Vídeo: Novidades no ensino superior – Conexão Futura
Material referente à docência no ensino superior. Sou formado, pós-graduado, continuo estudando e sou especializado em docência. Mas não exerço a profissão. Eu saí da faculdade de Direito para começar outra e me tornar professor, mas quando chegou a hora e vi as condições de trabalho, já não era mais como na época do Salesiano, onde os professores eram a extensão de nossa família. Hoje sou formado, capacitado, porém não tenho coragem de trocar meu emprego burocrático de nível médio para ser professor. Aqui compartilho material pertinente aos meus estudos, a quem interessar.
Vídeo: Novidades no ensino superior – Conexão Futura
REPERCUSSÕES DOS MÉTODOS DE ENSINO UTILIZADOS PELOS DOCENTES DE IES PÚBLICA E PRIVADA NO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS DOS SEUS ALUNOS
Ana Maria Fabricio
Elisângela Pinheiro
Márcia Helena Bento
Morgana Pizzolato
Ségio Luiz Jahn
Neste trabalho são apresentados os resultados de uma pesquisa que tem por objetivo abordar o ensino na educação superior de dois professores que trabalham na área de qualidade de diferentes instituições, um ministra aulas em uma instituição privada e outra numa universidade pública. O método utilizado teve a intenção de avaliá-los sob o ponto de vista de seus alunos, para saber se os mesmos conseguem transmitir através de suas técnicas de ensino e aprendizagem a todos os seus discentes e se as
instituições lhes oferecem recursos necessários para a execução destas aulas. Como resultados, os professores de ambas as instituições apresentam, um percentual positivo de suas técnicas, quanto aos discentes fica evidente que o sucesso da aprendizagem não depende apenas do professor, o aluno também tem suas responsabilidades de aprendizagem que só acontece quando há um equilíbrio entre professor, aluno, instituição e comunidade escolar.
Texto completo: 38014391
Fonte: <http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos11/38014391.pdf>
|
VIDA E OBRA DE COMÊNIO
|
|
|
João Amos Komensky, que se tornou mais conhecido pelo seu nome latinizado Comenius – que abrasileiramos em Comênio – nasceu em 1592, em Niwnitz, na Moravia. (Clique aqui para ver o mapa!)
1604 – Com a morte dos pais, passou aos cuidados de uma tia paterna e entrou na escola Unitas Fratrum. Aos 18 anos entrou na Academia de Nassau, em Herbon. 1614 – Depois de passar um ano em Heidelberg, aos 22 anos, Comênio voltou à terra natal. Mas, não podia ordenar-se sacerdote antes dos 24 anos, ocupou o posto de professor na escola Irmandade Moravia, em Prerau. 1616 – Publicou seu primeiro livro: Gramatica facilioris preacepta (Preceitos para uma gramática facilmente ensinada) 1618 – Foi chamado para ser pastor de Fulneck no mesmo ano em que eclodiu a Guerra dos Trinta Anos. A partir de então, os anos que seguiam foram cheios de problemas, tanto para ele quanto para a Igreja à qual pertencia.
1628 – Comênio e a Irmandade foram levados a um exílio perpétuo na Polônia, onde passou os 14 anos seguintes. No entanto, apesar das adversidades, ele nunca abandonou inteiramente seus estudos educacionais. Na Polônia, viu-se obrigado a se dedicar ao ensino e, enquanto organizava o ginásio de Lissa, teve a oportunidade de colocar em prática suas idéias. 1630 – Conclui a redação de sua Didática Tcheca, iniciada em 1627. 1631 – Publicou em Leszno Janua Linguarum Reserata (Porta Aberta das Línguas). Tratava-se de uma enciclopédia simplificada sobre uma ampla variedade de temas – ao todo 98 – começando pela origem da Terra e, terminando com uma seção sobre os anjos. 1632 – Comênio foi eleito bispo da Unidade dos Irmãos; a partir de 1636, reitor das escolas dos Irmãos em Leszno. 1638 – Conclui a Didática Magna (tradução latina da Didática Tcheca). 1641 a 1650 – fez viagens com a finalidade de implantar reformas educacionais – Inglaterra, Holanda, Suécia, Hungria. 1654 – Retorno a Leszno. 1656 – Católicos incendeiam Leszno e Comênio perde seus pertences, inclusive sua biblioteca. Vai, então, para Amsterdã onde continua escrevendo livros importantes. 1658 – Publicou Orbis sensualium pictus (“O mundo em imagens”). Trata-se do primeiro texto ilustrado que aparece na Historia da Pedagogia. 1670 – 15 de novembro – morreu em Amsterdã aos 78 anos.
