Angelica Teixeira – Bi-campeã Olympia 2017-2018

O fato de termos uma bi-campeã Olympia BRASILEIRA que não aparece na mídia BRASILEIRA em lugar algum demonstra a falta de valorização aos esportes de força. Mamãe reclamou: ”mas aparece Pablo Vittar”. Ou seja, chegamos ao ponto que a ”marmanjada” prefere um sujeito com voz de Mickey Mouse fanho a uma garota de bikini. Oh! Quem poderá nos defender?…


Fonte: https://www.instagram.com/p/BnycAmkliaO/

Shawn Rhoden marca uma nova era no fisiculturismo.

Shawn Rhoden marca uma nova era no fisiculturismo. Após derrotar o até então imbatível Phillip “Phil” Jerrod Heath e se tornar o 14º Mr. Olympia, Flexatron (como gosta de ser chamado) aponta um retorno do fisiculturismo desportivo a suas origens. O claro motivo pelo qual ele derrotou Heath foi a proporcionalidade de sua barriga (mid section). Sua forma visivelmente muito mais saudável e proporcional FORA das poses obrigatórias, demonstra o impacto das críticas do público feitas acerca das decisões dos juízes em anos anteriores. Mesmo Arnold Swarza (não decorarei o nome nunca!) já havia criticado o caminho pelo qual os juízes estavam trilhando.

Quando víamos os campeonatos de fisiculturismo antigos, víamos atletas cujos corpos eram invejáveis e o público gostaria de ter um aparência similar. Já os campeonatos modernos passaram a apresentar monstros cada vez mais desproporcionais, afastando o público, sendo alvo de críticas (cabíveis e justas) e inibindo novos atletas. O coroamento de Shawn e o despontamento de jovens como Calum von Moger aponta, talvez, o início de uma nova era se formando.

Shawn Rhoden – Never Give Up On Your Dreams


Este é o último teste da integração entre o Facebook e a minha página. Quem me acompanha no Facebook, sabe que ele bloqueou minha página de postar automaticamente em meu perfil pessoal, permitindo apenas a postagem em página própria.

A falta de integração com o Facebook (atualmente a maior plataforma de divulgação de conteúdo) fez-me pausar a inclusão de mais conteúdo por essas semanas. Após numerosas tentativas e testes, fiz uma página no Facebook com o propósito de replicar as postagens daqui automaticamente.

https://web.facebook.com/pedrofigueira.pro.br/

A força de um homem – Valentin Dikul

Atualizado em 08/08/2019.

Para você, que se queixa por qualquer coisa: vá treinar. E ajudar os outros também.

Valentin Dikul usou seu conhecimento sobre o corpo humano para desenvolver um método para ajudar deficientes físicos a recuperar seus movimentos. Seu trabalho é voluntário e visa ajudar os demais. Seu verdadeiro amor é a arte circense, de onde obtém recursos para manter seu centro de reabilitação. Seu método pode ser aprendido e replicado pelo mundo afora, mas parece que poucos se interessaram até o momento.

Abaixo segue cópia do vídeo acima, caso o Youtube o remova.

https://web.facebook.com/pedrofigueira.pro.br/videos/388999438467405/

Qual é a sua desculpa?

Para quem não sabe, meu canal no Youtube está parado pois fui obrigado a parar de treinar com levantamento de peso. Mas os vídeos das playlists continuam lá. No dia de hoje acrescentei dois novos vídeos. Edgard, um negão sem pernas que treina as pernas que não tem. E Gus, uma senhorinha de 90 e tantos anos que treina mais do que você.

E aí? Qual é a sua desculpa?


Até a data de hoje, os vídeos excluídos foram:

  • Uma senhorinha de 78 anos fazendo levantamento terra de 110Kg;
  • Um rapaz com síndrome de Down fazendo prensa de mais de 180 Kg;
  • Fisiculturistas femininas profissionais com mais de 60 anos.

O princípio de Pareto – Ciência, Esporte, Política.

