Ingratidão

Imagine que você nasceu em 1900.
Aos 14 anos, começou a Primeira Grande Guerra.
Aos 18 anos, ela termina com 22 milhões de mortos.
Logo após, uma pandemia, a Gripe Espanhola, mata 50 milhões de pessoas.
Você sobrevive.
Você tem 20 anos.
Então, aos 29 anos, você sobrevive a uma crise econômica mundial que começou com o colapso da Bolsa de Valores de Nova Iorque, causando inflação, desemprego e fome.
Aos 33 anos, o Partido Nacional Socialista Alemão chega ao poder.
Aos 39 anos, se inicia a Segunda Grande Guerra.
Aos 45 anos, ela termina com 85 milhões de mortos, 3% da humanidade à época.
Também começa a Guerra Fria, um estado não declarado de conflito por procuração, fundado em medos, incertezas, suspeitas e inseguranças.
Aos 52 anos, começa a Guerra da Coréia.
Aos 64 anos, começa a Guerra do Vietnã, que termina em seus 75 anos.
Você viu o homem inventar o avião aos 6 anos e chegar ao espaço aos 60 anos.
Você viu o socialismo chegar ao poder na Rússia aos 17 anos e cair aos 91 anos com mais de 60 milhões de mortos.
Você viu o socialismo chegar ao poder na China aos 49 anos e ocultar o real número de mortos, os massacres e o canibalismo.
Você viu a fissão nuclear ser descoberta aos 38 anos e ser usada como arma aos 45 anos.
Você viu nascer o disco de vinil, a fita cassete, o fax, os primeiros computadores.
Viu a televisão se tornar o centro do lar, a viu ganhar cores, controle remoto, se tornar digital.
Viu tecnologias se tornarem obsoletas em pouco tempo, viu o advento da rede de informações.
Viu computadores saírem de prédios inteiros para a palma da mão.

Quem nasceu de 1980 para cá não tem idéia de como a vida de seus avós e bisavós era difícil. Mas eles sobreviveram a diversas guerras e desastres. Quem nasceu de 2000 para cá acha que o fim do mundo é quando a entrega de uma compra da internet leva mais de 3 dias para chegar ou quando não consegue mais de 15 likes na foto do Facebook ou Instagram. Em 2020, vivemos confortavelmente, temos acesso a diferentes formas de entretenimento. Coisas que não existiam antes, como antibióticos, são tratadas com banalidade. Você, leitor, vive mais confortavelmente que um rei absolutista europeu.

O século XX mudou o mundo muito mais do que todos os outros juntos. Foi o mais sangrento e o mais inovador. E as novas gerações, vivendo as benesses conquistadas com esforço, não demonstram gratidão pelo que têm. Tomam a liberdade por garantida, vivem imaturamente, dispensam limites e responsabilidades.

Será que se eles soubessem que o futuro seria assim, teriam lutado por ele?

Eles morreram para que fôssemos livres, não para gente imatura ”se sentir ofendida”.

Veja também: A geração que baixou o QI

Veja também: Gosto se discute, sim.

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Mensagem nº 355

A felicidade é uma habilidade que se desenvolve por meio das escolhas que fazemos em nossas vidas e por meio de como lidamos com o mundo ao nosso redor. É um hábito, não um estado de espírito.

Todos os ateus são pessoas más?

1ª Parte

— Você acredita em Deus?
— O que você quer dizer com isso?
— Como assim?
— Em nossa sociedade, essa pergunta pode assumir três contextos:
saber se fulano acredita na existência de divindades;
saber se fulano acredita na existência de um deus único criador;
ou saber se fulano é cristão.

E, se partindo dessa simples pergunta, a maioria esmagadora de interlocutores não entende a multiplicidade de interpretações, como esperar que possam debater racionalmente um tema tão subjetivo? Embora tenha interesse pessoal em Filosofia da Religião, minha formação se deu em Filosofia Política e Militar. Nunca tive a oportunidade de discutir religião de forma saudável e construtiva. Optei, então, por estudar por conta própria e jamais discutir o assunto. Vamos à minha história.

— Quero saber se você é cristão?
— Não, não sou…
— Então você é ateu e todo ateu é uma pessoa ruim.

Não me recordo exatamente como se deu, mas desde que eu era bem pequeno eu tinha uma certa repulsa quanto à religiosidade cristã. Criado em família católica e estudante de colégios católicos, sempre achava as missas algo muito estranho: rituais que eu não entendia, palavras que eu não conhecia, e uma artificialidade que eu sentia (muito bem). O ambiente me desagradava, a sensação era ruim. Aquele lugar e aquelas coisas não pareciam estar certos para mim.

