Salgado Filho

Daí a pessoa chega ao pronto-socorro com perda de massa encefálica, fratura exposta, três tiros, em trabalho de parto e o filho-da-p@#$ diz que é virose, dá um Tylenol e manda de volta para casa…

Minha mãe vai fazer mamografia, fica na fila para operar fimose, amputam-lhe uma perna e um braço. Diagnóstico: catarata.

Sempre achei interessante: em meus ambientes de trabalho, a qualquer espirro que o sujeito dá, perguntam se foi ao médico. Se estou com febre: “foi ao médico?” Como poderia ter ido se não podia me levantar? Dor de barriga: “foi ao médico?” Raios, eu estava me cagando todo, como ia procurar médico?

Estou dodói. Uma febre violenta, nem posso me levantar. Nesta noite, quase desmaiei e arrebentei a fuça na mesa da sala. Mas não fui ao médico. Entro com febre, querem operar hemorróida. Eu sei lá o que farão de mim!

Recordo-me da vez em que arrebentei meu pé. Estava na UERJ (História boa não pode vir daí). Fui ao 9º andar. Vazio. Então desci ao 7º e lembrei que talvez poderia haver alguma aula no 11º. Subi. Mais vazio ainda. E ao começar a descer de novo: BLAM! Um grito de dor e uma contenção. Tentei dar um passo, mas foi impossível. Acenei para outro aluno que chamou o segurança.

Nunca em minha vida me senti tão importante. Em menos de cinco minutos tinha mais de 20 homens em volta. Seguranças, socorristas e talvez até bombeiros e diplomatas! Eles ficaram abismados com duas coisas. Primeiro com meu pé: o grau de deformidade era tal que nem aparentava mais ser um pé humano. Ou um pé. Ou qualquer coisa. Ficou muito muito inchado. Muito inchado. Muito. Inchado.

Segundo com minha calma: normalmente pessoas com dores agudas e que acabaram de sofrer um acidente de tamanha magnitude têm reações psicológicas mais, digamos, exaltadas. Porém, segundo o grande filósofo Professor Girafales: “nada de exaltações”. Mantive a serenidade ascética natural de minha personalidade e aguardei o socorro.

Logo trouxeram uma cadeira de rodas e pela primeira e única vez usei o elevador da UERJ. Aguardei mamãe e titia virem me buscar. E a saga começou.

Fui para a UPA. Uma fila interminável. Um enfermeiro bem intencionado viu que não era para eu estar ali e avisou que não seria atendido lá. Saímos da fila. Fui ao Salgado Filho. Outra fila interminável. Mandaram fazer ficha. “Raios! Meu pé está deformado aqui, está preto! Eu preciso de atendimento, a ficha faz depois!” (pensei)

Não: a ficha faz antes. E na fila fiquei, com o pé arrebentado ao lado de outras dezenas de arrebentados. E fiz a ficha. E me encaminharam para o ortopedista. Mas havia um detalhe: eu não podia andar. Como iria ao ortopedista? Não tinha cadeira de rodas. E proibiram entrada de acompanhante. Expliquei que não queria cadeira de rodas nem acompanhante, apenas que me emprestassem MULETAS para eu mesmo me conduzir até lá. Não queria dar trabalho.

Não tinha muletas no hospital.

Tive de me deslocar saltitando por entre os leitos nos corredores. Quase caí em cima de um, quase derrubei outro. Mas fui de pulinho em pulinho, desviando-me dos obstáculos, até o ortopedista. Um velho médico, evidentemente/saltando à vista/notoriamente/estampado na cara, de saco cheio com tudo, ensinava ao jovem residente como se procedia no hospital. Os olhos do jovem residente demonstravam que todos os seus sonhos e fantasias medicinais haviam morrido há pouco tempo. “É isto que é trabalhar como médico?” “É isso aí, moleque.” Nas entrelinhas, claro.

O velho médico, também espantado com a negritude de meu pé, pediu exame por raios-X. Peguei o papel e ele me apontou o corredor. E mais uma vez virei a Genoveva: pulando e saltando até meu destino. Cheguei ao setor de exames radiológicos. Um nome bonito para um… Bem, eu tive de sentar numa pedra e aguardar o atendimento.

E não me refiro a um banco de concreto, era uma pedra mesmo, daquelas de jardim. Tudo bem, eu sempre digo que era uma pedra, mas era um banco de concreto. Só que para ser um banco de concreto, em minha opinião, tinha que melhorar muito. Então era uma pedra e pronto!

