O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 8 (final)

Nesta última parte, ”eu encerro meu caso”. Veja por eles mesmos o que pensam.

Islamismo na Europa | Templário de Maria

Como registrar um imóvel.

Prefácio

Cartórios são uma peculiaridade sui generis na nossa sociedade. Eles têm fé pública, mas operam como estabelecimentos privados. O tabelião faz concurso, mas assume com caução. Se o cartório der lucro, é dele. Se der prejuízo, ele paga. Ele segue um monte de normativos, mas tem discricionariedade para trabalhar. Está na constituição: os serviços são exercidos em caráter privado por delegação pública. E como você precisa de cartório para fazer qualquer coisa importante, não tem como escapar deles.

Nem o tabelião nem os escreventes têm culpa. Regra é regra, risco é risco, negócio é negócio, e cada negociante negocia seu negócio conforme as negociações negociadas. Mas a regra desse jogo só favorece um lado. Quando nós dependemos do serviço cartorário para fazer alguma coisa, somos obrigados a seguir as regras que lhes são impostas. Embora trabalhem privadamente, são submetidos ao burocrático, arcaico e insano regime de normas públicas.

O serviço cartorário pode ser visto como a verdadeira institucionalização do ”sistema”, a legalização do ”dificultamento”, a legitimação do ”empecilhamento”, a gestação do ”despachamento”, a burocratização do ”sofrimento”. E nesse sofrível ambiente de negócios brasileiro, para fazer uma ação pública, você é obrigado a contratar um serviço privado. O governo tira o dele da reta 1 , põe o do tabelião no lugar e quem paga os emolumentos é você. O termo técnico para isso é ”cambalacho”, um esquema cuja vantagem é só do governo.

Se der qualquer problema, o tabelião responde pessoalmente. Afinal, ele é o responsável pela documentação que passa no cartório. É o risco assumido. Por isso mesmo, o sujeito tem que se garantir. Seu serviço é trabalhar todo dia com o cagaço de tomar uma volta num país infestado de salafrários. E já que a lei diz que os justos pagam pelos pecadores, você, usuário, que se vire para atender as exigências.

Esta é a saga de um suburbano carioca lidando com cartórios.


Da aventura

Então depois de muita perseverança em juntar seu rico dinheirinho, contra a realidade econômica brasileira, as despesas domésticas e a famigerada carga tributária, é chegado o tempo de comprar um imóvel. Apreensivo quanto aos documentos, contrariando o receio de ter alguma coisa errada ou de algo não dar certo, você aposta no seu anjo da guarda, respira fundo e vai em frente.

No banco, você faz um cheque-administrativo, um pedaço de papel que vale uma nota firme. Se você perdê-lo, já era. Lascou-se que dá gosto. Ainda assim é mais fácil do que sair do banco com um monte de dinheiro enfiado nas ceroulas, tal como o senador Xico Fiofó, e adquirir sua futura morada com dinheiro fedido. E sai feliz do banco com a conta encerrada, porque já não tem mais nem um tostão furado para manter a conta aberta e banco não gosta de pobre…

Assim começa esta aventura cartorária.

Marcamos a data no cartório A para fazer a assinatura da escritura. Obviamente com medo de perder o tal cheque-administrativo, vamos de carro. Lá chegando, aguardamos os vendedores, batemos papo, apresentamos a guia de recolhimento de imposto (sim, porque antes do pagamento, você precisa pagar a taxa para pagamento, ou como chamo: ”extorsão governamental”). Finalmente, é necessário o pagamento pelo serviço cartorário em seu custo exorbitantemente tabelado com desconto.

— Aceita cartão de crédito? [parcelar seria uma boa…]
— Não, só à vista.
— Tudo bem. Aceita cartão de débito? [já sentindo a facada]
— A máquina está com defeito.

E lá vou eu, no meio da pandemia, à caça de uma agência bancária que estivesse aberta; e que tivesse guichê de caixa funcionando; e que aceitasse sacar o exorbitantemente tabelado com desconto valor do serviço cartorário.

