Todos os ateus são pessoas más?

1ª Parte

— Você acredita em Deus?
— O que você quer dizer com isso?
— Como assim?
— Em nossa sociedade, essa pergunta pode assumir três contextos:
saber se fulano acredita na existência de divindades;
saber se fulano acredita na existência de um deus único criador;
ou saber se fulano é cristão.

E, se partindo dessa simples pergunta, a maioria esmagadora de interlocutores não entende a multiplicidade de interpretações, como esperar que possam debater racionalmente um tema tão subjetivo? Embora tenha interesse pessoal em Filosofia da Religião, minha formação se deu em Filosofia Política e Militar. Nunca tive a oportunidade de discutir religião de forma saudável e construtiva. Optei, então, por estudar por conta própria e jamais discutir o assunto. Vamos à minha história.

— Quero saber se você é cristão?
— Não, não sou…
— Então você é ateu e todo ateu é uma pessoa ruim.

Não me recordo exatamente como se deu, mas desde que eu era bem pequeno eu tinha uma certa repulsa quanto à religiosidade cristã. Criado em família católica e estudante de colégios católicos, sempre achava as missas algo muito estranho: rituais que eu não entendia, palavras que eu não conhecia, e uma artificialidade que eu sentia (muito bem). O ambiente me desagradava, a sensação era ruim. Aquele lugar e aquelas coisas não pareciam estar certos para mim.

Eu fazia perguntas que ninguém sabia me responder. Como é esse Deus? Por que tanta cerimônia? Por que tanto medo? Eu via as pessoas rezando, pedindo coisas e com medo de serem punidas. Nada daquilo fazia sentido para mim. Mas me diziam que a gente ia para o céu depois que morremos. ”— E porque a gente não morre logo?“. Sorrisos amarelos e nenhuma resposta.

Eu nunca acreditei verdadeiramente naquelas coisas, mas seguia os rituais e rezava de vez em quando. Devia ter Tinha por volta de 6 ou 7 anos, não mais do que isso. (mamãe confirmou!) Tínhamos uma cadelinha, a Lilica, que havia se acidentado há pouco. Lembro claramente do episódio do acidente, mas não me recordo do relato a seguir. Minha mãe disse que nessa época eu perguntei para o padre se as almas dos cachorros também vão para o céu e ele teria me respondido que os cachorros não têm alma.

Nesse dia eu repudiei completamente a Igreja Católica e o Cristianismo de forma geral. Aos sete seis anos (? mamãe confirmou!), declarei-me ateu. Minha família demorou a entender. Nem meus avós, nem meus tios, nem minha mãe reagiram bem. Meu pai não se importou muito. Quando eu recusei fazer a primeira comunhão foi um escândalo familiar. Por anos tive de enfrentar a pressão familiar e somente por pura teimosia consegui me manter firme. “— Eu não acredito nessas coisas. Por que eu tenho que mentir só para agradar vocês?“.

— O fantasma de São Francisco de Paula vai bater em você.
— Isso não é coisa de católico.
— Não estou muito católico hoje. (quando estava doente)
— Você tem que respeitar a Virgem Maria.
— Deus está vendo tudo isso.

O desapontamento de minha avó mais as insinuações de meus tios alimentaram minha repulsa contra o Cristianismo. Meus primos paternos diziam que eu não era ateu, mas ”à toa”. Do lado materno, não ser católico era sinônimo de ser ruim. E na escola era exatamente igual: nunca sofri intolerância, mas incompreensão. Os colegas achavam estranho, mas não discutiam muito. Os professores nada de mais falavam: ética profissional. Mas os pais dos alunos que por vezes eu encontrava eram bastante incisivos. Em suma, eu era o pária que mais se destacava. O ”do contra”. Faziam perguntas para mim, questionando meu ateísmo, para as quais eu ficava sem respostas. Isso me levou a estudar religião, a interessar-me por religião, a estudar a lógica e os argumentos religiosos e contra-religiosos. Cresci e continuei não acreditando no Cristianismo, só que agora eu tenho as respostas para as perguntas que me faziam quando eu era pequeno.

Como a toda ação se põe contra uma reação, durante décadas fui o que hoje chamo de ”ateu afetado”. Não contente em apenas repudiar a fé alheia, também passei a fazer todo tipo de chacota, grosseiramente interpelando cristãos caso me sentisse importunado. Reconheço que fui bastante ofensivo e que estava errado ao agir assim. Levou bastante tempo para eu amadurecer e aprender a respeitar a fé das outras pessoas, a colocar-me no lugar delas e compreender seus sentimentos, a entender o motivo pelo qual me tratavam daquela forma. Levou tempo para eu ver que nem tudo na religião cristã é ruim. Que embora muitos dos seus seguidores não sigam os mandamentos da própria fé, parte dos argumentos e instruções apresentadas podem sim ensinar uma forma justa de viver. Hoje já estou em paz com o Cristianismo. Porém alguns cristãos não estão em paz comigo ou com os ateus de forma geral.

O texto de hoje teve como inspiração mais um pastor evangélico fanático que em sua pregação instila em sua congregação preconceito contra os ateus, imputando-lhes crimes contra a humanidade e a pecha de serem inerentemente maus. Eu acreditei que havia superado essa questão: sempre que escuto tais preconceitos, simplesmente olho para o outro lado. Porém desta vez ao escutar tamanhas difamações minha repulsa reaflorou e precisei fazer algo. Denunciei-o e aqui desabafo.


2ª Parte

The Heretic! (as originally told by Emo Philips) | JokeToons

O grande problema que vejo nas religiões abraâmicas é a auto-intitulação de serem ”detentoras da verdade”. Somente minha religião está certa, todas as demais estão erradas. Mais ainda, somente meu deus único é verdadeiro, todos os demais deuses únicos são falsos. Mais ainda, somente tais e tais escrituras são válidas, todas as demais são inválidas. Mais ainda, somente determinada intepretação é correta, todas as demais intepretações são errôneas. Assim, as religiões abraâmicas têm por natureza fundamental separar as pessoas entre crentes e não crentes. Entre ”salvos e ”não salvos”. Entre certos e errados. Entre nós, os ”bons”, e todos os outros, os ”maus”. “Esses que não acreditam em nossa fé são os ateus/gentios/infiéis. Todos eles são maus, perigosos e capazes das piores atrocidades. Não têm religião, não tem moral. Vão todos para o inferno.”

Uma das principais falácias que escuto de cristãos é a de que ”todas as religiões levam ao mesmo deus” (no caso, o deus em que eles acreditam). Dessa afirmação eu depreendo algumas coisas. A primeira é que demonstram total ignorância específica acerca das demais religiões do mundo. Não sabem ou não compreendem que sua religião não é a única manifestação possível de fé. Também não entendem que a humanidade cultuou e cultua muitos deuses, muitas entidades, e que a questão acerca do sobrenatural não é exclusiva de sua cultura.

Do grande deus dragão Quetzacoatl, aos deuses irmãos Izanagi e Izanami. Nos nove mundos seguros pela grande Yggdrasill, Thor, filho de Odin, este filho de Börr, este filho Búri, este criado por Ymir, a vaca primordial mãe de todos os Aesir. Oxum, Xangô e tantos orixás que foram pessoas como nós, mas diferentes dos santos, pois os orixás vieram do criador de todo o axé, Olorum. Urano desposou Gaia, que concebeu os titãs, donde vieram os deuses, dentre eles Zeus, Poseidon e Hades. Tupã e Iara, filhos de Nhanderuvuçu, controlam a natureza e protegem os homens. Brahma cria, Vishnu mantém, Shiva destrói… dependendo da tradição, pois Ganesha também faz parte da ”administração celeste”. Krishna fez milagres durante o grande Mahabharata, a hedionda guerra fratricida entre os Kaurava e os Pandava, e personificou-se como o universo, segundo o Baghavad Gita. Amon, Osíris, Hathor, Ptah, Anúbis vivem conforme as cheias do Nilo. Cada Xamã, cada Pajé, cada Alquimista que viveu neste mundo teve sua fé, sua crença, sua história.

Afirmar que somente você está certo e que todos os outros estão errados é muitos mais do que egocentrismo aos meus olhos: é arrogância. Acreditar que faz parte de um povo escolhido? Delusão de prepotência.

Se você, leitor, for cristão, e chegou até aqui, deve estar se perguntando o que eu penso sobre o Cristianismo, sobre os milagres, sobre Jesus? É fácil explicar: do mesmo modo que você considera que os deuses acima são mitologias, para mim, as escrituras bíblicas também são mitológicas. São tão críveis e verossímeis como as façanhas de Héracles (ou Hércules, se quiser usar o nome romano).

