Crítica ao artificial amplo acesso ao ensino universitário

Encontrei este interessante texto em redes sociais e o compartilho aqui.
Não tenho certeza da autoria nem da data em que foi publicado.


Queridos formandos, burros e jumentos!
Maurício Mühlmann Erthal (autoria disputada / Rosalvo Reis?)
Relações Internacionais da UFRGS, em Porto Alegre/RS
Texto adaptado.

Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o ranking do Pisa provou de uma vez por todas que a tal “pátria educadora”, que encheu péssimas universidades com péssimos alunos formados por péssimos professores, era apenas um embuste.

Distribuir diplomas a pessoas de baixa inteligência, nenhum talento, estúpidas, cotistas etc., é como marcar a ferro o traseiro de bois e vacas que estão indo para o abate. Neste caso justificável.

Na nossa cultura deformada pelo “coitadismo”, ou para falar mais academicamente, pelo “ethos-igualitarista moderno”, teimamos em achar que a Universidade é para todos.

Nunca foi e nunca será.

Essa é uma das maiores mentiras da modernidade.

A decadência da civilização se iniciou com a universalização do ensino, com a troca da formação espiritual e intelectual puras, “ars gratia artis“, no sentido aristotélico, pelo adestramento meramente utilitarista para fins de sobrevivência.

Universidade é para uma elite intelectual. É para quem realmente tem talentos, gosta de estudar e tem uma inteligência privilegiada. Sua prioridade é produzir conhecimento e não formar mão de obra… E, muito menos ainda, formar militantes revolucionários que pretenderão implantar no país regimes ultrapassados e falidos como o comunismo para proveito de poucos, por exemplo.

Para formar profissionais e mão de obra, existe o ensino profissionalizante e técnico.

As oportunidades que devem ser oferecidas a todos, é a de uma boa formação de base onde, por meio da meritocracia, serão revelados aqueles mais capazes de ir para a Universidade e, lá, produzirem conhecimento.

Transformar todo mundo em universitário apenas para não ferir a auto-estima do jovem maconheiro que usa piercing no nariz e alargador na orelha, é algo completamente estúpido!

Tudo que os governos conseguiram, foi queimar centenas e centenas de bilhões de reais, para produzir o pior, o mais idiota, o mais ignorante, o mais analfabeto, e por conseqüência, o mais mimado, alienado e arrogante aluno do mundo!

Nivelaram todo mundo por baixo, destruíram qualquer possibilidade de formar uma verdadeira elite intelectual para o país. São décadas jogadas inteiramente no lixo! Trocaram a meritocracia (de alunos e professores) pela “universalização”, pela “política de cotas” e pela “ideologização”.

Nunca reconhecendo que as pessoas são essencialmente diferentes, umas mais inteligentes, mais capazes, mais interessadas e mais esforçadas que outras. E tentam enfiar, goela abaixo de todos, o maldito igualitarismo que sempre favorecerá o vulgar, o grosseiro e o ignorante. Sempre nivelará por baixo, rebaixará a tudo e a todos, e produzirá os piores resultados.

Reúna vários alunos inteligentes e todos se tornarão mais inteligentes ainda.

Cerquem um gênio de medíocres e vulgares, e testemunhará sua lenta e gradual decadência.

Numa era em que a humanidade enfrenta a sua mais radical transformação tecnológica, a civilização cibernética põe em xeque toda a cultura humanista, havendo uma mudança profunda de quase todos os paradigmas científicos, sociais e econômicos. Nanotecnologia, microbiologia, projeto genoma, matriz energética, 5G, Internet das coisas etc.

Nós gastamos trilhões em décadas para produzir uma geração “Nem-Nem” de mimados, estúpidos, deprimidos, feminizados ou masculinizados, vazios, idiotas e arrogantes, que votam em marxistas e morrem de medo de se tornar adultos.

Uma legião de falsos graduados sem possibilidade de emprego, endividados com o FIES, caminhando para a meia idade, morando com os pais e freqüentando a marcha da maconha porque precisam urgentemente se alienar e legalizar seu suicídio.

As conseqüências políticas do analfabetismo funcional do brasileiro

Eu tenho espírito de corno: sou sempre o último a saber das primeiras. Era assim na escola, na faculdade, no primeiro emprego, no segundo emprego, na vida em geral. Só venho a conhecer o que quer que seja polêmico quando todo mundo já sabe há tempos. É da minha natureza, não tenho como fugir. E por essa falta de conexão social, fui mais um dos brasileiros enganados por Bolsonaro e seus asseclas. Mas não, talvez, como o leitor imagine.

