Eleições presidenciais 2018

E assim, em 2018, tal como em 1964, por anseio popular e seguindo as leis vigentes, mais uma vez o povo brasileiro retira do alto comando do poder a ameaça socialista que outra vez pairava sobre a nação.

Bolsonaro ganhou, talkey!

https://web.facebook.com/jairmessias.bolsonaro/videos/945681038957259

Anúncios

Bolsominion?

E eu nem ao menos vi esse tal filme de ”minions”…

Na realidade, não concordo com boa parte do que Bolsonaro defende. Meu voto nele tem como função tirar o PT do poder. Sou declaradamente contrário ao Marxismo e seus derivados, por todo o mal que essa ideologia já causou e pelo posicionamento filosófico detrimental¹ ao indivíduo, tal como expressei nesta minha página na internet.

De Bolsonaro, sou contrário ao livre mercado absoluto e independência do Banco Central, tal como ocorre nos EUA. Primeiro, porque nosso sistema bancário é diferente, temos uma casa da moeda diferente. Segundo, porque tal como Enéas Carneiro, defendo um Estado forte, técnico e intervencionista, no qual o Estado regula o mercado por meio de duas ferramentas: o controle da taxa de juros e a tributação.

Sou favorável à idéia de Enéas de instituir o sistema de 4 tributos (2 federais, 1 estadual e 1 municipal), o que é inviável num sistema de absoluto livre mercado, tal como defende Paulo Guedes².

Também sou contrário a unificar os Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente (ação da qual ele já demonstrou que não implementará) e sou contrário a manter o Ministério da Agricultura não vinculado ao da Economia: a agricultura é um dos pilares iniciais da cadeia de produção, juntamente com a extração de minério³ e geração de energia. Tratá-lo separadamente dos dois seguintes não me parece boa idéia, pois você dá maior atenção a um setor que não produz tanta tecnologia de ponta. Observe: a agricultura gera divisas imediatamente (e está evitando que nosso país quebre), mas é na indústria secundária, terciária e quaternária que temos a produção de tecnologia de ponta, na qual as matérias-primas têm seu valor dezenas (centenas) de vezes incrementada. O ganho de capital que podemos ter na indústria é muito superior ao do consumo direto estimulado na agropecuária.

Quanto ao Andrade (huehue):

  • O sujeito é marmita de presidiário: termo pejorativo referindo-se ao fato de que ele apóia e pede conselhos a Lula, réu condenado em 2ª instância (sem direito a recurso reversivo) por corrupção comprovada em mais de 200 páginas de provas testemunhais, documentais e periciais. Mesmo sua campanha dizia que votar nele era votar em Lula.
  • Tem uma campanha camaleônica: mudou as cores da campanha, tirou a foto de Lula, mudou o lema, mudou o plano de governo 3 vezes (que eu saiba), demonstrando que está disposto a dizer e desdizer o que for para angariar votos.
  • Defende a Venezuela: país que hoje vive uma ditadura socialista na qual milhões de pessoas assoladas pela fome fogem para países vizinhos.
  • Tem 32 processos nas costas: sendo réu em 2, motivo suficiente para sofrer o processo de impedimento (impeachment) logo no primeiro semestre de seu possível mandato.
  • Mente descaradamente: disparando uma série de notícias falsas contra o outro candidato.
  • E faz parte da maior organização criminosa instalada num governo já noticiada na história mundial.

Votar no Andrade significa manter no poder o PT, que está sendo investigado. Ora, como votar em alguém que, em ganhando, irá se auto-investigar-se investigando-se a si mesmo? Em um homem que anseia por foro privilegiado e já disse que quer conceder indulto a Lula, réu condenado? Como manter no poder o mesmo grupo que está envolvido nos maiores escândalos de corrupção já vistos? Que indicou para os cargos máximos do judiciário pessoas de caráter duvidoso?

Importante ressaltar que não sou defensor de Bolsonaro. Se fizer besteira, tem que pagar. ”Não tenho bandido de estimação.” A fé cega que os fanáticos têm em Lula&Cia não se aplica a mim (e à parte considerável dos eleitores da assim chamada ”direita”). Creio que cabe ao povo a vigilância perpétua sobre seus governantes.

Eu até posso me decepcionar com o Bolsonaro, mas votar no representante de um grupo criminoso representa desconhecer a realidade em que o país vive, ou manifestar em si mesmo o resultado da alienação cultural que esse grupo promoveu nos últimos 30 anos.


1 – Neologismo. Achei que soa bem.

2 – Sem o controle centralizado da taxa de juros para o tipo de crédito, qualquer tributação torna-se mais complexa. Como estipular a alíquota de único imposto para cada Estado da federação, sem controlar a qual taxa de juros os créditos serão oferecidos?

3 – Incluso petróleo. Gás é energia.

 

Em resposta a ”Eleições: diálogo entre um professor e um estudante de Direito”

”A tática da esquerda no segundo turno será atacar não Bolsonaro, mas os eleitores dele, fazendo-os passar por autoritários, intolerantes e radicais violentos.”