Ainda que a didática de Comênio traga elementos de ambas as fases, os mais decisivos se encontram, sem dúvida, no período que está nascendo. O ponto de partida são os religiosos e o medievo, mas o desenvolvimento e a concretização ordenam-se pelos princípios prospectivos da nova sociedade. Há um movimento nítido em seu pensamento que vai do velho ao novo mundo, do religioso ao laico, do pequeno ao grande, do ensino à educação, do nacional ao internacional, numa evolução gradativa que apreende aquele precioso momento da passagem de uma fase histórica à outra e o traduz para uma nova forma de ensinar. Essa direção contudo, não é linear, mas um misto de idas e vindas e dependências recíprocas.
|
Fonte: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/didatica/unidade1/enfoque2_comenio/vida_obra_comenio.htm
Vídeo: Didática no Ensino Superior – Unesp em Pauta
INTERDISCIPLINARIDADE: DIDÁTICA E PRÁTICA DE ENSINO
Ivani Catarina Arantes Fazenda
O presente artigo objetivou discutir sócio historicamente os termos Interdisciplinaridade, Prática de Ensino e Didática partindo da polissemia que os envolve, buscando em alguns de seus pesquisadores aspectos contidos na diversidade cultural que envolvem definições múltiplas, conceitos variados e resultados aferidos a partir das configurações assumidas quando tratamos da questão formação de professores seja na Didática e ou na Prática de Ensino.
Texto completo: 22623-58176-1-SM
Fonte: http://revistas.pucsp.br/index.php/interdisciplinaridade/article/view/22623/16405
Invertendo a sala de aula invertida
por Mariana Fonseca e Patrícia Gomes 14 de agosto de 2013
Desde que Salman Khan colocou suas videoaulas pelo YouTube e se tornou um professor assistido mais de 280 milhões de vezes, a metodologia da sala de aula invertida tem se tornado cada vez mais popular. Afinal, podia ser uma boa ideia oferecer aos alunos recursos para que tivessem contato com a teoria primeiro, de casa, e deixar para a escola os momentos de discussão e de aprendizado mais profundo. Uma pesquisa realizada na Faculdade de Educação de Stanford, no entanto, mostra que a experiência educativa pode ser muito mais efetiva se, em vez de aprender de casa, o primeiro contato com determinada disciplina pode ocorrer a partir de atividades práticas, com experiência e investigação. É a reinversão da sala de aula invertida – ou, em inglês, “flip the flipped classroom”.
“Quando se tem uma intuição na educação, é preciso fazer uma pesquisa antes de defendê-la. Foi isso que fizemos com a sala de aula invertida. Ela é uma boa ideia, mas com mais uma inversão no início do processo, ela pode ficar melhor”, disse hoje o brasileiro Paulo Blikstein, professor assistente de Stanford, durante o seminário Estratégias para superar as desigualdades educacionais brasileiras, promovido pela Fundação Lemann. Blikstein é um dos responsáveis pela pesquisa, junto de seu aluno de doutorado Bertrand Schneider.
O recém-lançado estudo Preparing for Future Learning with a Tangible User Interface: The Case of Neuroscience (Preparando-se para a aprendizagem futura com uma interface tangível para o usuário: O caso da neurociência, em livre tradução) mostra que o aprendizado iniciado com a prática pode ser 25% maior do aquele que começa com conceitos abstratos.
