Qual o sentido de planejar?
Planejamento e o Projeto Político Pedagógico – Parte 5
Qual o sentido de planejar?
Qual o sentido de planejar?
Defesa residencial: Espingarda 12ga em comparação a carabina e Pistola. | El Kabong
INOVAÇÕES E PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: UMA RELAÇÃO REGULATÓRIA OU EMANCIPATÓRIA?
Ilma Passos Alencastro Veiga
O presente artigo discute o significado de inovação e projeto político-pedagógico sob duas perspectivas: como uma ação regulatória ou técnica e como uma ação emancipatória ou edificante. A inovação regulatória significa assumir o projeto político-pedagógico como um conjunto de atividades que vão gerar um produto: um documento pronto e acabado. Nesse caso se deixa de lado o processo de produção coletiva. A inovação de cunho regulatório nega a diversidade de interesses e de atores que estão presentes. Sob a perspectiva
emancipatória, a inovação e o projeto político-pedagógico estão articulados, integrando o processo com o produto porque o resultado final é não só um processo consolidado de inovação metodológica, na esteira de um projeto construído, executado e avaliado coletivamente, mas um produto inovador que provocará também rupturas epistemológicas.
Texto completo: material_web_inovacoes_projeto_politíco_pedagogico
Fonte: http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v23n61/a02v2361.pdf
Excerto de:
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Coordenação Pedagógica | Escola de Gestores da Educação Básica | CEAD UFPE
Fonte: http://coordenacaoescolagestores.mec.gov.br/uft/file.php/1/coord_ped/sala_3/mod03_2unid_12_123.html
Material complementar pertinente Texto completo em: sala_3_projeto_politico_pedagogico_e_a_organizacao_do_ensino (ppp)
1.2.3. Marco Referencial
O marco referencial refere-se ao posicionamento político da escola ao planejar sua intervenção e ou transformação da realidade. Conforme Vasconcellos (2000), o marco referencial é “a tomada de posição da instituição que planeja em relação à sua identidade, visão de mundo, utopia, valores, objetivos, compromissos” (p. 182). É sonho da escola, o quê ela deseja ser.
Nele buscamos expressar o sentido da ação educativa, do fazer pedagógico e as expectativas em relação a uma realidade desejada e ao caminho necessário para alcançá-la.
Marco referencial nasce como busca de resposta a um forte questionamento que nos colocamos […] Tem como função maior tensionar a realidade no sentido da sua superação/transformação e, em termos metodológicos, fornecer parâmetros, critérios para a realização de diagnóstico
(VASCONCELLOS, 2000, p.182).
Na definição do marco referencial discutimos a escola que temos e como vemos a realidade. Assim, nesse momento, buscamos identificar o olhar coletivo sobre a realidade escolar pontuando os seus traços marcantes. Gandin (1995), Padilha (2001) e Medel (2008) sugerem algumas questões para a construção do marco referencial, tais como:
É essencial que as perguntas levem a debates e às reflexões acerca de teorias e de opções. Nessa direção, Medel (2008) propõe perguntas interessantes:
Tais questões podem, aliás, se referir a aspectos ligados à gestão.
A prática pedagógica é questão primordial na reflexão do PPP e isso nos remete à análise das concepções e práticas curriculares. Medel (2008, p. 90) sugere a contraposição das questões no que tange à análise do currículo, conforme o quadro:
| Qual é o currículo determinado? | Qual é o currículo seguido pela escola? |
| O que deve ser ensinado? | O que é realmente ensinado? |
| O que deve ser registrado? | O que é realmente registrado? |
| O que deve ser socializado? | O que realmente é socializado? |
| O que deve ser privilegiado? | O que é realmente privilegiado? |
| O que deve ser avaliado? | O que é realmente avaliado? |
Por meio desses questionamentos são obtidos subsídios para discussões e debates com vistas à definição dos grandes temas/temáticas e eixos centrais constituintes do PPP. Tais temas geradores e ou questões devem ser debatidas em grupo. Medel (2008) sugere a elaboração de oficinas para se identificar as percepções iniciais dos integrantes do grupo /comunidade escolar.
Outra questão importante na construção do marco referencial, composto pelas partes situacional, filosófico, operativo, é a definição dos princípios norteadores do projeto político-pedagógico. Nesse sentido, a articulação entre teoria e prática é fundamental. O PPP será mais viável quanto mais bem fomentada estiver a articulação teoria-prática e a coerência entre as falas e as práticas.