Arthur do Val 9 de out de 2018 ¹

Disso posto, vi uma postagem no Facebook que sagazmente me convidou indiretamente a ler um texto dissociado de minhas convicções e conceitos prévios…

Dos meus amigos, eleitores do Bolsonaro, ninguém vai ler.

Argumentum ad hominem, portanto falso.

Li e resolvi postar minha crítica, ponto a ponto, do texto em questão. Faz-se necessário ler o texto em escopo antes. Enumeremos destaques:

1º”mulheres de direita são mais bonitas e higiênicas”

A assim chamada ”esquerda” reclamar da objetificação da mulher é falsídia. Feministas, que autocraticamente se autodeclararam representantes da mulher, protestam nuas, demonstrando que a única coisa que podem oferecer para chamar atenção são seus corpos, em lugar de suas palavras. Defendem aborto como se a vida humana fosse uma coisa, um objeto o qual pode ser descartado, incluindo as meninas no ventre materno. Urram contra uma cultura de estupro que não existe e ladram contra quem quer lhes dar armas para se defender em posição de igualdade de forças ou castrar seus algozes.

Podem não ser vadias incomíveis, mas são hipócritas comunistas (como Manuela D’Ávila).

2º ”minha empregada já não mais vai levar 13º”

a) Bolsonaro foi contra a CLT para domésticas porque acreditava que incluir tal lei naquele momento ocasionaria demissões e dificultaria a criação de novos postos de trabalho. O resultado não foi outro: 70% das domésticas são diaristas, conforme dados oficiais.

Desde outubro de 2015, quando passou a ser obrigatório o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), as domésticas sem carteira assinada passaram de 4,2 milhões para 4,4 milhões, segundo dados do IBGE.²

b) Mourão pode reclamar do que quiser. O artigo 5º inciso IV e o artigo 220 da nossa constituição são garantida da liberdade de expressão. O sujeito pode reclamar que a bandeira é verde, que há direitos de mais, que há direitos de menos, com a mesma liberdade que a gente reclama que o governo é uma bagunça. Concordar ou não é outra história. Muito menos estar certo. Agora, quem quer controlar a mídia e o que se fala é o outro lado…

c) Esclarecendo:

O 13º é garantido em cláusulas pétreas e não pode ser retirado.
O 13º não é benefício. É pagamento de mês devidamente trabalhado, calculando a diferença de dias no mês. O pagamento nos EUA é por semana trabalhada, por isso, lá não existe 13º.

3º ”esse país já tem direito trabalhista demais.”

Não só trabalhista, mas também do consumidor, tributário, civil. O emaranhado de leis dificulta em muito a abertura de novos negócios. As pessoas se esquecem de que o governo não gera empregos. Ou realmente não conseguem entender isso… O governo tão somente estabelece um ambiente de negócios. Se o ambiente é propício, os investimentos vêm. Se é inviável, os investimentos vão. E com os investimentos, seguem os empregos.

Quem gera emprego é o empresário, que investe e cria novos postos de trabalho. Se os empresários não investem, não há novos empregos. Se para cada empregado, você paga o custo de 3; se para cada produto, você tem 50 regulações; se para cada venda, você tem dúzias de impostos; se para cada ato, você tem 10 papéis, você abre seu negócio em outro lugar.

Lamento, amigo Veber, os únicos que se beneficiam com burocracia são os advogados.

4º ”Respeito é bonito. E vai tirar esse boné de fanqueiro.”

Respeito ao professor é das mais básicas atitudes esperadas por parte de um aluno. Todo mundo se emocionou no filme ”Meu mestre, minha vida”. O professor transformou aqueles jovens dançando hip-hop? Não: foi incutindo neles respeito à autoridade constituída e disciplina dentro e fora de sala.

5º ”férias também é coisa de vagabundo. No campo principalmente.”

A proposta de Bolsonaro de flexibilizar as férias e descansos do trabalhador rural se dá pela realidade diferente do trabalho no campo, em muito vinculada à necessidade de colheita. A natureza não espera ninguém. Tem época certa, tem período certo, e depende da planta, não do patrão. Se os trabalhadores da fazenda tirarem férias no período da safra, perde-se a mesma. Se o amadurecimento estiver previsto para o feriado, não dá para esperar a volta. Sol e chuva não conhecem sábado, domingo ou feriado.

6º ”que excludente de ilicitude pressupõe autorização prévia para policial matar à vontade.”

Não.
Excludente de ilicitude pressupõe autorização prévia para policial não morrer.
Excludente de ilicitude pressupõe autorização prévia para o cunhado da Ana Hickman não ser torturado psicologicamente pela ”Justiça” durante todo este tempo.
Excludente de ilicitude pressupõe autorização prévia para o VAGABUNDO ter medo. Não nós.