Are athletes really getting faster, better, stronger? | TED Talks

 


Marxism is ignorant of the Pareto principle | Jordan Peterson

 


Ver também:

http://brazilianweightlifting.blogspot.com/2016/03/o-principio-de-pareto-ou-sistema-8020.html

Diário da academia – Edição 2018-01-07

E reiniciando minhas postagens em 2018, após o tradicionalmente ruim (muito ruim) final de ano (para mim), começo postando sobre atividade física.

Tive de parar o halterofilismo em meados de 2017 por conta dos estudos. Ou fazia esporte ou pagava os estudos. Vovô dizia que era bom estudar, então dei uma pausa em meus já parcos ganhos (que não foram tantos assim). Como resolução de ano novo, tomei a determinação de retornar ao esporte, mesmo com as dificuldades financeiras. “Afinal, todo mundo tem uma desculpa, normalmente a que mais lhe convém. Mas quem quer de verdade vai lá e dá seu jeito.”

Bom na teoria, mas botar em prática é mais complicado.

O problema dos esportes no Brasil.

Cá no Brasil, há apenas um esporte: futebol. E não adianta me dizer que os outros contam, porque não contam. São praticados e tudo, mas não valem. O motivo? A cultura do futebol é mais forte e o é por ser mais barato. Qualquer par de chinelos vira o gol e uma bola de meia ou papel serve para brincar. Todos os demais esportes exigem equipamentos, seja uma rede para jogar vôlei, ou uma tabela para basquete. Os meninos vêem os pais vibrarem com o futebol na TV e querem fazer igual. Somente os poucos privilegiados a serem introduzidos a outros esportes podem vislumbrar algo diferente de futebol. Ou se na própria família houver algum aficionado. “Os meninos vêem os pais vibrarem com… e querem fazer igual”.

“O Brasil é o país do futebol e o futebol só dá certo porque não é ensinado na escola”.
Li numa pichação uma vez… Donde partimos para o segundo ponto sobre o qual gostaria de escrever.

O problema do halterofilismo no Brasil.

Já escrevi em meu artigo “Um resumo sobre musculação” praticamente todo o básico, mas quero recapitular algumas coisas aqui também. A musculação surge como o primeiro esporte propriamente dito. Diferentemente de outras atividades que foram posteriormente adaptadas à prática recreativa (como correr, saltar, usar arco e flecha etc.), a musculação já surge como prática específica para a melhora do desempenho e condicionamento das pessoas. Afinal, não havia (e ainda não há) qualquer outra utilidade em pegar um objeto pesado, levantar e abaixar, levantar e abaixar e contar um-dois, um-dois.
|:^)

O halterofilismo como esporte moderno surge derivado dos antigos espetáculos de força, normalmente praticados em circos ou feiras. Com o tempo, os campeonatos de levantamento de peso foram se transformando no que vemos hoje. Já o levantamento básico surge como esporte mais recentemente, nos EUA na década de 1960, como cisão do levantamento de peso clássico.

História tendo sido dita, cheguei ao argumento principal: EUA 1960. Lá eles têm a cultura dos esportes. Aqui não. Lá se pratica de tudo. Aqui não. Lá eles têm facilidades com materiais. Aqui não.

A primeira questão, antes de tudo, é a falta de informação. Se você procurar sobre futebol há compêndios intermináveis sobre tudo o possível e imaginável (por vezes o inimaginável) sobre o troço. Tente fazer o mesmo sobre jai-alai ou lacrosse! Ora, vivemos num país de analfabetos funcionais (tema sobre o qual discursei em meu TCC de Docência), que mal e precariamente sabem falar o português. A língua escrita é algo abominável. Na rede, leio coisas absurdas, muitas vezes em grandes veículos de comunicação.