Conforme escrevi em ”A falácia sobre a educação”, ”Discussão e debate no país dos analfabetos” e em meu projeto de monografia de especialização em docência, o Brasil vive uma grave crise de analfabetismo funcional. Até mesmo pessoas com dois ou mais doutoramentos são incapazes de compreender o que lêem. Os trabalhos realizados em nível superior têm desprezíveis citações por papel e não contribuem efetivamente para o progresso científico. As instituições não preparam para o mercado de trabalho (tema de meu TCC), nem ao menos estão sintonizadas com as demandas do mesmo (ver: Um exército de doutores desempregados). Hoje em todos os níveis temos uma formação acadêmica precária, mas eficientemente projetada para servir como mecanismo de reprodução de idéias dominantes (Relações de poder no mundo acadêmico)

Esse fato agrava-se com a peculiar queda na capacidade intelectual do brasileiro médio (Brasil, um país de gente estúpida.). Não bastasse sua incompetência racional, devido a múltiplas causas, esta é agravada por sua baixa capacidade cognitiva. Não estamos mais tratando apenas de pessoas que não aprenderam a raciocinar, a inquirir, a questionar, a duvidar. Estamos também tratando de indivíduos intrinsecamente inaptos. Não é apenas não saber como, é não ser capaz de tanto, tais como as crianças com prejuízo cognitivo em minha postagem Deficiência de aprendizado infantil. Nesse caso, os prejuízos na construção da cidadania são irreversíveis, permanentes. E, como vimos nas últimas semanas, perigosíssimos.

Nesta era da informação em que a cada segundo nada é mais obsoleto que o dia de ontem, a quantidade de dados a que somos continuamente expostos é imensurável. A disputa pela audiência dos grandes meios de comunicação tem como principal rival a velocidade das redes sociais. Entremeadas ao consolidado 4º poder da imprensa e da mídia, penetram as Big Techs, que com seus algoritmos impelem e restringem dados conforme seus interesses. Não havia checadores de fatos quando somente a grande mídia falava e a massa escutava. Sob aparente liberdade de expressão, oculta-se um fortíssimo mecanismo de controle, censura e engenharia social.

Nesse cenário timidamente surgiu a onda conservadora no Brasil. Após décadas de aplicação da cartilha gramsciana (controle social por meio do controle cultural – universidades, meios de comunicação, artes), durante a chegada das ondas neomarxistas pós-modernas (feminismo contemporâneo, ações afirmativas de raça, ideologia de gênero, relativização da moralidade, hook up culture, rejeição ao patriotismo e soberania nacional) oriundas dos Estados Unidos e Europa ocidental, irromperam as sementes do conservadorismo. Vozes mudas vociferavam contra a degradação dos valores fundamentadores da sociedade. Sem haver um representante, alguém que pudesse se fazer ouvir, o grito de basta estava preso na garganta, até o surgimento excepcional de Jair Bolsonaro.

Apresentando-se como irascível, briguento e não corrompido pela cleptocracia, vimos nele alguém que iria por nós ”comprar a briga”, lutar para afastar de nossa nação o mal que há tanto se impunha e somente há pouco descobríamos. Ele seria a ponta da lança e seus apoiadores a força de que necessitava. Descobríamos o ”teatro das tesouras”, descobríamos Olavo de Carvalho, descobríamos o Foro de São Paulo. E ele, somente ele, estava disposto a lutar contra isso tudo. #Elenão perdeu e acreditávamos que o sonho do país do futuro finalmente chegaria. Mas não foi assim.

De um lado a mídia é cooptada e parcial. Não temos mais órgãos de imprensa, temos apenas militantes políticos, a maioria vinculada ao neomarxismo. O grupo Globo apresenta pautas contra a família e os bons costumes, a CNN é abertamente defensora do Partido Democrata estadunidense e o Grupo Bandeirantes tem parte significativa de seus ativos controlada pelo Partido Comunista Chinês. O SBT, a Rede Record e a Jovem Pan não possuem uma linha editorial consistente e alinham-se conforme a situação. Ou seja, ao recebermos informações da grande mídia estamos sendo desinformados, ou ao menos tendo as informações manipuladas, deturpadas.

Dois pesos, duas medidas. E a Lei 13.260/2016 discrimina explicitamente que ambos os atos não são terrorismo.

Nesse contexto, optei por obter minhas informações por meios alternativos e, tal como muitos, caí na teia da desinformação bolsonarista. E aqui está a diferença entre mim e boa parte da população: não fui enganado, mas sim não fui suficientemente informado.