Basta ver o caso do PM de São Paulo que, com a arma na mão, NÃO disparou, muito provavelmente por medo de processo. Tomaram sua arma e o mataram com a mesma.³

7º ”E não tem nada de melhorar as condições dos presídios. Isso é que nem coração de mãe: sempre cabe mais”

”É só você não estuprar, não seqüestrar, não cometer latrocícino que tu não vai pra lá, porra.”

Jair Messias Bolsonaro, demonstrando toda sua elegância e eloqüência perante a imprensa. (4)

8º ”Se for filho de mãe solteira, já pode marcar: é desajustado. Se for meio pretinho-mulatinho então… o Mourão disse muitíssimo bem: o branqueamento da raça é importante.”

Assim corroboram Michael Jackson e seus filhos.
(não resisti, huehuehue)

9º ”Portanto, não podemos ter essa frescura toda. Na época da ditadura, era muito melhor. Aliás, meu jovem, os militares já erraram ao não matarem mais. O candidato disse: o erro deles foi só torturar e não matar!”

A primeira frase alude ao item 8. Há uma diferença, mesmo que sutil, entre honra e melindre. (ambos sob meu ponto de vista inúteis, pois derivam de orgulho descabido) Perdemos a alegria de contar uma piada, de nos exprimir livremente: tudo é politicamente incorreto. E se um dia eu usar o adjetivo maquiaveliano ”efeminado”, imediatamente será ouvido ”afeminado”. E sou processado.

Se Geisel tivesse mandado matar mais, não teríamos passado quase 20 anos sob o comando de ex-guerrilheiros e terroristas extorquindo em favor próprio o povo que os elegeu.

Sim, a frase acima é para ser pesada mesmo. Por quê? Porque, lamentavelmente, é verdadeira. E porque sou politicamente incorreto.

10º ”Você é esquerdopata!”

Neste ponto devo concordar com o texto. Tem muita gente que perdeu a noção por aí…
De ambos os lados.

11º”já não precisa estudar para a prova da OAB. Isso vai acabar.”

Ao menos você pára com essa história de que a faculdade é um lixo e tem que fazer cursinho para passar na prova para não continuar sendo office boy de luxo.

A OAB tem poder demais. Interfere demais. É politizada demais. É praticamente uma hierarquia feudal, com vassalos e suseranos. Sentem-se muito importantes. Lamento, amigo Veber, os únicos que se beneficiam com burocracia são os advogados.

12º”Urnas eletrônicas são fraude.”

No Japão até a latrina é eletrônica, mas o voto é em cédula. Desde a Grécia, quando se votava com conchinhas, os eleitores podiam auferir a contagem dos votos. Num país onde na Loteria Federal saem os números 50-51-56-57-58-59, e até agora não tem vídeo do concurso, não espere que eu acredite em urna eletrônica.

13º ”Poxa, eu sou mulatinho e pretendia entrar pelas cotas no serviço público.”

Se não tem capacidade para entrar pelo mérito próprio, pelo esforço próprio, que não entre.
Negar emprego a um homem pela cor de sua pele é imoral. Portanto, conceder-lhe emprego por isso também o é.
Cor de pele não é currículo, tampouco certificado de competência.

14º ”Portanto, o professor nada inventou.”

Mas nosso nobre hermeneuta, autor do texto criticado aqui, bem como o professor, assim o interpretaram.

Afinal:

Pois é. Em tempos em que se pode dizer qualquer coisa sobre qualquer coisa, onde x pode ser lido como y porque, bem, interpretar é um ato de vontade mesmo e não tem jeito… é isso que acontece. (5)

 


Fonte:

1 –

2 – https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,tres-anos-depois-de-lei-70-das-domesticas-estao-na-informalidade,70002444821

3 – https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/10/pm-e-baleado-com-a-propria-arma-apos-briga-de-transito-na-grande-sp-veja-video.shtml

4 –

Texto criticado:

5 – https://www.conjur.com.br/2018-out-11/senso-incomum-eleicoes-dialogo-entre-professor-estudante-direito

Não gosto de conversar sobre política.

Não gosto de conversar sobre política. Ânimos exaltados, vesículas biliares opiladas, opiniões confundidas com argumentos, argumentos confundidos com opiniões. As pessoas tratam política como partidas de futebol: uma festa na qual torcidas organizadas digladiam desorganizadamente, enquanto os (verdadeiros) donos da bola lucram, sem se importar com seus meros espectadores/eleitores.

Não gosto de conversar sobre política. As pessoas ou tratam o assunto com distanciamento, apoliticamente apolitizadas, como se o tema não lhes dissesse respeito, mesmo que as decisões daqueles a quem outorgamos o poder sejam diretamente responsáveis pelo lodaçal em que ora chafurdamos; ou tratam o assunto com o aprofundamento minucioso de doutos doutores com doutoramento em ciências políticas, cujo diploma foi adquirido lendo revistas, jornais ou mensagenzinhas engraçadas nas redes sociais. Este último exemplo, espécime cada vez mais freqüente em nossa população, defende com todas as forças posições, teses e ideologias que nem ao menos compreende, e o faz com ímpeto e veemência invejáveis pelos mais cascudos coronéis do interior.

