Como ajudar alguém que sofre de Síndrome do Pânico/Ansiedade

Fonte: https://pt.aleteia.org/2017/03/15/como-ajudar-alguem-que-sofre-de-sindrome-do-panicoansiedade/

Compartilhado originalmente em 02/04/2017


Fonte da imagem: Wikihow

Aqui você encontrará algumas dicas básicas e essenciais para entender melhor esse problema e saber até que ponto e de que maneira ajudar

A síndrome do pânico não é frescura, bobagem ou loucura. Nunca diga a uma pessoa que apresenta sintomas de pânico que ela não tem nada demais ou que é fraqueza dela. A síndrome do pânico é um problema real que deve ser levado a sério. É importante saber que a pessoa já sofre o bastante com os sintomas da doença, fazê-la se sentir fraca ou perturbada mentalmente é muito cruel e absolutamente desnecessário. A pessoa não é fraca nem covarde, apenas está doente e precisa de ajuda.

Não exerça nenhum tipo de pressão

Se uma pessoa com esse problema diz que não tem condições de fazer algo é porque realmente não tem. A síndrome do pânico não impede o paciente de perceber suas limitações com relação à doença. Não fique insistindo pra ela sair ou desencanar; acredite, ela quer muito isso, mas não está em condições de enfrentar algumas situações sem ter uma crise ou mal-estar. Tenha muita calma.

Evite formas de incentivo grosseiras ou agressivas

Evite tentar incentivá-la “dando um empurrãozinho” ou um “chacoalhão”, esperando que assim ela reaja. A pessoa está certamente muito sensibilizada e esse tipo de incentivo pode soar como uma agressão para ela, pois certamente se sentirá fraca diante dos outros. Gritar ou dizer certas coisas em tom muito entusiástico para provocar uma reação pode atrapalhar mais do que ajudar.

Evite contar histórias trágicas ou de enfermidades para quem tem esse problema

Em geral, durante o período de crises, a pessoa fica muito suscetível a incorporar sintomas às suas crises, tem medo de ter a mesma doença que ouviu falar ou de sofrer um acidente como “aquele que aconteceu com a vizinha…”

Mantenha a calma durante as crises

Embora seja difícil, procure manter a calma se a pessoa tiver uma crise. Se você não se abalar , mostrar que está por perto para ajudá-la e conseguir acalmá-la, dar segurança, dificilmente ela terá outra crise perto de você. Se você se envolver no desespero do paciente, dificilmente poderá ajudá-lo. As crises podem demorar um pouco, mas elas passam.

Evite tratar quem tem o problema como um coitadinho

Qualquer ser humano se sente inferiorizado quando sentem pena dele. Cuide da pessoa com confiança em sua recuperação e não como se ela fosse uma vítima das circunstâncias.

Jamais indique medicamentos por conta própria ou por experiências de terceiros

Deve-se sempre consultar um psiquiatra para saber qual o tratamento mais indicado para cada caso.

Seja paciente com a pessoa e consigo mesmo

É preciso ter muita paciência e não é nada fácil entender o que se passa nessa situação. Por isso, se você se sentir impotente ou incapaz de entender e ajudar, saiba que isso é bastante comum. Você jamais deve se sentir um inútil por não poder resolver o problema. A melhor ajuda que você pode dar é manter a calma e confiar muito na recuperação da pessoa, mostrando sempre que você está ali para apoiá-la. Se for necessário, procure um dos grupos de ajuda. Eles também podem ajudar as famílias dos pacientes e dar maiores informações sobre a doença.

(Via Psiconlinews. Fonte: Sindromedopanicorenasca)

 

Metodologia prática para educação infantil (2)

Originalmente publicado em março de 2018.

Qual é a origem da logomarca Bluetooth?

Publicado originalmente em 09/10/2020

O símbolo do Bluetooth é a junção de duas runas associadas às iniciais do rei.

O Bluetooth hoje é muito utilizado para conectar no som do carro. Mas você lembra como é o símbolo dessa ferramenta? Sabe a origem da logomarca do Bluetooth?

Bluetooth é o nome de uma tecnologia sem fio que podemos usar todos os dias, sem saber que, na verdade, é uma homenagem a um Rei Viking.