Como sabemos, Rio de Janeiro e saidinha de banco rimam muito bem. Você sai do banco olhando para todos os lados, andando o mais rápido que pode sem chamar atenção, desviando de cracudos e de carros, com cuidado se não sai vagabundo do bueiro ou cai do poste. Daí paga a escrivã, que feliz receberá sua comissão.

— E a escritura? [afinal foram duas boladas, a extorsão do governo e o serviço do cartório]
— Ah, o tabelião vai conferir e em alguns dias pode voltar para pegar.
— Hã… E… Eu levo alguma coisa?
— Você leva este protocolo.

E recebo o recibo de que receberam os documentos e de que tudo foi pago.

Com toda sinceridade, quando eu vi que o papel é um recibo comum, e que ele não tem referência nenhuma do teor da escritura, eu respirei fundo e pensei no anjo da guarda: ”não me desampare agora”. E saio do cartório querendo voltar direto para casa e respirar ainda mais fundo, mas minha mãe resolve fazer sala para os vendedores e ir tomar um café. Putz.

Retorno para casa, delego tudo ao anjinho, voltamos lá uma semana depois e pegamos a escritura. Eba! Deu certo! Só tem um detalhe: a compra de um imóvel é feita em duas partes, tal como a de um carro. Quando você compra um carro, você tem a nota fiscal da compra, isto é, comprovante que você pagou pelo carro; e tem o RENAVAM, que é o registro do carro, isto é, o comprovante que o carro pertence a você.

O mesmo se dá com a compra de um imóvel. A escritura comprova o pagamento, mas só é dono quem registra. No mesmo dia em que recebemos a escritura, vamos ao cartório B para fazer o registro da dita cuja.

— Olá, por favor, como devemos fazer para registrar a compra de um imóvel?
— Vocês precisam trazer essa lista de documentos, preencher esses formulários e pagar pelo serviço.
— Podemos dar entrada com a escritura?
— Não, só com todos os documentos.
— E o preço?
— [Custo exorbitantemente tabelado sem desconto]

E saímos cabisbaixos, pois não tínhamos todos os documentos. Confiante, providenciei tudo e mais um pouco (ao menos o que dava para tirar pela internet). Certidões, cópias, comprovantes do governo etc. E retornamos para deixar os documentos.

— É necessário autenticar cópia da identidade.
— Vocês não fazem aqui?
— Não, aqui é só registro. Precisam ir a outro cartório.

E fomos ao cartório C para fazer a autenticação.

— Vocês autenticam cópia aqui?
— Não aqui só fazemos certidões. Nascimento, casamento e óbito.
[Ué? Eles dão o documento de que a pessoa nasceu, casou e morreu, mas não conferem cópia?]
— E onde tem?
— Tem naquele cartório mais longe.

E fomos ao cartório D, um pouco mais longe.

— Vocês autenticam cópia de identidade aqui?
— Sim, fazemos.
— Que bom!

E voltamos ao cartório B com a cópia autenticada da identidade, embora todos os dados já estejam na escritura e não haja qualquer motivo razoável para exigir autenticação novamente desse documento. Lá vou eu, todo todo, crente que estou abafando, com uma pilha de documentos para fazer o registro.

— Agora falta a cópia autenticada da guia de pagamento do imposto.
— Perdão, mas aqui eu trouxe o comprovante de recolhimento de imposto.
— Mas esta cópia da guia não está autenticada. O cartório A deveria ter lhe dado.
— Creio que não me entendeu: este é o comprovante de recolhimento de imposto. Ele comprova que a guia foi paga. Para quê pedir a cópia autenticada do boleto de cobrança, se eu trouxe o comprovante emitido pelo governo dizendo que o imposto foi pago?
— Tudo bem, eu vou dar entrada assim mesmo. Por favor, pagar o custo exorbitantemente tabelado sem desconto. O processo leva um mês, mas pode ligar em 15 dias.

Até parece que eu vou tentar resolver essas coisas pelo telefone! Em dez dias lá estou eu de novo no cartório B para saber como está o processo.

— Está com pendência de documentos.
— O que faltou?
— Faltou citar declarações no corpo da escritura. Precisa recolher as assinaturas da vendedora e da compradora nestas declarações. [me forneceu as declarações] Também está pedindo o título aquisitivo da vendedora. E pagar novos emolumentos.
[Título aquisitivo da vendedora? Eu não tenho como arrumar isso! Mas tudo bem, a escritura dela foi registrada neste mesmo cartório B, então deve ser só praxe deles…]
— E qual será o novo custo?
— Só podemos ver na hora.

