Características dos projetos – Parte 1

A PSICOPEDAGOGIA E AS QUESTÕES DA INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSDISCIPLINARIDADE
Maria Cecília Castro Gasparian

Este texto tem por objetivo colocar em debate alguns dos pontos fundamentais para a Educação do início deste século, ou seja, a mudança do modelo científico clássico para um novo paradigma que, embora já despontado, ainda não se mostra totalmente socializado. Embora muito se tenha discutido e muitos educadores tenham mostrado grande interesse, seus conceitos, muitas vezes, estão sendo divulgados de uma forma distorcida e, por isso, mal compreendidos. Tanto a interdisciplinaridade quanto a transdisciplinaridade estão sofrendo um processo de vulgarização quando se pretende socializá-la e divulgá-la. Cabe à Psicopedagogia, como sendo um campo de conhecimento inter e transdisciplinar, o destino de implementar, divulgar e exercitar, de uma forma consistente, este novo olhar científico para que a Educação seja realmente transformadora e transformada e dê um salto de qualidade no processo de ensino. Este artigo pretende mostrar alguns dos fundamentos que norteiam essas duas abordagens e esclarecer alguns pontos importantes que a definem como novos pilares para uma Educação das gerações vindouras.

Texto completo: inter transdisciplinar


Fonte: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862006000300010

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Etapas de um projeto – Parte 3

Site recomendado: http://www.bie.org/about

Etapas de um projeto – Parte 2

Aprendizado baseado em projetos visa preparar melhor alunos para o século 21; conheça as características da metodologia

por Patrícia Gomes 22 de janeiro de 2013

Bastam dois dedos de conversa com pessoas interessadas em inovações educacionais ou poucas horas em um evento que reúna professores interessados em tendências e lá vai estar ele. Pode ser que seja entre professores de educação infantil discutindo as descobertas das crianças em seu último trabalho ou entre docentes da área médica mostrando os resultados dos seus alunos. De uma ponta à outra, ele tem aparecido cada vez com mais frequência e em mais formas diferentes. Adivinhou? Sim, é o aprendizado baseado em projetos – o project-based learning, ou simplesmente PBL.

Não há uma data exata em que a metodologia tenha começado a ser usada, diz Jennifer Klein, consultora em educação global que capacita professores a usarem a aprendizagem baseada em projetos. Mas, segundo a especialista, na década de 70 ou 80, mesmo sem ter sido assim batizada, muitas escolas já se utilizavam da lógica para educar crianças e jovens. Muito do que hoje se faz, inclusive, se apoia no pensamento do brasileiro Paulo Freire, ferrenho defensor de que os alunos deveriam construir seu próprio conhecimento.

E o que está por trás do conceito é simples: em vez de serem estimulados por aulas tradicionais, os estudantes devem buscar respostas a questões complexas, muitas vezes multidisciplinares, e devem apresentar um produto final como resultado de suas pesquisas. Nesse meio tempo, enquanto planejam, organizam e executam o projeto, eles se deparam, na prática, com situações em que precisam trabalhar harmonicamente em grupo, lidar com opiniões diferentes, comunicar aquilo que estão pensando, defender seu ponto de vista e criticar os que não consideram ser adequados. Tal qual na vida.

“Essa metodologia está se tornando muito popular. Parte disso é devido às facilidades que a tecnologia trouxe. Mas só parte. A questão é que, com essas avaliações padronizadas, estamos matando o amor que as crianças têm por aprender. A aprendizagem baseada em projetos é uma resposta a isso”, diz Klein, citando o próprio exemplo. Muito antes de a tecnologia estar disponível como está hoje, ainda como aluna, a educadora teve a oportunidade de estudar numa escola em que os próprios alunos organizavam viagens de aprendizado. Nessas ocasiões, eles aprendiam não só biologia, matemática e ciências, mas também organização de projetos, trabalho em grupo e orçamento.

Hoje, com a disseminação de práticas pela internet e a facilidade de trocar informação, claro, essa abordagem tem sido facilitada. Outro exemplo que a educadora dá é de uma escola americana que pediu que os alunos desenvolvessem asas capazes de voar. No início do projeto, o professor falou para os jovens: “Em 24 de março, vocês vão estar na frente dos seus colegas, pais e uma banca de engenheiros. Vão dizer: ‘Esse é o nosso design de asa, esse é o que a gente recomenda e essa é a razão’. Vocês vão ter dados, gráficos, uma apresentação e regras”. Veja vídeo, em inglês, que mostra os professores combinando como será a avaliação do projeto.

Os alunos precisaram estudar matemática, física e bases de engenharia para as asas funcionarem. E funcionaram. Ao fim, um dos jovens que participou do projeto falou: “É muito melhor fazer uma coisa sua. Se o professor te diz como fazer, você pode se lembrar disso depois de duas semanas. Se você descobre como fazer, você vai se lembrar disso a vida toda”, afirmou o rapaz. Para Klein, essa é a essência do aprendizado baseado em projetos.

Ainda de acordo com a especialista, é possível trabalhar com essa abordagem em qualquer disciplina e em qualquer idade, mas o trabalho é muito maior quando vários professores estão envolvidos em um mesmo projeto. Para quem está interessado em começar, o Buck Institute for Education, uma associação norte-americana especializada em disseminar práticas desse tipo de aprendizagem, fez um diagrama explicando os pré-requisitos para um bom programa de aprendizagem baseada em projeto. Conheça os oito os pontos principais.

Ter conteúdo relevante. O objetivo da abordagem é trabalhar os conceitos-chave das disciplinas acadêmicas a partir de um projeto.