Meu traseiro já havia sentado em lugares melhores. Não digo piores porque não houve. O banco estava todo ensangüentado. Isso mesmo! Eu tive de sentar num lugar ensangüentado, sabe-se lá com que contaminantes, para aguardar minha vez e fazer um exame para cuidar da saúde (ou falta dela).

Também tinha fila lá, umas cinco pessoas, acho. E também estavam horrorizados com meu pé. E o examinador teve dúvidas sobre como tirar a chapa (não por incompetência, mas pelo formato inusitado do pé). Peguei a chapa e voltei, saltitando e pulando, como num filme de fadas do campo. Só que em lugar de grama tinha sujeira, em lugar de fadas tinha gente abandonada às moscas e em lugar de Sol tinha descaso.

E neste bizarro conto de fadas retornei ao ortopedista que viu o exame e me mandou engessar (ou mandou me engessar, como queira). Entrei então na fábrica de gesso. Pilhas e pilhas de gaze e gesso só esperando gente quebrada para serem jogadas em cima. Felizmente então uma doce e delicada enfermeira, uma senhorinha muito atenciosa, também horrorizada com meu pé, estranhou que era caso de engessar mesmo. E engessou (muito bem por sinal). Meu ascetismo (ou masoquismo, sei lá) ajudou: engoli a dor e a ajudei a fazer o trabalho. Então ela explicou a manutenção, esclareceu dúvidas, aconselhou e me liberou.

Saltitando saí do Salgado Filho. E esta foi minha aventura.

A de meu avô não foi tão simples assim. Recordo-me de quando entrei no Salgado Filho para procurá-lo. Andei por aí em alas imundas, desorganizadas e abarrotadas de gente. Nunca me sairá da mente a visão que tive de um jovem senhor, talvez com a idade que tenho hoje, jogado numa maca de hospital, visivelmente com traumatismo craniano, tremendo e convulsionando levemente no meio de outros vinte ou trinta leitos também ocupados. E ninguém para ajudar.

Só um funcionário, não sei se da limpeza ou da manutenção, alguém visivelmente sem instrução (ou com grave inabilidade comunicativa), mas visivelmente muito bem intencionado, prestativo e empático, veio me dizer que meu avô havia falecido. E de lá fui para a funerária de Inhaúma.

O caso de minha avó foi ainda mais interessante. Mamãe certa vez levou minha avó, que estava passando mal, ao Salgado Filho. Uma fila gigantesca, tal como você já deve ter visto na TV. Um monte de gente doente aguardando atendimento. O que você não deve ter visto na TV eram médicos, enfermeiros, funcionários, numa saleta ao lado entre brindes de champanhe (ou cidra, ou espumante, ou o c@#$%) e bolos, comemorando em êxtase sabe-se lá o quê. E minha vovó (e tantas outras vovós) esperando a boa vontade dos atendentes.

Concluo, portanto: depende do médico. Depende de quem te atende. Não dá para dizer o que vai te acontecer. É jogar com a sorte. Tem gente muito boa, exemplar, excepcional. Mas também tem… Você entendeu.

É por isso que evito tanto ir a médicos. Não sou fã de loteria.

Tem muita gente que quer ajudar, a maioria quer, mas não tem nem os meios mínimos para tanto. Outros nem se importam e mancham a reputação de toda uma classe que, sem perdão da palavra, está mais ferrada do que a gente.

Inuyashiki – Conclusões.

Atualizado em 26/08/2019

Após assistir a toda a série animada, ter lido todo o mangá e assistido ao filme, posso tecer algumas considerações.

Se você é como eu e procura uma abstração mais filosófica, Inuyashiki pode lhe parecer um fiasco. O autor teve em mãos uma raríssima oportunidade e não soube explorá-la. Um personagem principal atípico, questões como o trans-humanismo, a digitalização da vida humana, a perda de valores, o afastamento emocional e a falta de afeto na contemporaneidade, questões sobre o que é a vida, o que é a alma e qual o sentido de nossa existência. Nada disso foi abordado, o que torna um espectador mais rigoroso e exigente frustrado com o desenvolvimento e o resultado da obra.

Mas se você não tiver interesse em assuntos filosóficos e buscar apenas entretenimento, Inuyashiki é uma obra ímpar e exemplar. Um enredo instigante, bem elaborado naquilo a que se propõe, aventura, comédia, drama e ficção.