Saindo do cartório pensei comigo mesmo: mas espere um pouco… E se eu não tivesse contato com os vendedores? E se tivessem falecido? E se tivessem viajado? Se faltou algo, o erro foi no cartório A… Mas isso não importa. Minha amiga Mirian ensinou-me que, quando se lida com serviços públicos, é igual exercício ”para casa” de uma criança na escolinha: ”dê o que se pede”. E lá fui eu entrar em contato com os vendedores, bater a declaração no computador (porque a fotocópia que recebi do cartório B estava inviável), enviar a declaração por e-mail e depender da boa vontade deles (que ainda tiveram a gentileza de autenticar a firma em cartório). Documento da vendedora pronto, falta da parte compradora.

E vamos ao cartório D para reconhecer a firma.

— Olá, viemos reconhecer firma.
— Você tem firma aberta aqui?
— Não, não tenho. É só para conferir com minha identidade.
— Só reconhecemos assinatura se abrir firma.
— Tudo bem, então. [mais um serviço para pagar…] Aqui está a identidade.
— Essa identidade é muito antiga, não posso fazer com ela.
— Mas a assinatura é a mesma!
— Mas eu não posso usar uma identidade tão antiga.
[daí baixa o filósofo]
— Mas o reconhecimento de firma é feito por conferência grafoscópica ao contrapor a assinatura do documento base à assinatura a ser aferida. Se a assinatura é a mesma, a autenticidade é avalizada.
— Mas não é só a assinatura, também é a minha discricionariedade. [enfaticamente] Eu não a reconheço nessa foto.
[Percebo então que ela não queria fazer.]
— Perdão, mas nós já estivemos aqui e foi feita a autenticação da cópia deste mesmo documento. Como pode autenticar a cópia de um documento, mas não pode reconhecer a firma dele?
— Sinto muito, mas não vamos poder estar atendendo a sua solicitação…
— Onde então podemos fazer? [percebendo que ali era perda de tempo e que não ia rolar]
— Têm firma aberta em algum lugar?
— Tinha no cartório próximo daqui que fechou. Ele foi para bem mais longe.
— Vocês podem tentar fazer lá.

E fomos ao cartório E, beeem mais longe.

— Só pode entrar um por vez. Restrição por conta da pandemia.
[eu vendo que tinha gente entrando de dois ou três]
— Tudo bem, eu espero do lado de fora.
[minutos mais tarde, lá dentro uma muvuca só]
— Do que se trata?
— Pedro! [e lá vou eu resolver o assunto]

O funcionário muito atencioso não abriu firma, não procurou a firma antiga, não criou problema, e em dois tempos fez a conferência, só pedindo para se assinar um registro. Resolvido em menos de 10 minutos por um funcionário de boa vontade e bom humor.

E voltamos ao cartório B.

— Aqui estão as declarações solicitadas.
— Agora falta o título aquisitivo da vendedora.
— Mas nós não temos isso!
— Não dá para fazer sem esse documento.
— Mas está registrado aqui!
— Precisamos desse documento para prosseguir.
— Precisa que seja original, autenticada… [?]
— Não. Basta cópia simples.

Já desiludido e enfadado, sem ter onde enfiar a cara, novamente dependendo da boa vontade de pessoas que não têm nada a ver com o problema, contacto novamente os vendedores e lhes explico a situação. Mais uma vez têm a gentileza de procurar em sua antiga documentação a escritura de aquisição, de mais de 20 anos passados.

E voltamos ao cartório B.

— Aqui está a cópia solicitada da escritura.
— Mas ainda está em pendência. Faltam as declarações da vendedora e da compradora.
— Não, não, não. Estão aí. Eu trouxe semana passada, elas têm que estar aí!
[procurando no bolo de documentos]
— Estão aqui sim. Agora é só pagar os emolumentos e aguardar mais dez dias.

Dez dias depois, voltamos ao cartório B.

