Não gosto de conversar sobre política.

Não gosto de conversar sobre política. Ânimos exaltados, vesículas biliares opiladas, opiniões confundidas com argumentos, argumentos confundidos com opiniões. As pessoas tratam política como partidas de futebol: uma festa na qual torcidas organizadas digladiam desorganizadamente, enquanto os (verdadeiros) donos da bola lucram, sem se importar com seus meros espectadores/eleitores.

Não gosto de conversar sobre política. As pessoas ou tratam o assunto com distanciamento, apoliticamente apolitizadas, como se o tema não lhes dissesse respeito, mesmo que as decisões daqueles a quem outorgamos o poder sejam diretamente responsáveis pelo lodaçal em que ora chafurdamos; ou tratam o assunto com o aprofundamento minucioso de doutos doutores com doutoramento em ciências políticas, cujo diploma foi adquirido lendo revistas, jornais ou mensagenzinhas engraçadas nas redes sociais. Este último exemplo, espécime cada vez mais freqüente em nossa população, defende com todas as forças posições, teses e ideologias que nem ao menos compreende, e o faz com ímpeto e veemência invejáveis pelos mais cascudos coronéis do interior.

Não gosto de conversar sobre política. Explicar ideologias, apresentar proposições, discriminar conceitos, externar opiniões é muito bom e saudável QUANDO seu interlocutor não te interrompe a cada 5 segundos com quatro pedras na mão (e algumas vezes forcados e tochas), apresentando-se como o senhor absoluto do senso comum e da verdade construída (por outrem); ou menospreza com menoscabo e desdoiro seu esforço pedagógico em levar um pouquinho de luz/conhecimento/idéias à sua mente petrificadamente alienada. Você fala, explica, desenha e o sujeito não te entende nem dá a mínima atenção…

Não gosto de conversar sobre política. Tema que pode desfazer casamentos, arruinar famílias, colocar pais contra filhos. Ou seja: trama de novela mexicana. Se ainda tivéssemos a Thalia como presidente do país, ao menos saberíamos mais ou menos o que aconteceria nos próximos capítulos: chororô no planalto. Mas quem chora é o povo mesmo. Nas tramas e tramóias do poder planáltico, são os tele*-espectadores/eleitores que lamentam o desenrolar da trama, muito mal escrita, possivelmente inspirada por um dos atuais teledramaturgos da Globo.

Não gosto de conversar sobre política. Mas é um tema que não dá para não falar. Ao menos não na época em que estamos. As próximas eleições definirão o caminho que este país tomará. Se continuaremos como meros espectadores, placidamente às margens do Ipiranga, vendo o comunismo enfiar cada vez mais fundo o Brasil no buraco sem fundo em que afundamos, ou se expulsamos essa corja que lá está.

Já sabendo que poderei perder algumas amizades (não tão amigas), que levantarei algumas sobrancelhas, que serei cobrado no devido tempo pelo posicionamento que ora tomo, opto por tornar pública minha orientação política, tema que sempre considerei como sendo privado. Não há mais hodiernamente lacuna para acomodar melindres alheios. Incomodarei? Dane-se! Quero dizer o que penso assim mesmo.

Declaro-me publicamente contrário ao marxismo em todas as suas formas: comunismo/socialismo/trotskismo/gramscismo e todos esses “ismos” hegelianos. Isso não me torna de ”direita”, haja vista que não aceito sobre mim desse tipo de rotulamento. As diferenças entre ”direita” e ”esquerda” já são obsoletas, incompatíveis com a natureza política atual pós-grandes guerras. (mais informações, vide vídeo abaixo)

Independentemente do que sou, prefiro concentrar-me no que não sou: marxista. Considero essa ideologia e suas derivadas um gravíssimo mal social, que ludibria os ignorantes na esperança de uma vida melhor como forma de exploração e controle.

Há apenas dois tipos de marxistas.

O primeiro é aquele que não entende o que realmente é o marxismo. Não o estudou a fundo. Não conhece a história. Vai pelo ”ouvir falar”. Este ignorante defende o que não entende porque realmente acredita, de coração, que esta é a melhor forma de ajudar a sociedade. É a massa-de-manobra: escravos que acreditam estar livres.

O segundo é aquele que entende de verdade o que é o marxismo. Conhece os textos, a história, os reais motivos por detrás da ideologia e suas conseqüências. Estes X**.

Não explicarei aqui o que é marxismo. Não explicarei o que defendo. Apenas externo minha opinião: não dá mais. Este país não agüenta mais tanta roubalheira, tanta corrupção, tanta cara-de-pau.

Sei que corro o risco de dar com a cara na parede, sei que posso estar fazendo algo incorreto, sei que também posso estar sendo enganado. CONTUDO faço aqui propaganda eleitoral aos candidatos em quem votarei este ano, abdicando de meu direito ao voto secreto.

Não votarei em Jair Messias Bolsonaro porque acredito que ele é o melhor candidato, o mais preparado, o salvador da pátria. Votarei nele e em seus apoiadores SOMENTE porque é o único que não está metido em corrupção. Ele aparenta ser honesto de facto. Tudo leva a crer que ele realmente não é corrupto. E somente por isso, meu voto é dele.

Peço aos senhores, que porventura lerem estas letras, também votem nele e, em sendo do Rio de Janeiro, nos candidatos abaixo. Esta é a única forma (não revolucionária) de termos alguma mudança do quadro que aí está.

Deputado Federal: 17 (legenda do presidente)
Deputado Estadual: 28 (legenda do governador)
1º Senador: 177 (Flávio Bolsonaro)
2º Semador: 281 (Mattos Nascimento do PRTB)
Governador: 28 (Bope – André Monteiro)
Presidente: 17 (J.M. Bolsonaro)


*- ”tele” é prefixo que designa ”aquilo que está longe”. Aqui me refiro tanto aos eleitores estarem longe abstratamente (no campo das idéias e ações), quanto fisicamente (Brasília fica no fim do mundo).
** – Não há liberdade de expressão no Brasil. Escrever PUBLICAMENTE o que realmente quero seria considerado crime. Não sendo tolo, calo-me. PRIVADAMENTE porém, sou livre para falar o que bem entender. Quem me conhece pessoalmente, sabe o que penso.