Eu fazia perguntas que ninguém sabia me responder. Como é esse Deus? Por que tanta cerimônia? Por que tanto medo? Eu via as pessoas rezando, pedindo coisas e com medo de serem punidas. Nada daquilo fazia sentido para mim. Mas me diziam que a gente ia para o céu depois que morremos. ”— E porque a gente não morre logo?“. Sorrisos amarelos e nenhuma resposta.

Eu nunca acreditei verdadeiramente naquelas coisas, mas seguia os rituais e rezava de vez em quando. Devia ter Tinha por volta de 6 ou 7 anos, não mais do que isso. (mamãe confirmou!) Tínhamos uma cadelinha, a Lilica, que havia se acidentado há pouco. Lembro claramente do episódio do acidente, mas não me recordo do relato a seguir. Minha mãe disse que nessa época eu perguntei para o padre se as almas dos cachorros também vão para o céu e ele teria me respondido que os cachorros não têm alma.

Nesse dia eu repudiei completamente a Igreja Católica e o Cristianismo de forma geral. Aos sete seis anos (? mamãe confirmou!), declarei-me ateu. Minha família demorou a entender. Nem meus avós, nem meus tios, nem minha mãe reagiram bem. Meu pai não se importou muito. Quando eu recusei fazer a primeira comunhão foi um escândalo familiar. Por anos tive de enfrentar a pressão familiar e somente por pura teimosia consegui me manter firme. “— Eu não acredito nessas coisas. Por que eu tenho que mentir só para agradar vocês?“.

— O fantasma de São Francisco de Paula vai bater em você.
— Isso não é coisa de católico.
— Não estou muito católico hoje. (quando estava doente)
— Você tem que respeitar a Virgem Maria.
— Deus está vendo tudo isso.

O desapontamento de minha avó mais as insinuações de meus tios alimentaram minha repulsa contra o Cristianismo. Meus primos paternos diziam que eu não era ateu, mas ”à toa”. Do lado materno, não ser católico era sinônimo de ser ruim. E na escola era exatamente igual: nunca sofri intolerância, mas incompreensão. Os colegas achavam estranho, mas não discutiam muito. Os professores nada de mais falavam: ética profissional. Mas os pais dos alunos que por vezes eu encontrava eram bastante incisivos. Em suma, eu era o pária que mais se destacava. O ”do contra”. Faziam perguntas para mim, questionando meu ateísmo, para as quais eu ficava sem respostas. Isso me levou a estudar religião, a interessar-me por religião, a estudar a lógica e os argumentos religiosos e contra-religiosos. Cresci e continuei não acreditando no Cristianismo, só que agora eu tenho as respostas para as perguntas que me faziam quando eu era pequeno.

Como a toda ação se põe contra uma reação, durante décadas fui o que hoje chamo de ”ateu afetado”. Não contente em apenas repudiar a fé alheia, também passei a fazer todo tipo de chacota, grosseiramente interpelando cristãos caso me sentisse importunado. Reconheço que fui bastante ofensivo e que estava errado ao agir assim. Levou bastante tempo para eu amadurecer e aprender a respeitar a fé das outras pessoas, a colocar-me no lugar delas e compreender seus sentimentos, a entender o motivo pelo qual me tratavam daquela forma. Levou tempo para eu ver que nem tudo na religião cristã é ruim. Que embora muitos dos seus seguidores não sigam os mandamentos da própria fé, parte dos argumentos e instruções apresentadas podem sim ensinar uma forma justa de viver. Hoje já estou em paz com o Cristianismo. Porém alguns cristãos não estão em paz comigo ou com os ateus de forma geral.

O texto de hoje teve como inspiração mais um pastor evangélico fanático que em sua pregação instila em sua congregação preconceito contra os ateus, imputando-lhes crimes contra a humanidade e a pecha de serem inerentemente maus. Eu acreditei que havia superado essa questão: sempre que escuto tais preconceitos, simplesmente olho para o outro lado. Porém desta vez ao escutar tamanhas difamações minha repulsa reaflorou e precisei fazer algo. Denunciei-o e aqui desabafo.


2ª Parte

The Heretic! (as originally told by Emo Philips) | JokeToons

O grande problema que vejo nas religiões abraâmicas é a auto-intitulação de serem ”detentoras da verdade”. Somente minha religião está certa, todas as demais estão erradas. Mais ainda, somente meu deus único é verdadeiro, todos os demais deuses únicos são falsos. Mais ainda, somente tais e tais escrituras são válidas, todas as demais são inválidas. Mais ainda, somente determinada intepretação é correta, todas as demais intepretações são errôneas. Assim, as religiões abraâmicas têm por natureza fundamental separar as pessoas entre crentes e não crentes. Entre ”salvos e ”não salvos”. Entre certos e errados. Entre nós, os ”bons”, e todos os outros, os ”maus”. “Esses que não acreditam em nossa fé são os ateus/gentios/infiéis. Todos eles são maus, perigosos e capazes das piores atrocidades. Não têm religião, não tem moral. Vão todos para o inferno.”