— Olá, vim ver como está o processo de registro.
— Caiu em pendência de novo.
— O que faltou agora?
— Falta informação no título aquisitivo da vendedora. Não consta o estado civil dela quando adquiriu o imóvel.
— E agora, o que faço?
— Precisa retificar a escritura da vendedora para dar prosseguimento.
— Mas essa escritura dela já está registrada aqui! Neste cartório mesmo!
[percebendo a situação absurda em que nos encontrávamos]
— Por favor, fale com a conferente…
[com a conferente]
— Boa tarde, é sobre o processo de registro desse imóvel…
— Ao fazer a análise do documento, está faltando informação na escritura da vendedora de quando ela adquiriu o imóvel. Falta o estado civil dela. Não podemos fazer sem esse dado. Por favor, precisa ou falar com ela ou o senhor mesmo ir até o cartório F. Lá eles precisam ter a documentação. Eles fazem o aditamento gratuitamente. Para fazer aqui, precisa pagar pelo serviço e trazer as certidões.
— Tudo bem.

E saímos do cartório B.

Sem querer acreditar no que havia ouvido, pondero sobre a situação.

E vamos ao cartório F.

— Olá, bom dia. O assunto é o seguinte… [explico a inusitada situação em que nos encontramos].
[E o escrevente Filipe, numa paciência de Jó e toda boa vontade do mundo, tenta nos ajudar de toda sorte.
E liga para tabelião, e telefona para cá, e telefona para lá, e sobe e desce escada. E responde:]
— Infelizmente essa documentação já tem mais de 20 anos e todos esses documentos já foram incinerados. Não podemos fazer o aditamento sem ter documentação comprobatória. Precisa entrar em contato com os vendedores para pedir as certidões.
— Não temos mais como entrar em contato com eles. Sabemos onde eles estão, mas estamos numa situação bastante desconfortável. [explicamos o teor] Consideramos então que eles foram viajar para Portugal e não mais temos contato.
— Então vamos fazer um requerimento para formalizar essa exigência do cartório B. Assim, vocês ficam resguardados para o processo judicial de registro.

E retornamos para casa.

Ou seja, para o cartório B registrar a escritura atual, eu preciso que seja retificada a escritura anterior da vendedora, escritura que já está registrada no próprio cartório B. Como à época (1999) a vendedora já era viúva, para fazer essa retificação, preciso da certidão de óbito de seu finado marido, falecido há mais de 20 anos.

Com todo o respeito: para registrar o nosso imóvel querem que eu apresente o vintenário atestado de óbito do finado marido da vendedora? O quê que isso tem a ver com a gente?! O que virá depois?

Cópia do processo de inventário?
Croqui do imóvel?
Carteira de vacinação do arquiteto?
Certificado de reservista do auxiliar de pedreiro que levantou laje?
Reconhecimento da firma do prefeito?
Mapa potamográfico de Cuiabá?

Esta saga ainda não acabou. Conforme novos eventos forem ocorrendo, continuarei relatando…


  1. O Estado responde objetivamente pelos erros dos tabeliães, mas invariavelmente as ações regressivas se voltam para os mesmos, resultando em crime de improbidade administrativa. 

O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 7

Quase concluindo este ciclo de postagens, a parte sete traz um vídeo de um ex-muçulmano falando dos perigos que sua antiga ideologia traz para o mundo ocidental.

Ex-muçulmano fala sobre os perigos do islamismo para o ocidente | José Atento BLOG LEI ISLÂMICA EM AÇÃO

Nasim Ben Islam é um apóstata do islão, residente na Alemanha. Ele recentemente escreveu um livro chamado “O verdadeiro inimigo … porque eu não me tornei um terrorista” e foi entrevistado. O vídeo mostra partes importantes da sua entrevista.

 

O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 6

Nesta triste sexta parte, vamos ver as experiências daqueles que optaram por sair do Islamismo. As dificuldades, pressões e grandes riscos para aqueles que se recusam a abrir mão da Liberdade e não aceitam o Islã.

