Atividades na sala de aula – Parte 1

ESTRATÉGIAS DE ENSINO UTILIZADAS PELOS PROFESSORES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DA UNIVILLE: CONTRIBUIÇÕES NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS
Rosane Bonessi Dias

Este estudo objetivou investigar as estratégias de ensino utilizadas pelos professores na sala de aula no curso de Administração de Empresas da Universidade da Região de Joinville – Univille/SC, bem como as contribuições que estas exercem na aprendizagem dos alunos, no sentido de melhoria do ensino e do aprendizado. Elaborar estratégias de ensino inovadoras e diversificadas constitui um desafio, no sentido da organização do trabalho docente. Pretende-se elucidar o modo como os alunos constroem o aprendizado frente aos novos desafios exigidos no campo profissional. Os eixos teóricos se baseiam, principalmente, nos autores Anastasiou e Alves (2003), Masetto (2003), Coll et al (2003), Pozo (2001, 2004), e, para subsidiar a análise metodológica, Richardson (1999), Chizzotti (1991) e Pádua (2000). Para compilação e análise dos dados foi realizada análise de conteúdo utilizando como referência Bardin (1977). Com metodologia de natureza quantitativa e qualitativa, os questionários semiestruturados foram aplicados com professores e alunos, possibilitando um diagnóstico das estratégias curriculares utilizadas por estes professores. Os dados obtidos nesta pesquisa puderam ser confrontados com as respostas dadas pelos alunos e comprovam que o professor precisa também renovar sua prática para acompanhar as mudanças que ocorrem na sociedade contemporânea. Os resultados apontam, também, que a participação dos alunos na escolha das estratégias de ensino repercute positivamente na aprendizagem. O conhecimento profissional do docente parte da prática e legitima a construção e reconstrução da prática educativa. As estratégias de ensino podem enfocar a reflexão e a investigação, embora a estrutura disciplinar dificulte as modificações que supõem uma transformação laboral na sala de aula, desde clássica definição de transmissão e controle disciplinar à complexa definição de professor facilitador e comunicador. As estratégias de ensino que se fundamentam na transmissão de conhecimentos disciplinares não respondem mais às exigências de um cenário social flexível, diversificado e mutável, pois o progresso vertiginoso da ciência e da tecnologia torna obsoletas as estratégias que dificultam a comunicação, a criticidade e a intervenção reflexiva.

Texto completo: Rosane Bonessi Dias


Fonte: http://siaibib01.univali.br/pdf/Rosane%20Bonessi%20Dias.pdf

Método, técnica, estratégias e recursos – Parte 2

Vídeo: Novidades no ensino superior – Conexão Futura

 

Método, técnica, estratégias e recursos – Parte 1

REPERCUSSÕES DOS MÉTODOS DE ENSINO UTILIZADOS PELOS DOCENTES DE IES PÚBLICA E PRIVADA NO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS DOS SEUS ALUNOS
Ana Maria Fabricio
Elisângela Pinheiro
Márcia Helena Bento
Morgana Pizzolato
Ségio Luiz Jahn

Neste trabalho são apresentados os resultados de uma pesquisa que tem por objetivo abordar o ensino na educação superior de dois professores que trabalham na área de qualidade de diferentes instituições, um ministra aulas em uma instituição privada e outra numa universidade pública. O método utilizado teve a intenção de avaliá-los sob o ponto de vista de seus alunos, para saber se os mesmos conseguem transmitir através de suas técnicas de ensino e aprendizagem a todos os seus discentes e se as
instituições lhes oferecem recursos necessários para a execução destas aulas. Como resultados, os professores de ambas as instituições apresentam, um percentual positivo de suas técnicas, quanto aos discentes fica evidente que o sucesso da aprendizagem não depende apenas do professor, o aluno também tem suas responsabilidades de aprendizagem que só acontece quando há um equilíbrio entre professor, aluno, instituição e comunidade escolar.

Texto completo: 38014391


Fonte: <http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos11/38014391.pdf&gt;

A didática no Ensino Superior – Parte 3

VIDA E OBRA DE COMÊNIO
João Amos Komensky, que se tornou mais conhecido pelo seu nome latinizado Comenius – que abrasileiramos em Comênio – nasceu em 1592, em Niwnitz, na Moravia. (Clique aqui para ver o mapa!)

 

1604 – Com a morte dos pais, passou aos cuidados de uma tia paterna e entrou na escola Unitas Fratrum.

Aos 18 anos entrou na Academia de Nassau, em Herbon.

1614 – Depois de passar um ano em Heidelberg, aos 22 anos, Comênio voltou à terra natal. Mas, não podia ordenar-se sacerdote antes dos 24 anos, ocupou o posto de professor na escola Irmandade Moravia, em Prerau.

1616 – Publicou seu primeiro livro: Gramatica facilioris preacepta (Preceitos para uma gramática facilmente ensinada)

1618 – Foi chamado para ser pastor de Fulneck no mesmo ano em que eclodiu a Guerra dos Trinta Anos. A partir de então, os anos que seguiam foram cheios de problemas, tanto para ele quanto para a Igreja à qual pertencia.

