América: o melhor lugar do mundo para se viver…

… segundo os americanos, claro.

Não é de hoje que gosto de animações. Há várias postagens neste sítio sobre animações de um modo geral. Estudo esporadicamente não apenas as técnicas de animação, mas também a história da animação. Considero uma forma de arte muito interessante, tanto pelo complexo trabalho de produção quanto pela capacidade de exibir idéias de forma muito mais livre, sem as restrições naturais de filmes comuns.

Há uma grande quantidade de filmes instrucionais na mídia estadunidense. Uma grande quantidade já entrou em domínio público e pode ser acessada gratuitamente em plataformas como o Youtube. Vídeos instrucionais das forças armadas americanas são realmente muito bons, muito superiores à baixíssima qualidade dos ”youtubers” de hoje em dia. Naquela época, conteúdo era produzido de forma clara, eficiente e bastante didática sobre os mais variados temas.

E também há as animações, como já postei anteriormente neste exemplo sobre como funciona o sistema de refrigeração. Ao vermos os exemplos de animações e como as mesmas evoluíram tanto as técnicas quanto a temática ao longo do século XX, temos um retrato do pensamento de uma época.

Estes quatro excertos demonstram a forma de pensamento americana ao longo da primeira parte do século XX. Uma sociedade capitalista, altamente patriótica, consumista e principalmente voltada à cultura automobilística. Traços que, sem dúvida, permanecem em maior ou menor grau até hoje.

Profits: “Going Places” – 1948

US Economy: Meek King Joe – 1949

It’s Everybody’s Business – 1954

Your safety first – 1956

 

Anúncios

Superman – A Era de Ouro da animação

Superman – The Golden Age of Animation

Como a linguagem modela a maneira como nós pensamos?

How language shapes the way we think | Lera Boroditsky

Em acréscimo ao exposto na apresentação, também gostaria de contribuir com algumas de minhas considerações.

Acredito que essa diferença na estrutura e na forma de pensamento esteja interligada na estrutura e na forma da linguagem. Observemos alguns exemplos:

Em inglês os adjetivos vêm antes dos substantivos. Isso reflete uma característica cultural das sociedades que usam tal linguagem, segundo a qual os acidentes são mais importantes do que a forma, o que pode ser observado em comportamentos que vemos como frívolos ou superficiais.

Em português (nas línguas latinas de modo geral) os adjetivos vêm após os substantivos. Isso reflete outra característica cultural, segundo a qual se dá mais valor à substância do que às contingências. Nestas sociedades, demonstra-se um traço geral em que o foco maior recai sobre a essência o objeto observado, não suas qualidades adicionais, acessórias, secundárias.

Em inglês, não se faz uso de oração sem sujeito. Toda oração tem um sujeito, ainda que indeterminado. Toda ação possui um agente. Nas línguas latinas isso não é necessário. Em nosso idioma, uma ação é apenas uma ação. Não é necessário um agente. Exemplo: “chove” e “it rains”. O pronome ”it” é obrigatório em inglês e não faz sentido em português.

Observemos outros exemplos: a língua japonesa possui uma gramática muito pobre em comparação com as línguas latinas. A ordem de uma frase é praticamente sempre a mesma: Sujeito + Predicado + Ação. Há pouquíssima conjugação verbal. E essa ausência de conjugação verbal relaciona-se, ao meu ver, com uma estrutura de pensamento que valoriza mais a ação propriamente e o tempo no qual ela foi tomada do que o agente verbal.

Isso reflete uma estrutura de pensamento que prima pelo pragmatismo e pela abordagem direta das questões. Outra característica da linguagem japonesa é o uso de pronomes de tratamento hierárquicos para cada tipo de pessoa com a qual se fala. O reflexo do sistema hierárquico de relações sociais no Japão se apresenta mesmo em ambientes familiares e informais.

Na língua chinesa a entonação de cada uma das dezenas de formas de vogais muda o sentido das palavras e o significado do que se quer dizer. A isso podemos relacionar os complexos sistemas de relacionamento sociais, no qual as pessoas acabam não abordando diretamente os assuntos, usando estratégias subentendidas ou dissimuladas para abordar assuntos relativamente simples aos nossos olhos.

A língua russa também é um exemplo interessante. Nela não há verbo de ligação: a cópula ocorre diretamente pelo contexto em que se fala. Na linguagem dos esquimós, há dezenas de nomes diferentes para cada tipo de neve. Assim como povos do deserto têm nomes diferentes para os vários tipos de areia. A população das ilhas Malvinas tem uma grande quantidade de nomes relacionados a cavalos e à vida eqüestre. Além é claro da imensa quantidade de vocábulos intraduzíveis de um idioma para outro.

De todo modo, isso não é um indicativo de que esta ou aquela linguagem seja melhor ou pior. Cada linguagem apenas reflete uma estrutura de pensamento, de tomada de decisões, de formação de juízos de valor e de fato, bem como de organização social.