The Dangers of Leaving Islam | VICE Asia

Ex-Muslims share their experiences | The Economist

Atheism in Egypt: The challenges facing non-believers? | BBC News

Egypt’s push against atheism and ‘non-believers’ | FRANCE 24 English

Atheist YouTuber Arrested in Egypt | Sherif Gaber and the Plight of Ex-Muslims | Genetically Modified Skeptic

Lebanon’s atheists on losing their religion | BBC News

Stephanie: The Price a Mother Paid for Leaving Islam | Ex-Muslims of North America

O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 5

Nesta quinta parte, quero trazer um vídeo que fala sobre a irreversibilidade da situação em que nos encontramos mundialmente. É um problema do qual não poderemos escapar e, cedo ou tarde, teremos de enfrentar.

Não consegui reencontrar o vídeo completo da Missão Reviver. O vídeo é de 2009. Se puder ajudar, indique onde posso encontrá-lo.

Crescimento do Islamismo (Mundo Muçulmano) | Realidade Invertida

Crescimento da população árabe descendente na Europa e América do Norte. Mudança populacional e formação de nações muçulmanas em países tradicionalmente de maioria católica ou protestante.

 

 

O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 4

Esta quarta parte da série traz um vídeo para falar sobre outros aspectos do Islamismo e seu modo de atuação.

Não “existe” Islamismo Moderado | Mario Sergio Porto

Breve exposição sobre o Islamismo, a estrutura do Alcorão e seus perigos para mostrar que não existe Islamismo moderado.

O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 3

Nesta terceira parte da série, veja este vídeo que traz um apanhado histórico de como o Islamismo age politicamente e militarmente.

Religião assassina — O perigo histórico do Islã | Pensador Nato

Discurso de Brigitte Gabriel para FRCAction.org legendado em PTBR.

O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 2

EDITADO: Querem dificultar o acesso a essas informações? Tudo bem, só me dão mais trabalho. Abaixo do vídeo estão os principais dados apresentados em fotogramas selecionados por mim.

Nesta segunda parte da série, veja os dados estatísticos que apresentam ser significativo o número de muçulmanos favoráveis a ações contrárias aos ocidentais e aos seus valores.

O perigo do Islã: Detalhes e estatísticas apresentados por uma muçulmana | Brasileiro Patriota
Apresentação traduzida de Raheel Raza: By the numbers – The untold story of muslim opinions and demographics | Clarion Project