Não gosto de conversar sobre política. Explicar ideologias, apresentar proposições, discriminar conceitos, externar opiniões é muito bom e saudável QUANDO seu interlocutor não te interrompe a cada 5 segundos com quatro pedras na mão (e algumas vezes forcados e tochas), apresentando-se como o senhor absoluto do senso comum e da verdade construída (por outrem); ou menospreza com menoscabo e desdoiro seu esforço pedagógico em levar um pouquinho de luz/conhecimento/idéias à sua mente petrificadamente alienada. Você fala, explica, desenha e o sujeito não te entende nem dá a mínima atenção…

Não gosto de conversar sobre política. Tema que pode desfazer casamentos, arruinar famílias, colocar pais contra filhos. Ou seja: trama de novela mexicana. Se ainda tivéssemos a Thalia como presidente do país, ao menos saberíamos mais ou menos o que aconteceria nos próximos capítulos: chororô no planalto. Mas quem chora é o povo mesmo. Nas tramas e tramóias do poder planáltico, são os tele*-espectadores/eleitores que lamentam o desenrolar da trama, muito mal escrita, possivelmente inspirada por um dos atuais teledramaturgos da Globo.

Não gosto de conversar sobre política. Mas é um tema que não dá para não falar. Ao menos não na época em que estamos. As próximas eleições definirão o caminho que este país tomará. Se continuaremos como meros espectadores, placidamente às margens do Ipiranga, vendo o comunismo enfiar cada vez mais fundo o Brasil no buraco sem fundo em que afundamos, ou se expulsamos essa corja que lá está.

Já sabendo que poderei perder algumas amizades (não tão amigas), que levantarei algumas sobrancelhas, que serei cobrado no devido tempo pelo posicionamento que ora tomo, opto por tornar pública minha orientação política, tema que sempre considerei como sendo privado. Não há mais hodiernamente lacuna para acomodar melindres alheios. Incomodarei? Dane-se! Quero dizer o que penso assim mesmo.

Declaro-me publicamente contrário ao marxismo em todas as suas formas: comunismo/socialismo/trotskismo/gramscismo e todos esses “ismos” hegelianos. Isso não me torna de ”direita”, haja vista que não aceito sobre mim desse tipo de rotulamento. As diferenças entre ”direita” e ”esquerda” já são obsoletas, incompatíveis com a natureza política atual pós-grandes guerras. (mais informações, vide vídeo abaixo)

Independentemente do que sou, prefiro concentrar-me no que não sou: marxista. Considero essa ideologia e suas derivadas um gravíssimo mal social, que ludibria os ignorantes na esperança de uma vida melhor como forma de exploração e controle.

Há apenas dois tipos de marxistas.

O primeiro é aquele que não entende o que realmente é o marxismo. Não o estudou a fundo. Não conhece a história. Vai pelo ”ouvir falar”. Este ignorante defende o que não entende porque realmente acredita, de coração, que esta é a melhor forma de ajudar a sociedade. É a massa-de-manobra: escravos que acreditam estar livres.

O segundo é aquele que entende de verdade o que é o marxismo. Conhece os textos, a história, os reais motivos por detrás da ideologia e suas conseqüências. Estes X**.

Não explicarei aqui o que é marxismo. Não explicarei o que defendo. Apenas externo minha opinião: não dá mais. Este país não agüenta mais tanta roubalheira, tanta corrupção, tanta cara-de-pau.

Sei que corro o risco de dar com a cara na parede, sei que posso estar fazendo algo incorreto, sei que também posso estar sendo enganado. CONTUDO faço aqui propaganda eleitoral aos candidatos em quem votarei este ano, abdicando de meu direito ao voto secreto.

Não votarei em Jair Messias Bolsonaro porque acredito que ele é o melhor candidato, o mais preparado, o salvador da pátria. Votarei nele e em seus apoiadores SOMENTE porque é o único que não está metido em corrupção. Ele aparenta ser honesto de facto. Tudo leva a crer que ele realmente não é corrupto. E somente por isso, meu voto é dele.

Peço aos senhores, que porventura lerem estas letras, também votem nele e, em sendo do Rio de Janeiro, nos candidatos abaixo. Esta é a única forma (não revolucionária) de termos alguma mudança do quadro que aí está.

Deputado Federal: 17 (legenda do presidente)
Deputado Estadual: 28 (legenda do governador)
1º Senador: 177 (Flávio Bolsonaro)
2º Semador: 281 (Mattos Nascimento do PRTB)
Governador: 28 (Bope – André Monteiro)
Presidente: 17 (J.M. Bolsonaro)


*- ”tele” é prefixo que designa ”aquilo que está longe”. Aqui me refiro tanto aos eleitores estarem longe abstratamente (no campo das idéias e ações), quanto fisicamente (Brasília fica no fim do mundo).
** – Não há liberdade de expressão no Brasil. Escrever PUBLICAMENTE o que realmente quero seria considerado crime. Não sendo tolo, calo-me. PRIVADAMENTE porém, sou livre para falar o que bem entender. Quem me conhece pessoalmente, sabe o que penso.