Por sua vez, os princípios norteadores a serem contemplados no PPP são também os princípios consagrados na legislação federal (na Constituição Federal de 1988 e na LDB 9394/96) que versam sobre a gestão democrática e a pluralidade cultural e pedagógica, quais sejam:
Vale lembrar que tais princípios devem ser percebidos e analisados de maneira interligada, por serem interdependentes. Devem ser relacionados à realidade de cada escola, fazendo uma identificação de como eles têm sido discutidos, compreendidos e desenvolvidos pelos diversos segmentos.
Lembramos que o marco referencial é composto pelos marcos: situacional, político/filosófico e operativo. É, então, importante explicitar os seus desdobramentos.
Primeiramente, o marco situacional, que é caracterizado por indagações que levam a identificação de uma visão geral da realidade na qual está inserida a instituição escolar: que escola é a nossa? Onde estamos? Como percebemos a realidade? Assim, o marco situacional expressa a compreensão do grupo que planeja, o seu olhar sobre uma realidade mais ampla, seus traços marcantes, suas forças e fragilidades.
O marco político ou filosófico refere-se ao ideal geral da instituição. Perguntas como: que escola desejamos? Que valores sociais e políticos nos orientarão? No marco filosófico são expressos, pois, os valores éticos, os ideais, as concepções e opções da comunidade, enfim, as suas utopias, os seus sonhos. Propriamente, o marco político ou filosófico requer, assim, a definição da filosofia político-pedagógica que irá nortear o caminhar da escola e de seus sujeitos, os protagonistas. Nele, devem ser explicitadas as concepções de sociedade, homem, mundo, educação, trabalho, conhecimento/cultura, pois expressará as concepções teóricas que o grupo assume.
O marco operativo refere-se à forma de ação e ou operacionalização dos ideais identificados no marco político/filosófico. Como alcançar o que desejamos? De que maneira pensamos o horizonte de nossas ações? Podemos dizer que o marco operativo define-se com a proposta de ação para os diversos aspectos relevantes da instituição em relação às suas finalidades e ao que se deseja para a mesma. Esse marco expressa, assim, o ideal específico da instituição. Nas palavras de Gandin (1991):
O Marco Operativo expressa a utopia instrumental do grupo. Expõe as opções (em termos ideais) em relação ao campo de ação e à instituição e fundamenta essas opções em teoria.[…] Assim, o marco operativo refere-se à realidade desejada do campo de ação e (sobretudo) da instituição em processo de Planejamento (p. 28).
Nesse sentido, torna-se imprescindível, na elaboração do marco operativo, estabelecer compatibilidade com o marcos situacional e o Filosófico. Nesse sentido, é preciso seguir oprincípio da exequibilidade, ou seja, a capacidade de se tornar realidade, de não ficar apenas no sonho. É estabelecer um sonho possível de ser realizado, a partir das condições concretas de cada escola. Isso é importante para que não se desarticule o PPP da realidade geral (e as representações que temos dela) em busca da realidade que desejamos e acreditamos ser possível vivenciar.
Vasconcellos (2000) também alerta que o marco operativo não é mera programação de ações concretas a serem executadas, pois é um plano de ação nas três dimensões do trabalho escolar: pedagógica, comunitária e administrativa.
Nessa ótica, temos uma relação estabelecida entre marco situacional e o marco filosófico e, como mediador, o marco operativo que pode ser concebido com uma espécie de síntese. O marco operativo, à luz dos elementos estruturais da realidade, remete às finalidades e concepções filosóficas, encaminhando para a elaboração de um diagnóstico da situação particular da escola.
Eu acompanho o canal de Marco Gimenez no Youtube já há algum tempo e recentemente surgiu uma discussão a partir de um teste de graduação dentro da escola Bujinkan. Ele afirma que o teste é fraudulento, os integrantes da escola afirmam que Marco não o compreendeu. Considerei interessante ver como dentro do meio marcial é possível ainda encontrar tanta divergência frente a opiniões contrárias e sectarismo em prol da própria escola e em detrimento a quem está fora.
Seguem os dois vídeos e logo em seguida meus comentários.
Sakki Test desvendado? Habilidade Ninja ou Maracutaia???
Respostas NINJA para haters mal educados!
Eu vi a discussão, tanto no Facebook, quanto aqui. Aguardei para escrever, pois esperava que alguém mencionasse, mas algo não foi mencionado esse tempo todo. A Bujinkan possui, dentre suas bases, o que chamam ”refinamento espiritual”.