A máfia da Academia 2 – Relações de poder no mundo acadêmico.

Finalmente, após tanto tempo garimpando, consegui reencontrar o vídeo do professor Clóvis de Barros Filho que segue nesta postagem.
Este é um excerto de 20 minutos extraídos do vídeo original “O começo das relações políticas”, aula com mais de 2h30min.
Eu perdi a conta de quantas e quantas vezes eu coloquei este vídeo em meu site. Ocorre que TODAS as vezes o vídeo é removido das plataformas de compartilhamento. Youtube, Dailymotion, Vimeo, até o extinto Videolog. Eu não sei qual o motivo por que este vídeo especificamente foi removido de tantos canais, enquanto que os demais vídeos do mesmo curso são amplamente divulgados. Então resolvi eu mesmo enviar uma cópia em meu canal particular e ver o que acontece.

Em tempo, repetindo-me: não sou fã do autor, não concordo com muitas de suas propostas. Mas o conteúdo (teor) deste excerto reflete a quarta parte do motivo pelo qual optei por não seguir pelo mundo acadêmico.

A primeira questão é a imposta falta de liberdade de escrita;
A segunda questão é minha defesa de um direcionamento mais amplo da produção acadêmica (funcionalidade, curiosidade, afetividade) em lugar da produção para cumprir requisitos burocráticos;
A terceira questão é o melindre dos brios dos membros da academia;
A quarta questão é exatamente a relação de poder que o vídeo explica com clareza.

Jordan Peterson estuprando uma feminista (filosoficamente).

– Oi, bom dia.
– Pare de me oprimir, seu machista!
– Hein!?
– Você está usando sua posição masculina numa sociedade tirânica patriarcal para me submeter como objeto em sua cultura de estupro.

Sim, porque, de modo que não compreendi e talvez jamais venha a compreender, feministas conseguem encontrar uma ligação suficiente e necessária entre qualquer assunto e a afirmação de que vivemos num patriarcado tirânico com cultura de estupro. E a mera crítica, contraposição ou discordância  de QUALQUER proposição (por mais estapafúrdia que seja) apresentada por uma feminista lhe alcunha automaticamente todos os epítetos de reprovação em voga, incluindo a reputação de estuprador.

– Mas o que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso?

Neste vídeo (excerto) Jordan Peterson critica os fundamentos das defesas das ideologias neo-marxistas que vêm há algumas décadas influenciando negativamente os ambientes sociais, em especial o ambiente acadêmico, inibindo a livre manifestação dos homens enquanto agentes provedores, dinâmicos e proativos com a falaciosa argumentação em prol de uma igualdade que não existe nem pode (biologicamente/socialmente) existir.

GUNNM – Anjo de batalha: Gally

Gunnm (leia-se ”gãn-mú”) é uma das mais (se não a maior) referência do Cyberpunk. Finalmente será adaptado por James Cameron para o cinema. Há relatos de que o filme Avatar foi uma experiência para desenvolver as técnicas para essa adaptação. Porém, nas sinopses divulgadas evidencia-se que o diretor optou por modificar o roteiro original, o que por si já é um problema. Grande. Muito grande.

Será este “O Filme”?
Aquele em que finalmente Hollywood fará algo inovador pós-Matrix?
Será que Hollywood está preparada para fazer uma adaptação decente de anime?
Será que a molecada alienada saberá que o nome dela não é (só) Alita?
Será que o Panzer Kunst terá boa representação?
Será que conseguirão colocar os arcos corretamente num filme só?
Será um fracasso como Howard, the Duck? (putz, tirei essa do abismo)
Onde está Wally?
Em que lugar da Terra está Carmen Sandiego?

Tomara que não seja um fiasco.
Assim, desejo boa sorte a Yoko von der Rasierklinge.
Wir sehen uns in der Schlacht, Fräulein.

Projeto de lei 7.180/2014 – Escola sem partido

Repasso a quem interessar possa, em especial professores, para acompanhamento, votação e inteiro teor.

Projeto de lei 7.180/2014
Proposta de inclusão do parágrafo abaixo na Lei de Diretrizes e Base:

XIII – respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas.” (AC)

À época desta postagem, poucos dias após as novas eleições presidenciais, o tema está para ser discutido e analisado mais uma vez na câmara de deputados, com possibilidade de votação ainda este ano.

Disponível em:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=606722

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/564891-ADIADA-VOTACAO-DO-PROJETO-DA-ESCOLA-SEM-PARTIDO.html

Cream by David Firth

É chegada a hora do CREME – o novíssimo produto que consertará sua vida. Esta é a história do Dr. Bellifer, um cientista gênio, que após anos colidindo partículas, revela seu revolucionário produto: um creme com o poder de consertar todos os problemas do mundo.