Resultado 1: a informação em português é muito escassa e de má qualidade. Há pouca confiabilidade nos materiais produzidos e divulgados em sítios brasileiros. Coloquei uma lista confiável no artigo citado anteriormente. Mas como podem ver, trata-se muito mais de hipertrofia e fisiculturismo. Em nosso país, a estética é mais valorizada que a saúde. Numa sociedade que vive de aparências, é claro que os artigos se resumirão a bundas e barrigas-tanquinho.

Resultado 2: é necessário ser fluente em inglês. Todo o conteúdo (confiável) que encontrei sobre o esporte é internacional. Em especial os vídeos no Youtube. O Youtube brasileiro é um lixo, salvo raras exceções. Ao menos para mim é impossível assisti-lo por mais de dois minutos… Já em inglês a informação é abundante, detalhada e confiável.

A segunda questão é a facilidade de acesso ao esporte em si. Como disse, é tudo muito caro. Comparativamente com a realidade dos EUA, berço do esporte, aqui é um absurdo. TUDO É MUITO CARO.

a) COMPRAR O EQUIPAMENTO: E me deparei com os preços exorbitantes praticados. Mesmo com o advento do Crossfit, o que barateou consideravelmente os preços dos equipamentos, ainda assim um equipamento de qualidade é caríssimo.

PAÍS BRA USA
SALÁRIO MÍNIMO: R$ 957,00 US$ 1.160,00
BARRA ÓTIMA: R$ 6.500,00 US$ 750,00
BARRA +/-: R$ 2.500,00 US$ 350,00
BARRA CHINFRIM: R$ 850,00 US$ 50,00

E já que moro em apartamento, não iria dar mesmo…
Donde veio a idéia de fazer meu próprio equipamento. O que não faltam são vídeos instrucionais “faça-você-mesmo”. Em inglês, claro.

b) FAZER O EQUIPAMENTO: E me deparei com os preços exorbitantes das ferramentas. E me dei conta de que por lá tudo é mais barato, logo, as ferramentas também. E não só as ferramentas. O material também. Já tentou encontrar ferragens para fazer suas próprias coisas? Ou madeira para fazer seus próprios móveis? Você não acha em lugar algum, só com fornecedores para comércio, que lhe vendem por um preço aleatório, não fazem entrega (você que vá buscar) e te olham de cara feia.

Já nos states

O cachorro é a melhor parte!

E, óbvio, não me dei por vencido. Afinal, eu decidi e está decidido!

c) CATAR ONDE CARGAS D’ÁGUA TEM O RAIO DO EQUIPAMENTO!: E me deparei (novamente) com a inexistência de locais próximos onde moro. Não quanto à falta de academias, pelo contrário. Na rua principal perto de onde moro, há quatro (isso mesmo, QUATRO) academias. Fora as duas do outro lado… Não faltam academias, mas lhes falta o equipamento especializado para o esporte…

Há locais de treinamento no Rio de Janeiro? SIM. E dos bons! Copacabana, Botafogo, Barra da Tijuca… Você suburbano da Zona Norte que se lasque. A mais próxima para mim fica na Praça Saens Peña. Dois ônibus para ir, dois para voltar e almoçar antes de ir trabalhar. Ou ir para lá de noite e enfrentar a cracolândia bem em frente ao local…

Concluo, portanto, que procurar o esporte já é um esporte que cansa tanto quanto, ou mais…
E ganharei medalha por isso…

Brotherhood

Diferentemente de muitos outros esportes, os Desportos de Força não pregam o ódio entre seus competidores. Não temos times se matando em campo, ou torcedores se matando por times. A torcida é a própria família, e muitas vezes só ela. Não recebemos milhões em salários. Não temos muito apoio. Mas cada atleta sabe da dificuldade do outro e, por isso, não importa em que lugar do mundo esteja, é tratado como membro da mesma fraternidade.

 

A vida é um Pica-pau

A vida é um Pica-Pau (sem trocadilhos indecentes).
Meus ganhos na academia são como os do biruta no espaço.
Quando eu acho que finalmente a coisa vai decolar, vem a vida fazer uns ajustes.
E volto à fase de planejamento…