Mensagem nº 349

Defender a igualdade de oportunidades é sinônimo de esperança e de boa vontade.
Defender a igualdade de resultados (equality of outcome) é igual a hipocrisia e/ou estupidez.

 


Meu amigo Veber comentou:

“Se a base da educação é a mesma, as oportunidades também serão”.
Esse é dos slogans mais canalhas que já vi um governo produzir.
Maioria não tem ideia do que está acontecendo, hoje, com a educação. Pública e privada.

De fato, publicidade governamental não é das mais críveis práticas humanas, porém considero que o teor do argumento tem seu sentido e seu mérito. Ao estabelecermos um ideal de educação que busque a eqüidade (não a igualdade), propiciamos que todos, independentemente de sua origem sócio-econômica, obtenham os meios necessários para ingressar competitivamente no mercado de trabalho em igualdade de condições.

Cabe ainda ressalvar que uma proposta de educação igualitária (que busca a igualdade) somente é válida quando a mesma efetivamente proporciona os conteúdos intelectuais e morais necessários à capacitação equiparável entre indivíduos por meio de uma base comum sólida e significativa.

A falácia estaria na indicação da igualdade de resultados (ascensão e alocação sociais igualitárias a todos em todos os níveis). Para assegurar uma igualdade de resultados seria necessária a hipotética (e impossível) subdivisão da sociedade ad individuus, garantindo uma ordenação absoluta de todos os resultados sociais. Quem defende igualdade de resultados ou é ignorante, ou é hipócrita, ou é estúpido mesmo. Mas isso é tema para outro texto…

Voltando à palavra de propaganda, notamos que podemos encontrar facilmente alguns problemas:

  • Quem disse que a base é boa o suficiente?
  • Quem disse que escolaridade em si resulta necessariamente em oportunidade de emprego? E a economia?
  • Quem disse que todas as crianças precisam de uma base igual? E as superdotadas? E as com déficit intelectual?
  • E quanto às diferenças regionais?
  • E quanto à individualidade dos professores?
  • Quem definiu essa base? E a consulta popular? Quem define o que deve ser ensinado?
  • etc. etc. etc.

Como podemos notar, há numerosos problemas nessa proposta educacional, tal como está sendo implementada e nos custa, como brasileiros, crer em algo que nosso estimado governo propõe (mesmo que o teor da proposta caracterize-se com a melhor das intenções)…

Ela vem me visitar…

Eu poderia ter ganhado na mega-sena. Ou na loto. Ou no bingo. Ou até uma rifa… Mas tirei a sorte grande e ganhei um problema de próstata. Aos 17 anos. A probabilidade de ganhar na loteria era mais alta, mas parece que gastei todo meu fortúnio nisso e agora não ganho nem prenda…

Hoje, 15 anos depois, já aprendi a conviver com esta crônica inconveniência. Lembro o primeiro caso. As meninas que lerem esta postagem possivelmente considerar-me-ão exagerado, pois menstruação é parte inerente à sua fisiologia. Mas um homem não sangra naturalmente. Sangue é para ficar do lado de dentro (e não sair). Se está sangrando, há algo errado. MUITO errado.

Fazer sangue em lugar de xixi foi uma experiência (no mínimo) traumática. Esvaziar a bexiga nunca foi tão estranho… Felizmente nunca mais foi tão sanguinolento (ufa!). Pouparei meus parcos leitores dos demais detalhes escatológicos de minhas vivências prostáticas, e, por pudores, não mencionarei os outros detalhes.

A convivência com algo que vem e vai ao sabor do tempo me fez aprender a lidar com isso, aprender como funciona, aprender como se dá. E aprendi que não tem motivo, não tem origem nem os médicos sabem por que acontece! Fui premiado sem entrar em concurso!

Aprendi a driblá-la. Sei o que não fazer, o que não comer, o que não usar. E assim a mantenho longe. Mas às vezes ela vem fazer uma visita (sempre sem ser convidada). Pelos sintomas, já sem quando vem. Nunca sei a intensidade, mas sei que lá vem ela – a sagrada próstata – reclamar! Pode ser aguda ao ponto de eu não conseguir me levantar, pode ser só um leve incômodo que passa num dia. Ou pode ser como a de hoje, que já está me chateando há 14 dias.

O sangue não me traumatiza mais. O pus não me incomoda. O fedor, também não. O que realmente me desagrada é a dor.

Imagine uma bola de tênis.
Agora imagine essa bola feita de metal.
Agora imagine esse metal incandescente.
Agora enfie isso na sua bunda.