Eu critiquei abertamente o governo Bolsonaro por sua inépcia em defender aquilo ao que ele se propôs em vários momentos:

E também quando não cumpriu suas promessas de campanha:

Mas me mantive fiel ao pressuposto de quando votei nele:

Em um cenário de profunda e contínua desinformação tanto pela oposição quanto pela situação, o homem médio brasileiro se viu cerceado da possibilidade de fazer bons julgamentos de valor. Os muitíssimos erros de Bolsonaro foram acobertados por seus seguidores, enquanto que inverdades eram inventadas por seus opositores. Às cegas, não vimos o que estava surgindo no Brasil. Nesses últimos quatro anos a polarização e a radicalização intensificaram-se ao ponto de que não foi mais possível diálogo civilizado. Embora eu tenha percebido que havia uma questão de fé envolvida (Dando nomes ao gado (Texto 2 de 3)), não tinha dimensão de seu tamanho. Acreditei que as manifestações em favor do então presidente não eram diferentes das manifestações contra-revolução de 1964, ou seja, famílias defendendo os valores tradicionais. Porém as eleições demonstraram o bolsonarismo ser muito mais do que isso.

O analfabetismo funcional, associado à baixa capacidade intelectual e a desinformação formaram o ambiente propício para que a figura do ”salvador da pátria” fosse piamente idolatrada. Bolsonaro apoderou-se de elementos da religiosidade, da imagem ainda bem considerada das forças armadas e do discurso de uma economia liberal para formar sua figura pública. Apoiadores em mídias alternativas ajudaram-no a capilarizar organicamente apenas a imagem que lhe favorecia, ocultando todas as traições que ele fez ao povo brasileiro. Sim, Bolsonaro traiu todos aqueles em que nele votaram e somente agora após ter saído do poder estamos vendo quem realmente ele é. Ao centralizar sobre si, e somente sobre si, um nome viável para a disputa das eleições, permitindo que diversos outros conservadores fossem censurados, Bolsonaro ajudou a matar a incipiente formação de uma direita de verdade no país.

E também estamos vendo o que o bolsonarismo realmente é. Vemos o fanatismo de um povo inepto e ignorante que tornou política em matéria de fé. As pessoas não acreditam em verdades, as pessoas acreditam naquilo em que querem acreditar. Estão tão insortas na histeria política coletiva que já não mais vêem o que está diante dos seus olhos. Que seu líder era falso. Que enquanto ele bradava ser a favor da família e dos bons costumes, destruía os mecanismos de combate à corrupção e sancionava medidas deletérias ao futuro. Que foram usadas como massa política, exatamente como os militantes do MTST. Que o bolsonarismo é exatamente igual ao lulopetismo, apenas mudando as cores. Que o capitão abandonou o barco.

A conseqüência política do analfabetismo funcional se mostra temerária. Tornamo-nos um povo facilmente manipulável. Vivemos às cegas num país onde não sabemos de onde podemos obter informações fidedignas. A grande imprensa não é mais crível. Ao obter informações da mídia paralela, eu mesmo fui logrado. Um exemplo meu foi no texto Generais-melancia? onde acuso Silas Malafaia de ter instigado a permanência de pessoas nos quartéis. Obtive essa informação de um dos apoiadores de Bolsonaro, e acreditei que era verdade. Isso me alertou que ambos os lados são mentirosos (e que também cometo erros levado por emoções políticas…).

Acreditei sim que ele estava defendendo a direita, pois desconhecia suas traições convenientemente acobertadas por seus seguidores (a quem eu escutava). Minhas críticas se referiram somente ao seu estilo de governo, acreditando que ele não estava sendo forte o suficiente, quando na realidade ele estava fortalecendo o que jurou combater. As boas notícias da economia, da infra-estrutura, dos programas sociais estavam à frente das notícias administrativas. E também fui enganado.
|:^/

Donde pergunto: onde obter informação, quando todos somente informam o que lhes convém? Se eu que tenho algum raciocínio fui logrado, o que dizer do homem menos afortunado? O que ver, o que ler, o que ouvir? Mesmo se tivéssemos informações imparciais, a maioria esmagadora da população não saberia o que fazer com ela. Ainda mais agora que não podemos fazer mais nada (Brasil, um país de efeminados).

