Projetos educacionais: material complementar – Parte 4

CONTRIBUTOS PARA A ELABORAÇÃO DE UMA TESE INTERDISCIPLINAR
Carlos Pimenta

Os conceitos e a terminologia da interdisciplinaridade são ambíguos, com utilização múltipla. Começamos por precisá-los. A interdisciplinaridade nem sempre é epistemologicamente superior à disciplinaridade, mas apresenta manifestas vantagens explicativas em vários projectos de investigação, contribuindo decisivamente para o progresso científico. A sua utilização exige ter consciência das dificuldades (ontológicas, epistemológicas, organizativas e psicológicas) e saber superá-las. Apresentam-se algumas formas de as superar durante a realização de uma tese, tomando como referência o doutoramento.

Texto completo: artigo interdisciplinaridade Pimenta 2008


Fonte: http://e-revista.unioeste.br/index.php/ideacao/article/view/4144

Projetos educacionais: material complementar – Parte 3

A ABORDAGEM SISTÊMICA NA PESQUISA EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
Alfredo Iarozinski Neto
Maria Silene Leite

A Engenharia de Produção está afeta a problemas que se caracterizam pela complexidade. Para serem resolvidos, esses problemas demandam conhecimentos que vão além da matemática e da física, como ocorre nas engenharias mais clássicas. Eles necessitam de uma abordagem que permita o acesso ao conhecimento de várias disciplinas simultaneamente, ou seja, uma abordagem interdisciplinar. Para praticar a interdisciplinaridade e sistematizar o processo de pesquisa na Engenharia de Produção é apresentada a abordagem sistêmica. Ela é capaz de levar em conta o conjunto das variáveis que caracterizam os problemas considerados complexos. A base metodológica escolhida para implementar a abordagem sistêmica é a sistemografia, que permite ampliar o horizonte de pesquisa para aproximar a realidade do fenômeno observado. Finalmente, será mostrada como a abordagem sistêmica permite que o pesquisador trabalhe em um nível maior de subjetividade sem perder a tão necessária “objetividade” científica.

Texto completo: http://www.scielo.br/pdf/prod/v20n1/aop_200804040


Fonte: N/A

Projetos educacionais: material complementar – Parte 2

METODOLOGIA DE PROJETOS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA EXPERIÊNCIA SIGNIFICATIVA NA PRÁTICA DE ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS
Elizabeth Cardoso Gerhardt Manfredo

Trata-se de um estudo que analisa as perspectivas da metodologia de projetos na formação de professores reflexivos e pesquisadores, entendendo tal prática como uma estratégia formativa que apóia de um lado a formação docente e de outro contribui com os contextos locais em que se insere. Tal estudo envolveu graduandos do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, Habilitação em Biologia e Química de uma universidade pública no município de Marabá-Pará, no ano de 2005. Os dados foram produzidos a partir das observações durante a experiência e do conteúdo dos relatórios da disciplina Prática de Ensino, sendo agrupados em dois eixos (1) valor formativo da experiência com projetos, e (2) intervenção na realidade local. As análises evidenciam aspectos relevantes dos projetos didáticos para a formação do professor de ciências, e ainda seu potencial de intervenção em problemas concretos, provocando ações, reflexões e práticas educativas que fortalecem a identidade docente dos futuros professores.

Texto completo: artigo Manfredo_metodologiadeprojetos licenciatura ciências


Fonte: http://if.ufmt.br/eenci/artigos/Artigo_ID26/pdf/2006_1_3_26.pdf

Projetos educacionais: material complementar – Parte 1

PROJETOS DE APRENDIZAGEM BASEADOS EM PROBLEMA NO CONTEXTO DA WEB 2.0: POSSIBILIDADES PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA
Daiana Trein
Eliane D. R. Schlemmer

O artigo apresenta uma reflexão sobre as possibilidades das práticas pedagógicas, no contexto do uso das Tecnologias Digitais Virtuais Emergentes – TDVEs, especificamente no que se relaciona com as ferramentas da Web 2.0. Estabelece uma relação entre a Web 1.0 e a cultura do ensino e a Web 2.0 e a cultura da aprendizagem, abordando os projetos de aprendizagem baseados em problemas, como uma alternativa para os currículos disciplinares.

Texto completo: artigo projetos aprendizagem curso licenciatura pedagogia Unisinos


Fonte: Revista E-Curriculum, São Paulo, v. 4, n. 2, jun 2009.
http://www.pucsp.br/ecurriculum

Acervo completo: http://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/issue/archive

O trabalho por projetos – Parte 1

PEDAGOGIAS DE PROJETOS: FUNDAMENTOS E IMPLICAÇÕES
Maria Elisabette Brisola Brito Prado

Atualmente, uma das temáticas que vêm sendo discutidas no cenário educacional é o trabalho por projetos.Mas que projeto? O projeto político-pedagógico da escola? O projeto de sala de aula? O projeto do professor? O projeto dos alunos? O projeto de informática? O projeto da TV Escola? O projeto da biblioteca? Essa diversidade de projetos que circula freqüentemente no âmbito do sistema de ensino muitas vezes deixa o professor preocupado em saber como situar sua prática pedagógica em termos de propiciar aos alunos uma nova forma de aprender integrando as diferentes mídias nas atividades do espaço escolar.

