A participação feminina na Filosofia

Não tenho nada contra a participação da mulher na Filosofia. Porém vejo isso com certa ressalva, ao observar os nomes eminentes na grande mídia como Marilena Chauí, Viviane Mosé, Márcia Tiburi. Parece-me que se valem da formação em Filosofia para chancelar um ativismo político, promover uma ideologia. Até que ponto isso é generalizado, não sei. Até que ponto essa é a imagem que a imprensa quer passar, não sei. Até que ponto isso seria um mecanismo para cooptar outros para o mesmo papel, não sei.

Não podemos esquecer que é necessário ponderar a manipulação feita pela mídia de massa, que seleciona tendenciosamente quem será posto em evidência. Também não podemos nos esquecer de que o advento da mudança na grade curricular do ensino de 2º grau com a inclusão da disciplina trouxe à faculdade um grande número de pessoas que buscam na Licenciatura sua inclusão no mercado de trabalho como professores, e não com interesse real nos estudos filosóficos. Olvidam que um sacerdócio do ensino é o magistério. E formam um grupo facilmente manipulável.

Por essas razões questiono a hodierna participação feminina no curso de Filosofia. Questões filosóficas são substituídas por questionáveis doutrinas feministas; o apreço à investigação, pelo apreço à contestação muitas vezes apenas por si mesma, ou melhor, pela imagem imaginariamente imaginária -ideário abstrato- de si mesma.

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