Fazendo pipi de manhã…

Certa vez estava conversando com meu amigo Gilmar sobre esse assunto e ao falar que me dispunha a fazer cirurgia ele considerou que seria demasiada intervenção, haja vista eu correr o (alto) risco de ficar impotente. Ora, eu aceitaria ser até castrado se me garantissem nunca mais sentir essa dor! (lamentavelmente, pela posição anatômica do órgão, nenhuma cirurgia é possível sem seqüelas permanentes)

E assim vou vivendo e seguindo, sabendo que ela vai embora e talvez um dia volte… Enquanto isso, mais uma vez tocamos a música tema.

E qual a lição disso tudo? Afinal, para quê partilhar com o mundo essa desagradável questão de foro privado? E logo em minha página, ora dedicada a assuntos educacionais? Primeiro porque eu quis desabafar. Segundo para deixar a quem tropece por estas letras a idéia de que tudo passa, independentemente de todos os problemas de saúde, ou financeiros, ou sentimentais que porventura tivermos em nossas vidas.

É sempre assim: logo que somos premiados a contragosto, temos aquele ”baque”. Boom! Em seguida, vêm os sentimentos negativos como o  nervosismo, a ansiedade, a preocupação etc. etc. etc., dependendo, claro, do nível de estabilidade e controle emocional de cada indivíduo. Mas sempre uma notícia ruim vem acompanhada daquela sensação desagradável…

Mas por mais inconveniente, pois mais desagradável, por mais aborrecedor, o ”baque” passa. Ele é inevitável. Porém a forma como você lida com ele é totalmente sua escolha. É possível ter uma atitude pró-ativa com relação a si mesmo e à sua situação.

Observar, refletir, raciocinar, ponderar. O quê pode ser feito? Como pode ser feito?  É possível resolver? Como? Não é possível? Como conviver da melhor forma? É ineficiente e contraproducente termos sempre os olhos voltados para o que não podemos, e nos esquecermos daquilo que podemos fazer.

Em meu caso, a convivência com esse problema de saúde me ensinou a valorar ainda mais a saúde que tenho e aquilo que posso fazer. Desejo a quem por aqui passe, que também aprenda a ver a vida mais positivamente mesmo após as desventuras que ela por vez traz.

Como já dizia o sábio:

Se o problema tiver solução, não há com o que se preocupar.
Se o problema não tiver solução, não há com o que se preocupar.

 

Até quando?

Qualquer um que defenda Israel o faz por questões religiosas.

Após analisar numerosos argumentos, e os crimes de guerra daquela nação daquele Estado*, nada justifica a manutenção de Israel tal como está.

*Os mandantes não representam a totalidade do povo israelense. Muito pelo contrário. Os movimentos judaicos anti-sionistas e as marchas civis pró-palestina comprovam isso. As notícias que chegam aqui não são a verdade COMPLETA de lá, apenas meias-verdades.

(editado em 16/05/2018 – 21:15h)

God of War IV (2018)

Concluo, portanto, que após dizimar os deuses gregos e nórdicos, Kratos passará as férias de verão no Egito, depois seguirá em viagem pela África, China e Índia, aposentando-se na América…

Decepcionante…

Ninguém esperava que Kratos pudesse ganhar o troféu de pai do ano. Mas as decisões dele quanto à educação do filho são tão ruins quanto suas decisões na vida particular. Eu até iria reclamar da cena em que ele oferece vinho ao filho pré-adolescente, mas reclamar de bebida numa história que consiste num psicopata matando os outros a machadadas é incoerente até para mim!

Acabei de assistir ao filme completo. (Sim, prefiro assistir a jogar) E lamentei que não houve grande desenvolvimento do enredo. A história começou boazinha, mas me parece que no meio do caminho os desenvolvedores caíram no mesmo equívoco de outros: acreditaram que o componente gráfico é o que mais importa num jogo. Isso é um erro. Minecraft é prova. Tetris é prova. Os gráficos estão muito bem trabalhados, o som bem construído, a mecânica é diferente, mas o enredo é sofrível.

Mesmo o final, interessante à primeira vista, após breve escrutínio se vê um batido roteiro à la M. Night Shayamalan. E, sim, conforme supus, forma as bases para viajar ao Egito e ao Oriente…

Os já distribuídos títulos de GoW parecem apenas buscar lucro sobre o personagem. Os futuros não parecem: são mesmo. Uma pena para um personagem tão emblemático (e por vezes caricato) quanto Kratos. Tipo: queremos ordenhar mais essa vaca, então força a barra aí…

Ah, sim, a Índia já foi dizimada por Asura… 870 milhões de anos atrás…

Num mundo de ovelhas, os lobos banqueteiam.

Desde criança, sempre tive interesse por assuntos militares. Tentei os colégios militares, mas não deu… Meus colegas de faculdade sempre se espantavam* com o conhecimento que tenho sobre o assunto (ainda que eu o considere superficial). *espantados no sentido de acharem que eu sou um psicopata… |:^/

Todos os cursos de extensão que fiz durante a graduação foram sobre história e filosofia militar. Pode ser contraditório que meu foco de estudo seja filosofia da religião, e minha especialização seja filosofia da guerra, e meu currículo seja sobre filosofia política, e minha pós seja em pedagogia, mas sou contraditório por natureza, então está bem. Prefiro ser generalista a saber muito sobre um assunto só.