Em ambos os casos, vale a pena ver.

https://www.youtube.com/watch?v=JaIuU3b84dc

Opening:

Feliz Natal, seu animal imundo. E um feliz ano novo…

Antes de começar, lembremos que os festejos do Solstício¹ são muito (muito) anteriores às celebrações cristãs, que se apropriaram das festas que já existiam por sua popularidade. Hodiernamente, entretanto, pela proximidade de exatamente uma semana ao Dia Mundial da Paz (1º de janeiro), cristãos ou não celebram o Solstício como um dia de afeto e compaixão.

Véspera de Natal. Por algum motivo as pessoas não querem esperar o dia 25 e celebram o feriado no dia anterior (24). Assim emendam a véspera de feriado com o feriado e fazem um feriado maior. Interessante a ansiedade e afobamento generalizado, as pessoas tratam o dia da véspera como o dia do fato. É feriado na sexta: quinta vai ter alguma coisa? É feriado na quinta: enforca sexta!

E há lugares em que na véspera da véspera não tem mais nada…

Seja como for, voltemos à véspera de Natal (e sua véspera). Empurra-empurra no supermercado, no mercado, no mercadinho. Um monte de gente amontoada para comprar na última hora as coisas para um festejo anunciado desde dois meses atrás, quando já era Natal na Leader Magazine².

Nos centros comerciais (a.k.a. Shopping Center) corre-corre: se matam por brinquedos para crianças, lembranças para adultos, lembrancinhas para os velhos. Compra-se e vende-se de tudo. Presentes para todos: bonecas, laptops, bibelôs, eletrodomésticos, meias, vibradores. E cristãos celebram no nascimento de seu Cristo salvador, que veio expiar os males do mundo, com um piru de borracha de 40cm.

Na noite vemos o foguetório. É meia-noite! É dia 25! Jesus nasceu! E se embebedam, tocam músicas de carnaval, e queimam dinheiro (literalmente) com fogos e mais fogos de artifício. Donde pergunto: “raios! cadê a crise?” Todo mundo reclamando que está sem dinheiro, que está difícil, mas tem dinheiro para os comes e bebes e fogos e presentes…

Ou é muita falta de noção ou é muita falta de vergonha.

Não nos esqueçamos que vivemos (eu vivo) no Rio de Janeiro. E não há festejos sem a tão celebrada rajada de armas de fogo. Juntamente com os fogos, tiros de fuzil são escutados a torto e a direito. “Celebremos o nascimento de Cristo mostrando nosso poder de matar!!!”

E chega o dia de Natal. Manhã de segunda. Crianças xingando palavrões no meio da rua, felizes com seus brinquedos novos. As mães, repreendendo a bagunça com palavrões de mais baixo calão ainda. Um vizinho tocando samba em seu aparelho de som novo, já se preparando para o carnaval daqui a alguns meses; outro vizinho na algazarra matinal, regada ao vinho/cidra/cerveja da noite passada; e um terceiro vizinho tocando músicas culturais da periferia afrodescendente oprimida, onde descreve-se com minuciosos detalhes como um pênis entra numa vagina, excertos de poesia: “toma-toma toma-toma senta-senta senta-senta”.

Neste dia de celebração da ”paz na terra e boa vontade no coração dos homens”³, época propícia a desatar os nós da amargura, à prática do perdão, da reconciliação, da caridade aos irmãos na terra e nos céus, veremos chegar ao dia em que Virgem Maria dançará Anitta, José não terá gênero (ou será travesti) e o menino Jesus vítima de pedofilia.

Neste dia de Papai Noel, os presentes caros (muitos comprados apenas para mostrar que se tem dinheiro); as brigas familiares nas forçadas reuniões de família de fim de ano, às quais ninguém queria ir mesmo para ver seus desafetos; os comas alcoólicos de adolescentes; as orgias sexuais dos elfos no Pólo Norte e dos hipócritas deste hemisfério Sul enfeitam os pinheiros de muitos lares por aí afora.

E damos graças…
Feliz Natal para todos nós…

“toma-toma senta-senta”.


¹ – Solstício é o dia mais longo do ano no hemisfério Sul e correspondentemente a noite mais longa no hemisfério norte. Há milhares de anos caía no equivalente ao nosso dia 25. Devido ao gradual movimento da Terra, hoje em dia cai dia 23.
² – Leader Magazine é uma rede de lojas muito conhecida por fazer propaganda de natal ainda em outubro, setembro, março…
³ – “Paz na terra e boa vontade entre os homens” é a tradução correta. A expressão “entre os homens de boa vontade” foi um erro de tradução para o português.