Moisés abriu o mar vermelho com seu cajado, tanto quanto Héracles abriu o Estreito de Gibraltar com a força de seus braços. Noé construiu a arca, tanto como Héracles navegou com os Argonautas atrás do Velocino de Ouro. Davi matou o gigante Golias, o Filisteu, tal como Héracles matou Gerião, o gigante de três cabeças. Jesus tornou água em vinho, tal como Héracles limpou os estábulos de Áugias, desviando o curso de dois rios. E quanto a trazer de volta os mortos? Bem, nesse caso Héracles não fez nada. Mas Krishna trouxe de volta à vida várias pessoas, incluindo os seis filhos de Devaki e Vasudeva. Attis (Grécia) e Mithra (Pérsia) também ressuscitaram ao 3º dia.

O que torna uma história verdadeira e a outra falsa? Por que acreditar que uma é verídica e a outra fantasiosa? Por não acreditar no Cristianismo, eu sou chamado ateu, embora eu mantenha minha mente aberta ao extraordinário e não negue o transcendental. (O termo técnico seria, portanto, agnóstico). Eu creio no mundo espiritual, ainda que eu não faça idéia de como ele funciona. E acredito que ninguém sabe ao certo como ele é, embora todo mundo goste de dar palpites… Eu, portanto, aprendo e apreendo o que há de bom de todas as religiões do mundo, mas não venero nenhum deus tampouco nenhum homem. É isso que me torna ateu aos olhos das congregações.

NOTA: ”Ateu” é uma alcunha dada por religiosos monoteístas para identificar quem não adora sua divindade. Apóstata: que nome feio! Ninguém se apresenta como ”não-futebolista” ou ”não-pianista”.

A idéia de um deus único criador não faz sentido para mim. Também não acredito que ética e moralidade sejam derivadas de religiões, mas sim do reconhecimento do conceito transcendental de justiça. Acredito que devemos fazer o bem por ser o certo e não devemos fazer o mal por ser errado. Não espero recompensa por fazer o bem, nem evito o mal por temer punições. Acredito que isso é tão evidente por si mesmo que procurar agir bem por ”temor a deus” é em si uma falha de caráter.

Eu acredito que devemos deixar os deuses resolverem os assuntos divinos e cuidarmos nós dos assuntos mundanos. Se eles quisessem mudar o mundo, já o teriam feito. Cabe a nós resolvermos nossos próprios problemas (a maioria deles, criados por nós mesmos). Em lugar de olhar para o céu, olhe para o lado: você vai encontrar alguém que pode ajudar. Se cada um de nós ajudar um pouquinho, fazendo só a própria parte, podemos tornar este nosso próprio mundo no paraíso prometido.


3ª Parte

Há uma separação entre a vida pública e a vida privada dos indivíduos. O que é privado não é público, não concerne à sociedade (às outras pessoas). E dentre as coisas privadas, a religião é matéria de foro íntimo, isto é, é algo que diz respeito somente ao próprio indivíduo. É uma decisão subjetiva, emotiva, afetiva, intuitiva. Não é passível de argumentação racional, mas sim é um ”salto de fé”.

O proselitismo inerente às religiões/ideologias monoteístas abraâmicas é um caso sui generis na história das religiões. Enquanto cristãos, judeus e muçulmanos esforçam-se para converter outras pessoas à sua crença, budistas, hindus, animistas e xamanistas tão somente seguem sua fé, convidando quem quiser conhecê-la e pedindo que lhes deixem em paz. Não catequizam, nem proscrevem do seu meio quem não tem a mesma crença.

A intolerância religiosa, o fanatismo, essa falta de consideração com o coração do próximo é bastante comum entre os monoteístas. Querer impor algo tão pessoal a outrem é sintoma de pequenos proto-ditadores sem poder, pessoas que querem dominar o mundo, moldá-lo segundo sua própria vontade, escondendo-se covardemente atrás de seletas escrituras. E todo tolo que quer dominar o mundo tão somente quer forçar os outros a fazer o que ele mesmo não pode. São pessoas que não aceitam que o mundo não gira ao redor delas, que não são especiais, que não têm importância neste vasto universo. E que podem estar erradas.

Um dos mais importantes sutras (texto sagrado) dentro do budismo é o Sutra do Diamante, que abaixo segue. Além dele sugiro também considerar uma máxima do Hinduísmo: ”se quiseres apoio, apóia-te em ti mesmo”. Afinal, a prece vem do coração, e este nunca te faltará.

Kalama Sutra – O Sutra do Diamante (adaptado)

Tenha confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenha confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenha confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creia em algo simplesmente porque ouviu.
Não creia nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creia em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creia em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados.
Não creia no que imagina, pensando que um deus lhe inspirou.
Não creia em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.

Mas após contemplação e reflexão, quando perceber que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para você quanto para os outros, então o aceite e faça disto a base de sua vida.

Sidarta Gautama, príncipe dos Shakyas. Venceu todos os males do mundo e despertou para a verdade do universo: a morte não é o fim de tudo; a morte não é mais do que outra transformação.

Quais são as diferenças entre o Hinduísmo e o Cristianismo?

Na tabela abaixo, seguem algumas comparações primárias e diferenças fundamentais entre o Hinduísmo e o Cristianismo.

Importante notar que o Espiritismo é uma autodenominada “doutrina filosófica e científica” avessa ao dogma e, portanto, não se enquadra na tabela abaixo. Podemos considerá-lo uma derivação do Cristianismo, tal como este a é do Judaísmo.

Ver também: Chico Xavier – Bibliografia completa

Ver também: Espiritismo, Umbanda e Candomblé

Ver também: Jesus e o Judaísmo

Ver também: O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 1 (primeiro de série)

Ver também: O crescimento do criacionismo no Brasil – Parte 1 (1 de 2)

Hinduísmo

Cristianismo

Tempo

O Hinduísmo surgiu há 8.000 anos. É a mais antiga tradição religiosa ainda em prática. O Cristianismo surge com Jesus de Nazaré, a partir do Judaísmo, há pouco mais de 2.000 anos.

Seguidores

Pouco mais de 1 bilhão e 200 milhões. (16% da humanidade) Mais de 2 bilhões e 500 milhões. (31% da humanidade)

Fundador

O Hinduísmo não tem fundador. As escrituras são compilações de incontáveis sábios ao longo do tempo. Filosofia, Mitologia e História se mesclam com a vivência prática do dia-a-dia das pessoas. O Cristianismo foi fundado por Jesus e seus discípulos formaram sua primeira igreja. Após diversos concílios, um determinado conjunto de textos foi selecionado para ser considerado sacro. Parte provém da Torá (livros judaicos) e parte são os relatos de apóstolos selecionados. Os demais textos são considerados apócrifos.

Conceito

O Hinduísmo por si mesmo é um estado de espírito; uma forma de interpretar o homem, a vida e o universo; uma forma de viver. O Cristianismo é o culto ao Messias, o salvador da humanidade, que se dá ao se observar e seguir seus ensinamentos. Nasce como religião.

Princípio fundamental

O princípio fundamental do Hinduísmo é o bem-viver. O princípio fundamental do Cristianismo é a Trindade: O deus criador, Jeová, seu filho, Jesus de Nazaré, e o Espírito Santo.

Proposição

O Hinduísmo aproxima-se da máxima grega ”conhece-te a ti mesmo”. Os textos sagrados, as inúmeras divindades, o conhecimento popular e os diversos mestres são ferramentas nessa empreitada. O Cristianismo prega o culto à Trindade e a prática dos ensinamentos de Jesus Cristo. O estudo dos textos sagrados, os ritos e as proposições não-fundamentais variam conforme a ramificação eclesiástica.

Divindade

Depende da linhagem e não há consenso. Ateísmo, monoteísmo, politeísmo e panteísmo se mesclam. Não há um deus único. A Realidade Suprema é chamada Bhraman, ao que pode ou não ser atribuída uma personalidade. Deus é o criador e o governador de todas as coisas. Ele criou a humanidade conforme sua vontade à sua imagem e semelhança. Apesar da rebeldia dos homens, propôs repetidas alianças. Com a família de Noé, com Abraão e sua descendência, com Moisés e seu povo, e finalmente por meio de seu próprio filho, o Messias, que teve sua vida sacrificada e por seu sangue constituiu-se a última aliança e o meio de salvação dos homens.

Criação

No Hinduísmo, Bhraman (enquanto realidade) é desconhecido e não é adorado. O universo é constante e perpétua transformação. Tudo é Bhraman e emana de Bhraman. Não há dualidade. Não existe o conceito de criação. No Cristianismo há um deus criador, Jeová, com personalidade, livre-arbítrio e vontade, responsável pela existência de todas as coisas. Há uma separação clara entre criador e criatura, entre o transcendente e o imanente. E a conexão entre os dois é Jesus Cristo.

Sobre o homem

O Hinduísmo une a humanidade: independentemente se o seguidor é politeísta, monoteísta ou ateu, os hindus se consideram como uma grande comunidade. O Cristianismo, assim como as demais religiões abraâmicas, divide a humanidade entre crentes e não-crentes. Mesmo dentro do Cristianismo, há divisões internas entre igrejas e interpretações. Cada variante abraâmica admite somente uma única verdade.