Em breve (já tenho o rascunho) publicarei um texto sobre a segurança pública em nosso país, o que me levou a novamente estudar (nov/2017~fev/2018~abr/2018) assuntos militares com fins de me atualizar.

Devido à minha última conversão (desta vez ao pacifismo; até vegetariano me tornei), havia parado completamente de ver assuntos bélicos ou violência. Uma excelente escolha, por sinal: a vida fica melhor assim, bem mais leve e agradável. Mas para escrever, agora sob outra ótica, era necessária essa “reciclagem”.

E observando a joça em que este país se afunda, sinto vontade de abrir uma fábrica de armas. Isso mesmo: mesmo sendo pacifista, considero que a solução seja abrir uma fábrica de armas. Porque o discurso pacifista somente serve ENTRE os homens de bem. Homens de bem não precisam de armas. Homens de bem não precisam de guerras. Homens de bem não precisam de violência. Temos mais o que fazer.

Mas os malfeitores regozijam-se com a maldade. Agem por má índole. Tem prazer no Mal. Desprezam a vida. E o homem de bem pacífico sofre as conseqüências por sua fraqueza. Justiça sem força é inócua. A bondade que não se protege é presa fácil à rapina das forças do mal. Um homem de bem deve ser capaz de defender seus ideais não só por suas palavras, mas também por seus punhos. E hodiernamente com uma espingarda 12.

Há um ano não vejo TV. (ela queimou e não consertarei tão cedo) Estudando, vi barbaridades. E o povo anestesiado. Quantos policiais mais terão de tombar? Quantas viúvas mais terão de chorar? E quantos privilégios mais eles terão? O Mal está prevalecendo. A inversão de valores torna-se norma.

Num mundo de ovelhas, os lobos banqueteiam.

Salgado Filho

Daí a pessoa chega ao pronto-socorro com perda de massa encefálica, fratura exposta, três tiros, em trabalho de parto e o filho-da-p@#$ diz que é virose, dá um Tylenol e manda de volta para casa…

Minha mãe vai fazer mamografia, fica na fila para operar fimose, amputam-lhe uma perna e um braço. Diagnóstico: catarata.

Sempre achei interessante: em meus ambientes de trabalho, a qualquer espirro que o sujeito dá, perguntam se foi ao médico. Se estou com febre: “foi ao médico?” Como poderia ter ido se não podia me levantar? Dor de barriga: “foi ao médico?” Raios, eu estava me cagando todo, como ia procurar médico?

Estou dodói. Uma febre violenta, nem posso me levantar. Nesta noite, quase desmaiei e arrebentei a fuça na mesa da sala. Mas não fui ao médico. Entro com febre, querem operar hemorróida. Eu sei lá o que farão de mim!

Recordo-me da vez em que arrebentei meu pé. Estava na UERJ (História boa não pode vir daí). Fui ao 9º andar. Vazio. Então desci ao 7º e lembrei que talvez poderia haver alguma aula no 11º. Subi. Mais vazio ainda. E ao começar a descer de novo: BLAM! Um grito de dor e uma contenção. Tentei dar um passo, mas foi impossível. Acenei para outro aluno que chamou o segurança.

Nunca em minha vida me senti tão importante. Em menos de cinco minutos tinha mais de 20 homens em volta. Seguranças, socorristas e talvez até bombeiros e diplomatas! Eles ficaram abismados com duas coisas. Primeiro com meu pé: o grau de deformidade era tal que nem aparentava mais ser um pé humano. Ou um pé. Ou qualquer coisa. Ficou muito muito inchado. Muito inchado. Muito. Inchado.

Segundo com minha calma: normalmente pessoas com dores agudas e que acabaram de sofrer um acidente de tamanha magnitude têm reações psicológicas mais, digamos, exaltadas. Porém, segundo o grande filósofo Professor Girafales: “nada de exaltações”. Mantive a serenidade ascética natural de minha personalidade e aguardei o socorro.

Logo trouxeram uma cadeira de rodas e pela primeira e única vez usei o elevador da UERJ. Aguardei mamãe e titia virem me buscar. E a saga começou.

Fui para a UPA. Uma fila interminável. Um enfermeiro bem intencionado viu que não era para eu estar ali e avisou que não seria atendido lá. Saímos da fila. Fui ao Salgado Filho. Outra fila interminável. Mandaram fazer ficha. “Raios! Meu pé está deformado aqui, está preto! Eu preciso de atendimento, a ficha faz depois!” (pensei)

Não: a ficha faz antes. E na fila fiquei, com o pé arrebentado ao lado de outras dezenas de arrebentados. E fiz a ficha. E me encaminharam para o ortopedista. Mas havia um detalhe: eu não podia andar. Como iria ao ortopedista? Não tinha cadeira de rodas. E proibiram entrada de acompanhante. Expliquei que não queria cadeira de rodas nem acompanhante, apenas que me emprestassem MULETAS para eu mesmo me conduzir até lá. Não queria dar trabalho.