Um exército de Doutores desempregados

Vez ou outra faço menção ao texto abaixo. Decidi colocar uma cópia do mesmo em meu site.
Fonte: https://tribunadoceara.com.br/blogs/tribuna-cientifica/ciencia-e-politica/um-exercito-de-doutores-desempregados/


Um exército de Doutores desempregados

Por hugofernandesbio em Ciência e Política
17 de fevereiro de 2016

Vou contar uma história para vocês, para que entendam em que ponto a Ciência brasileira se insere nessa crise. Ao personagem, dou o nome de Carinha. Obviamente, é uma história generalista, que jamais pode ser aplicada a todos, mas pelo menos a uma enorme parcela dos acadêmicos. Você verá muitos amigos seus na pele do Carinha. Talvez, você mesmo.

1 – No começo dos anos 2000, principalmente a partir de 2005, novas universidades começam a surgir e o número de vagas, inclusive nas já existentes, aumentam vertiginosamente. A estrutura também melhora e as taxas de evasão de cursos de Ciência básica (Física, Química, Biologia e Matemática, por exemplo) caem. O Carinha, então, ingressa em um desses cursos.

2 – O Carinha que entrou em 2005 e se formou em 2009 passou o período da faculdade desconhecendo o mercado de trabalho do seu curso fora do meio acadêmico. Ao seu lado, muitos colegas que passaram quatro anos sem saber nem o que estavam fazendo. Para o Carinha, não havia outra solução a não ser lecionar em escolas ou tentar o Mestrado, que oferecia bolsa de pesquisa de R$ 1.100,00. Mas, para isso, teria que passar por uma difícil e concorrida seleção. Até que, com o aumento do número de programas e bolsas de pós-graduação, ele viu então que aquilo não era tão difícil assim. Em 2010, torna-se mestrando.

3 – Enquanto seu amigo engenheiro civil****, recém-formado, já está dando entrada para comprar um carro, o Carinha usa sua bolsa para pagar seus pequenos gastos pessoais, além de sua pesquisa sem financiamento externo

(****PS. Permitam-me uma edição aqui. Fui infeliz quando exemplifiquei o colega como um engenheiro civil, pois o mercado para esse profissional atualmente também encontra-se em crise. Tente imaginar qualquer profissão facilmente absorvida pelo mercado de trabalho privado e o texto continuará com o mesmo objetivo).

Em dois anos, o Carinha tenta produzir alguns artigos para enriquecer o currículo. Tem planos para publicar cinco, mas publica um, em revista de qualis baixo. Em paralelo, entra num forte estresse para entregar sua dissertação e passar pelo forte crivo da banca, que pode reprová-lo. Será? Na semana de sua defesa, seu colega também é aprovado, mas com um projeto medíocre e mal conduzido, que, apesar de criticado, foi encaminhado pela banca porque reprovações não são interessantes para a avaliação de conceito do Programa. Normas do MEC.

4 – Já mestre, publica mais um artigo e entra no Doutorado, em 2012. Foi mais difícil que o Mestrado, porém mais fácil do que teria sido anos atrás, por conta do bom número de bolsas disponível. Boa parte daqueles colegas medianos desiste da vida acadêmica, mas aquele dito cujo sem perfil de cientista de alto nível também é aprovado. Afinal, ter bolsas desocupadas não é interessante, porque senão o Programa é obrigado a devolvê-las. Normas do MEC.

5 – Sua bolsa de R$ 2.500,00 já ajuda um pouco sua condição financeira, enquanto aquele colega engenheiro conta sobre sua primeira casa própria. Além disso, o amigo já contribui com o INSS, tem seguro desemprego, 13º salário, plano de saúde, cartão alimentação, entre outros benefícios. O Carinha não, tem só a bolsa e um abraço. Normas do MEC. Mas, tudo bem, é um investimento em longo prazo. Logo menos, ele tentará um concurso para ser professor universitário, com iniciais de cerca de R$9.000,00. Ele se esforça, publica artigos, dá aulas, redige a Tese, defende e é aprovado. O colega mediano faz um terço disso, mas também alcança o título.

6 – Eis que, em 2016, Doutor Carinha se depara com uma grave crise financeira. Cortes profundos no orçamento, principalmente no Ministério da Educação, tornam escassas as vagas como docente. Concursos em cidades remotas do interior, antes com dois, cinco concorrentes no máximo, contam hoje com 30, 50, 80.A solução então é caminhar urgentemente para um Pós-Doutorado, com bolsa de R$ 4.100,00, metade do que ganha seu amigo engenheiro, mas ok, dá um caldo bom, ainda que continue sem direitos trabalhistas. Pouco tempo atrás, as bolsas sobravam e os convites eram feitos pelo próprio professor. Hoje, ele enfrenta uma seleção com 30. Ele passa, o outro colega já fica pelo caminho, assim como centenas espalhados pelo país. O que eles estão fazendo agora?

