planos. Qualquer movimento brusco hoje me trava. Esta semana mesma tive uma crise de coluna horrível. É uma dor incapacitante, não consigo fazer nada além de me medicar, deitar e esperar a dor passar. Com tantas crises de dor nas costas, acabei faltando mais do que comparecendo, abandonando enfim (pela terceira vez) a pobre academia.

Mas para que contar tantas desventuras? Qual meu objetivo com todo esse palavrório? A resposta está no vídeo que segue.

Tal como a saga para me formar, a saga para mudar de emprego, a saga para publicar meu primeiro livro, a saga para comprar casa própria, a compra desse equipamento também foi uma saga. Relatarei no futuro. Por hora, quero deixar a quem por aqui passar que, por mais contratempos que você tenha, por mais desventuras por que passe, uma hora sua vez chegará. Demora sim, demora muito mais do que a gente gostaria, mas uma hora vem.

Se você também passa por dificuldades, contratempos, empecilhos e parece que o universo conspira contra, (no esporte ou em outra área de sua vida), saiba que não está sozinho nessa. Considere isso um teste de resiliência, ou de teimosia mesmo. Por dificuldades todos passamos, nossas obrigações vêm antes das nossas vontades. Acabamos deixando para depois. Mas se insistir bastante, uma hora você também alcançará seu objetivo. Nunca é tarde para começar outra etapa da sua vida.

Todos passamos por dificuldades, alguns mais, outros menos. Mas não há data limite para começar, recomeçar, tentar ainda mais uma vez. Você pode mudar de emprego aos 35. Viajar o mundo aos 45. Casar-se aos 60.
Só quem tem a vida resolvida aos 30 anos é a sua lombar.

Por que eu odeio ter celular?

Meu atual aparelho.

Minha história com telemóveis é consideravelmente simples. Quando eu me tornei adolescente, minha tia me deu um telefone celular. Embora minha percepção foi de que a intenção tenha sido mais para meus familiares saberem onde eu estava, serviria para eu levar para a escola e ”ligar para quem eu quisesse”.

Inútil, pois nunca tive vida social. Da escola para casa, da casa para a escola, a única vez em que usei o tal telefone foi quando me perdi de colegas numa rara aparição num centro comercial e liguei para saber onde estavam. (logo acima, Tiago Caridade descendo a escada… |:^/) Ou seja, sem vida social, não tenho para quem ligar. E sem ter para quem ligar, o tal telefone foi acumulando créditos. Acumulando, acumulando. A Telefônica ainda não havia mudado o nome para Vivo e R$ 600,00 à época era bastante dinheiro. Acontece que o prazo para colocar mais créditos havia expirado por apenas um dia (literalmente, apenas 1 dia) e todo aquele meu crédito foi surrupiado. Telefonei para a operadora e foi-me informado que nada poderia ser feito. E ainda paguei pela ligação.

Decidi então usar até o último centavo daquela última recarga, ligando, enviando torpedos (caríssimos) e até acessando a internet da época naquele meu tijolinho Nokia. Encerrada a conta com alguns centavos que não permitiam novas ligações, meu primeiro telefone foi placidamente aposentado com praticamente nenhum uso.

Ainda lembro o número! Certamente o número já deve ter sido reutilizado para outro cliente.

Alguns anos depois, já em meu primeiro emprego, cursando faculdade, continuava sem celular. Isso mesmo, caro leitor. Faculdade sem celular. Nunca me fez falta, apesar de ser muitíssimo criticado pelas pessoas:

— Ain, como você faz para falar com as pessoas?
— E eu não estou falando com você?
— Ain, estou falando de ligar! Como as pessoas entram em contato com você?
— Eu não tenho que estar à disposição dos outros quando acharem mais conveniente. Se quiser, mande um e-mail.

