Superman – A Era de Ouro da animação

Superman – The Golden Age of Animation

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Quarta dimensão explicada por Carl Sagan

Quarta dimensão explicada por Carl Sagan

Como a linguagem modela a maneira como nós pensamos?

How language shapes the way we think | Lera Boroditsky

Em acréscimo ao exposto na apresentação, também gostaria de contribuir com algumas considerações.

Acredito que essa diferença na estrutura e na forma de pensamento também esteja interligada na estrutura e forma da linguagem. Observemos alguns exemplos:

Em inglês os adjetivos vêm antes dos substantivos. Isso reflete uma característica cultural das sociedades que usam tal linguagem, segundo a qual os acidentes são mais importantes do que forma, o que pode ser observado em comportamentos que vemos como frívolos ou superficiais.

Em português (nas línguas latinas de modo geral) os adjetivos vêm após os substantivos. Isso reflete outra característica cultural, segundo a qual se dá mais valor à substância do que às contingências. Nestas sociedades, demonstra-se um traço geral em que o foco maior recai sobre a essência o objeto observado, não suas qualidades adicionais.

Em inglês, não se faz uso de oração sem sujeito. Toda oração tem um sujeito, ainda que indeterminado. Toda ação possui um agente. Nas línguas latinas isso não é necessário. Em nosso idioma, uma ação é apenas uma ação. Não é necessário um agente. Exemplo: “chove” e “it rains”. O pronome ”it” é obrigatório em inglês e não faz sentido em português.

Observemos outros exemplos: a língua japonesa possui uma gramática muito pobre em comparação com as línguas latinas. A ordem de uma frase é praticamente sempre a mesma: Sujeito + Predicado + Ação. Há pouquíssima conjugação verbal. E essa ausência de conjugação verbal relaciona-se com uma estrutura de pensamento que valoriza mais a ação propriamente e o tempo no qual ela foi tomada do que o agente verbal.

Isso reflete uma estrutura de pensamento que prima pelo pragmatismo e pela abordagem direta das questões. Outra característica da linguagem japonesa é o uso de pronomes de tratamento hierárquicos para cada tipo de pessoa com a qual se fala. O reflexo do sistema hierárquico de relações sociais no Japão se apresenta mesmo em ambientes familiares e informais.

Na língua chinesa a entonação de cada uma das dezenas de formas de vogais muda o sentido das palavras e o significado do que se quer dizer. A isso podemos relacionar os complexos sistemas de relacionamento sociais, no qual as pessoas acabam não abordando diretamente os assuntos, usando estratégias subentendidas ou dissimuladas para abordar assuntos relativamente simples aos nossos olhos.

A língua russa também é um exemplo interessante. Nela não há verbo de ligação: a cópula ocorre diretamente pelo contexto em que se fala. Na linguagem dos esquimós, há dezenas de nomes diferentes para cada tipo de neve. Assim como povos do deserto têm nomes diferentes para os vários tipos de areia. A população das ilhas Malvinas tem uma grande quantidade de nomes relacionados a cavalos e à vida eqüestre. Além é claro da imensa quantidade de vocábulos intraduzíveis de um idioma para outro.

De todo modo, isso não é um indicativo de que esta ou aquela linguagem seja melhor ou pior. Cada linguagem apenas reflete uma estrutura de pensamento, de tomada de decisões, de formação de juízos de valor e de fato, bem como de organização social.

A máfia da Academia 2 – Relações de poder no mundo acadêmico.

Finalmente, após tanto tempo garimpando, consegui reencontrar o vídeo do professor Clóvis de Barros Filho que segue nesta postagem.
Este é um excerto de 20 minutos extraídos do vídeo original “O começo das relações políticas”, aula com mais de 2h30min.
Eu perdi a conta de quantas e quantas vezes eu coloquei este vídeo em meu site. Ocorre que TODAS as vezes o vídeo é removido das plataformas de compartilhamento. Youtube, Dailymotion, Vimeo, até o extinto Videolog. Eu não sei qual o motivo por que este vídeo especificamente foi removido de tantos canais, enquanto que os demais vídeos do mesmo curso são amplamente divulgados. Então resolvi eu mesmo enviar uma cópia em meu canal particular e ver o que acontece.

Em tempo, repetindo-me: não sou fã do autor, não concordo com muitas de suas propostas. Mas o conteúdo (teor) deste excerto reflete a quarta parte do motivo pelo qual optei por não seguir pelo mundo acadêmico.

A primeira questão é a imposta falta de liberdade de escrita;
A segunda questão é minha defesa de um direcionamento mais amplo da produção acadêmica (funcionalidade, curiosidade, afetividade) em lugar da produção para cumprir requisitos burocráticos;
A terceira questão é o melindre dos brios dos membros da academia;
A quarta questão é exatamente a relação de poder que o vídeo explica com clareza.