Vida após a morte

Parte essencial do Hinduísmo é a crença na reencarnação, nas múltiplas vidas e em um universo cíclico, sem começo tampouco fim. Parte essencial do Cristianismo é a crença na única vida e na Ressurreição, isto é, na promessa de que o Messias ressuscitará os mortos no fim dos tempos.

Salvação /libertação

De acordo com o Hinduísmo, todos os seres atingirão a libertação. Segundo o Cristianismo, apenas algumas pessoas serão salvas, os seguidores de Jesus.

Pecado

No Hinduísmo, todas as pessoas nascem divinas. No Cristianismo, todas as pessoas nascem pecadoras.

Inferno

No Hinduísmo, há a crença em vários planos de existência, todos transitórios. Mesmo os desviados que renascem em mundos de sofrimento um dia escaparão, se purificarão e ascenderão a planos mais elevados. No Cristianismo, os pecadores são levados ao Inferno após a morte e não mais podem sair de lá. A punição pelos seus maus feitos é eterna.

Escatologia

Por sua natureza, o Hinduísmo não tem começo ou fim. O Cristianismo começa com o nascimento de Jesus e termina com seu retorno profetizado. Seus seguidores esperam o dia em que Jesus Cristo retornará e fundará um reino perpétuo onde seus seguidores estarão salvos.

Baseado em https://www.quora.com/Is-Hinduism-better-than-Christianity por Sivanandan Chetty, Mumbai, Maharashtra, Índia.

Jesus e o Judaísmo

JESUS E O JUDAÍSMO
Henry Sobel em Aquino, M. F. (Org) Jesus de Nazaré. Profeta da liberdade e da esperança. São Leopoldo: Editora Unisinos, 1999, pp. 89-104.

Confesso que hesitei antes de aceitar o convite da Editora Unisinos para escrever este artigo. Afinal, Jesus é a figura máxima da cristandade e tive receio de penetrar em seara alheia. Mas, pensando bem, a seara não é de todo alheia, como veremos em seguida. Mesmo assim, traço estas linhas com profunda humildade, pisando em ovos, ciente de que a relação entre Jesus e o Judaísmo é das mais delicadas.

Jesus era judeu, nascido de mãe judia. Foi circuncidado no oitavo dia, de acordo com a lei judaica (Lucas 2,21), e se considerava um judeu fiel às suas origens. Seus ensinamentos derivam das leis e das tradições judaicas com as quais Jesus se criou e que jamais negou. Ele era chamado de “rabino” (João 1,49; 9,2) e frequentava o Templo de Jerusalém, junto com seus discípulos. É uma pena que as divergências posteriores entre Igreja e Sinagoga tenham resultado num processo de obliteração das origens judaicas do cristianismo.

Texto completo: Jesus e o Judaísmo. Artigo de Henry Sobel – Instituto Humanitas Unisinos – IHU


Fonte: https://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/594732-jesus-e-o-judaismo-artigo-de-henry-sobel

Em tempo: como em tudo, qualquer ponto de vista contrário ao judaísmo, recebe automaticamente a alcunha de anti-semitismo. Mas é possível pescar informações sobre religião comparada nesse mar de vitimismo e lamentações…

Espiritismo, Umbanda e Candomblé

Qual é (ou quais são) a(s) diferença(s) entre essas três religiões? O que têm em comum? Neste breve vídeo, Marina Nagel explica a correlação entre essas três religiões no Brasil.

Publicado originalmente em 25/03/2018.

Veja mais sobre ela em:
A melhor religião | Marina Nagel

Resposta ao “Paradoxo de Epicuro”

Originalmente publicado em 04/11/2017 no Facebook.
Reproduzido em 04/11/2020 em PedroFigueira.pro.br
Texto reescrito e atualizado em 29/11/2020.

Atualizado em 16/11/2021: acrescentada a resposta de Marco Aurélio.


Em resposta (não solicitada 😉) à figurinha  com a qual vez ou outra a gente tromba nas redes sociais:

O problema da existência do mal atribuído ao filósofo grego Epicuro de Samos (que não era ateu).

1º – Não é um ”paradoxo”. Paradoxo indica algo com conceito intrinsecamente contraditório. A proposta epicurista afirma que um deus não pode ser ao mesmo tempo onipotente, onisciente e bondoso, conforme os argumentos apresentados na figura. Paradoxo seria se houvesse a afirmação de ”deus é bom pois é cruel”, ou algo do tipo. O ”paradoxo de Epicuro” é um conjunto de argumentos em que, segundo uma vez aceitos, aí sim, a afirmação de um deus todo-poderoso e bondoso resulta num paradoxo, pois um deus não pode ter as três atribuições mencionadas concomitantemente.

2º – O conhecimento de uma qualidade contingente só é possível por contraposição a seu oposto. O Mal é necessário para que se conheça o que é o Bem. Disso resulta que é impossível reconhecer a bondade se não houver a maldade. Só se pode afirmar que um deus todo-poderoso é bondoso se houver maldade que se lhe contraponha.

3º – O argumento cristão da ”emanação” afirma que o Bem é o que está mais próximo da divindade, enquanto que o Mal é aquilo que se encontra afastado dela. De acordo com a gênese abraâmica, os anjos seriam emanações da divindade. Quanto mais próximos, mais elevada sua posição na hierarquia angelológica. Quanto mais afastado, menos relação com o divino. Daí a noção de formas etéreas (anjos), formas materiais com almas (homens) e formas materiais brutas (rochas, água etc.). Os anjos a partir da própria luz divina, os gênios cujo princípio é o fogo, e os homens feitos de terra (Adam / Adão) e o sopro de vida (Eva) formam os seres sencientes segundo essa cosmogonia. (Essa visão antropocêntrica se contrapõe ao animismo de outras religiões, como o Xintoísmo.)

4º – A natureza divina é incognoscível à razão humana, ou seja, os homens, por serem finitos, não podem compreender a grandeza e transcendência da divindade. Os homens, sendo falhos e incompletos, não conseguiriam julgar o ethos divino, que está acima das leis e do entendimento humanos. A supremacia divina não é submissível ao escrutínio moral advindo dos homens; de modo que não cabe à criatura julgar seu criador.

5º – Ser onipotente não significa ter de exercer sua onipotência. Clássico exemplo: ”Posso criar uma pedra que não poderei levantar?”. Claro que sim! Mas o fato de poder fazer, não significa precisar fazer. O ”direito” ou ”poder” de abdicar da própria onipotência não precisa ser exercido. Uma entidade pode ser onipotente sem precisar manifestar todos os aspectos de sua onipotência. Adjunta à substância da onipotência está a vontade (poder de escolha / livre-arbítrio). Segundo a doutrina cristã, os homens foram criados à semelhança divina, logo, possuem dela esse livre-arbítrio para escolher o que fazer em suas vidas.

6º – Onisciência e Onipotência são praticamente sinônimas, pois um conceito implica o outro. Depreende-se que, ao separá-los na lista de argumentos da figura, há uma noção limitada dos mesmos, o que implica em fragilidade de argumentação.

7º – Há correntes cristãs, como o Kardecismo, que atribuem à vida a condição de ser um sofrimento passageiro ou a noção de ser uma forma de aprendizado. Desse modo, aquilo que vemos como sendo algo ruim aos olhos humanos, visto por olhos divinos transcendentes e não presos à materialidade na realidade é um caminho de evolução espiritual.

Em suma, há vários pontos contrários. Mas a análise epicurista faz muito sentido num mundo materialista.

Independentemente da existência ou não de deus, cabe ao ser humano fazer o bem. Não interessa se há ou não uma divindade superior. O que interessa é o que fazemos com nossas vidas. Não devemos esperar do céu um ”salvador”, mas nós mesmos nos salvarmos, fazendo o bem entre nós mesmos, deixando um mundo melhor do que aquele que encontramos.

Se há ou não um deus, não importa. O que importa é: qual é o bem que fizeste hoje?


Mas se você ainda não está satisfeito, a resposta definitiva foi dada por Marco Aurélio Antônio:

Marcus Aurelius Antoninus *26/04/121 +17/03/180

Viva uma boa vida.

Se há deuses e eles são justos, então eles não se importam o quão devoto você tem sido, mas irão te bem receber baseados nas virtudes pelas quais você viveu.

Se há deuses, mas injustos, então você não deve venerá-los.

Se não há deuses, então você terá partido, mas terá vivido uma vida nobre que viverá nas memórias daqueles que você amou.

Chico Xavier – Bibliografia completa

Os 412 livros psicografados por Chico Xavier estão disponíveis para acesso gratuito na página O Consolador. Abaixo segue tabela com todas as obras em ordem cronológica.