E, com esse passa-fora, desviava-me de intrometidos. (Sempre tem quem acha que pode regular a vida dos outros…) No trabalho, disseram que eu precisaria ter um celular. E cortei o assunto imediatamente: ”se o empregador exige de mim que eu tenha uma linha telefônica para o trabalho, deve pagar pelo aparelho e pelos custos”. Nunca mais pediram meu número. Quanto aos colegas de faculdade, sempre que precisaram, me encontraram por e-mail. E quando passei a trabalhar na UERJ, bastava esperar o horário do meu expediente acabar.

Assim foi a primeira parte de minha vida adulta até o inesperado falecimento de minha tia. Minha mãe achou por bem passar a linha para o meu nome, o que foi uma saga por si só. Após incontáveis idas até a loja física, meses de espera, entrega de documentos, de certidão de óbito, de alvará, não queriam trocar a titularidade da linha porque não apresentamos o documento de identidade da falecida. Um absurdo. Somente após reclamar com a Anatel, recebi telefonema da Claro para passar a linha para meu nome, o que foi feito em 15 minutos. Durante todos aqueles meses, recebemos todo tipo de ligação procurando minha falecida tia…

O celular dela já era velhinho. As teclas já não funcionavam direito, mas dava para receber ligações. Até o dia em que ele pifou de vez e precisei comprar outro aparelho. Trocar o chip de aparelho foi um custo, é tudo muito pequeno, quase microscópico! Nunca mais o abri desde então. Não andamos com ele na rua. Ele fica em casa, sobre a mesa, tal como um telefone fixo, e é usado como tal. Se for para rua, só dentro da bolsa, pois já foi perdido e felizmente o taxista nos devolveu.

Continuo mantendo essa linha pré-paga e continuo detestando a idéia de ter celular. Mantenho o número porque é inviável viver contemporaneamente sem telecomunicações, embora considere que a melhor forma de me comunicar continue sendo via internet. Falando nisso, as pessoas também não entendem que não tenho internet banda larga, e que isso não me faz falta. Eu uso modem 3G espetado no computador. E essa linha 3G por si só já me deu muita, muita, muita, muita irritação.

Imagem meramente ilustrativa. \:^p

Antes de começar a ladainha, preciso informar ao caro leitor que em minha rua não passa cabeamento de banda larga (direito). Até passa, mas toda hora roubam os cabos e levam dias para arrumar. Acaba tendo mais dias sem conexão do que dias conectado. A não ser na favela ao lado, onde o gatonet funciona perfeitamente.  Ainda assim tentei contratar, porém nos lograram aqui em casa. A linha durou apenas um dia e foi cancelada. Eu não aceito fazer contrato com empresa que considero inidônea. Antes e após esse episódio, eu passei por todas (todas) as operadoras com modems 3G. Uma pior que a outra. Ao menos agora acertei com a Claro que, apesar de ficar toda hora infernizando, oferecendo um monte de inutilidades, só me filou R$ 10,00 porque minha mãe errou qual botão apertar no celular.

Isso conclui minha experiência com telefones. Eu realmente não gosto de usar ou falar ao telefone, só uso quando há algum problema, e parte dos problemas foi criada pelas próprias operadoras. Invariavelmente quando o telefone toca, nunca penso que é algo de bom.

Agora que o mundo está se informatizando vorazmente, praticamente todo mundo hoje tem um computadorzinho de mão (alguns melhores até que meu Laptop). Só que esse aparelho não tem maior serventia para mim. Eu vivo tranqüilamente, sem a menor necessidade de ter um smartphone. Essa não é uma necessidade real, essa é uma necessidade criada, inventada. E o que me deixa fulo da vida, e motivo para desabafar escrevendo, é que agora querem exigir que eu tenha ”aplicativo”. Querem exigir que eu compre um smartphone. Pouco a pouco estão removendo a opção de resolver pelo computador, passando as coisas para o raio do smartphone.

Eu não tenho zapzap. Eu não quero ter zapzap. E a porra da farmácia insiste que eu mande a receita por zapzap. É no mercado: “tem aplicativo?”. É na lojinha: “tem aplicativo?”. É no banco: “tem aplicativo?”. É pela internet: “tem aplicativo?”. Pega essa porra de aplicativo e enfia no fundo do olho do teu cu.