A Guerra dos Trinta Anos foi muito desfavorável para os protestantes, sobretudo na Boêmia. O imperador católico Fernando reprimiu duramente o protestantismo e as escolas de todos os grupos dissidentes na Áustria, Boêmia e Moravia, foram desenvolvidas às autoridades católicas, que começaram, sobretudo sob direção dos jesuítas, uma vigorosa campanha de recatolização forçada.

1628 – Comênio e a Irmandade foram levados a um exílio perpétuo na Polônia, onde passou os 14 anos seguintes. No entanto, apesar das adversidades, ele nunca abandonou inteiramente seus estudos educacionais. Na Polônia, viu-se obrigado a se dedicar ao ensino e, enquanto organizava o ginásio de Lissa, teve a oportunidade de colocar em prática suas idéias.

1630 – Conclui a redação de sua Didática Tcheca, iniciada em 1627.

1631 – Publicou em Leszno Janua Linguarum Reserata (Porta Aberta das Línguas). Tratava-se de uma enciclopédia simplificada sobre uma ampla variedade de temas – ao todo 98 – começando pela origem da Terra e, terminando com uma seção sobre os anjos.

1632 – Comênio foi eleito bispo da Unidade dos Irmãos; a partir de 1636, reitor das escolas dos Irmãos em Leszno.

1638 – Conclui a Didática Magna (tradução latina da Didática Tcheca).

1641 a 1650 – fez viagens com a finalidade de implantar reformas educacionais – Inglaterra, Holanda, Suécia, Hungria.

1654 – Retorno a Leszno.

1656 – Católicos incendeiam Leszno e Comênio perde seus pertences, inclusive sua biblioteca. Vai, então, para Amsterdã onde continua escrevendo livros importantes.

1658 – Publicou Orbis sensualium pictus (“O mundo em imagens”). Trata-se do primeiro texto ilustrado que aparece na Historia da Pedagogia.

1670 – 15 de novembro – morreu em Amsterdã aos 78 anos.


Fonte:
NARADOWSKI, Mariano. Comenius & a Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.


CONTEXTO HISTÓRICO DA CONSTITUIÇÃO DA DIDÁTICA COMENINA


A constituição da didática comeniana como uma expressão pedagógica da transição da Idade Média à Idade Moderna fundamenta-se, em ambos os períodos, ao mesmo tempo, traduzindo o término de um e o início de outro. Para sermos mais precisos, representa aquele momento especifico em que o velho modo de ensinar se passa ao novo. Não significa, todavia, que Comênio deixe o velho e se utilize somente do novo, mas que na essência constitutiva de sua arte de ensinar há princípios de um e de outro concomitante. Assim, a concepção de homem, por exemplo, subjacente à sua educação se traduz na idéia de um ser criado à imagem e semelhança de Deus e dependente dele, mais igualmente como ser que busca construir a si mesmo, pelo seu trabalho, sem dependência direta de Deus. Da mesma forma os princípios gerais da didática exprimem o espírito conservador e renovador do momento, ou seja, enquanto por um lado, na exposição docente do conteúdo, na passividade do aluno a quem cabe apenas ouvir, destaca-se, por outra parte, como nova forma de ensino, a imitação da natureza, a observação e experimentação, os processos das artes mecânicas, os métodos da nova forma de trabalho e da ciência.

Ainda que a didática de Comênio traga elementos de ambas as fases, os mais decisivos se encontram, sem dúvida, no período que está nascendo. O ponto de partida são os religiosos e o medievo, mas o desenvolvimento e a concretização ordenam-se pelos princípios prospectivos da nova sociedade. Há um movimento nítido em seu pensamento que vai do velho ao novo mundo, do religioso ao laico, do pequeno ao grande, do ensino à educação, do nacional ao internacional, numa evolução gradativa que apreende aquele precioso momento da passagem de uma fase histórica à outra e o traduz para uma nova forma de ensinar. Essa direção contudo, não é linear, mas um misto de idas e vindas e dependências recíprocas.


Fonte:
GASPARIN, João Luiz. Comênio ou da arte de ensinar tudo a todos. Campinas: Papirus, 1994. p. 41-42.


Fonte: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/didatica/unidade1/enfoque2_comenio/vida_obra_comenio.htm

A didática no Ensino Superior – Parte 2

Vídeo: Didática no Ensino Superior – Unesp em Pauta

A didática no Ensino Superior – Parte 1

INTERDISCIPLINARIDADE: DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO
Ivani Catarina Arantes Fazenda

O presente artigo objetivou discutir sócio historicamente os termos Interdisciplinaridade, Prática de Ensino e Didática partindo da polissemia que os envolve, buscando em alguns de seus pesquisadores aspectos contidos na diversidade cultural que envolvem definições múltiplas, conceitos variados e resultados aferidos a partir das configurações assumidas quando tratamos da questão formação de professores seja na Didática e ou na Prática de Ensino.

Texto completo: 22623-58176-1-SM


Fonte: http://revistas.pucsp.br/index.php/interdisciplinaridade/article/view/22623/16405