No Século X, Harald Blatand, o Dente Azul (Blue Tooth), foi um Rei Viking, conhecido pelos seus dentes escuros, de cor azul, sendo que, sua maior conquista foi a unificação das tribos rivais da Dinamarca e Noruega sob um mesmo reino.

Quando as empresas de eletrônicos, Intel, Ericsson e Nokia, se uniram para criar um padrão de conexão sem fio, escolheram o nome “Dente Azul”.

O Bluetooth une dois dispositivos móveis de forma paralela, assim como, o Rei Viking Harald conseguiu unir a Dinamarca e Noruega.

 

”Cancelando” palavras de etimologia escravista

Fonte: Nomes Científicos – 17/11/2020 (texto adaptado)

Pensando unicamente no bem de todos e felicidade geral da nação, vários grupos e empresas estão propondo o fim do uso de palavras e expressões que teriam origem escravista. O Boticário deixou de usar ”Black Friday” e passou a denominar sua temporada de descontos como ”Beauty Week”. O grupo Etna de móveis e decoração baniu o criado-mudo de seu catálogo e agora só vende mesas de cabeceira. O Firefox trocou ”senha mestra” para ”senha principal”, pois, segundo o próprio, ”mestra” remete à relação ”mestre-escravo”. A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal recomenda que não se diga ”feito nas coxas”, pois essa expressão teria surgido na época em que as telhas eram moldadas nas coxas dos escravos e, por isso, ficavam irregulares.

Entendendo que quem compra um criado-mudo feito nas coxas numa ”Black Friday” é um baita de um insensível desalmado, apresento aqui mais algumas palavras que também precisam ser canceladas‘ para que o mundo seja um lugar melhor. Mas ao contrário das quatro censuras do parágrafo anterior, estas não são pseudo-etimologias:

▪️ Boticário: Vem do latim ”appothecarius”. Na Roma Antiga, era o escravo encarregado do armazém ou da adega (”apotheca”).

▪️ Doula: Nem pense em contratar uma doula para o parto do seu filho. O nome vem do grego antigo ”doúla”, que significa ”escrava doméstica”. Você não quer que ele nasça à custa de uma herança subserviente dessas, né?

▪️ Emancipar: É de bom tom, depois, quando seu filho crescer, não pensar em emancipá-lo, pois emancipar vem do latim ”emancipare”, que significa ”libertar”. A emancipação (”emancipatio”) era a alforria de um escravo (”mancipium”). Que pai gostaria de passar uma impressão dessas?

▪️ Nomenclador: Qualquer cientista que tenha dado nome a alguma espécie ou que se dedique ao estudo da Nomenclatura é um nomenclador. O problema é que nomenclador (”nomenclator”, em latim) era o escravo que lembrava ao senhor o nome daqueles que o procuravam ou com os quais cruzava nas ruas. (Vixi, estou ferrado!)

▪️ Ferrado: Na antigüidade, estar ferrado (”ferratus”, em latim) era, basicamente, a condição do escravo que ficava preso com correntes e grilhões de ferro.

▪️ Monitor: Do latim ”monitor”, era outro escravo da antigüidade que vigiava (monitorava) o trabalho dos demais. Por isso, nem pense em ligar o monitor de seu PC ou pleitear uma bolsa de monitoria lá na faculdade.

▪️ Liturgia: Também na Idade Antiga, havia o ”leitourgós” (em grego antigo) ou ”liturgus” (em latim), que era um escravo pertencente ao Estado. O liturgo cuidava de afazeres de interesse público. Foi daí que apareceu a liturgia, na Igreja, como sendo um serviço oferecido às pessoas.

▪️ Noviço: O escravo bárbaro recém-capturado era chamado de ”novitius” na Roma Antiga. Infelizmente, então, teremos de cancelar ”O noviço rebelde” (1997), de Renato Aragão, um clássico da filmografia brasileira.

▪️ Servidor: Essa não tem nem como negar. Vem do latim ”servus”, que significa ”servo”, ”escravo”. Partindo de ”servus”, já podemos censurar também serviço, servente, o verbo servir e o restaurante self-service (que seria o auto-escravo). O servidor público seria então mero reflexo daquele liturgo, o escravo do Estado.