Início da a presentação. Raheel Raza começa discutindo a necessidade de se falar sobre o radicalismo islâmico. A contínua falácia de que 99,9% dos muçulmanos são contrários ao radicalismo é posta em discussão. É evidente que a maior parte dos atentados terroristas é praticada por muçulmanos, e que parte considerável da cultura islâmica é contrária aos valores contemporâneos, que prezam a liberdade.
Hoje há mais de 1,6 bilhão de muçulmanos ao redor do mundo, principalmente radicados na Península Arábica e na África.
O Islamismo é a ideologia que mais cresce ao redor do mundo. Muito importante que eu escreva aqui ”ideologia”. Conforme coloquei na primeira postagem desta série, não considero o Islamismo uma religião e sim uma ”ideologia travestida de religião”. 
As projeções indicam que a quantidade de seguidores do Cristianismo, atualmente a maior religião do mundo (se somadas todas as denominações) será ultrapassada pelos seguidores do Islamismo antes do final do século XXI.
O que nos leva ao problema: como lidar com os seguidores do Islamismo? Qual é o seu número de radicais? Em que acreditam? O que defendem? Como lidam com aqueles que não seguem o Islã?
Imaginando círculos concêntricos, temos os Jihadistas. A Jihad é a ”guerra santa” dos seguidores do Islamismo. Segundo o Islamismo, é lícito e estimulado aos seus seguidores impô-lo à força sobre todas as pessoas no mundo. Os Jihadistas são aqueles que estão dispostos ao ”martírio”, que é matar e morrer pelo Islamismo. Esse é o núcleo das ”esferas de radicalização” e, mesmo em menor número, são capazes de causar conseqüências funestas em grande escala, com a morte de muitas pessoas inocentes.
A quantidade de Jihadistas hoje perfaz aproximadamente 200.000 pessoas, de ambos os sexos, divididas nos chamados ”grupos extremistas”. Os principais são o Estado Islâmico, o Hamas, o Hezbollah, a Al-Qaeda, dentre muitos outros.
A segunda esfera de radicalização é formada pelos ”islamistas”. Eles também acreditam na imposição do Islamismo ao redor do mundo, mas não estão dispostos a um conflito armado direto. Em seu lugar, eles usam dissimuladas estratégias políticas e econômicas, fomentando financeiramente os Jihadistas e utilizando a liberdade do sistema ocidental contra si mesmo. Eles usurpam e subvertem o sistema político e jurídico local, a imprensa e os meios de comunicação, defendendo exclusivamente os interesses islâmicos, sem restrições morais. Uma estratégia muito similar à empregada pelo Marxismo (Gramscismo) ao redor do mundo. Infiltram-se em posições-chave, de controle e de influência, para por em prática seu plano de dominação da população e submissão dela ao Islamismo.
A terceira e maior esfera é a dos ”fundamentalistas islâmicos”. É composta, conforme comprovado pelos dados estatísticos abaixo, pela maior parte dos seguidores do Islamismo. São aqueles que vivem segundo as leis islâmicas, leis essas contrárias aos valores morais da sociedade ocidental contemporânea.
Os dados estatísticos abaixo foram extraídos a partir de pesquisa realizada em dezenas de países ao redor do mundo, todos com maioria ou considerável participação social de seguidores do Islamismo.
Entre os grandes países islâmicos, de 79% a 86% dos seguidores da Sharia defendem que aqueles que deixarem o Islamismo devem ser mortos.
Aproximadamente 237 milhões de muçulmanos acreditam que aqueles que deixam o Islamismo devem ser mortos por isso.
Mais de 345 milhões de muçulmanos acreditam/consideram que matar em nome da honra pode ser justificado. Exemplo: matar mulheres acusadas de adultério.
No ocidente, especificamente França, Reino Unido e Estados Unidos, entre 26% e 42% dos muçulmanos ali residentes acreditam que atentados suicidas com bombas provocando a morte de civis podem ser justificados.
Segundo a pesquisa, a maioria dos muçulmanos, em 53%, defendem que a Sharia deva ser imposta como a lei local.
Dentro dessa maioria de 53%, 281 milhões de muçulmanos são a favor de punições físicas, como espancamentos por chibatadas e amputações.
Também dentro dessa maioria, mais de 289 milhões de muçulmanos são a favor da morte por apedrejamento de adúlteros.

Com essas informações divulgadas, espero ter podido contribuir para o esclarecimento do segundo perigo que ameaça a liberdade do mundo ocidental.

E há os que fingem não ver o problema.

O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 1

Editado em 15/10/2021: revisão textual.

Hoje há apenas três formas de Estado no mundo. A direita liberal cristã 1 , a esquerda socialista ateísta 2 e a teocracia muçulmana. Todos os governos dos países orientais, por conta da colonização, também fazem parte dessa tríade.

Não é de hoje que escrevo criticamente sobre a ”esquerda”, alcunha simplista 3 utilizada como referência a todo o movimento que iniciou com o ideário hegeliano-marxista e evoluiu para o hodierno neo-marxismo pós-moderno. Os brasileiros já estão compreendendo, tardiamente, o mal que os ideários esquerdistas trazem para a sociedade. Discurso contra a propriedade privada, contra a legítima defesa, contra a família e contra os bons costumes, a favor de aborto, de drogas, de auto-segregação (sob epíteto de ”ação afirmativa”), feminismo associado à ideologia de gênero (um paradoxo), tudo o que não presta e é honestamente indefensável é falaciosamente defendido com o propósito premeditado de degradar a cultura (o senso de ”pertencimento”) e subjugar o povo (tomado por ”massa”) ao poder do Partido. ”Acuse-os do que é e do que faz”, eis o mote. E com a ditadura do politicamente correto, subvertem o conceito de tolerância para tolerarmos o intolerável.

E acusam-nos de sermos intolerantes. Bem, relativamente não somos nem um pouco intolerantes. Ao menos não tanto quanto o segundo inimigo que o mundo ocidental há de combater. Reestudando religiões, percebo que a população das Américas não está ciente do gravíssimo perigo que o Islamismo representa para o mundo livre.