Participaram do estudo 28 alunos de graduação, nenhum dos quais tinha tido aula de neurociência anteriormente. Eles foram divididos em dois grupos: metade foi submetido à metodologia da sala de aula invertida e metade ao método que reinverte a sala de aula. No início, todos fizeram um teste sobre conhecimentos de neurociência. Na sequência, o primeiro grupo leu sobre o assunto, enquanto o segundo teve contato com uma ferramenta digital interativa chamada Brain Explorer, que mostra como o cérebro humano processa imagens. No fim dessa etapa, os alunos fizeram uma prova e os que tiveram acesso à atividade exploratória obtiveram nota 30% superior à dos colegas que leram sobre o assunto.
Os grupos, então, trocaram de atividade. Os que tinham lido puderam manipular o Brain Explorer e os que haviam trabalhado com a ferramenta foram ler sobre o assunto. Quando um novo teste foi aplicado, o grupo que tinha sido introduzido ao assunto com uma proposta “mão na massa” voltou a ter nota maior, dessa vez 25% superior do que os outros colegas. Para tirar a prova dos nove, os pesquisadores fizeram todo o experimento novamente usando videoaulas em vez de textos e o resultado foi similar.
De acordo com Blikstein, o estudo não testou grupos de idades diferentes e em assuntos variados. No entanto, ao considerar experimentações semelhantes que chegaram à conclusão parecida, a pesquisa mostra um “forte indício” de que a prática antes da teoria tem um efeito melhor no aprendizado. “O que defendemos é a difusão do aprendizado por projeto, a oportunidade de aprender com mão na massa, de explorar um problema”, afirma o brasileiro, que comanda os FabLabs, um programa que leva laboratórios de ciência de ponta a escolas e permite que os alunos aprendam fazendo as mais diferentes disciplinas – o chamado aprendizado baseado em projeto. “Nós estamos mostrando que experiência, investigação e resolução de problemas não são apenas ‘coisas legais’ de se ter em sala de aula. São mecanismos de aprendizado poderosos que melhoram a performance dos alunos todas as vezes que medimos”, afirmou ele.
Em um editorial assinado no The Stanford Daily, Blikstein e outros dois colegas de pesquisa, Bertrand Schneider e Roy Pea, defendem que o uso de tecnologias educacionais ajuda a oferecer melhores oportunidades de aprendizado aos alunos. “Esses resultados invertem o modelo de sala de aula invertida. Eles sugerem que os estudantes estão mais bem preparados para entender e apreciar a elegância de uma teoria ou de um princípio quando exploram inicialmente a questão por eles mesmos. Novas tecnologias, particularmente ferramentas e interfaces tangíveis, servem bem a esse propósito”, disseram.
No texto, o trio defende a sala de aula invertida, mas faz um alerta: é preciso atentar para a forma como ela é usada. “Com esse estudo, estamos mostrando que a pesquisa em educação é importante porque, às vezes, nossas intuições sobre ‘o que funciona’ estão erradas. A sala de aula invertida vai na direção certa: precisamos de menos aulas expositivas e mais experiências práticas. No entanto, ao não prestar atenção a pesquisas, estamos usando o que é uma boa ideia de um jeito errado.” E concluem com uma alfinetada: “pesquisa em educação é vital para melhorar nossas escolas. Intuição é bom, mas ciência é melhor”.