TÍTULO

AUTOR

ANO

1

PARNASO DE ALÉM TÚMULO ESPÍRITOS DIVERSOS

1932

2

CARTAS DE UMA MORTA MARIA JOÃO DE DEUS

1935

3

PALAVRAS DO INFINITO ESPÍRITOS DIVERSOS

1936

4

CRÔNICAS DE ALÉM-TÚMULO HUMBERTO DE CAMPOS

1937

5

EMMANUEL EMMANUEL

1938

6

BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA… HUMBERTO DE CAMPOS

1938

7

LIRA IMORTAL ESPÍRITOS DIVERSOS

1939

8

A CAMINHO DA LUZ EMMANUEL

1939

9

NOVAS MENSAGENS HUMBERTO DE CAMPOS

1940

10

HÁ DOIS MIL ANOS EMMANUEL

1940

11

CINQUENTA ANOS DEPOIS EMMANUEL

1940

12

CARTAS DO EVANGELHO CASIMIRO CUNHA

1941

13

O CONSOLADOR EMMANUEL

1941

14

BOA NOVA HUMBERTO DE CAMPOS

1941

15

PAULO E ESTEVÃO EMMANUEL

1942

16

RENÚNCIA EMMANUEL

1943

17

REPORTAGENS DE ALÉM -TÚMULO HUMBERTO DE CAMPOS

1943

18

CARTILHA DA NATUREZA CASIMIRO CUNHA

1944

19

NOSSO LAR ANDRÉ LUIZ

1944

20

OS MENSAGEIROS ANDRÉ LUIZ

1944

21

MISSIONÁRIOS DA LUZ ANDRÉ LUIZ

1945

22

COLETÂNEA DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1945

23

LÁZARO REDIVIVO IRMÃO X

1945

24

OBREIROS DA VIDA ETERNA ANDRÉ LUIZ

1946

25

O CAMINHO OCULTO VENERANDA

1947

26

OS FILHOS DO GRANDE REI VENERANDA

1947

27

MENSAGEM DO PEQUENO MORTO NEIO LÚCIO

1947

28

HISTÓRIA DE MARICOTA CASIMIRO CUNHA

1947

29

JARDIM DA INFÂNCIA JOÃO DE DEUS

1947

30

VOLTA BOCAGE MANUEL M. B BOCAGE

1947

31

NO MUNDO MAIOR ANDRÉ LUIZ

1947

32

AGENDA CRISTÃ ANDRÉ LUIZ

1948

33

LUZ ACIMA IRMÃO X

1948

34

VOLTEI IRMÃO JACOB

1949

35

ALVORADA CRISTÃ NEIO LÚCIO

1949

36

CAMINHO, VERDADE E VIDA EMMANUEL

1949

37

LIBERTAÇÃO ANDRÉ LUIZ

1949

38

JESUS NO LAR NEIO LÚCIO

1950

39

PÃO NOSSO EMMANUEL

1950

40

NOSSO LIVRO ESPÍRITOS DIVERSOS

1950

41

PONTOS E CONTOS IRMÃO X

1951

42

FALANDO À TERRA ESPÍRITOS DIVERSOS

1951

43

PÁGINAS DO CORAÇÃO IRMÃ CANDOCA

1951

44

VINHA DE LUZ EMMANUEL

1952

45

PÉROLAS DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1952

46

ROTEIRO EMMANUEL

1952

47

PAI NOSSO MEIMEI

1952

48

CARTAS DO CORAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS

1952

49

GOTAS DE LUZ CASIMIRO CUNHA

1953

50

AVE, CRISTO! EMMANUEL

1953

51

ENTRE A TERRA E O CÉU ANDRÉ LUIZ

1954

52

PALAVRAS DE EMMANUEL EMMANUEL

1954

53

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE ANDRÉ LUIZ

1955

54

INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS ESPÍRITOS DIVERSOS

1956

55

FONTE VIVA EMMANUEL

1956

56

AÇÃO E REAÇÃO ANDRÉ LUIZ

1957

57

VOZES DO GRANDE ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1957

58

CONTOS E APÓLOGOS IRMÃO X

1958

59

PENSAMENTO E VIDA EMMANUEL

1958

60

EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS ANDRÉ LUIZ

1959

61

MECANISMOS DA MEDIUNIDADE ANDRÉ LUIZ

1960

62

EVANGELHO EM CASA MEIMEI

1960

63

RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS EMMANUEL

1960

64

A VIDA ESCREVE HILÁRIO SILVA

1960

65

ALMAS EM DESFILE HILÁRIO SILVA

1961

66

SEARA DOS MÉDIUNS EMMANUEL

1961

67

JUCA LAMBISCA CASIMIRO CUNHA

1961

68

O ESPÍRITO DA VERDADE EMMANUEL

1962

69

JUSTIÇA DIVINA EMMANUEL

1962

70

CARTILHA DO BEM MEIMEI

1962

71

RELICÁRIO DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1962

72

TIMBOLÃO CASIMIRO CUNHA

1962

73

ANTOLOGIA DOS IMORTAIS ESPÍRITOS DIVERSOS

1963

74

IDEAL ESPÍRITA ESPÍRITOS DIVERSOS

1963

75

LEIS DE AMOR EMMANUEL

1963

76

OPINIÃO ESPÍRITA EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ

1963

77

SEXO E DESTINO ANDRÉ LUIZ

1963

78

DESOBSESSÃO ANDRÉ LUIZ

1964

79

CONTOS DESTA E DOUTRA VIDA IRMÃO X

1964

80

LIVRO DA ESPERANÇA EMMANUEL

1964

81

DICIONÁRIO DA ALMA ESPÍRITOS DIVERSOS

1964

82

TROVADORES DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1965

83

PALAVRAS DE VIDA ETERNA EMMANUEL

1965

84

ESTUDE E VIVA EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ

1965

85

O ESPÍRITO DE CORNÉLIO PIRES CORNÉLIO PIRES

1965

86

ENTRE IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS ESPÍRITOS DIVERSOS

1966

87

CARTAS E CRÔNICAS IRMÃO X

1966

88

ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL ESPÍRITOS DIVERSOS

1967

89

CAMINHO ESPÍRITA ESPÍRITOS DIVERSOS

1967

90

ENCONTRO MARCADO EMMANUEL

1967

91

NO PORTAL DA LUZ EMMANUEL

1967

92

TROVAS DO OUTRO MUNDO ESPÍRITOS DIVERSOS

1968

93

E A VIDA CONTINUA ANDRÉ LUIZ

1968

94

LUZ NO LAR ESPÍRITOS DIVERSOS

1968

95

À LUZ DA ORAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS

1969

96

ORVALHO DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1969

97

PASSOS DA VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1969

98

ESTANTE DA VIDA IRMÃO X

1969

99

ALMA E CORAÇÃO EMMANUEL

1969

100

POETAS REDIVIVOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1969

101

IDÉIAS E ILUSTRAÇÕES ESPÍRITOS DIVERSOS

1970

102

PAZ E RENOVAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS

1970

103

VIDA E SEXO EMMANUEL

1970

104

MAIS LUZ BATUÍRA

1970

105

CORREIO FRATERNO ESPÍRITOS DIVERSOS

1970

106

TROVAS DO MAIS ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1971

107

BENÇÃO DE PAZ EMMANUEL

1971

108

MÃE ESPÍRITOS DIVERSOS

1971

109

ANTOLOGIA DA ESPIRITUALIDADE MARIA DOLORES

1971

110

RUMO CERTO EMMANUEL

1971

111

PINGA FOGO – PRIMEIRA ENTREVISTA ESPÍRITOS DIVERSOS

1971

112

CORAGEM ESPÍRITOS DIVERSOS

1971

113

SINAL VERDE ANDRÉ LUIZ

1971

114

ENTREVISTAS EMMANUEL

1971

115

CHICO XAVIER – DOS HIPPIES AOS PROBLEMAS DO MUNDO ESPÍRITOS DIVERSOS

1972

116

ATRAVÉS DO TEMPO ESPÍRITOS DIVERSOS

1972

117

MÃOS UNIDAS EMMANUEL

1972

118

TAÇA DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1972

119

CHICO XAVIER PEDE LICENÇA ESPÍRITOS DIVERSOS

1972

120

MÃOS MARCADAS ESPIRITOS DIVERSOS

1972

121

NATAL DE SABINA FRANCISCA CLOTILDE

1972

122

ESCRÍNIO DE LUZ EMMANUEL

1973

123

SEGUE-ME EMMANUEL

1973

124

ENCONTRO DE PAZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1973

125

NA ERA DO ESPÍRITO ESPÍRITOS DIVERSOS

1973

126

ROSAS COM AMOR ESPÍRITOS DIVERSOS

1973

127

BEZERRA, CHICO E VOCÊ BEZERRA DE MENEZES

1973

128

ASTRONAUTAS DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1973

129

ENTRE DUAS VIDAS ESPÍRITOS DIVERSOS

1973

130

RETRATOS DA VIDA CORNÉLIO PIRES

1973

131

DIÁLOGO DOS VIVOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1974

132

CALENDÁRIO ESPÍRITA ESPÍRITOS DIVERSOS

1974

133

INSTRUMENTOS DO TEMPO EMMANUEL

1974

134

RESPOSTAS DA VIDA ANDRÉ LUIZ

1974

135

JOVENS NO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1974

136

CONVERSA FIRME CORNÉLIO PIRES

1974

137

A TERRA E O SEMEADOR EMMANUEL

1975

138

CHÃO DE FLORES ESPÍRITOS DIVERSOS

1975

139

CAMINHOS DE VOLTA ESPÍRITOS DIVERSOS

1975

140

O ESPERANTO COMO REVELAÇÃO FRANCISCO V. P. LORENZ

1975

141

BUSCA E ACHARÁS EMMANUEL / ANDRÉ

1975

142

AMANHECE ESPÍRITOS DIVERSOS

1975

143

RECANTO DE PAZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1976