E adivinha qual é a empresa que está me aborrecendo desta vez? Aquela mesma inidônea que logrou minha mãe: contratei porque usa outro nome fantasia… Exigem que eu faça uma operação de que preciso por smartphone. FDP.


Hoje estou furioso. Escuse-me a catarse.

Lacombe: Desonestidade, incompetência e ferrugem.

Texto brilhante.
DESONESTIDADE, INCOMPETÊNCIA E FERRUGEM – Minha coluna na GAZETA DO POVO | Luís Ernesto Lacombe

Transcrição:

Há engrenagens enferrujadas, desgastadas, rangendo, estalando, desalinhadas, fora de prumo. Não dá para acreditar que estejam em operação, que ainda se movam. É um compasso histérico, de algo que já deveria ter virado pó, se desintegrado. Lembram um ferro-velho, um monte de peças roubadas que receptadores tentam legalizar. Uma estrutura bamba, capenga, com alavancas empurradas por juízes do Supremo, imprensa militante, pesquisas eleitorais mirabolantes, uma oposição mal-intencionada, sempre voltada à desonestidade, ao atraso, à destruição.

Os dentes metálicos das engrenagens já mal se encaixam, mas vão moendo pessoas desmemoriadas, sem informação, fracas. Leis, tribunais de várias instâncias, produtos de roubos, de desvios, de corrupção, verdades estabelecidas por “provas sobradas”, tudo vai sendo triturado. Resta uma pasta pegajosa com que tentam encobrir a justeza, a legalidade, a correção, o caráter.

Não há limpeza geral na ficha de nenhum ladrão que o torne verdadeiramente honesto e muito menos competente. Não fazem força para fingir que não houve roubalheira, mensalão, petrolão… Fingem com a maior cara de pau. Quando alguém da turma do mal finalmente admite a prática de todos os crimes, ou parte deles, faz de conta que o chefão não sabia de nada… É um bando, uma corja que deveria pagar por tudo de horroroso que fez, que deveria estar recolhida ao silêncio, à expiação de seus pecados, tantos pecados. E a quadrilha está aí, aumentada, achando que pode tudo, e as pessoas de bem que se danem.

Querem se vender como os mais honestos do mundo, os grandes defensores da liberdade. E dizem abertamente que vão “tomar o poder, que é diferente de ganhar a eleição” e consideram a brutal ditadura chinesa um “exemplo para o Brasil” porque lá “o governo é forte, e a população obedece”. Para acreditar neles, só pessoas sem caráter também, ou com existência reduzida a quase nada, a um completo não ver, não ouvir, não pensar. Chega a dar enjoo ver o grupelho apregoando seu mundo inexistente de honestidade, bondade e até competência.

Sim, nada há de verdadeiro neles, só o desejo de enganar. Defendem ideias que nunca deram certo em lugar nenhum do mundo, em época nenhuma. Já andam falando em romper o teto de gastos, de imprimir dinheiro… Querem voltar a criar estatais, querem mais Estado. Juram que um Estado fomentador de crescimento e desenvolvimento é a solução, sem poder citar um exemplo sequer de uma experiência assim que tenha funcionado. A realidade é que não há limpeza geral na ficha de nenhum ladrão que o torne verdadeiramente honesto e muito menos competente. Basta olhar um “ferro-velho” aqui ao lado chamado Argentina.

Técnica japonesa para redução de erros no trabalho – Shisa Kanko

Compartilhado originalmente em 14/05/2017

 

Pensamento do Clube Militar | O Poder das Trevas no Brasil

Texto original.

TFBR – Clube Militar -O Poder das Trevas no Brasil

Pensamento do Clube Militar
O Poder das Trevas no Brasil

Gen Div Eduardo José Barbosa
Presidente do Clube Militar
Rio de Janeiro, 28 de abril de 2021

 

“O Brasil é a Pátria do evangelho! Natural, portanto, que o poder das trevas queira destruir nossa Nação”.