▪️ Ministro: O poeta romano Virgílio (séc. I AEC.) já falava de ”minister” referindo-se aos ”servos e escravos”. O latim ”minister” vem de ”minus” (menos), pela idéia de inferioridade. Na mesma época, o filósofo Cícero citava o ”minister dei” (ministro de deus) como alguém servo de uma divindade. No século II, o teólogo Justino registrava o ”regis minister” (ministro do rei), pessoa que assessorava o grande chefe. Pronto! Já não quero mais ministrar aulas.

▪️ Pedagogo: Por falar em dar aulas, a Pedagogia é outra palavra que já pode ser rifada. É que, originalmente, pedagogo (”paidagogós”, em grego antigo) era o escravo que conduzia as crianças à escola. Se o pedagogo for um servidor público, então…

Bom, a lista seria ser maior, mas, para um texto de rede social, está bom. Já apresentei muitas palavras que podem ser varridas do nosso vernáculo. Aliás, vernáculo também tem de cair fora, pois vem do latim ”vernaculus” (escravo nascido na casa do amo, ou nascido no mesmo país).

Chega de ironia por hoje. Tchau!

(Ah, tchau vem do italiano ”ciao”, derivada do veneziano ”sciàvo”, que significa ”escravo”. A expressão ”sciàvo vostro” – ”sou seu escravo” – tinha o mesmo peso de dizer ”estou às suas ordens”.)

Fonte: Dicionário Houaiss, 2009.

Curiosidades sobre a família real brasileira.

Um apanhado de curiosidades sobre a família real Brasileira.

— Santos Dumont almoçava três vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.

— A idéia do Cristo na montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel.

— A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os imóveis da família.

— D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.

— D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo em que 17 era fluente.

— A primeira tradução do clássico árabe ”Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

— D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.

— D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.

— Princesa Isabel recebia com bastante freqüência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.

— Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.

— Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.

— D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.

— Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois ”Never!” bem enfáticos.

— Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica.

— Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.

Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

— A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

— (1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.

— (1860 – 1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.

— (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.

— (1850 – 1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.

— (1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.

— (1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.

— (1860 – 1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

— (1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do mundo, com mais de 26 mil km.

— A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador.

— ”Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros” conta o historiador José Murilo de Carvalho.

— Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. ”Imprensa se combate com imprensa”, dizia.

— O maestro e compositor Carlos Gomes, de ”O Guarani”, foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

— Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república, a guarda voltou a existir.

— Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

— A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

— D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

 

Fontes:

Biblioteca Nacional – RJ,

Instituto Moreira Salles – RJ,

Diário de Pedro II

Acervo Museu Imperial de Petrópolis – RJ,

Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – RJ

Fundação Getúlio Vargas

Museu Nacional – RJ (ou o que sobrou dele)

Bibliografia de José Murilo de Carvalho

 

 

Metodologia de conquista marxista: eliminação de opositores

Autor: João Corrêa Neves Junior — Janeiro 2021 (Texto adaptado)

O que muitos ainda não compreenderam sobre as ações perpetradas pelo establishment contra o bilionário feito presidente dos Estados Unidos é que elas não estão limitadas ao campo político. Assim como a máfia envia o leão-de-chácara para quebrar as pernas de um indivíduo que se recusa a participar do acordo imoral que caracteriza aquela relação coercitiva e corrupta, o que o establishment faz é mandar uma aviso a qualquer cidadão, rico ou pobre, que ouse ameaçar o status quo, o poder do estamento burocrático, dos classistas e dos crônicos-capitalistas: atente contra as elites dominantes e você terá sua vida, sua reputação, sua fonte de renda e seu status na ”polite society” categoricamente destruídos.

Por que um impeachment a cinco dias do fim do mandato, quanto o oponente já “perdeu” as eleições? Para tornar o presidente inelegível? Naturalmente. Para criminalizá-lo? Elementar. Mas, principalmente, porque para o establishment — hoje dominado pelas esquerdas —, assim como para a máfia ou para autoritários socialistas, é necessário quebrar as pernas do oponente, destruí-lo a ponto de que não seja capaz, jamais, de se reerguer. Essa mentalidade explica, por exemplo, a hedionda decisão dos Bolcheviques, após realizarem sua Revolução Sangrenta de 1917 e subjugar a Rússia, de juntar a família Imperial, os Romanov — pai, esposa, filhas, empregados e até mesmo os cachorros — e executarem todos brutalmente com tiros de espingarda e golpes de baionetas sobre as crianças rastejando pelo chão; queimar e se desfazer dos corpos de tal modo que os restos mortais da família só seriam finalmente encontrados quase cem anos depois, nos anos 2000.