O título desta postagem refere-se à passagem do filme “Esqueceram de mim 2”. Saudades de quando o fim de ano tinha essas coisas…

Cu-tura

Às vésperas do feriado natalino, o jornal O Globo destaca como ”Cultura” um (cof-cof) sujeito numa favela batucando como um pandeiro o rabo da Anita.


Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/gente-boa/post/em-entrevista-exclusiva-anitta-fala-sobre-celulite-e-questao-de-mulher-no-clipe-vai-malandra.html

Acesso em 22/12/2017

Preconceito contra o Brasil

É um absurdo os franceses (ou qualquer povo) dizerem que no Brasil só há favelas, drogas, prostitutas e café. Também temos carnaval e futebol… |:^/


https://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/rede-francesa-de-cafeterias-expoe-frase-ofensiva-contra-brasileiros-em-seus-copos.ghtml

Inuyashiki

Comecei a assistir a obra Inuyashiki, do autor Hiroya Oku (Gantz). Há muito não encontro uma obra com tamanha beleza e sensibilidade em sua concepção e desenvolvimento. O primeiro episódio é maravilhoso. Trata de aspectos humanos normalmente não tratados, especialmente os relacionados à velhice, à desumanização do mundo moderno, ao apego às máquinas.

Em sinopse, o homem vive uma vida robótica. Tem um emprego repetitivo, insatisfatório. A família perdeu seu vínculo. Ninguém mais se comunica. As emoções e sentimentos são superficiais. Por meio de um fato extremo ele torna-se uma máquina de verdade. E assim recupera sua humanidade.

O autor teve tanta sensibilidade, que mesmo ao lidar com um personagem secundário, um morador de rua, ele lhe deu uma história. Mostrou que não é apenas um número, uma estatística. É uma pessoa com sentimentos, vontades, medos e fraquezas.

É uma sinopse poética e muito bem elaborada. Espero que o desenvolvimento continue assim.
Quem quiser ver, legendado em português:
http://www.animesorion.org/115703

Jornal O Globo 24/09/2017

Nesta manhã, tive o desprazer de ler o Jornal O Globo impresso.

A leitura superficial que eu fazia quando era adolescente já não existe mais. Hoje, já adulto, tenho uma visão diferente das coisas. Quase saindo de uma menoridade kantiana, minha visão política e meus estudos filosóficos propiciam uma leitura mais crítica acerca desse e de qualquer outro meio de comunicação.

Mesmo com os grosseiros erros de gramática e ortografia (a nova ortografia) expostos sem pudores no jornal de maior circulação do país, ainda assim desejei que o jornal fosse um pouco maior. Lembro que ele era bem volumoso, e não só uma meia dúzia de folhas escritas forradas com publicidade. Surpreendida com o valor de R$ 7,00 (o que dá para comprar dois litros de leite e alguns pães), mamãe trouxe-me o dito cujo, cujo conteúdo pode ser resumido nos seguintes tópicos:

  • Rocinha: balas perdidas de fuzis atingem somente a Zona Sul da cidade.

Ser atingido por bala perdida é um perigo em Copacabana, Leblon, Flamengo, porém nem vale a pena ser mencionada qualquer coisa sobre a Zona Norte. Melhor falar exaustivamente sobre o poder de fogo dos marginais que entornam áreas nobres com gráficos precisos, mostrando o alcance do poder de fogo dos fuzis sobre as áreas importantes da cidade. Afinal, quem se importa com os favelados do Jacarezinho?

  • Rio de Janeiro: sem novos escândalos, o jornal limita-se/contenta-se a repetir matérias antigas sobre Sérgio Cabral e Eduardo Cunha.

Numa ominosa retrospectiva, o jornal parece interessado em manter viva a imagem da corrupção que nos levou à pior crise de nossa história. E, por alguma razão, esse lapso temporal foi curto: também uma grande reportagem mostra o saudosismo de não sermos mais a capital do país desde Juscelino. E como o Estado afundou (e continua afundando) desde então: décadas de afundamento.

  • Nazismo: aparentemente o movimento Nacional Socialista Democrata do Partido dos Trabalhadores Alemão é de extrema direita.

Direita política, cujos nomes citados, esmiuçados e minuciosamente estudados foram Alckmin e Dória. Sim, claro, pois eles são os únicos nomes da Direita no país, não é?

