Atividades na sala de aula – Parte 3

Vídeo:  O que é um Wiki?

 

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Atividades na sala de aula – Parte 2

Exemplos de atividades baseadas na oralidade

Atividade Descrição Aplicação Mediação
Tempestade Cerebral É um processo para geração de diversas ideias/opções, que é realizado até que um número suficiente de ideias tenha sido gerado. Após esta fase, as opções são analisadas, identifica-se a melhor e desenvolve-se um plano de ação. • Envolve os estudantes de forma ativa elevando o raciocínio

• Fomenta a aprendizagem entre pares e cria sinergia

• Promove o pensamento crítico.

Ajuda o grupo a chegar a um consenso.

• Use para incentivar raciocínio, criatividade, indagação e consenso.

• Não utilize o método quando houver apenas uma ou poucas respostas “corretas”

• Instrua os estudantes de forma clara com relação ao funcionamento da atividade.

• Garanta a obediência às regras.

Discussão em pequenos grupos baseada em estudos de caso Pequenos grupos de 5-10 alunos analisam tarefas baseadas em casos, trocando pontos de vista enquanto trabalham em um processo de resolução de problemas. Na aprendizagem baseada em problemas, o problema aparece em primeiro lugar e os estudantes trabalham de forma progressiva gerando hipóteses, explorando mecanismos, aperfeiçoando e investigando questões relativas á aprendizagem bem como aplicando a nova informação ao caso. • Envolve os estudantes de forma ativa e estimula a aprendizagem entre pares.

• Ajuda os participantes a explorar conhecimento prévio para construir em cima do que eles já sabem.

• Facilita o intercâmbio de ideias e a conscientização de interesses mútuos.

• Promove liderança, trabalho em equipe, comunicação e habilidades de colaboração.

• Fomenta o raciocínio (aplicação, síntese, avaliação) versus a mera memorização.

• Use casos elaborados de forma cuidadosa que sejam prototípicos dos objetivos do conteúdo.

• Atue como facilitador para administrar dinâmica de grupo de forma efetiva.

• Ajude o grupo a tratar de conflitos de forma construtiva.

• Garanta que a disposição dos lugares facilite a discussão.

• Crie um ambiente propício para que os estudantes participem, façam perguntas e façam erros sem sanções.

• Estabeleça regras básicas para os grupos que se encontram regularmente.

Jogos Usado para trazer a competição, participação, e feedback na experiência de aprendizagem. • Envolve os estudantes de forma ativa.

• Pode acrescentar ou renovar a motivação.

• Promove trabalho em equipe e habilidades colaborativas.

• Fomenta um desafio que pode levar à confiança.

• Promove feedback.

• Pode criar um ambiente de aprendizagem prazeroso.

• Escolha jogos relevantes em um nível adequado cuja expectativa pode atingir os objetivos de aprendizagem.

• Apresente o jogo e esclareça os objetivos.

• Dê instruções claras e completas.

• Crie uma mentalidade amigável versus acirrada; não critique ou humilhe os perdedores ou permita que outros o façam.

• Não tome partido ou demonstre parcialidade.

• Procure controlar o que ocorre.

Discussão em um grupo grande

Perguntas e respostas

Utiliza a arte de buscar informação e estimular o raciocínio para atingir um determinado objetivo. • Coloca o ônus da aprendizagem no estudante e amplia seu envolvimento.

• Proporciona um feedback imediato ao professor e ao estudante.

• É útil para conduzir os estudantes a níveis mais elevados de raciocínio e investigação.

• Fornece pistas valiosas a respeito de motivação do estudante e como facilitar a aprendizagem da melhor forma possível.

• Ajuda os estudantes a identificar e produzir em cima de conhecimento prévio.

• Desenvolva questões compatíveis com os objetivos de forma a estimular o raciocínio e induza os estudantes a encaminhar-se ao próximo nível.

• Utilize questões abertas que tenham mais do que uma resposta correta que incentive os estudantes a pensar de forma crítica ao invés de repetir fatos.

• Prepare uma questão que tenha uma sequência clara.

• Desenvolva habilidades de facilitação de grupos e conduza de forma efetiva, prestando atenção à tarefa bem como às funções de interação do grupo.

Demonstração Desempenhar uma atividade de forma que os estudantes possam observar como é realizada para que possam, por sua vez, prepará-los a transferir a teoria para a aplicação prática. • Ajuda os estudantes a aprender bem a partir de exemplos práticos.

• Promove a autoconfiança.

• Promove oportunidades para perguntas e respostas objetivas.

• Possibilita o foco em detalhes específicos em vez de teorias gerais.

• Ser capaz de fazer bem o que você deseja demonstrar.

• Planejar a demonstração cuidadosamente.

• Manter a apresentação simples e a explicação suficientemente completa para atingir seus objetivos.

• Complemente as demonstrações com outros materiais áudio visuais.

• Proporcione aos estudantes a oportunidade de praticar o que foi demonstrado.

Texto completo: exemplos_atividades_oralidade


Fonte: ? (por favor, caso conheça o autor do quadro acima, favor indicar.

Atividades na sala de aula – Parte 1

ESTRATÉGIAS DE ENSINO UTILIZADAS PELOS PROFESSORES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DA UNIVILLE: CONTRIBUIÇÕES NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS
Rosane Bonessi Dias

Este estudo objetivou investigar as estratégias de ensino utilizadas pelos professores na sala de aula no curso de Administração de Empresas da Universidade da Região de Joinville – Univille/SC, bem como as contribuições que estas exercem na aprendizagem dos alunos, no sentido de melhoria do ensino e do aprendizado. Elaborar estratégias de ensino inovadoras e diversificadas constitui um desafio, no sentido da organização do trabalho docente. Pretende-se elucidar o modo como os alunos constroem o aprendizado frente aos novos desafios exigidos no campo profissional. Os eixos teóricos se baseiam, principalmente, nos autores Anastasiou e Alves (2003), Masetto (2003), Coll et al (2003), Pozo (2001, 2004), e, para subsidiar a análise metodológica, Richardson (1999), Chizzotti (1991) e Pádua (2000). Para compilação e análise dos dados foi realizada análise de conteúdo utilizando como referência Bardin (1977). Com metodologia de natureza quantitativa e qualitativa, os questionários semiestruturados foram aplicados com professores e alunos, possibilitando um diagnóstico das estratégias curriculares utilizadas por estes professores. Os dados obtidos nesta pesquisa puderam ser confrontados com as respostas dadas pelos alunos e comprovam que o professor precisa também renovar sua prática para acompanhar as mudanças que ocorrem na sociedade contemporânea. Os resultados apontam, também, que a participação dos alunos na escolha das estratégias de ensino repercute positivamente na aprendizagem. O conhecimento profissional do docente parte da prática e legitima a construção e reconstrução da prática educativa. As estratégias de ensino podem enfocar a reflexão e a investigação, embora a estrutura disciplinar dificulte as modificações que supõem uma transformação laboral na sala de aula, desde clássica definição de transmissão e controle disciplinar à complexa definição de professor facilitador e comunicador. As estratégias de ensino que se fundamentam na transmissão de conhecimentos disciplinares não respondem mais às exigências de um cenário social flexível, diversificado e mutável, pois o progresso vertiginoso da ciência e da tecnologia torna obsoletas as estratégias que dificultam a comunicação, a criticidade e a intervenção reflexiva.

Texto completo: Rosane Bonessi Dias


Fonte: http://siaibib01.univali.br/pdf/Rosane%20Bonessi%20Dias.pdf