144

DEUS SEMPRE EMMANUEL

1976

145

SOMOS SEIS ESPÍRITOS DIVERSOS

1976

146

TINTINO… O ESPETÁCULO CONTINUA FRANCISCA CLOTILDE

1976

147

AUTA DE SOUZA AUTA DE SOUZA

1976

148

CRIANÇAS DO ALÉM MARCOS

1976

149

BAÚ DE CASOS CORNÉLIO PIRES

1976

150

AMIZADE MEIMEI

1976

151

COMPANHEIRO EMMANUEL

1977

152

MARIA DOLORES MARIA DOLORES

1977

153

MOMENTOS DE OURO ESPÍRITOS DIVERSOS

1977

154

AMOR E LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1977

155

COISAS DESTE MUNDO CORNÉLIO PIRES

1977

156

CHICO XAVIER EM GOIÂNIA EMMANUEL

1977

157

LUZ BENDITA EMMANUEL / ESP. DIVERSOS

1977

158

AMOR SEM ADEUS WALTER PERRONE

1978

159

RECADOS DO ALÉM EMMANUEL

1978

160

ENXUGANDO LÁGRIMAS ESPÍRITOS DIVERSOS

1978

161

CORAÇÃO E VIDA MARIA DOLORES

1978

162

CARIDADE ESPÍRITOS DIVERSOS

1978

163

ASSIM VENCERÁS EMMANUEL

1978

164

FALOU E DISSE AUGUSTO CEZAR NETTO

1978

165

SOMENTE AMOR MARIA DOLORES / MEIMEI

1978

166

INSPIRAÇÃO EMMANUEL

1978

167

TEMPO DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1979

168

ENCONTROS NO TEMPO ESPÍRITOS DIVERSOS

1979

169

MARCAS DO CAMINHO ESPÍRITOS DIVERSOS

1979

170

JANELA PARA A VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1979

171

AMIGO EMMANUEL

1979

172

CALMA EMMANUEL

1979

173

CLARAMENTE VIVOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1979

174

ANTOLOGIA DA CRIANÇA ESPÍRITOS DIVERSOS

1979

175

CEIFA DE LUZ EMMANUEL

1979

176

SINAIS DE RUMO ESPÍRITOS DIVERSOS

1979

177

VIDA EM VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1980

178

GAVETA DE ESPERANÇA LAURINHO

1980

179

ALGO MAIS EMMANUEL

1980

180

LIVRO DE RESPOSTAS EMMANUEL

1980

181

URGÊNCIA EMMANUEL

1980

182

IRMÃ VERA CRUZ VERA CRUZ

1980

183

A VIDA CONTA MARIA DOLORES

1980

184

MOMENTOS DE PAZ EMMANUEL

1980

185

PRONTO SOCORRO EMMANUEL

1980

186

DEUS AGUARDA MEIMEI

1980

187

IRMÃO EMMANUEL

1980

188

NOTÍCIAS DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1980

189

VIDA NO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1980

190

FELIZ REGRESSO ESPÍRITOS DIVERSOS

1980

191

CAMINHOS EMMANUEL

1981

192

AULAS DA VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

193

AUGUSTO VIVE AUGUSTO CEZAR NETTO

1981

194

VIAJORES DA LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

195

ELES VOLTARAM ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

196

RUMOS DA VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

197

FAMÍLIA ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

198

INTERVALOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

199

ATENÇÃO EMMANUEL

1981

200

LINHA DUZENTOS EMMANUEL

1981

201

PAZ E ALEGRIA ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

202

VIVENDO SEMPRE ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

203

SEARA DE FÉ ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

204

NASCER E RENASCER EMMANUEL

1981

205

QUEM SÃO ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

206

MAIS VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1981

207

REENCONTROS ESPÍRITOS DIVERSOS

1982

208

FILHOS VOLTANDO ESPÍRITOS DIVERSOS

1982

209

SENTINELAS DA ALMA MEIMEI

1982

210

PALAVRAS DO CORAÇÃO MEIMEI

1982

211

ADEUS SOLIDÃO ESPÍRITOS DIVERSOS

1982

212

PRAÇA DA AMIZADE ESPÍRITOS DIVERSOS

1982

213

GABRIEL GABRIEL

1982

214

ENTES QUERIDOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1982

215

LEALDADE MAURÍCIO G. HENRIQUE

1982

216

SEGUINDO JUNTOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1982

217

ENDEREÇOS DA PAZ ANDRÉ LUIZ

1982

218

MATERIAL DE CONSTRUÇÃO EMMANUEL

1982

219

PRESENÇA DE LAURINHO LAURINHO

1982

220

ESTAMOS NO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1982

221

VENCERAM ESPÍRITOS DIVERSOS

1982

222

NINGUÉM MORRE ESPÍRITOS DIVERSOS

1983

223

PACIÊNCIA EMMANUEL

1983

224

DIÁRIO DE BÊNÇÃOS CRISTIANE

1983

225

ANTENAS DE LUZ LAURINHO

226

RECADOS DA VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1983

227

MENSAGENS QUE CONFORTAM RICARDO TADEU

1983

228

MAIS PERTO EMMANUEL

1983

229

CAMINHOS DO AMOR MARIA DOLORES

1983

230

CORREIO DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1983

231

OS DOIS MAIORES AMORES ESPÍRITOS DIVERSOS

1983

232

VIDA NOSSA VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1983

233

PAZ EMMANUEL

1983

234

ENTENDER CONVERSANDO EMMANUEL

1983

235

TEMPO E AMOR ESPÍRITOS DIVERSOS

1983

236

QUANDO SE PRETENDE FALAR DA VIDA ROBERTO MUSZKAT

1983

237

HUMORISMO NO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1983

238

TOCANDO O BARCO EMMANUEL

1983

239

CONVIVÊNCIA EMMANUEL

1983

240

SORRIR E PENSAR ESPÍRITOS DIVERSOS

1983

241

CONFIA E SEGUE EMMANUEL

1984

242

ALMA E VIDA MARIA DOLORES

1984

243

RETORNARAM CONTANDO ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

244

PRESENÇA DE LUZ AUGUSTO CEZAR NETTO

1984

245

AGORA É O TEMPO EMMANUEL

1984

246

HORAS DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

247

HOJE EMMANUEL

1984

248

ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

249

BASTÃO DE ARRIMO ESPÍRITO WILLIAM

1984

250

NOVAMENTE EM CASA ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

251

VIAJOR EMMANUEL

1984

252

LOJA DE ALEGRIA JAIR PRESENTE

1984

253

ESPERANÇA E VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

254

ESPERA SERVINDO EMMANUEL

1984

255

NESTE INSTANTE EMMANUEL

1984

256

EDUCANDÁRIO DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

257

TÃO FÁCIL ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

258

AMOR E SAUDADE ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

259

CARAVANA DE AMOR ESPÍRITOS DIVERSOS

1984

260

JÓIA EMMANUEL

1985

261

BAZAR DA VIDA JAIR PRESENTE

1985

262

MONTE ACIMA EMMANUEL

1985

263

VIAJARAM MAIS CEDO ESPÍRITOS DIVERSOS

1985

264

JUNTOS VENCEREMOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1985

265

NÓS EMMANUEL

1985

266

FESTA DE PAZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1985

267

DINHEIRO EMMANUEL

1985

268

MEDIUNIDADE E SINTONIA EMMANUEL

1985

269

LUZ E VIDA EMMANUEL

1985

270

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS JAIR PRESENTE

1985

271

CRER E AGIR EMMANUEL / IRMÃO JOSÉ

1985

272

ABRIGO EMMANUEL

1985

273

O ESSENCIAL EMMANUEL

1985

274

APELOS CRISTÃOS BEZERRA DE MENEZES

1985

275

RECONFORTO EMMANUEL

1986

276

PONTO DE ENCONTRO JAIR PRESENTE

1986

277

APOSTILAS DA VIDA ANDRÉ LUIZ

1986

278

CANAIS DA VIDA EMMANUEL

1986

279

JESUS EM NÓS EMMANUEL

1986

280

ESTRELAS NO CHÃO ESPÍRITOS DIVERSOS

1986

281

VOZES DA OUTRA MARGEM ESPÍRITOS DIVERSOS

1986

282

ESTRADAS E DESTINOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1986

283

VISÃO NOVA ESPÍRITOS DIVERSOS

1986

284

RESGATE E AMOR TIAMINHO

1986

285

VITÓRIA ESPÍRITOS DIVERSOS

1986

286