Evidente que, embora muitos acreditem literalmente nesta citação, ela abre esse nosso pensamento tão somente para sintetizar o momento que atravessa nosso País, afinal, como muitos dizem, bastou a eleição de um Presidente que acredita em Deus para que todo o inferno se levantasse contra ele.

Os acontecimentos protagonizados nos últimos dois anos pelo STF e pelo Congresso Nacional bem demonstram essas afirmações. O Estado Democrático de Direito, que pressupõe respeito às Leis vigentes, particularmente à Constituição Federal, só serve para aulas em cursos universitários porque, na prática, não é respeitado pelo Legislativo e Judiciário.

Normas processuais sofrem mudanças de interpretação para atender a réus poderosos. Se não conseguem inocentar o bandido de estimação, basta encontrar subterfúgios para anular processos, a ponto de um Ministro do STF afirmar que o combate à corrupção é prejudicial ao país pois causa prejuízos maiores que a própria corrupção. Esquece esse Senhor, que com sua capa preta bem lembra as trevas que representa, que o prejuízo não contabilizado nesse seu nefasto voto diz respeito à investidores que retiram seus recursos de países onde impera a corrupção.

Esse mesmo Tribunal, que ignora a Constituição, conferiu poderes para governadores e prefeitos usarem a pandemia para desviarem dinheiro público e não tratar adequadamente a população, agora culpando o Presidente que eles impediram de coordenar as ações.

E como “as trevas” têm poder devastador, no dia 27 de abril de 2021, instalou-se uma CPI no Senado Federal, encabeçada por um senador cuja família foi presa recentemente por acusações de esquema de corrupção no Amazonas, composta por aliados dos governantes corruptos e tendo como relator um dos campeões em denúncias de corrupção, cujos processos acumulam mofo e traças nas gavetas dos “foros privilegiados”. O resultado dessa “investigação” todos já sabemos: culpar o Presidente por aquilo que não o deixaram fazer. Ou por não usar as máscaras utilizadas por alguns para se esconder da população. Utilizando uma expressão usada nas mídias sociais, temos os “Marcolas e Fernandinhos beira mar” investigando a atuação da polícia no combate ao tráfico de drogas.

Um certo ex-presidente, condenado por corrupção, mas que está em campanha, representando “as trevas”, acostumado a mentir mundo afora, declarou que nossa Suprema Corte é acovardada. Claro que é mais uma de suas mentiras. Os integrantes têm muita coragem pois criaram sua própria constituição federal e se auto elegeram presidentes da república. Acovardados, por conveniência de terem seus processos engavetados, são nossos Senadores que não iniciam processos contra aqueles Ministros que cometem crimes de responsabilidade, como escrito na Constituição oficial vigente.

Acovardados são os nossos congressistas, que também por interesse próprio, não aprovam prisão em primeira ou segunda instância, como ocorre no mundo inteiro.

Acovardada é a população que aceita o cerceamento de suas liberdades pétreas passivamente.

Acovardada é a extrema mídia que, para ajudar o “poder das trevas”, tenta destruir a reputação de um presidente democraticamente eleito disseminando notícias distorcidas e as vezes falsas.

Acovardados são os que defendem a liberdade de expressão desde que o dito seja favorável à ideologia destrutiva que pregam.

Acovardados são os que usam suas canetas de luxo para tentar calar os apoiadores da verdadeira democracia, que lutam pelos seus direitos listados no artigo 5º da Constituição oficial vigente, garantia inquestionável de um país genuinamente democrático.

Acovardados são aqueles que, não satisfeitos com a facada, querem sangrar o Presidente eleito até a morte.

Portanto, se neste cenário atual, o Poder Executivo, único dos três poderes que está sendo obrigado a seguir a constituição a risca, que utilize o Art 142 da Constituição Federal (vigente) para restabelecer a Lei e a Ordem. Que as algemas voltem a ser utilizadas, mas não nos trabalhadores que querem ganhar o sustento dos seus lares, e sim nos verdadeiros criminosos que estão a serviço do “Poder das Trevas.