Os que se acham donos do poder, nunca, jamais, em hipótese alguma dobrarão os joelhos para os comuns — ou quem quer que os represente — passivamente. Tudo o que existe de conquista política, social e econômica na história da humanidade se deu por meio de incalculável sacrifício, somados ao desenvolvimento intelectual e a razão moral e filosófica (graças ao Cristianismo e à Igreja Católica), à luta por direitos e por oportunidades, além de rios de sangue, montanhas de corpos e o heroísmo de alguns poucos que pela verdade entregaram suas vidas para que nós pudéssemos ser livres. Conquanto a prudência é sempre preferível, sendo essa uma das características que difere revolucionários e reacionários de conservadores, a escravidão, o despotismo e a tirania não devem ser jamais admitidos como ”velho normal” ou “novo normal”. Honremos o sacrifício de nossos antepassados.

Emancipe-se.

Fotografia: Tatiana e Anastasia Romanov, e o pequeno Ortipo, massacrados pelos Bolcheviques no ano de 1918.

Publicado originalmente em janeiro de 2021 – removido no Facebook

Espiritismo, Umbanda e Candomblé

Qual é (ou quais são) a(s) diferença(s) entre essas três religiões? O que têm em comum? Neste breve vídeo, Marina Nagel explica a correlação entre essas três religiões no Brasil.

Publicado originalmente em 25/03/2018.

Veja mais sobre ela em:
A melhor religião | Marina Nagel

O crescimento do criacionismo no Brasil – Parte 2

O CONFLITO CRIACIONISTA E EVOLUCIONISTA NO BRASIL
Formação científica insuficiente explica aceitação de ambas as interpretações entre estudantes e professores do ensino fundamental no país
Rogério F. de Souza
Sílvia Ponzoni
Cássia Thaís B. V. Zaia
Dimas A. M. Zaia

O avanço obtido pelo conhecimento científico é capaz de modificar as concepções de origem e evolução da vida na sociedade? A resposta a essa pergunta parece estar longe da que os homens de ciência gostariam. Um exemplo de que pouca coisa mudou em pleno século 21 é o duelo entre criacionistas e evolucionistas. Geralmente, a rejeição ao evolucionismo está relacionada a facções fundamentalistas existentes em diferentes religiões. Nas últimas décadas, em alguns países, grupos criacionistas vêm modificando suas estratégias a fim de conquistar novos adeptos ou simplesmente burlar questões  legais relacionadas ao ensino do criacionismo em sala de aula. Isso aconteceu por exemplo nos Estados Unidos, no início da década de 90, com o aparecimento do intelligent design (ID) (desenho inteligente).

Texto completo: SA2012b


Fonte: http://www.uel.br/laboratorios/lqp/pages/arquivos/Artigos%20PDF/SA2012b.pdf

4ª vez

Poucas pessoas no mundo podem se dizer perseguidas pelo próprio carma. Menos ainda podem dizer que suas cabeças são alvos para o fiofó de aves.

Orgulhosamente (ou não) até o presente momento fui alvo de 19 cacas de pombo. Fora o incontável número de vezes em que consegui escapar. Quantas pessoas podem contar tal fato? E não são cacas básicas, refiro-me a diarréias voadoras, em volume suficiente para crer em vacas aladas.

Recordo-me claramente da primeira caca. A primeira a gente nunca esquece. Estava a caminho da escola quando um urubu ungiu-me de bosta de cima a baixo. Isso mesmo: um urubu. Eu morava numa área muito suja e vários urubus se alimentavam por lá. E, como o que entra uma hora há de sair, ele resolveu aliviar-se em pleno vôo, tal como um hábil bombardeiro, intencionalmente mirando meu belo couro cabeludo. (Naquela época eu ainda tinha cabelo.)

Desde então meu cocuruto é perseguido pelos penosos. E isso não é paranóia, eu os vejo claramente voando em minha direção, deliberadamente desviando suas rotas, premeditando seus ataques, conspirando entre si, com o propósito explícito de sobrevoar meu quengo e untar-me com suas fedorentas excreções.