Não tinha muletas no hospital.

Tive de me deslocar saltitando por entre os leitos nos corredores. Quase caí em cima de um, quase derrubei outro. Mas fui de pulinho em pulinho, desviando-me dos obstáculos, até o ortopedista. Um velho médico, evidentemente/saltando à vista/notoriamente/estampado na cara, de saco cheio com tudo, ensinava ao jovem residente como se procedia no hospital. Os olhos do jovem residente demonstravam que todos os seus sonhos e fantasias medicinais haviam morrido há pouco tempo. “É isto que é trabalhar como médico?” “É isso aí, moleque.” Nas entrelinhas, claro.

O velho médico, também espantado com a negritude de meu pé, pediu exame por raios-X. Peguei o papel e ele me apontou o corredor. E mais uma vez virei a Genoveva: pulando e saltando até meu destino. Cheguei ao setor de exames radiológicos. Um nome bonito para um… Bem, eu tive de sentar numa pedra e aguardar o atendimento.

E não me refiro a um banco de concreto, era uma pedra mesmo, daquelas de jardim. Tudo bem, eu sempre digo que era uma pedra, mas era um banco de concreto. Só que para ser um banco de concreto, em minha opinião, tinha que melhorar muito. Então era uma pedra e pronto!

Meu traseiro já havia sentado em lugares melhores. Não digo piores porque não houve. O banco estava todo ensangüentado. Isso mesmo! Eu tive de sentar num lugar ensangüentado, sabe-se lá com que contaminantes, para aguardar minha vez e fazer um exame para cuidar da saúde (ou falta dela).

Também tinha fila lá, umas cinco pessoas, acho. E também estavam horrorizados com meu pé. E o examinador teve dúvidas sobre como tirar a chapa (não por incompetência, mas pelo formato inusitado do pé). Peguei a chapa e voltei, saltitando e pulando, como num filme de fadas do campo. Só que em lugar de grama tinha sujeira, em lugar de fadas tinha gente abandonada às moscas e em lugar de Sol tinha descaso.

E neste bizarro conto de fadas retornei ao ortopedista que viu o exame e me mandou engessar (ou mandou me engessar, como queira). Entrei então na fábrica de gesso. Pilhas e pilhas de gaze e gesso só esperando gente quebrada para serem jogadas em cima. Felizmente então uma doce e delicada enfermeira, uma senhorinha muito atenciosa, também horrorizada com meu pé, estranhou que era caso de engessar mesmo. E engessou (muito bem por sinal). Meu ascetismo (ou masoquismo, sei lá) ajudou: engoli a dor e a ajudei a fazer o trabalho. Então ela explicou a manutenção, esclareceu dúvidas, aconselhou e me liberou.

Saltitando saí do Salgado Filho. E esta foi minha aventura.

A de meu avô não foi tão simples assim. Recordo-me de quando entrei no Salgado Filho para procurá-lo. Andei por aí em alas imundas, desorganizadas e abarrotadas de gente. Nunca me sairá da mente a visão que tive de um jovem senhor, talvez com a idade que tenho hoje, jogado numa maca de hospital, visivelmente com traumatismo craniano, tremendo e convulsionando levemente no meio de outros vinte ou trinta leitos também ocupados. E ninguém para ajudar.

Só um funcionário, não sei se da limpeza ou da manutenção, alguém visivelmente sem instrução (ou com grave inabilidade comunicativa), mas visivelmente muito bem intencionado, prestativo e empático, veio me dizer que meu avô havia falecido. E de lá fui para a funerária de Inhaúma.

O caso de minha avó foi ainda mais interessante. Mamãe certa vez levou minha avó, que estava passando mal, ao Salgado Filho. Uma fila gigantesca, tal como você já deve ter visto na TV. Um monte de gente doente aguardando atendimento. O que você não deve ter visto na TV eram médicos, enfermeiros, funcionários, numa saleta ao lado entre brindes de champanhe (ou cidra, ou espumante, ou o c@#$%) e bolos, comemorando em êxtase sabe-se lá o quê. E minha vovó (e tantas outras vovós) esperando a boa vontade dos atendentes.

Concluo, portanto: depende do médico. Depende de quem te atende. Não dá para dizer o que vai te acontecer. É jogar com a sorte. Tem gente muito boa, exemplar, excepcional. Mas também tem… Você entendeu.

É por isso que evito tanto ir a médicos. Não sou fã de loteria.

Tem muita gente que quer ajudar, a maioria quer, mas não tem nem os meios mínimos para tanto. Outros nem se importam e mancham a reputação de toda uma classe que, sem perdão da palavra, está mais ferrada do que a gente.