Jordan Peterson estuprando uma feminista (filosoficamente).

– Oi, bom dia.
– Pare de me oprimir, seu machista!
– Hein!?
– Você está usando sua posição masculina numa sociedade tirânica patriarcal para me submeter como objeto em sua cultura de estupro.

Sim, porque, de modo que não compreendi e talvez jamais venha a compreender, feministas conseguem encontrar uma ligação suficiente e necessária entre qualquer assunto e a afirmação de que vivemos num patriarcado tirânico com cultura de estupro. E a mera crítica, contraposição ou discordância  de QUALQUER proposição (por mais estapafúrdia que seja) apresentada por uma feminista lhe alcunha automaticamente todos os epítetos de reprovação em voga, incluindo a reputação de estuprador.

– Mas o que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso?

Neste vídeo (excerto) Jordan Peterson critica os fundamentos das defesas das ideologias neo-marxistas que vêm há algumas décadas influenciando negativamente os ambientes sociais, em especial o ambiente acadêmico, inibindo a livre manifestação dos homens enquanto agentes provedores, dinâmicos e proativos com a falaciosa argumentação em prol de uma igualdade que não existe nem pode (biologicamente/socialmente) existir.

GUNNM – Anjo de batalha: Gally

Gunnm (leia-se ”gãn-mú”) é uma das mais (se não a maior) referência do Cyberpunk. Finalmente será adaptado por James Cameron para o cinema. Há relatos de que o filme Avatar foi uma experiência para desenvolver as técnicas para essa adaptação. Porém, nas sinopses divulgadas evidencia-se que o diretor optou por modificar o roteiro original, o que por si já é um problema. Grande. Muito grande.

Será este “O Filme”?
Aquele em que finalmente Hollywood fará algo inovador pós-Matrix?
Será que Hollywood está preparada para fazer uma adaptação decente de anime?
Será que a molecada alienada saberá que o nome dela não é (só) Alita?
Será que o Panzer Kunst terá boa representação?
Será que conseguirão colocar os arcos corretamente num filme só?
Será um fracasso como Howard, the Duck? (putz, tirei essa do abismo)
Onde está Wally?
Em que lugar da Terra está Carmen Sandiego?

Tomara que não seja um fiasco.
Assim, desejo boa sorte a Yoko von der Rasierklinge.
Wir sehen uns in der Schlacht, Fräulein.

Projeto de lei 7.180/2014 – Escola sem partido

Repasso a quem interessar possa, em especial professores, para acompanhamento, votação e inteiro teor.

Projeto de lei 7.180/2014
Proposta de inclusão do parágrafo abaixo na Lei de Diretrizes e Base:

XIII – respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas.” (AC)

À época desta postagem, poucos dias após as novas eleições presidenciais, o tema está para ser discutido e analisado mais uma vez na câmara de deputados, com possibilidade de votação ainda este ano.

Disponível em:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=606722

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/564891-ADIADA-VOTACAO-DO-PROJETO-DA-ESCOLA-SEM-PARTIDO.html

Cream by David Firth

É chegada a hora do CREME – o novíssimo produto que consertará sua vida. Esta é a história do Dr. Bellifer, um cientista gênio, que após anos colidindo partículas, revela seu revolucionário produto: um creme com o poder de consertar todos os problemas do mundo.

Inri Cristo do Leste e as leis do Sol.

Muitos brasileiros conhecem a figura praticamente folclórica de Inri Cristo. Nascido Álvaro Thais, adotou o nome Inri Cristo quando adulto e há décadas professa ser a reencarnação de Jesus Cristo, que agora mora num vagão automotivo estacionado em Brasília. Tachado como louco, ridicularizado por muitos, clássico de programas de televisão de baixa categoria, está em constante batalha espiritual contra Toninho do Diabo…

Você talvez o conheça por isso. Mas e o que ele diz? Não me refiro ao sotaque e ao “inefável Puái”, mas sim à sua mensagem. Você a conhece? Volta e meia “confesso” aos meus amigos mais próximos que, se cristão fosse, seria seguidor de Inri Cristo. Mais ainda: se Jesus realmente existiu, afirmo que Inri Cristo é, sem a menor sombra de dúvidas, sua reencarnação!!! |:^o

Jocosidades à parte, afirmo que nosso nobre personagem de hoje não é um farsante. Ele é o que diz ser. Ou ao menos acredita a tal ponto que de fato se tornou. Esquizofrenia? Genialidade? Ambos? Ar seco de Brasília? Quem sabe? Só o que sei é que ele está sendo sincero.