Fonte: http://porvir.org/invertendo-sala-de-aula-invertida/
METODOLOGIAS ATIVAS
Aprendizagem Baseada em Projeto
Material desenvolvido pelo Núcleo de Práticas Pedagógicas ESPM
Disponível em: https://docplayer.com.br/11383171-Metodologias-ativas-aprendizagem-baseada-em-projeto-material-desenvolvido-pelo-nucleo-de-praticas-pedagogicas.html
Fonte: n/a
AS METODOLOGIAS ATIVAS E A PROMOÇÃO DA AUTONOMIA DE ESTUDANTES
Neusi Aparecida Navas Berbel
Com este artigo, registra-se uma reflexão respaldada na literatura, tomando como interface estudos voltados para a promoção da autonomia de alunos e o potencial da área pedagógica, com o uso de metodologias ativas, para a obtenção de resultados na mesma direção. O objetivo maior da elaboração do texto é o de, ao identificar pontos de convergência entre essas duas linhas de estudos, compartilhá-los com educadores e seus formadores, provocando uma reflexão crítica e possíveis experimentos, no sentido de ampliar registros e discussões com vistas à qualidade do ensino. São exemplificadas alternativas metodológicas com suas características essenciais, com ênfase na metodologia da problematização com o arco de Maguerez, pelo potencial de levar alunos a aprendizagens para a autonomia, assim como estudos que a utilizaram.
Texto completo: Artigo Berbel 2011 metodologias ativas Ed superior
Fonte: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/10326/0
METODOLOGIA DE PROJETOS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORAS/ES: CONTRIBUTOS PARA A APRENDIZAGEM DE CONHECIMENTOS E HABILIDADES REQUERIDAS NA ATUAÇÃO DE EDUCADORAS/ES COMPROMETIDAS/OS COM AS QUESTÕES AMBIENTAIS
Denise de Freitas
Haydée Torres de Oliveira
Vânia Gomes Zuin
Neste artigo exploramos uma experiência pedagógica de formação ambiental em nível universitário, representada pela disciplina Ensino e Pesquisa em Educação Ambiental, ofertada aos estudantes dos cursos de licenciatura, que, entre outros princípios, se centra na metodologia de trabalhos de projetos. Buscamos interpretar em que medida essa pedagogia de projetos tem-se constituído como uma ferramenta intelectual importante na construção de conhecimentos, habilidades e valores que venham a concretizar uma formação ambiental pautada nos princípios pedagógicos que temos adotado quando propomos e experimentamos inovar na estrutura e dinâmica de uma disciplina com propósito de cooperar para a ambientalização do currículo de formação de professores. Para a interpretação dos resultados pautamo-nos nos componentes teórico-metodológicos de um modelo de ambientalização curricular de cursos superiores definido pela Rede ACES (Oliveira & Freitas, 2003 e 2004) que temos adotado em nossas intervenções de ensino e de pesquisa, bem como nos trabalhos de Perrenoud (2003) e Boutinet (1990) que tratam da aprendizagem por meio de projetos, por ajudar-nos a responder, que competências e conhecimentos foram por ele desenvolvidos? Em linhas gerais foi possível observar que a pedagogia por projetos, com todos os seus desafios, tem possibilitado ganhos significativos de natureza cognitiva e afetiva para todos os envolvidos na experiência formativa.
Texto completo: artigo Freitas Oliveira Zuin metodologia de projetos na Ufscar
Fonte: www.ufscar.br/ciecultura/denise/evento_1.pdf
INTERDISCIPLINARIDADE, MÚSICA E EDUCAÇÃO MUSICAL
Rita de Cássia Fucci Amato
Este artigo apresenta algumas reflexões sobre as possibilidades de exploração das inter-relações entre saberes e práticas musicais e de outras áreas. Para tanto, elucida inicialmente alguns termos congêneres que identificam modalidades e abordagens de pesquisa baseadas no relacionamento entre diferentes campos do conhecimento, tais como interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, transdisciplinaridade, pluridisciplinaridade e multirreferencialidade. A seguir são apresentadas algumas possibilidades de explorações interdisciplinares envolvendo a música e a educação musical. O estudo é realizado com base
em uma revisão de literatura envolvendo áreas como música, educação musical, educação, sociologia, gestão e ciências da saúde, além da filosofia, da teoria do conhecimento e da epistemologia. Conclui-se apontando reais caminhos de integração interdisciplinar na música e na educação musical.
Texto completo: artigo interdisciplinaridade musica edmus Amato RevOpus16n1-2010
Fonte: https://www.anppom.com.br/revista/index.php/opus/article/download/224/203