1 – Há sim um conteúdo que (de certo modo) reflete a religiosidade xintoísta japonesa. Meditação, culto, honra etc. mesclam-se com a arte marcial. Eu não sei exatamente como estão abordando isso agora, mas quando me aproximei havia a clareza por parte dos instrutores de que era uma organização marcial e filosófica (não mística). Uma escola de luta e de pensamento.
2 – Sua informação está correta, a Bujinkan é a única organização com reconhecimento do governo japonês a atribuir a si própria a ”preservação da arte ninja”. Mas e o que isso significa? Equivale a aqui apresentar-se como curador de obra imaterial tombada ou algo do tipo.
3 – A Bujinkan é imensa, conta com escolas por todo o mundo. Ao apresentar algo contra seu líder, você afetou a credibilidade da escola como um todo. E como toda grande organização, seus integrantes são orientados a preservar a marca e a imagem da empresa.
4 – Em adendo, Masaaki Hatsumi chegou a esse posto todo por ser o último sucessor do Budo Taijutsu. Resumindo uma longa história, ele é o líder sucessor (SOKE) de 9 (sim, nove) escolas de artes marciais e as unificou sob um nome só. Daí seu grande prestígio, inclusive no meio internacional.
5 – Nomenclaturas:
SOKE – Líder sucessor.
SHIHAN – Mestre graduado líder local.
SHISHO – Mestre graduado, instrutor.
SENSEI – Professor, de um modo geral.
BUDO – ”Caminho do guerreiro”, a parte filosófica da coisa.
KOBUDO – Antiga arte da guerra (uso de armas)
KARATE – Luta com mãos nuas.
6 – Minha contribuição:
Creio que se as informações que apresentei agora tivessem sido elencadas, a discussão teria sido mais fértil: a Bujinkan preza muito por seu nome não apenas pelo lado comercial, mas também por representar oficialmente o Ninjutstu HISTÓRICO (patrimônio cultural japonês), também por sua FILOSOFIA (xintoísta) interna e também pela imagem do mestre (seu representante).
Houve maracutaia? Não sei. O que esperei que dissessem era: “O objetivo do SAKKI é detectar a intenção de ataque do oponente por seu KI (energia interna). Ao perceber que seus alunos não estavam conseguindo detectar, o SOKE percebeu que não havia intento maligno em sua espada. Ele mesmo não tinha intenção de matar em seu golpe. Portanto decidiu aumentar o uso de KI e fazer-se simular como um agressor real. O salto seria então um mero ato reflexo não intencional ao impor mais energia ao golpe. Aos olhos externos ele deveria ter dado nova oportunidade aos primeiros alunos, mas como é uma cerimônia tradicional, possui regras e etiqueta próprias, logo naquele momento não foi possível.”
Mas não vi nada disso partindo dos integrantes.
Lamento que não tenha havido um diálogo construtivo.
E lamento a Bujinkan ter manchado sua reputação dessa forma…
Editado: 15/06/2019
Esta é a melhor resposta contrária:
Sakki-Test: A polêmica do ninjutsu
Excerto de:
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Coordenação Pedagógica | Escola de Gestores da Educação Básica | CEAD UFPE
Fonte: http://coordenacaoescolagestores.mec.gov.br/uft/file.php/1/coord_ped/sala_3/mod03_2unid_12.html
Material complementar pertinente disponível em:
Em linhas gerais, podemos fazer uso de diferentes termos/expressões para identificarmos as distintas fases do processo de elaboração, implementação e avaliação de um projeto político-pedagógico. Já vimos que Veiga (1996) propõe os Atos Conceitual, Situacional e Operacional.
Danilo Gandin (1991) e Celso Vasconcellos (2000), por sua vez, destacam três etapas constituintes do projeto político pedagógico: o estabelecimento do Marco Referencial, composto pelo Marco Situacional, o Marco Político-Filosófico e o Marco Operativo; a constituição de um Diagnóstico, e o estabelecimento da Programação. Nesta Sala Ambiente vamos seguir as orientações de Gandin e Vasconcellos, mas destacamos que elas apresentam relações com a proposta de Veiga.
A seguir, utilizamos um quadro elaborado por Vasconcellos (2000, p.170), para detalhar as partes constituintes do processo de elaboração e implementação de um projeto político-pedagógico.
Quadro 1 – Marcos do PPP, segundo Gandin e Vasconcellos
| PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO PPP | ||
| MARCO REFERENCIAL | DIAGNÓSTICO | PROGRAMAÇÃO |
| O que queremos alcançar? |
O que nos falta para ser o que desejamos? | O que faremos concretamente para suprir tal falta? |
É a busca de um posicionamento:
Estabelecimento do sonho ideal. |
É a busca das necessidades da escola feita a partir da análise da realidade e/ou o juízo sobre a realidade da instituição em comparação com aquilo que desejamos que a escola seja.