Uma das principais falácias que escuto de cristãos é a de que ”todas as religiões levam ao mesmo deus” (no caso, o deus em que eles acreditam). Dessa afirmação eu depreendo algumas coisas. A primeira é que demonstram total ignorância específica acerca das demais religiões do mundo. Não sabem ou não compreendem que sua religião não é a única manifestação possível de fé. Também não entendem que a humanidade cultuou e cultua muitos deuses, muitas entidades, e que a questão acerca do sobrenatural não é exclusiva de sua cultura.

Do grande deus dragão Quetzacoatl, aos deuses irmãos Izanagi e Izanami. Nos nove mundos seguros pela grande Yggdrasill, Thor, filho de Odin, este filho de Börr, este filho Búri, este criado por Ymir, a vaca primordial mãe de todos os Aesir. Oxum, Xangô e tantos orixás que foram pessoas como nós, mas diferentes dos santos, pois os orixás vieram do criador de todo o axé, Olorum. Urano desposou Gaia, que concebeu os titãs, donde vieram os deuses, dentre eles Zeus, Poseidon e Hades. Tupã e Iara, filhos de Nhanderuvuçu, controlam a natureza e protegem os homens. Brahma cria, Vishnu mantém, Shiva destrói… dependendo da tradição, pois Ganesha também faz parte da ”administração celeste”. Krishna fez milagres durante o grande Mahabharata, a hedionda guerra fratricida entre os Kaurava e os Pandava, e personificou-se como o universo, segundo o Baghavad Gita. Amon, Osíris, Hathor, Ptah, Anúbis vivem conforme as cheias do Nilo. Cada Xamã, cada Pajé, cada Alquimista que viveu neste mundo teve sua fé, sua crença, sua história.

Afirmar que somente você está certo e que todos os outros estão errados é muitos mais do que egocentrismo aos meus olhos: é arrogância. Acreditar que faz parte de um povo escolhido? Delusão de prepotência.

Se você, leitor, for cristão, e chegou até aqui, deve estar se perguntando o que eu penso sobre o Cristianismo, sobre os milagres, sobre Jesus? É fácil explicar: do mesmo modo que você considera que os deuses acima são mitologias, para mim, as escrituras bíblicas também são mitológicas. São tão críveis e verossímeis como as façanhas de Héracles (ou Hércules, se quiser usar o nome romano).

Moisés abriu o mar vermelho com seu cajado, tanto quanto Héracles abriu o Estreito de Gibraltar com a força de seus braços. Noé construiu a arca, tanto como Héracles navegou com os Argonautas atrás do Velocino de Ouro. Davi matou o gigante Golias, o Filisteu, tal como Héracles matou Gerião, o gigante de três cabeças. Jesus tornou água em vinho, tal como Héracles limpou os estábulos de Áugias, desviando o curso de dois rios. E quanto a trazer de volta os mortos? Bem, nesse caso Héracles não fez nada. Mas Krishna trouxe de volta à vida várias pessoas, incluindo os seis filhos de Devaki e Vasudeva. Attis (Grécia) e Mithra (Pérsia) também ressuscitaram ao 3º dia.

O que torna uma história verdadeira e a outra falsa? Por que acreditar que uma é verídica e a outra fantasiosa? Por não acreditar no Cristianismo, eu sou chamado ateu, embora eu mantenha minha mente aberta ao extraordinário e não negue o transcendental. (O termo técnico seria, portanto, agnóstico). Eu creio no mundo espiritual, ainda que eu não faça idéia de como ele funciona. E acredito que ninguém sabe ao certo como ele é, embora todo mundo goste de dar palpites… Eu, portanto, aprendo e apreendo o que há de bom de todas as religiões do mundo, mas não venero nenhum deus tampouco nenhum homem. É isso que me torna ateu aos olhos das congregações.

NOTA: ”Ateu” é uma alcunha dada por alguns religiosos para identificar quem não adora sua(s) divindade(s). Ou apóstata (que nome feio!) para quem deixou de acreditar. Ninguém se apresenta como ”não-futebolista” ou ”não-pianista” ou ”não-filatelista”, ou seja, ninguém se apresenta a partir do que não é.