Texto dentro da coletânea ”Tecnologia, currículos e projetos”

Este capítulo traz uma coleção de artigos referentes às novas maneiras de ensinar, aprender e desenvolver o currículo ao integrar diferentes tecnologias à prática pedagógica voltada à aprendizagem significativa do aluno, especialmente quando se trabalha com projetos. Sob essa ótica, o aluno, sujeito ativo da aprendizagem, aprende ao fazer, levantar e testar
idéias, experimentar, aplicar conhecimentos e representar o pensamento. Cabe ao professor criar situações que provoquem os alunos a interagir entre si, trabalhar em grupo, buscar informações, dialogar com especialistas e produzir novos conhecimentos.

Texto completo: Articulações entre áreas de conhecimento e tecnologia


Fonte: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/1sf.pdf

Características dos projetos – Parte 1

A PSICOPEDAGOGIA E AS QUESTÕES DA INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSDISCIPLINARIDADE
Maria Cecília Castro Gasparian

Este texto tem por objetivo colocar em debate alguns dos pontos fundamentais para a Educação do início deste século, ou seja, a mudança do modelo científico clássico para um novo paradigma que, embora já despontado, ainda não se mostra totalmente socializado. Embora muito se tenha discutido e muitos educadores tenham mostrado grande interesse, seus conceitos, muitas vezes, estão sendo divulgados de uma forma distorcida e, por isso, mal compreendidos. Tanto a interdisciplinaridade quanto a transdisciplinaridade estão sofrendo um processo de vulgarização quando se pretende socializá-la e divulgá-la. Cabe à Psicopedagogia, como sendo um campo de conhecimento inter e transdisciplinar, o destino de implementar, divulgar e exercitar, de uma forma consistente, este novo olhar científico para que a Educação seja realmente transformadora e transformada e dê um salto de qualidade no processo de ensino. Este artigo pretende mostrar alguns dos fundamentos que norteiam essas duas abordagens e esclarecer alguns pontos importantes que a definem como novos pilares para uma Educação das gerações vindouras.

Texto completo: inter transdisciplinar


Fonte: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862006000300010

Etapas de um projeto – Parte 3

Atualizado em 26/02/2021: adicionado vídeo.

Site recomendado: Buck Institute for Education http://www.bie.org/about

É um site que possui um repositório exclusivo sobre aprendizagem baseada em projetos.

Etapas de um projeto – Parte 2

Aprendizado baseado em projetos visa preparar melhor alunos para o século 21; conheça as características da metodologia

por Patrícia Gomes 22 de janeiro de 2013

Bastam dois dedos de conversa com pessoas interessadas em inovações educacionais ou poucas horas em um evento que reúna professores interessados em tendências e lá vai estar ele. Pode ser que seja entre professores de educação infantil discutindo as descobertas das crianças em seu último trabalho ou entre docentes da área médica mostrando os resultados dos seus alunos. De uma ponta à outra, ele tem aparecido cada vez com mais frequência e em mais formas diferentes. Adivinhou? Sim, é o aprendizado baseado em projetos – o project-based learning, ou simplesmente PBL.

Não há uma data exata em que a metodologia tenha começado a ser usada, diz Jennifer Klein, consultora em educação global que capacita professores a usarem a aprendizagem baseada em projetos. Mas, segundo a especialista, na década de 70 ou 80, mesmo sem ter sido assim batizada, muitas escolas já se utilizavam da lógica para educar crianças e jovens. Muito do que hoje se faz, inclusive, se apoia no pensamento do brasileiro Paulo Freire, ferrenho defensor de que os alunos deveriam construir seu próprio conhecimento.

E o que está por trás do conceito é simples: em vez de serem estimulados por aulas tradicionais, os estudantes devem buscar respostas a questões complexas, muitas vezes multidisciplinares, e devem apresentar um produto final como resultado de suas pesquisas. Nesse meio tempo, enquanto planejam, organizam e executam o projeto, eles se deparam, na prática, com situações em que precisam trabalhar harmonicamente em grupo, lidar com opiniões diferentes, comunicar aquilo que estão pensando, defender seu ponto de vista e criticar os que não consideram ser adequados. Tal qual na vida.

“Essa metodologia está se tornando muito popular. Parte disso é devido às facilidades que a tecnologia trouxe. Mas só parte. A questão é que, com essas avaliações padronizadas, estamos matando o amor que as crianças têm por aprender. A aprendizagem baseada em projetos é uma resposta a isso”, diz Klein, citando o próprio exemplo. Muito antes de a tecnologia estar disponível como está hoje, ainda como aluna, a educadora teve a oportunidade de estudar numa escola em que os próprios alunos organizavam viagens de aprendizado. Nessas ocasiões, eles aprendiam não só biologia, matemática e ciências, mas também organização de projetos, trabalho em grupo e orçamento.