  • Divórcio: E ao lado da matéria sobre ”extrema direita”, vemos um casal sorridente e suas duas filhas. Tudo bom, tranqüilo. A imagem da felicidade. E do divórcio.

Na matéria que versa sobre os 40 anos da lei do divórcio, faz-se a apologia ao mesmo da forma mais descarada possível. Como se o divórcio não fosse somente algo natural, mas bom em si mesmo. Dão até a data: aos 15 anos de casamento, já está bom para divorciar. E a manutenção da família tradicional que se dane.

  • Queermuseu: O museu da bicha vem para o Rio de Janeiro.

Em lugar de apoiar o uso das forças armadas para conter a onda de violência, de pagar os salários atrasados dos servidores, de fazer algo realmente útil para a população, dinheiro público será usado pelo Museu de Arte do Rio de Janeiro para expor a controversa mostra. Exposição que o jornal acusa ter sido censurada. Aparentemente, os editores do O Globo não sabem a diferença entre censura e boicote…

  • Ísis Valverde: por algum motivo que ainda não entendi, a vida sexual de Ísis Valverde é importante.

E a bunda da Anita também.


» Para não dizer que só falei mal do jornal, a matéria sobre a situação política da Coréia do Norte está muito boa.

O que leva um homossexual a procurar tratamento?

https://web.facebook.com/pffilosofia/posts/1373259362721234

O que leva um homossexual a procurar tratamento?
Livre-arbítrio, decisão de foro íntimo, volição. Inamparável em razões e independente de justificativas. A liberdade pressupõe fazer da vida o que bem entende.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para ser um atleta ele pode.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para ser um artista ele pode.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para lidar com seu homossexualismo *agora* ele pode.
Ninguém vai ser arrastado a um manicômio e ser obrigado a qualquer coisa. Vai quem quiser.
Há uma formalização de sua execução?
Não. Cada profissional tem sua forma de abordagem. É como qualquer outra terapia.
A questão é a seguinte: antes era proibido aos psicólogos atender questões relacionadas ao gênero. Agora é permitido. Só isso.

A participação feminina na Filosofia

Não tenho nada contra a participação da mulher na Filosofia. Porém vejo isso com certa ressalva, ao observar os nomes eminentes na grande mídia como Marilena Chauí, Viviane Mosé, Márcia Tiburi. Parece-me que se valem da formação em Filosofia para chancelar um ativismo político, promover uma ideologia. Até que ponto isso é generalizado, não sei. Até que ponto essa é a imagem que a imprensa quer passar, não sei. Até que ponto isso seria um mecanismo para cooptar outros para o mesmo papel, não sei.

Não podemos esquecer que é necessário ponderar a manipulação feita pela mídia de massa, que seleciona tendenciosamente quem será posto em evidência. Também não podemos nos esquecer de que o advento da mudança na grade curricular do ensino de 2º grau com a inclusão da disciplina trouxe à faculdade um grande número de pessoas que buscam na Licenciatura sua inclusão no mercado de trabalho como professores, e não com interesse real nos estudos filosóficos. Olvidam que um sacerdócio do ensino é o magistério. E formam um grupo facilmente manipulável.

Por essas razões questiono a hodierna participação feminina no curso de Filosofia. Questões filosóficas são substituídas por questionáveis doutrinas feministas; o apreço à investigação, pelo apreço à contestação muitas vezes apenas por si mesma, ou melhor, pela imagem imaginariamente imaginária -ideário abstrato- de si mesma.

Meu posicionamento acerca da exposição Queermuseu

Aos meus olhos é falaciosa qualquer defesa à uma ”mostra” que exponha crianças pequenas ao tipo de conteúdo abaixo registrado. Não confirmei, mas há denúncia de que crianças de 6 anos foram levadas a tocar os genitais de outras para supostamente ”desmistificar o sexo”. Mesmo sendo denúncia falsa, o mero teor da ”mostra” não é indicado para crianças sob qualquer pretexto. Além disso, há vilipêndio de objetos religiosos, o que é proscrito pelo código penal, o que por si só condena a ”mostra”.

O vídeo abaixo, iniciado após a fala de Bolsonaro, é o mais completo que encontrei mostrando as ”peças” expostas. Ora, se o conteúdo fosse realmente bom, não haveria a necessidade de filmar escondido.

É uma pena que só encontrei conteúdo vinculado à politização e defesa de um candidato. Gostaria de ter encontrado algo neutro, mas não foi possível.