O resumo da história é… Temos um exército de graduados analfabetos funcionais e de mestres que não merecem o título. Em um pelotão menor, mas ainda numeroso, doutores cujo diploma só serve para enfeitar a parede. Bilhões de reais gastos para investir e manter um grupo cujo retorno científico é pífio para o país. Entretanto, esse não é o pior cenário.

Alarmante é ver um outro exército de Carinhas, esse qualificado, com boas produções, só que desempregado e enfrentando a maior dificuldade financeira de suas vidas. Alguns há anos em bolsas de Pós-Doutorado, sem saberem se essas podem ser cortadas no ano seguinte. Se forem, nenhum mísero centavo de seguro desemprego. Na rua, ponto. Outros abandonando por vez a carreira para tentar os já escassos concursos públicos em outras áreas ou mesmo para fazer doces caseiros, entre outras alternativas.

Ao passo que o Governo acertou na criação de novas universidades, programas e bolsas de pós-graduação nesses últimos 14 anos, a gestão desse material humano e financeiro foi bastante descontrolada. Quantidade exacerbada de cursos criados sem demanda profissional, falta de política de cargos e carreiras para o cientista brasileiro, recursos transportados para um programa de intercâmbio que não exigia praticamente nenhum produto de um aluno de graduação (sobre Ciência Sem Fronteiras, teremos um post exclusivo), critérios de avaliação bem distantes da realidade das melhores universidades do mundo, além de uma série de outros absurdos.

Teremos cerca de dez anos pela frente para que essa curva entre oportunidades e demanda volte a estabilizar. Não tenho dúvidas de que alcançaremos isso. Mas, até lá, cabe a pergunta. O que faremos com os novos Carinhas que ainda surgem a cada vestibular?

Adendo à falácia sobre a Educação

Em casa de ferreiro o espeto é de pau. Fiquei de fazer a revisão gramatical de meu primeiro artigo independente: ”A falácia sobre a educação”. E desde 2017 estava para fazê-la. Publiquei um monte de coisas depois, fiz até revisão de doutoramento. E cadê a revisão do meu artigo???

Com todo o atraso do mundo (que me é natural) eis aí:

Texto completo: Edição independente 001.1 – versão revisada e ampliada

Em 07 de março de 2018, tomei um táxi na porta da UERJ para vir para casa. Estava conversando com o taxista André Luiz Ferreira sobre o texto. Após explicar minha posição, ele me perguntou: “E quando a educação não vem de casa?”. Ou seja, e quando não há condições de os pais educarem seus filhos?

Temos hoje jovens que, como diria certo amigo professor (omiti seu nome para não prejudicá-lo), carecem até mesmo das mais rudimentares noções de civilidade. E os pais por vezes são ainda piores!

Seguindo a argumentação de meu artigo, advém a pergunta: ”Caberia ao Estado educar as crianças quando seus pais não podem ou até mesmo não querem educá-las?”.

Finalmente, após tantos anos, tenho a resposta: sim. O Estado pode sim interferir na educação e na proteção da criança, mesmo contra a vontade de seus pais. A função do Estado é proteger os direitos e as liberdades do indivíduo, não de um ou outro grupo social, incluindo a própria família.

Se o comportamento familiar é prejudicial, nocivo ou perigoso à criança, o Estado pode e deve sim interferir contra a vontade dos pais. Nisto se fundamenta a defesa da criança contra o aborto, a violência doméstica, o abuso sexual, a mutilação religiosa e qualquer outro fato que fira sua integridade, bem como lhe retire o livre-arbítrio, a livre escolha, o direito de decidir sobre si, seu corpo e sua própria vida.

Como a criança e o jovem ainda estão com suas personalidades em formação, precisam de tutela, pois não têm maturidade para decidir muitas coisas sozinhos. Cabe ao Estado, se necessário, impedir que haja abusos por parte da família dela, quando de ações contrárias à moral e aos bons costumes. Bem como cabe ao Estado suprir a educação das noções básicas de civilidade e respeito, qualidades bem quistas na formação de seus cidadãos.

Exemplo de escola japonesa:

O analfabetismo na educação superior.

Em breve, publicarei uma série sobre o Analfabetismo nas instituições de Ensino Superior. Este vídeo a seguir trata de uma prévia das questões que serão abordadas.

Como imbecilizar uma nação (completo) – Padre Paulo Ricardo | Brasil Conservador