A idéia de um deus único criador não faz sentido para mim. Também não acredito que ética e moralidade sejam derivadas de religiões, mas sim do reconhecimento do conceito transcendental de justiça. Acredito que devemos fazer o bem por ser o certo e não devemos fazer o mal por ser errado. Não espero recompensa por fazer o bem, nem evito o mal por temer punições. Acredito que isso é tão evidente por si mesmo que procurar agir bem por ”temor a deus” é em si uma falha de caráter.

Eu acredito que devemos deixar os deuses resolverem os assuntos divinos e cuidarmos nós dos assuntos mundanos. Se eles quisessem mudar o mundo, já o teriam feito. Cabe a nós resolvermos nossos próprios problemas (a maioria deles, criados por nós mesmos). Em lugar de olhar para o céu, olhe para o lado: você vai encontrar alguém que pode ajudar. Se cada um de nós ajudar um pouquinho, fazendo só a própria parte, podemos tornar este nosso próprio mundo no paraíso prometido.


3ª Parte

Há uma separação entre a vida pública e a vida privada dos indivíduos. O que é privado não é público, não concerne à sociedade (às outras pessoas). E dentre as coisas privadas, a religião é matéria de foro íntimo, isto é, é algo que diz respeito somente ao próprio indivíduo. É uma decisão subjetiva, emotiva, afetiva, intuitiva. Não é passível de argumentação racional, mas sim é um ”salto de fé”.

O proselitismo inerente às religiões/ideologias monoteístas abraâmicas é um caso sui generis na história das religiões. Enquanto cristãos, judeus e muçulmanos esforçam-se para converter outras pessoas à sua crença, budistas, hindus, animistas e xamanistas tão somente seguem sua fé, convidando quem quiser conhecê-la e pedindo que lhes deixem em paz. Não catequizam, nem proscrevem do seu meio quem não tem a mesma crença.

A intolerância religiosa, o fanatismo, essa falta de consideração com o coração do próximo é bastante comum entre os monoteístas. Querer impor algo tão pessoal a outrem é sintoma de pequenos proto-ditadores sem poder, pessoas que querem dominar o mundo, moldá-lo segundo sua própria vontade, escondendo-se covardemente atrás de seletas escrituras. E todo tolo que quer dominar o mundo tão somente quer forçar os outros a fazer o que ele mesmo não pode. São pessoas que não aceitam que o mundo não gira ao redor delas, que não são especiais, que não têm importância neste vasto universo. E que podem estar erradas.

Um dos mais importantes sutras (texto sagrado) dentro do budismo é o Sutra do Diamante, que abaixo segue. Além dele sugiro também considerar uma máxima do Hinduísmo: ”se quiseres apoio, apóia-te em ti mesmo”. Afinal, a prece vem do coração, e este nunca te faltará.

Kalama Sutra – O Sutra do Diamante (adaptado)

Tenha confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenha confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenha confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creia em algo simplesmente porque ouviu.
Não creia nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creia em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creia em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados.
Não creia no que imagina, pensando que um deus lhe inspirou.
Não creia em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.

Mas após contemplação e reflexão, quando perceber que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para você quanto para os outros, então o aceite e faça disto a base de sua vida.

Sidarta Gautama, príncipe dos Shakyas. Venceu todos os males do mundo e despertou para a verdade do universo: a morte não é o fim de tudo; a morte não é mais do que outra transformação.

Comunicação com crianças deficientes (cegas e surdas)

A comunicação verbal e o desenvolvimento da linguagem é uma das marcas fundamentais da espécie humana. Todo o raciocínio lógico é moldado conforme e segundo a linguagem aprendida. É, portanto, um grave problema a ser enfrentado pelos pais, deficiências que prejudiquem o aprendizado da linguagem pelas crianças. Crianças surdas precisam desde cedo aprender a se comunicar por meio de sinais básicos. Mas o que acontece quando uma criança é surda e cega?

Veja mais: Como a linguagem modela a maneira como nós pensamos?

Há muito tempo, foram desenvolvidos métodos para o ensino de linguagem para essas crianças. O método TADOMA permite que surdos-cegos possam aprender a compreender o que outra pessoa fala por meio do tato. Nesse método, a pessoa coloca a mão sobre o rosto do falante e por meio do tato reconhece as vibrações da fala. É possível que o surdo-cego aprenda a falar, reproduzindo em seu aparelho fonador as vibrações que sente, ainda que não escute propriamente a própria voz. É um método complicado, mas é uma alternativa válida para ensinar a criança a se comunicar. Esse método recebeu seu nome em homenagem às duas primeiras crianças que aprenderam a falar com ele, Tad e Oma.