Travestida de religião, a ideologia islâmica é um modo de vida social, econômico e, especialmente e indissociavelmente, político. Considero que religião é algo que lida com o transcedental, com o metafísico. O Islamismo, porém, trata de ordenar os assuntos mundanos. A Sharia, sua lei, trata desde aspectos de higiene íntima, passando por etiqueta, dieta, vestuário e economia, e indo até orientações militares. Consiste numa teocracia em que os indivíduos são hipnotizados naquilo que têm de mais íntimo e que afeta todos os detalhes de sua vida, que é a sua religiosidade.

Por se tratar de algo tão íntimo e tão caro, a religiosidade pode assumir altíssimo grau de importância, até mesmo ser essencial na vida da pessoa. O Islamismo é uma ideologia que se apresenta como religião, e por isso é tão atrativa e sedutora. Apresenta-se como um porto seguro neste tão conturbado mundo em que vivemos, onde tantas pessoas carecem de segurança emocional.

Enquanto que no Marxismo/Socialismo/Comunismo as pessoas têm seu apoio (família, religião, identidade própria) paulatinamente removido, o Islamismo converte (ou ”reverte”, como chamam) a pessoa, convencendo-a a deixar para trás o multifacetado e complexo sistema de vida livre ocidental para adotar o pré-moldado e pré-estabelecido sistema de vida muçulmano, com ”todas as respostas prontas”, com ”todas as dúvidas sanadas”, com a ”verdade revelada”. E viver tal como se vivia na Alta Idade Média, 1.400 anos atrás, apedrejando apóstatas e circuncidando meninos e meninas.

Esta é a primeira postagem da série em que trago vídeos para que você se informe do perigo. Eles estão crescendo e, tal como são um problema na Europa e nos EUA, também o serão no Brasil.

COMO O ISLÃ IRÁ DOMINAR O MUNDO? | Lobo Conservador

[ASSISTA LOGO] PORQUE O AVANÇO DO ISLAMISMO É UM PERIGO? | Lobo Conservador

A China comunista os envia para campos de concentração ou ”reeducação” como chamam. Ela sabe do perigo que representam e já estão agindo. Os muçulmanos por sua vez sabem que não têm poder suficiente para enfrentá-la. Eles querem primeiro tomar o poder no ocidente, fortalecerem-se, para depois voltarem-se para lá. E nós estamos no meio dessa guerra.

Campos de concentração de muçulmanos na China; Fonte: TheDiplomat.com

Está com pena? Há grupos que somente dão valor aos direitos das minorias quando eles são a minoria. Quando se tornam a maioria, as minorias não têm direito algum.


  1. Os pequenos reinados remanescentes espalhados pelo mundo também se alinham a esses modelos, normalmente ao primeiro. Note que me refiro apenas ao modelo de governo, não à religião majoritária ou estatal. 
  2. ”Que busca tornar ateu.” Lembre que qualquer religião é, por definição, contrária aos interesses socialistas. 
  3. Embora não seja uma ideologia uniforme, creio que caiba a cognominação, desde que com cautela. Creio ser cabível porque já faz parte do vocabulário do conservadorismo liberal, por sua vez chamado ”direita”.  Veja mais em: Não gosto de conversar sobre política

Como saber se você está com depressão?

É ano novo e você está catando na internet sobre depressão. Bem-vindo. Você não está sozinho nessa. E não finja que está tudo bem.

Se você estiver se sentindo mal agora, por favor, leia imediatamente o seguinte artigo: Suicídios, setembro amarelo e vida que segue.

Em tempo:

Se você estiver estudando o assunto, fiz um alerta de como a pandemia inevitavelmente iria afetar em massa a vida emocional da população mundial: A segunda pandemia: ansiedade, pânico e depressão

E uma crítica ao modo como ela é lidada em meu local de trabalho: Suicídios na UERJ – Uma questão ainda não solucionada.

Vídeos selecionados da página https://www.youtube.com/c/didatics/videos

10 COISAS QUE A DEPRESSÃO NOS LEVA A FAZER | didatics

5 SINAIS OCULTOS DE DEPRESSÃO | didatics

8 SINAIS DE QUE ALGUÉM ESTÁ ESCONDENDO A DEPRESSÃO | didatics

6 SINAIS DE DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA | didatics