SEMENTES DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1986

287

INTERCÂMBIO DO BEM ESPÍRITOS DIVERSOS

1986

288

TENDE BOM ÂNIMO ESPÍRITOS DIVERSOS

1987

289

DOUTRINA E VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1987

290

ESPERANÇA E ALEGRIA ESPÍRITOS DIVERSOS

1987

291

FONTE DE PAZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1987

292

TREVO DE IDÉIAS EMMANUEL

1987

293

HORA CERTA EMMANUEL

1987

294

AÇÃO E CAMINHO EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ

1987

295

PALAVRAS DA CORAGEM ESPÍRITOS DIVERSOS

1987

296

TEMAS DA VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1987

297

BRILHE VOSSA LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1987

298

ESCULTORES DE ALMAS ESPÍRITOS DIVERSOS

1987

299

PLANTÃO DA PAZ EMMANUEL

1987

300

VIDA ALÉM DA VIDA LINEU DE PAULA LEÃO JR.

1987

301

LAR – OFICINA, ESPERANÇA E TRABALHO DIVERSOS

1988

302

CURA ESPÍRITOS DIVERSOS

1988

303

PALCO ILUMINADO JAIR PRSENTE

1988

304

COMANDOS DO AMOR ESPÍRITOS DIVERSOS

1988

305

ROSEIRAL DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1988

306

RELATOS DA VIDA IRMÃO X

1988

307

ALVORADA DO REINO EMMANUEL

1988

308

PÁGINAS DE FÉ ESPÍRITOS DIVERSOS

1988

309

GRATIDÃO E PAZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1988

310

ASSEMBLÉIA DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1988

311

CORAÇÕES RENOVADOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1988

312

CONSTRUÇÃO DO AMOR EMMANUEL

1988

313

IRMÃOS UNIDOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1988

314

ESCOLA NO ALÉM CLÁUDIA P. GALASSE

1988

315

INDULGÊNCIA EMMANUEL

1989

316

FOTOS DA VIDA AUGUSTO CEZAR NETTO

1989

317

CONFIA E SERVE ESPÍRITOS DIVERSOS

1989

318

ACEITAÇÃO E VIDA MARGARIDA SOARES

1989

319

DOUTRINA E APLICAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS

1989

320

SERVIDORES NO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1989

321

REFÚGIO EMMANUEL

1989

322

HISTÓRIAS E ANOTAÇÕES IRMÃO X

1989

323

FÉ, PAZ E AMOR EMMANUEL

1989

324

SEMEADOR EM TEMPOS NOVOS EMMANUEL

1989

325

RAPIDINHO JAIR PRESENTE

1989

326

PORTO DE ALEGRIA ESPÍRITOS DIVERSOS

1990

327

SENTINELAS DA LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1990

328

PERANTE JESUS EMMANUEL

1990

329

PÉTALAS DA PRIMAVERA ESPÍRITOS DIVERSOS

1990

330

DOUTRINA DE LUZ EMMANUEL

1990

331

A SEMENTE DE MOSTARDA EMMANUEL

1990

332

TRILHA DE LUZ EMMANUEL

1990

333

ALMA E LUZ EMMANUEL

1990

334

EXCURSÃO DE PAZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1990

335

HARMONIZAÇÃO EMMANUEL

1990

336

VEREDA DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1990

337

MORADIAS DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1990

338

ANTE O FUTURO ESPÍRITOS DIVERSOS

1990

339

CONTINUIDADE ESPÍRITOS DIVERSOS

1990

340

DÁDIVAS DE AMOR MARIA DOLORES

1990

341

A VERDADE RESPONDE EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ

1990

342

FULGOR NO ENTARDECER ESPÍRITOS DIVERSOS

1991

343

AÇÃO, VIDA E LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1991

344

ASSUNTOS DA VIDA E DA MORTE ESPÍRITOS DIVERSOS

1991

345

CARMELO GRISI, ELE MESMO CARMELO GRISI

1991

346

NOVO MUNDO EMMANUEL

1991

347

LUZ NO CAMINHO EMMANUEL

1991

348

PÉROLAS DE LUZ EMMANUEL

1992

349

LEVANTAR E SEGUIR EMMANUEL

1992

350

CENTELHAS EMMANUEL

1992

351

ESTAMOS VIVOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1992

352

TESOURO DE ALEGRIA ESPÍRITOS DIVERSOS

1993

353

SEMENTE EMMANUEL

1993

354

MENTORES E SEAREIROS ESPÍRITOS DIVERSOS

1993

355

REVELAÇÃO JAIR PRESENTE

1993

356

O LIGEIRINHO EMMANUEL

1993

357

BÊNÇÃOS DE AMOR ESPÍRITOS DIVERSOS

1993

358

TEMPO E NÓS EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ

1993

359

COMPAIXÃO EMMANUEL

1993

360

GOTAS DE PAZ EMMANUEL

1993

361

MIGALHA EMMANUEL

1993

362

A VOLTA ESPÍRITOS DIVERSOS

1993

363

AS PALAVRAS CANTAM CARLOS AUGUSTO

1993

364

ESPERANÇA E LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1993

365

PREITO DE AMOR ESPÍRITOS DIVERSOS

1993

366

ABENÇOA SEMPRE ESPÍRITOS DIVERSOS

1993

367

PÁSSAROS HUMANOS ESPÍRITOS DIVERSOS

1994

368

VIVEREMOS SEMPRE ESPÍRITOS DIVERSOS

1994

369

DÁDIVAS ESPIRITUAIS ESPÍRITOS DIVERSOS

1994

370

UNIÃO EM JESUS ESPÍRITOS DIVERSOS

1994

371

MOMENTO EMMANUEL

1994

372

VIDA E CAMINHO ESPÍRITOS DIVERSOS

1994

373

ANTOLOGIA DA PAZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1994

374

PINGO DE LUZ CARLOS AUGUSTO

1995

375

RENASCIMENTO ESPIRITUAL ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

376

ANTOLOGIA DA CARIDADE ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

377

NOTAS DO MAIS ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

378

INDICAÇÕES DO CAMINHO CARLOS AUGUSTO

1995

379

RECADOS DA VIDA MAIOR ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

380

PALAVRAS DE CHICO XAVIER EMMANUEL

1995

381

ANOTAÇÕES DA MEDIUNIDADE EMMANUEL

1995

382

PLANTÃO DE RESPOSTASPINGA FOGO II ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

383

ELENCO DE FAMILIARES ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

384

ANTOLOGIA DA JUVENTUDE ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

385

ANTOLOGIA DA AMIZADE EMMANUEL

1995

386

SÍNTESES DOUTRINÁRIAS ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

387

ANTOLOGIA DA ESPERANÇA ESPÍRITOS DIVERSOS

1995

388

DOUTRINA – ESCOLA ESPÍRITOS DIVERSOS

1996

389

SAUDAÇÃO DO NATAL ESPÍRITOS DIVERSOS

1996

390

PAZ E AMOR CORNÉLIO PIRES

1996

391

ALMA DO POVO CORNÉLIO PIRES

1996

392

PAZ E LIBERTAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS

1996

393

NOVOS HORIZONTES ESPÍRITOS DIVERSOS

1996

394

OFERTA DE AMIGO CORNÉLIO PIRES

1996

395

DEGRAUS DA VIDA CORNÉLIO PIRES

1996

396

ANTOLOGIA DO CAMINHO ESPÍRITOS DIVERSOS

1997

397

TOQUES DA VIDA CORNÉLIO PIRES

1997

398

TROVAS DO CORAÇÃO CORNÉLIO PIRES

1997

399

SENDA PARA DEUS ESPÍRITOS DIVERSOS

1997

400

TRAÇOS DE CHICO XAVIER ESPÍRITOS DIVERSOS

1997

401

PEDAÇOS DA VIDA CORNÉLIO PIRES

1997

402

CAMINHOS DA FÉ CORNÉLIO PIRES

1997

403

CAMINHOS DA VIDA CORNÉLIO PIRES

1997

404

PÉTALAS DA VIDA CORNÉLIO PIRES

1997

405

CAMINHO ILUMINADO EMMANUEL

1998

406

AGENDA DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1998

407

ESCADA DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS

1999

408

CANTEIRO DE IDÉIAS ESPÍRITOS DIVERSOS

1999

409

TROVAS DA VIDA CORNÉLIO PIRES

1999

410

CIDADE NO ALÉM ANDRÉ LUIZ – LUCIUS

1999

411

PERDÃO E VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS

1999

412

AMOR E VERDADE ESPÍRITOS DIVERSOS

1999


Fonte da tabela: https://dirceurabelo.wordpress.com/2011/12/09/chico-xavier-obra-completa-em-ordem-cronologica/

Dez fatos sobre Sun Wukong, o Rei Macaco

Editado em 28/08/2021: por algum motivo senti vontade de adaptar a tradução do vídeo abaixo.