“Brasil acima de tudo”

Qual é a origem da logomarca Bluetooth?

Publicado originalmente em 09/10/2020

O símbolo do Bluetooth é a junção de duas runas associadas às iniciais do rei.

O Bluetooth hoje é muito utilizado para conectar no som do carro. Mas você lembra como é o símbolo dessa ferramenta? Sabe a origem da logomarca do Bluetooth?

Bluetooth é o nome de uma tecnologia sem fio que podemos usar todos os dias, sem saber que, na verdade, é uma homenagem a um Rei Viking.

No Século X, Harald Blatand, o Dente Azul (Blue Tooth), foi um Rei Viking, conhecido pelos seus dentes escuros, de cor azul, sendo que, sua maior conquista foi a unificação das tribos rivais da Dinamarca e Noruega sob um mesmo reino.

Quando as empresas de eletrônicos, Intel, Ericsson e Nokia, se uniram para criar um padrão de conexão sem fio, escolheram o nome “Dente Azul”.

O Bluetooth une dois dispositivos móveis de forma paralela, assim como, o Rei Viking Harald conseguiu unir a Dinamarca e Noruega.

 

4ª vez

Poucas pessoas no mundo podem se dizer perseguidas pelo próprio carma. Menos ainda podem dizer que suas cabeças são alvos para o fiofó de aves.

Orgulhosamente (ou não) até o presente momento fui alvo de 19 cacas de pombo. Fora o incontável número de vezes em que consegui escapar. Quantas pessoas podem contar tal fato? E não são cacas básicas, refiro-me a diarréias voadoras, em volume suficiente para crer em vacas aladas.

Recordo-me claramente da primeira caca. A primeira a gente nunca esquece. Estava a caminho da escola quando um urubu ungiu-me de bosta de cima a baixo. Isso mesmo: um urubu. Eu morava numa área muito suja e vários urubus se alimentavam por lá. E, como o que entra uma hora há de sair, ele resolveu aliviar-se em pleno vôo, tal como um hábil bombardeiro, intencionalmente mirando meu belo couro cabeludo. (Naquela época eu ainda tinha cabelo.)

Desde então meu cocuruto é perseguido pelos penosos. E isso não é paranóia, eu os vejo claramente voando em minha direção, deliberadamente desviando suas rotas, premeditando seus ataques, conspirando entre si, com o propósito explícito de sobrevoar meu quengo e untar-me com suas fedorentas excreções.

Isso me leva a usar constantemente chapéu. É muito difícil me verem na rua sem ele. O que não quer dizer muita coisa. A caca nº 16, por exemplo, ocorreu num ponto de ônibus. Saindo do treino de levantamento de peso, fui para o ponto e, como estava com calor, tirei o boné. Nesse exato instante tomei uma das mais violentas barrigadas voadoras. Até achei que era outro urubu, mas a bosta tinha um fedor característico diferente. Era um pombo mesmo, e aparentemente estava bastante entupido. Uma bondosa senhora emprestou-me seu lenço para eu me limpar e obviamente não o aceitou de volta.

Ele me perseguiu por um tempo. Tenho certeza absoluta de que era o mesmo pombo. Não confundiria aquele traseiro…

Já na caca nº 9 também dependi da boa vontade de estranhos. Não tão volumosa, mas tão fedida quanto, acertou-me no ponto final de outro ônibus. Sem ter como me limpar, roguei para o dono de uma lojinha se eu poderia usar o banheiro. Embora apenas para funcionários, ele apiedou-se de minha inusitada situação e permitiu que eu lavasse a cabeça na pia de lá.

Meu carma voador é motivo de hábitos incomuns, como sempre olhar para cima à procura de cagões, desviar-me de rolinhas e memorizar onde ficam os ninhos de aves da cidade (sim eu memorizei dezenas de áreas de risco e as classifiquei conforme índice defecatório).