Hoje, com a disseminação de práticas pela internet e a facilidade de trocar informação, claro, essa abordagem tem sido facilitada. Outro exemplo que a educadora dá é de uma escola americana que pediu que os alunos desenvolvessem asas capazes de voar. No início do projeto, o professor falou para os jovens: “Em 24 de março, vocês vão estar na frente dos seus colegas, pais e uma banca de engenheiros. Vão dizer: ‘Esse é o nosso design de asa, esse é o que a gente recomenda e essa é a razão’. Vocês vão ter dados, gráficos, uma apresentação e regras”. Veja vídeo, em inglês, que mostra os professores combinando como será a avaliação do projeto.

Os alunos precisaram estudar matemática, física e bases de engenharia para as asas funcionarem. E funcionaram. Ao fim, um dos jovens que participou do projeto falou: “É muito melhor fazer uma coisa sua. Se o professor te diz como fazer, você pode se lembrar disso depois de duas semanas. Se você descobre como fazer, você vai se lembrar disso a vida toda”, afirmou o rapaz. Para Klein, essa é a essência do aprendizado baseado em projetos.

Ainda de acordo com a especialista, é possível trabalhar com essa abordagem em qualquer disciplina e em qualquer idade, mas o trabalho é muito maior quando vários professores estão envolvidos em um mesmo projeto. Para quem está interessado em começar, o Buck Institute for Education, uma associação norte-americana especializada em disseminar práticas desse tipo de aprendizagem, fez um diagrama explicando os pré-requisitos para um bom programa de aprendizagem baseada em projeto. Conheça os oito os pontos principais.

Ter conteúdo relevante. O objetivo da abordagem é trabalhar os conceitos-chave das disciplinas acadêmicas a partir de um projeto.

Desenvolver habilidades para o século 21. Ao longo do projeto, os alunos deverão buscar uma resposta a um problema. Para isso, eles deverão buscar referências em diferentes fontes de informação, precisarão de pensamento crítico, habilidade de resolução de problemas, colaboração e várias formas de comunicação – habilidades mais refinadas que a simples memorização.

Ter espírito de exploração. Isso faz parte do processo de aprender e criar algo novo com curiosidade e motivação.

Organizar-se em torno de questões abertas. Aqui o foco está em estimular o aprendizado mais aprofundado, debates, desafios e problemas.

Criar a necessidade de saber. O fato de ter que apresentar um produto ao fim de um período serve também para criar a expectativa de aplicar o que se está aprendendo e fazer com que os alunos criem laços com seu trabalho.

Dar oportunidade de voz e escolha. Os alunos aprendem a trabalhar independentemente e assumir riscos quando eles são instados a fazer escolhas e mostrar sua voz. Isso faz com que aumente também o engajamento dos estudantes.

Incluir processos de revisão e reflexão. Os estudantes aprendem a dar e receber feedback para melhorar a qualidade do produto no qual estão trabalhando.

Apresentar para o público. Ao mostrar o produto de seu esforço para outras pessoas, pessoalmente ou on-line, aumenta-se a motivação dos alunos a fazerem trabalhos de melhor qualidade.


FONTE DO TEXTO ACIMA:

http://porvir.org/porfazer/desafiar-pesquisar-descobrir-produzir-apresentar/20130122

Etapas de um projeto – Parte 1

Vídeo: Wing Project Plan the Assessment (legendado)

 

Pedagogia de projetos – Parte 3

”Os críticos da Escola Nova acusaram o movimento de abrir mão dos conteúdos tradicionais e de não exigir nada dos alunos, aceitando apenas a sua espontaneidade.”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Nova


Sim, sou crítico aos, assim chamados (como eu mesmo chamei), ”sistemas contemporâneos de ensino”. Em anexo, segue o projeto de meu TCC, que nunca saiu da fase de projeto. Talvez um dia debruce-me sobre ele mais uma vez e elabore a questão com mais afinco… TCCI_-_Pre-projeto

Além da ruptura entre o ensino tradicional e o ensino contemporâneo, que considero prejudicial à continuidade educacional do aprendente adulto, conforme expus no texto, aqui afirmo também que a aplicação de tais diretrizes no ensino básico é prejudicial à formação dos jovens.

A pedagogia freireana, sob meu ponto de vista, é um instrumento de projeção de idéias marxistas, e esses sistemas contemporâneos, lamentavelmente, a despeito do valor intrínseco das técnicas de ensino em que se baseiam, são contaminados por tal ideologia ou abrem espaço para doutrinação marxista em lugar de ensino de conteúdos didáticos.

Sou favorável sim ao uso das técnicas contemporâneas em conjunto com o ensino tradicional. Mas as considero ferramentas de ensino e não um objetivo em si mesmas.