Isso me leva a usar constantemente chapéu. É muito difícil me verem na rua sem ele. O que não quer dizer muita coisa. A caca nº 16, por exemplo, ocorreu num ponto de ônibus. Saindo do treino de levantamento de peso, fui para o ponto e, como estava com calor, tirei o boné. Nesse exato instante tomei uma das mais violentas barrigadas voadoras. Até achei que era outro urubu, mas a bosta tinha um fedor característico diferente. Era um pombo mesmo, e aparentemente estava bastante entupido. Uma bondosa senhora emprestou-me seu lenço para eu me limpar e obviamente não o aceitou de volta.

Ele me perseguiu por um tempo. Tenho certeza absoluta de que era o mesmo pombo. Não confundiria aquele traseiro…

Já na caca nº 9 também dependi da boa vontade de estranhos. Não tão volumosa, mas tão fedida quanto, acertou-me no ponto final de outro ônibus. Sem ter como me limpar, roguei para o dono de uma lojinha se eu poderia usar o banheiro. Embora apenas para funcionários, ele apiedou-se de minha inusitada situação e permitiu que eu lavasse a cabeça na pia de lá.

Meu carma voador é motivo de hábitos incomuns, como sempre olhar para cima à procura de cagões, desviar-me de rolinhas e memorizar onde ficam os ninhos de aves da cidade (sim eu memorizei dezenas de áreas de risco e as classifiquei conforme índice defecatório).

Além de meu carma voador, tenho também meu carma terrestre: escadas. Minha kryptonita particular, escadarias são responsáveis pelos meus piores acidentes. Meus traumas psicológicos e físicos causados pelo meu fatídico relacionamento sexual com escadas (elas sempre me fodem) são por vezes impeditivos de ter uma vida razoavelmente normal.

Eu odeio escadas

As duas primeiras quedas foram na escola. Na primeira eu caí de frente e ralei muito bem ralados ambos os joelhos. Na segunda eu rolei feio. Estava saindo de uma aula com o Prof. Risovaldo quando tropiquei. Só que a Andréa estava bem na minha frente e, para me desviar dela, joguei meu peso para o lado. Como resultado, rolei alguns degraus e dei com a cabeça na parede. Levei alguns instantes para me recompor e levantar. Aparentemente sobrevivi, eu acho.

A terceira vez já contei, foi quando estourei o pé esquerdo, fiquei de gesso um tempão e agora tenho dificuldade (motora e psicológica) de descer escadas. Uma sacanagem: em nove meses se forma um ser humano completo; daí você vira adulto e não conserta mais…

E hoje, pela quarta vez, me arrebento na escada, desta vez na escada de casa. Gilmar a conhece e sabe que a escada do meu prédio foi matematicamente projetada pelo demônio. Ela existe com o único propósito de dificultar a minha vida. Não passa nenhuma mobília, lavá-la é um sofrimento e os bocéis são um convite ao estabacamento.

E foi o ocorrido: subindo nossa trombolhosa TV, meu chinelo prendeu no último bocel e ao chão fui. A TV amorteceu a queda segurando meu queixo e me envergando ao contrário.

Uma relaxante posição para ver TV

Cortei fundo meu dedo, quase à profundidade das veias e, tal como o infante Gautama, estou com o dedinho apontado para os céus. Este texto todo escrito com a mão direita em 50 vezes mais tempo do que o normal…

Dedões dos pés e joelhos roxos, uma mãe traumatizada, um dedo esfolado enfaixado e a coluna que ainda não havia se recuperado plenamente dizendo olá. Pelo menos a TV ainda liga (e está dando choque).

Daí minha mãe inventa que acha que esqueceu a mangueira do quintal aberta. E quem é o fodido que tem que ir lá ver? De gatinhas, gemendo de dor, desço para verificar. Estava fechada. Puta que pariu. E, gemendo de dor, subo para publicar mais esta anedota de minha vida.

Sério, o lado direito estava dolorido por conta de minha hérnia de disco, e agora o esquerdo o acompanha. Que fase… |:^/

ROUJIN Z | 老人Z

Uma alegoria sobre o modo como tratamos nossos idosos unida à ficção científica do problema da consciência artificial.

ROUJIN Z – Full Movie [HD] English Subs (1991) 老人Z | wawarushi