Além de meu carma voador, tenho também meu carma terrestre: escadas. Minha kryptonita particular, escadarias são responsáveis pelos meus piores acidentes. Meus traumas psicológicos e físicos causados pelo meu fatídico relacionamento sexual com escadas (elas sempre me fodem) são por vezes impeditivos de ter uma vida razoavelmente normal.

Eu odeio escadas

As duas primeiras quedas foram na escola. Na primeira eu caí de frente e ralei muito bem ralados ambos os joelhos. Na segunda eu rolei feio. Estava saindo de uma aula com o Prof. Risovaldo quando tropiquei. Só que a Andréa estava bem na minha frente e, para me desviar dela, joguei meu peso para o lado. Como resultado, rolei alguns degraus e dei com a cabeça na parede. Levei alguns instantes para me recompor e levantar. Aparentemente sobrevivi, eu acho.

A terceira vez já contei, foi quando estourei o pé esquerdo, fiquei de gesso um tempão e agora tenho dificuldade (motora e psicológica) de descer escadas. Uma sacanagem: em nove meses se forma um ser humano completo; daí você vira adulto e não conserta mais…

E hoje, pela quarta vez, me arrebento na escada, desta vez na escada de casa. Gilmar a conhece e sabe que a escada do meu prédio foi matematicamente projetada pelo demônio. Ela existe com o único propósito de dificultar a minha vida. Não passa nenhuma mobília, lavá-la é um sofrimento e os bocéis são um convite ao estabacamento.

E foi o ocorrido: subindo nossa trombolhosa TV, meu chinelo prendeu no último bocel e ao chão fui. A TV amorteceu a queda segurando meu queixo e me envergando ao contrário.

Uma relaxante posição para ver TV

Cortei fundo meu dedo, quase à profundidade das veias e, tal como o infante Gautama, estou com o dedinho apontado para os céus. Este texto todo escrito com a mão direita em 50 vezes mais tempo do que o normal…

Dedões dos pés e joelhos roxos, uma mãe traumatizada, um dedo esfolado enfaixado e a coluna que ainda não havia se recuperado plenamente dizendo olá. Pelo menos a TV ainda liga (e está dando choque).

Daí minha mãe inventa que acha que esqueceu a mangueira do quintal aberta. E quem é o fodido que tem que ir lá ver? De gatinhas, gemendo de dor, desço para verificar. Estava fechada. Puta que pariu. E, gemendo de dor, subo para publicar mais esta anedota de minha vida.

Sério, o lado direito estava dolorido por conta de minha hérnia de disco, e agora o esquerdo o acompanha. Que fase… |:^/

ROUJIN Z | 老人Z

Uma alegoria sobre o modo como tratamos nossos idosos unida à ficção científica do problema da consciência artificial.

ROUJIN Z – Full Movie [HD] English Subs (1991) 老人Z | wawarushi

Castaway – Ecole Supérieure des Métiers Artistiques 2020

Castaway – ESMA 2020 | ESMA movies

Une jeune fille solitaire vit dans le ciel, loin du monde d’en bas qui l’effraie. Un jour, une visite impromptue va bouleverser ses habitudes et la faire tomber de son nuage.

Réalisateurs: Marie Gauthier, Léopoldine Perdrix, Margo Lopez, Vincent Carrette, Rachel Bosc-Bierne, Flore-Anne Victor, Simon Fabbri
Compositeurs: Nicolas Montaigne
Son: José Vicente, Benjamin Turk, Yoann Poncet, Tristan Le Bozec, Alexis Laugier – Studio des Aviateurs

 

Em algum lugar de Brasília (5)


Para entender o caso:

VAI PRA FRUTA QUIL PARIU! Leite Condensado, Atos Antidemocráticos, e o destino da Extrema-Imprensa! | LUIZ CAMARGO vlog

Em tempo: não tenho vínculos com o apresentador, tampouco aprovo, recomendo ou incentivo a aquisição de seus produtos e serviços.