Desenvolver habilidades para o século 21. Ao longo do projeto, os alunos deverão buscar uma resposta a um problema. Para isso, eles deverão buscar referências em diferentes fontes de informação, precisarão de pensamento crítico, habilidade de resolução de problemas, colaboração e várias formas de comunicação – habilidades mais refinadas que a simples memorização.

Ter espírito de exploração. Isso faz parte do processo de aprender e criar algo novo com curiosidade e motivação.

Organizar-se em torno de questões abertas. Aqui o foco está em estimular o aprendizado mais aprofundado, debates, desafios e problemas.

Criar a necessidade de saber. O fato de ter que apresentar um produto ao fim de um período serve também para criar a expectativa de aplicar o que se está aprendendo e fazer com que os alunos criem laços com seu trabalho.

Dar oportunidade de voz e escolha. Os alunos aprendem a trabalhar independentemente e assumir riscos quando eles são instados a fazer escolhas e mostrar sua voz. Isso faz com que aumente também o engajamento dos estudantes.

Incluir processos de revisão e reflexão. Os estudantes aprendem a dar e receber feedback para melhorar a qualidade do produto no qual estão trabalhando.

Apresentar para o público. Ao mostrar o produto de seu esforço para outras pessoas, pessoalmente ou on-line, aumenta-se a motivação dos alunos a fazerem trabalhos de melhor qualidade.


FONTE DO TEXTO ACIMA:

http://porvir.org/porfazer/desafiar-pesquisar-descobrir-produzir-apresentar/20130122

Pedagogia de projetos – Parte 3

”Os críticos da Escola Nova acusaram o movimento de abrir mão dos conteúdos tradicionais e de não exigir nada dos alunos, aceitando apenas a sua espontaneidade.”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Nova


Sim, sou crítico aos, assim chamados (como eu mesmo chamei), ”sistemas contemporâneos de ensino”. Em anexo, segue o projeto de meu TCC, que nunca saiu da fase de projeto. Talvez um dia debruce-me sobre ele mais uma vez e elabore a questão com mais afinco… TCCI_-_Pre-projeto

Além da ruptura entre o ensino tradicional e o ensino contemporâneo, que considero prejudicial à continuidade educacional do aprendente adulto, conforme expus no texto, aqui afirmo também que a aplicação de tais diretrizes no ensino básico é prejudicial à formação dos jovens.

A pedagogia freireana, sob meu ponto de vista, é um instrumento de projeção de idéias marxistas, e esses sistemas contemporâneos, lamentavelmente, a despeito do valor intrínseco das técnicas de ensino em que se baseiam, são contaminados por tal ideologia ou abrem espaço para doutrinação marxista em lugar de ensino de conteúdos didáticos.

Sou favorável sim ao uso das técnicas contemporâneas em conjunto com o ensino tradicional. Mas as considero ferramentas de ensino e não um objetivo em si mesmas.

Pedagogia de projetos – Parte 1

CONCEPÇÕES DE CONHECIMENTO E CURRÍCULO EM W. KILPATRICK E IMPLICAÇÕES DO MÉTODO DE PROJETOS.
Ana Clara Bin

Esta dissertação de mestrado, circunscrita à área de Didática, teorias de ensino e práticas escolares tem, como objeto de estudo, a produção pedagógica do professor William Heard Kilpatrick (18711965), tema pouco explorado no campo das pesquisas em educação. Herdeiro de John Dewey, mas com uma reflexão singular, o autor tem uma contribuição relevante no que se refere ao reconhecimento da necessidade de raciocínio filosófico e da reflexão para sublinhar os efeitos e possibilidades políticas da educação. A análise das concepções de Kilpatrick e da sua atuação no movimento de educação progressista do início do século XX demonstrou que suas ideias também continuam a ser pertinentes e relevantes para as discussões que têm ocorrido nos últimos anos, nas quais é observado um esforço para compreender as mudanças sociais, os propósitos democráticos da escolaridade, bem como a necessidade de vincular esses fins com ações pedagógicas concretas. Assim, a opção de analisar a obra desse autor justifica-se por sua relevância histórica, pela lacuna de pesquisas que se dediquem ao tema e, à medida do que é possível, encontrar na vanguarda da pedagogia atual referências a muitas de suas ideias, além de importantes releituras e aplicações do método de projetos.O estudo visa contribuir para a contextualização da obra pedagógica de Kilpatrick à luz de suas concepções mais amplas, enfocando as ideias de currículo e aprendizagem e descrevendo o método de projetos por ele proposto; também busca investigar as aproximações e distâncias entre o método de projetos apresentado por Kilpatrick e a apropriação feita por Fernando Hernández, presente em seu método de projetos de trabalho, dentro de uma perspectiva de busca de sentido da abordagem contemporânea do método de projetos. Configurou-se como método pertinente a esta pesquisa a leitura analítica da bibliografia selecionada: obras específicas de Kilpatrick, que abarcam suas concepções educacionais, parte do referencial acadêmico acerca da obra do autor e de suas matrizes teóricas e obras sobre o método de projetos que compõem o objeto de análise. Os resultados da pesquisa apontam que, compreender o uso dos projetos na escola contemporânea requer um diálogo com a perspectiva de Kilpatrick proposta em acordo com a ideia da construção e consolidação da sociedade democrática e que sua obra é material relevante para pesquisas educacionais.

Texto completo: ANA_CLARA_BIN_rev


Fonte: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-21012013-140309/pt-br.php