10 Facts About Sun Wukong the Monkey King | ghostexorcist

 

Tradução:

Macaco de pedra, Belo Rei Macaco, Guardião dos Cavalos Celestiais, Grande Sábio igualando-se ao Paraíso, Peregrino, Vitorioso Buda Guerreiro. Sun Wukong é conhecido por muitos nomes.

Esse personagem muito amado é um marco da cultura popular moderna, aparecendo em inúmeros filmes, programas de televisão, videogames e outras mídias relacionadas. A adaptação mais famosa é, claro, Son Goku, da franquia Dragon Ball, mas ele é mais conhecido por suas aventuras no grande clássico chinês do século XVI, Jornada para o Oeste. Nesse vídeo, exploraremos dez fatos que até mesmo os super-fãs do romance podem não saber sobre a história do Rei Macaco. As referências de cada fato estão disponíveis na descrição. [copiadas abaixo desta transliteração]

Vamos começar?

Número 10, ele não é chinês

A província de Jiangsu na China é o lar do Parque Huaguoshan, uma atração turística popular anunciada como a casa do Rei Macaco, mas o romance descreve a Montanha de Frutas e Flores [lar do Rei Macaco] estando localizada em um vasto oceano na fronteira do pequeno país Aolai que fica a leste do continente Purvavideha oriental.

A geografia cósmica do budismo indiano apresenta esse continente [Purvavideha] ao leste, e também o continente Godaniya ao oeste, o continente Uttarakuru ao norte e o continente Jambudvipa ao sul, todos ao redor das quatro direções cardeais do monte Sumeru, uma montanha gigante que serve como o axis mundi do cosmos.

Cada continente é separado por um oceano, tornando muito difícil viajar entre eles. A dita geografia tradicionalmente associa o sul, Jambudvipa, à Índia ou ao mundo conhecido aos antigos povos do sul da Ásia. Mas o romance coloca a China dentro do continente sul e associa a Índia ao continente oeste, Godaniya. Isso significa que o lar dos macacos está localizado bem ao leste da China. [algo para além do Japão]

 

Número 9: seu sobrenome faz referência tanto a macacos, quanto à imortalidade taoísta

A tradução mais exata da palavra Husun é ”neto do bárbaro”. Essa palavra faz referência às tribos nômades que constantemente atormentavam a fronteira norte da China antiga. Os chineses acreditavam que essas pessoas eram menos do que humanas, com características animalescas. O termo Husun se refere ao Macaco Rhesus, uma espécie de macaco do velho mundo nativa da Ásia. Os chineses acreditavam que esse macaco também tinha qualidades animais e humanas.

É por isso que as palavras para ”bárbaro” e ”neto” incluem o radical ”animal”. A semelhança do Rei Macaco com esse macaco é destacada ao longo do romance. Por exemplo, as muitas características demoníacas usadas para descrever nosso herói são compartilhadas com o primata, incluindo um rosto peludo e ciumento com olhos de fogo, um nariz quebrado ou achatado, um bico em forma de boca com presas salientes, longas orelhas.

Após escolher o sobrenome do macaco, o mestre remove o radical ”animal” e fornece um ideograma completo para o personagem, dividindo-o em seus componentes individuais e associando-os a Zi e Xi. Zi significa ”menino” e Xi significa ”bebê”. E esse nome está exatamente de acordo com a doutrina fundamental do bebê menino.

Essa doutrina se refere ao Shengtai , ou ”embrião sagrado”, isto é, o estado realizado da imortalidade. A alquimia interna taoísta vê o corpo humano como um caldeirão vivo capaz de fundir essências vitais em um elixir imortal. Esse processo envolve a manipulação do sêmen, chi e espírito dentro do corpo, combinando-os para produzir o embrião sagrado.

A conquista da vida eterna é às vezes simbolizada em tratados alquímicos como um bebê no estômago do praticante, donde a menção do bebê menino pelo mestre.

 

Número 8: ele é o sucessor literário de um imperador lendário

O nascimento do Rei Macaco a partir de uma pedra espelha lendas associadas ao nascimento de Yu, o Grande, um lendário imperador da dinastia Xia e um semideus famoso por lutar contra a fabulosa inundação mundial, bem como matar muitos demônios da inundação no processo.

Até mesmo seu filho diz-se ter nascido de uma pedra. Um conto particular da Dinastia Han diz assim:

[…] Quando Yu foi apaziguar as enchentes, ele atravessou a montanha Huanyuan e se transformou em um urso. Anteriormente, Yu havia dito para sua esposa grávida Tushan: ”ao som do tambor, por favor, traga-me comida”. Mas durante seus esforços Yu pulou em uma rocha e um pedaço dela caiu, batendo no tambor por engano. Tushan trouxe a comida como prometido e viu o urso. Sentindo-se envergonhada e amedrontada, ela fugiu até o sopé da montanha Songgao, onde ela foi transformada em uma pedra. Yu disse a ela: ”devolva meu filho”. A pedra se abriu na direção norte e deu luz a Qi [filho de Yu].

Além disso, Sun Wukong futuramente empunha ”a régua cósmica” de Yu, que é o seu famoso bastão dourado. Portanto o romance apresenta o macaco como um grande herói, literalmente moldado do mesmo molde que Yu, o Grande.

 

Número 7: ele é muito baixo

A mídia moderna freqüentemente retrata Sun Wukong do tamanho de um homem. Um excelente exemplo é sua representação no popular videogame on-line SMITE, como um guerreiro corpulento com músculos enormes. No entanto o romance descreve sua forma base como sendo muito baixo e magro. Por exemplo, uma passagem no capítulo 20 diz:

[…] o velho monstro deu uma olhada cuidadosa e viu a figura diminuta do Rei Macaco com menos de um metro de altura e com bochechas pálidas. Ele disse com uma risada: “Muito mau! Muito mau! Eu pensei você era uma espécie de herói invencível, mas você é apenas um fantasma doentio com nada mais do que seu esqueleto sobrando.”.

Isso mesmo: O Grande Sábio igualando-se ao Paraíso, O Conquistador do Exército Celestial é do tamanho de uma criança. É por isso que Sun Wukong é tão baixo no filme de Stephen Chow Journey to the West — conquistando os demônios (2013).

 

Número 6: ele antecede o romance Jornada para o Oeste em centenas de anos

Histórias sobre um macaco peregrino remontam à Dinastia Song. Isso antecede o romance e até mesmo o nome Sun Wukong em séculos. Tais contos teriam sido contados em barracas de contação de histórias (como mostra essa famosa pintura do século XII) ao longo do rio durante o festival Qingming.

Registros dos primeiros repertórios não existem, mas felizmente evidências pictóricas de duas grutas de cavernas budistas na província de Gansu na China sobreviveram. Uma pintura do século XI na caverna número 2 exibe um macaco e seu mestre prestando homenagem a Buda. Ela mostra um macaco guanino sendo retratado com sua famosa tiara dourada. Uma pintura do século XII na caverna Ulan número 3 retrata os dois homenageando o consorte de Buda, Samantabhadra. Nosso herói é retratado com uma aparência mais semelhante à de um macaco, mas não possui sua tiara.

 

Número 5: sua tiara dourada é baseada em um objeto real

Essa faixa de cabeça que induz ao autocontrole é baseada em um dos oito objetos rituais historicamente usados por Yogis budistas esotéricos. Esses itens são mais bem exemplificados por uma escultura em relevo do século XIII de um macaco encontrada em Quanzhou na província Fujian da China.

A fonte esotérica que menciona esses itens, diz:

[…] O praticante deve usar brincos divinos, um aro circular na cabeça, em cada pulso uma pulseira, uma cinta ao redor da cintura, tornozeleiras nos tornozelos, braçadeiras ao redor dos braços e uma guirlanda de ossos ao redor do pescoço; seu manto deve ser de pele de tigre e sua comida os cinco néctares.

A fonte menciona que o círculo simboliza Akshobhya, um dos cinco Budas esotéricos. Essa divindade é conhecida por seu voto de atingir o estado de Buda por meio de práticas moralistas como fala e ação corretas. Portanto a bandana ritual serve como um lembrete físico de autocontrole, assim como a tiara faz no romance.