Nossa prática atual, definição do sonho possível. |
É a proposta de ação. O que é necessário e possível para diminuir a distância entre o que vem sendo e o que deveria ser. O que vamos fazer para atingir o sonho possível? |
Antes de tratar especificamente de cada uma dessas etapas do processo de elaboração do PPP, vamos discutir dois momentos importantes que antecedem essa construção, que são a metodologia de trabalho e a mobilização da comunidade escolar.
A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO E A SUA CONSTRUÇÃO
Não consegui identificar o autor.
Tudo o que é planejado contribui para um melhor aproveitamento das ações que se desempenham no dia-a-dia. Neste aspecto, o Projeto Político-Pedagógico (PPP), entendido primeiramente como um planejamento, tem como uma das prioridades possibilitar ao gestor escolar o caminho certo na concretização de seus principais objetivos em relação à instituição escolar. “Contempla desde as dimensões mais específicas da escola (comunitárias, e administrativas, além da pedagógica), até às mais gerais (políticas, culturais, econômicas, etc).” (VASCONCELLOS, 2000, p.169).
Sendo assim, é o Projeto Político-Pedagógico o responsável por nortear toda a ação do diretor e demais membros da comunidade escolar (alunos, pais, professores e demais funcionários), em busca de um melhor ensino-aprendizagem e de um ambiente interativo e, sobretudo, transformador da realidade imediata em prol do bem-estar de todos e da comunidade. Daí sua fundamental importância de estar associado a uma gestão democrática e participativa na escola, eliminando, sobretudo, a competitividade, o autoritarismo e as relações verticais de poder no interior da instituição de ensino. Essa gestão democrática e participativa será abordada mais amplamente no próximo capítulo.
Texto completo: a importÂncia do projeto polÍtico-pedagÓgico e a sua construÇÃo
Fonte: http://www.fbvcursos.com.br/online/aluno/trabalhos/136589102728.docx
Parâmetros Curriculares
PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: UMA REFLEXÃO DA PRÁTICA DOCENTE UNIVERSITÁRIA
Naiara Sousa Vilela
Marly Nunes de Castro Kato
Geovana Ferreira Melo
O presente artigo aborda dados de uma pesquisa anterior intitulada “A Socialização Profissional de Professores e o Desenvolvimento da Identidade”, realizada com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). Diante o processo de mudança paradigmática no contexto das universidades, principalmente, no que se refere ao modo como se aprende e ensina, os docentes universitários devem se atentar para a importância do planejamento de aulas e consequentemente aos processos avaliativos. Logo, devem estar preparados para acrescentar ou mesmo readaptar o planejamento retomando objetivos inicias, possibilitando nessa atividade, uma reflexão de sua prática pedagógica. Nesta pesquisa tivemos como questionamentos: Como os docentes universitários planejam suas aulas? Qual o papel do aluno? Temos como objetivos analisar e promover discussões sobre o planejamento em suas etapas de elaboração, execução e avaliação. A partir de um curso oferecido a docentes universitários da Universidade Federal de Uberlândia, visando atender a uma necessidade permanente dos docentes, tivemos o I Módulo específico o qual abordou a questão do planejamento na Educação Superior. A partir disso, fizemos uma pesquisa bibliográfica da temática Planejamento e em sequência uma análise de depoimentos dos docentes que atuam na Universidade Federal de Uberlândia a fim de, obtermos uma compreensão consistente de seus práticas. A pesquisa demonstrou que a partir de um processo de formação continuada e desenvolvimento profissional é possível verificar mudanças nas concepções dos docentes no que se refere à educação, ensino-aprendizagem, planejamento, avaliação, dentre outros temas importantes, o que se reflete na melhoria da qualidade da educação superior.
Texto completo: 405- planejamento na educaÇÃo superior uma reflexÃo da prÁtica docente universitÁria
Fonte: http://www.uece.br/endipe2014/ebooks/livro1/405-%20PLANEJAMENTO%20NA%20EDUCAÇÃO%20SUPERIOR
%20UMA%20REFLEXÃO%20DA%20PRÁTICA%20DOCENTE%20UNIVERSITÁRIA.pdf
Especialista comenta alteração dos investimentos do Plano Nacional de Educação
http://podcast.unesp.br/radiorelease-14122011-especialista-comenta-alteracao-dos-investimentos-do-plano-nacional-de-educacao