Apesar de ser especialista em educação e ter formação em filosofia política e militarismo, meu interesse de estudo sempre foi religião comparada e suas filosofias. Não tenho qualquer comprovante, nem terei. Estudo por conta própria, por interesse/vontade/curiosidade puramente pessoal. E nessas andanças por entre textos, resolvi dar uma chance a quem não a tem. Fui lá eu ler a obra de Inri Cristo. E sim, eu li. Só o livro básico tem 400 páginas.

E com todo meu estudo, com todo meu conhecimento de lógica argumentativa, com toda minha experiência (e habilidade natural) com redação e produção textual e com todo meu (parco – sempre parco) conhecimento religioso, não encontrei uma única brecha, um único deslize, uma única incoerência nos argumentos (centenas deles) defendidos por Inri Cristo. Afirmo, portanto, até que me provem o contrário, que a filosofia dele não tem falhas. Tudo o que ele fala e defende faz sentido de acordo tanto com o cristianismo originário quanto com os postulados espíritas contemporâneos.

Confesso (agora sem aspas) que fiquei estupefato com a coerência lógica dos textos dele. Para alguém com pouco estudo desenvolver algo tão complexo e profundo é muito difícil. Seria ele um médium? Ou teria estudado tanto por conta própria que foi afetado pela tresleria? Tanto faz. O resultado é impressionante seja qual for o caminho que ele levou até chegar lá.

E qual é a sua mensagem? “Ame o próximo como a ti mesmo e ame Deus acima de todas as coisas.” Faça o bem. Não faça o mal. Viva uma vida dedicada ao amor. Não maltrate a natureza. Cuide de seu corpo, de sua saúde. Só isso. E o que ele cobra em troca? Nada. Álvaro Inri Cristo Thais não cobra nada de ninguém. Nem respeito. Sua igreja é financiada por voluntários enquanto ele mesmo vive na pobreza dedicando sua vida a dizer aos outros “sejam boas pessoas”.

Entende agora porque eu afirmo que ele seria mesmo Jesus Cristo? Mesmo em sua loucura, ele demonstra ser um dos homens mais sãos que eu conheci (mesmo acreditando que vai reencarnar como o magistrado do juízo final…).

O que quero dizer com este texto é que podemos sim deixar os preconceitos de lado e procurar qual é a boa mensagem que o outro pode nos passar. Não precisamos acreditar em tudo o que nos é dito, mas podemos (e devemos) observar e (bem) selecionar boas mensagens para nossa vida. Isso vale para qualquer coisa: um filme infantil, uma revista em quadrinhos, uma história bonita e gente com complexo de messias.

Gente que dizem ser o salvador do mundo tem em todo lugar. Teve aquele do 666 (José Luis de Jesús Miranda, ou Jesuscristo Hombre), Jim Jones, Lula… (comparar Lula com Jim Jones não foi exagero). Se os escutarmos sem nenhum filtro, sem ponderações, seremos muito prejudicados. Há sim pessoas que se aproveitam da ingenuidade dos outros para saciar sua própria sede de riqueza e poder. Mas algumas vezes, algumas dessas pessoas podem ter algo de bom a nos ensinar.

Vejamos agora quem alcunhei de Inri Cristo do Leste, o senhor Ryuho Okawa. Líder espiritual do culto (ou seita) Happy Science:

“Em março de 1981, recebeu seu chamado mais elevado e despertou para a parte divina da sua consciência, El Cantare, atingindo a grande iluminação espiritual, começou a receber revelações dos espíritos de Nikko (1246-1333) e Nichiren (1222-1282), grande mestres budistas em vida. E logo passou a receber revelações de Buda, Jesus Cristo, Moisés e Confúcio assim como mensagens espirituais de figuras proeminentes como Sócrates, Isaac Newton, Abraham Lincoln, Mahatma Gandhi, Helen Keller e Florence Nightingale.”

Ele já tem templos espalhados pelo mundo todo, Brasil inclusive, se autodenominando a encarnação do deus El Cantare da 9ª dimensão que criou a vida na Terra a partir da vida de Vênus, liderou o continente de Mu, Atlântida e os Incas e agora foi para o Japão como um novo Buda.

E o que esse doido diz?

“Por isso eu lhes digo para se amarem uns aos outros. Odiar e ferir o próximo é tentar cortar o próprio galho em que você está. Há ódio e a guerra entre as raças e as religiões porque não conseguimos chegar ao entendimento. Mas, se compreendermos que somos ramos da mesma árvore, a guerra e o ódio desaparecerão. A Happy Science foi criada para pregar isso. Eu estou tentando unir o mundo. Tentando trazer a paz e a prosperidade no seu sentido mais verdadeiro.”

Sugiro que assista ao filme abaixo. Se você puder deixar de lado coisas como os reptilianos e a polícia galáctica, creio que possa aprender algo com as mensagens de amor que ele promove. (E não: Sidarta Gautama não disse nada sobre “El Cantare”)