 

Número 4: ele originalmente lutava com dois bastões

O Rei Macaco aparece em um texto precursor de Jornada para o Oeste, datado século XIII, chamado: Mestre da Lei, Tripitaka do grande Tang, procura as escrituras.

Nesse breve romance de 17 capítulos, o supremo deva Vaisravana lhe dá um Khakkhara mágico [cajado de monge com anéis], como aquele freqüentemente retratado com figuras búdicas. Ele usa esse cajado na batalha contra o tigre demônio branco e transforma a arma em um Yasha titânico empunhando uma clava, depois o Rei Macaco transforma o bastão em um Dragão de Ferro para lutar contra um grupo de dragões de nove cabeças e depois da derrota deles ele usa um bastão de ferro emprestado do Paraíso para espancá-los como punição.

Os contadores de histórias fariam mais tarde a combinação desses dois cajados para criar a arma característica do Rei Macaco. Os anéis de ouro do cajado do monge foram presos às extremidades do cajado de ferro, criando um porrete com a capacidade de crescer ou encolher de acordo com o desejo do usuário.

 

Número 3: ele tem irmãos e uma esposa

O Rei Macaco aparece na peça teatral Jornada para o Oeste, do século XV, que antecede o romance de Ming de mesmo nome em quase duzentos anos. Em seu diálogo de abertura para o ato 9, o Rei Macaco descreve ser um de vários irmãos:

[…] Somos cinco irmãos e irmãs minhas. Minhas irmãs mais velhas, a venerável mãe do Monte Li; minha segunda irmã é o sábio espírito da água; meu irmão mais velho é o Grande Sábio igualando-se ao Paraíso; eu mesmo sou o Grande Sábio alcançando o Paraíso; e meu irmão mais novo é Shuashua Sanlang.

A peça chama o Rei Macaco de o Grande Sábio alcançando o Céu, enquanto seu irmão mais velho é conhecido como o Grande Sábio igualando-se ao Céu. Um estudioso sugere que o irmão mais velho é o resultado da confusão de títulos semelhantes dados ao macaco durante a longa história de seu ciclo de fábulas.

No entanto, cada uma das irmãs tem sua própria história. A Venerável Mãe de Monte Li foi historicamente adorada como uma divindade pelo menos desde a Dinastia Song, e os mitos freqüentemente a associam com a criação ou com a deusa da conquista do dilúvio Nuwa. O sábio espírito da água, mais comumente conhecido como Wuzhiqi, é um macaco demônio da inundação do lago que apareceu em histórias já na dinastia Tang. Então ambas as irmãs estão associadas a macacos e inundações.

A esposa do Rei Macaco é a Princesa do País do Caldeirão Dourado. É apresentada no ato 9 e canta uma música revelando como o imortal a seqüestrou e a forçou a ser sua noiva. Ela acaba sendo resgatada por Devaraja Li Jing e seu filho, o príncipe Nezha, que aparecem no romance subseqüente.

A afinidade do Rei Macaco para com mulheres não termina aí. Por exemplo, no ato 19, ele tenta seduzir a princesa Leque de Ferro para obter acesso a seu mágico leque de folha de palmeira. Ao conhecê-la, o macaco recita um poema repleto de insinuações sexuais:

“os discípulos não são tão superficiais; a mulher não é tão profunda; você e eu vamos cada um colocar um item adiante e fazer um pequeno demônio”.

 

Número 2: ele é adorado como um deus

A província de Fujian na China tem uma longa história de adoração de macacos. Por exemplo, uma fonte do século XII menciona um monge budista pacificando o espírito vingativo de uma Rainha Macaca adorada pela população local, como o espírito que protegia colinas e bosques. Estudiosos relutam em vincular a adoração de Sun Wukong a esse culto histórico de macaco, mas mostra que a fé evoluiu no mesmo ambiente cultural.

A evidência mais antiga da adoração do Rei Macaco vem do início da dinastia Qing. Um relatório do século XVII, por exemplo, descreve o Rei Macaco aparecendo nas nuvens e expulsando piratas japoneses invasores da costa de Fujian durante o precedente século XVI. Estudiosos sugerem que a publicação de Jornada para o Oeste em 1592 desempenhou um grande papel no desenvolvimento de seu culto e na disseminação de seu mito.

Imperadores chineses durante as dinastias Ming e Qing nunca reconheceram oficialmente o Grande Sábio ou construíram templos em sua homenagem devido à natureza rebelde do Rei Macaco. No entanto, devido à popularidade do romance, seu culto se espalhou de Fujian para outras áreas do sul da China, Taiwan e Singapura.

O mapeamento moderno GIS mostra templos dedicados a ele nas planícies do Putian do aglomerado da Costa de Fujian nas terras altas do norte onde residem comunidades mais pobres e menos educadas. É importante lembrar que o Rei Macaco é adorado sob seu título rebelde de Grande Sábio igualando-se ao Céu em vez de seu nome budista Wukong.

Portanto o Rei Macaco pode ter sido historicamente atrativo para uma comunidade mais pobre porque ele tinha o poder de resistir a um governo injusto, talvez um governo que favorecesse os mais ricos que os pobres. Portanto essa classe de pessoas pode ter sido responsável pela disseminação de seu culto para além da China.

O templo Wanfu é um dos muitos exemplos de templos dedicados ao Rei Macaco em toda a Ásia. Ali ele é adorado como um poderoso exorcista e curandeiro. O culto ao Rei Macaco reconhece um panteão de grandes sábios, desde uma Santíssima Trindade, até gerentes administrativos e humildes soldados macacos. Os adeptos visitam o local todos os dias para prestar seus respeitos e orar por bênçãos.

No vídeo vemos membros do Templo celebrando o aniversário do Grande Sábio. Eles deixam ofertas de frutas e doces e queimam incenso e papel-moeda como forma de retribuir ao Rei Macaco sua generosidade. Médiuns espirituais desempenham um grande papel na vida religiosa do templo, dando aos adoradores acesso direto ao divino. Duas vezes por semana, um médium espiritual chama o Grande Sábio do Céu para ter audiência com os crentes em busca de bênçãos. No vídeo, vemos o Grande Sábio por meio do médium usando incenso para desenhar talismãs mágicos no corpo de um bebê, começando pela frente e, em seguida, espelhando o desenho nas costas. Ele então escreve uma série de talismãs de papel usando o mesmo incenso. Um é dobrado e colocado dentro de uma bolsa vermelha para ser usado como amuleto da sorte; o segundo é embalado para ser posteriormente queimado e as cinzas combinadas com uma folha de chá para ser dado ao bebê como uma bebida mágica; finalmente o terceiro talismã é aceso e passado sobre a cabeça do bebê e ao redor de seu corpo.

 

Número um: havia um monge real chamado Wukong

Eruditos sugerem que o Rei Macaco pode ter recebido seu nome a partir de um monge budista real originalmente chamado Che Fengchau. Ele nasceu em 731, aproximadamente 90 anos depois que o histórico Xuanzang retornou da Índia para a China. Ele foi educado para se tornar um diplomata da Corte de Tang e foi escolhido para fazer parte de uma missão real para a Caxemira em 751. Uma doença o impediu de retornar à China em 753, e então ele foi deixado aos cuidados de um monge budista famoso e acabou sendo também ordenado como um monge com o nome religioso Fajie ou ”Reino do Dharma”.

Ele viveu na Índia por décadas antes de retornar à China em 790. Lá ele presenteou O imperador Tang Dezong com vários sutras traduzidos e uma relíquia de dente de Buda. O imperador ficou tão satisfeito que renomeou o monge Wukong ou ”o despertar para o vazio”.


Fontes:

This video covers ten facts about Sun Wukong that even super fans of Journey to the West (1592) may not know. The presented information comes from my blog Journey to the West Research. https://journeytothewestresearch.word… References: No. 10 * https://journeytothewestresearch.word… No. 9 * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… No. 8 * https://journeytothewestresearch.word… No. 7 * https://journeytothewestresearch.word… No. 6 * https://journeytothewestresearch.word… No. 5 * https://journeytothewestresearch.word… No. 4 * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… No. 3 * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… No. 2 * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… No. 1 * https://journeytothewestresearch.word… Thank yous and extra info: The whimsical drawings of Sun Wukong in the beginning and on each title card are by Sammy Torres on Twitter. Please send her some love. https://twitter.com/Animator_Sammy The background music is “Nirvana Shatakam”, an ancient 9th-century Hindu chant honoring Shiva. It is sung by Sadhguru. His organization was gracious enough to give me permission to use the song. https://isha.sadhguru.org/us/en/blog/… A different, angelic version of the same chant appears in this gorgeous 3-hour-long collection. Check it out. https://www.youtube.com/watch?v=YrO8q… Music : Ancient Chants from India Artist : Mahakatha Meditation Mantras To download this mantra visit : https://store.mahakatha.com/ancient-c… The timelapse video is by mifen67. https://www.youtube.com/watch?v=wNCX4…