Helen Keller & Anne Sullivan (1928 Newsreel Footage with Open Captions and Audio Description) | Described and Captioned Media Program

Helen Keller’s loss of vision and hearing in infancy made comprehension of the outside world next to impossible—or so it seemed. When teacher Anne Sullivan agreed to work with Keller, that world opened up, especially when Keller comprehended the function and purpose of language. Keller and Sullivan appear in this newsreel footage from 1928, in which Sullivan explains and then demonstrates the methodology used to teach Keller language, most elements of which are still used worldwide with students who are deaf-blind. This full-length version is brought to you by the Described and Captioned Media Program (www.dcmp.org) with the permission of the copyright holder, the University of South Carolina Newsreel Library (www.sc.edu/library/newsfilm/). It has been described for the blind and captioned for the deaf. To learn more about description and captioning, visit the following websites: http://www.dcmp.org/description and http://www.dcmp.org/captions.

Tradução:
A perda de visão e audição de Helen Keller na infância tornava a compreensão do mundo exterior quase impossível – ou assim parecia. Quando a professora Anne Sullivan concordou em trabalhar com Keller, esse mundo se abriu, especialmente quando Keller compreendeu a função e o propósito da linguagem. Keller e Sullivan aparecem neste noticiário de 1928, no qual Sullivan explica e, em seguida, demonstra a metodologia usada para ensinar linguagem a Keller, a maioria dos elementos da qual ainda é usada em todo o mundo com alunos surdo-cegos. Esta versão completa é fornecida a você pelo Programa de Mídia Descrita e Com Legendas (www.dcmp.org) com a permissão do detentor dos direitos autorais, a Biblioteca Newsreel da Universidade da Carolina do Sul (www.sc.edu/library/newsfilm/) . Foi descrito para cegos e legendado para surdos. Para saber mais sobre descrição e legenda, visite os seguintes sites: http://www.dcmp.org/description e http://www.dcmp.org/captions.


O caso de Helen Keller (1880-1968) é o mais famoso pelo impacto sociocultural que Helen teve após aprender a falar. Surda-cega desde os 19 meses de idade, foi aluna da professora deficiente Anne Sullivan (1866-1936), que por sua vez era parcialmente cega. Helen Keller tornou-se ativista política e palestrante internacional, foi a primeira surda-cega formada bacharel em Belas Artes da Universidade de Harvard. Publicou 12 livros e numerosos artigos. Teve uma vida plena e até um noivado secreto.

Sua vida é alvo de vários filmes e adaptações animadas. Quanto ao seu posicionamento político, é necessário considerar o contexto histórico em que sua trajetória se deu. Independentemente disso, ela é um exemplo de que, com o tratamento adequado, deficientes físicos podem se desenvolver intelectualmente de forma plena e contribuir normalmente para a sociedade.

Educação especializada para deficientes não é um ato de comiseração: é um direito natural que lhes assiste e um dever da sociedade. O desenvolvimento infantil possui etapas muito bem conhecidas e discriminadas. É importante que o tratamento comece o mais cedo possível para que a janela de tempo de cada fase de desenvolvimento seja respeitada.

A seguir, uma animação direcionada para crianças:

A História Animada de Helen Keller | Carlos Eduardo Vilela


Mais sobre o assunto:

A educação do surdo-cego – Diretrizes básicas para pessoas não especializadas
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Shirley Rodrigues Maia

Essa pesquisa consiste no levantamento das necessidades e dificuldades de famílias e de pessoas não especializadas para o atendimento da pessoa surdocega nas cidades de: Juiz de Fora (Minas Gerais), Dourados (Mato Grosso do Sul), Angra dos Reis (Rio de Janeiro), São José (Santa Catarina) e Alagoinhas (Bahia). Através de questionários e entrevistas foram coletados dados que permitiram arrolar os recursos básicos necessários para orientação de pais e de pessoas não especializadas para o atendimento à pessoa surdocega, e a disseminação de informações, implantações de serviços e formação continuada.

Palavras-chaves: surdocegueira, educação, surdocego, diretrizes básicas.

Acesso em: https://perkinsglobalcommunity.org/lac/wp-content/uploads/2021/02/A-Educacao-do-Surdocego-–-Diretrizes-Basicas-para-Pessoas-nao-Especializadas_autor-Maia-Shirley.pdf

 

 

Ferrorama! (2) Grandes projetos ferroviários do passado e do futuro.

Veja mais: Ferrorama! Documentários sobre a história das locomotivas. 

O primeiro vídeo mostra um projeto antigo (e hoje obsoleto) de gigantes e luxuosos trens de passageiros. O segundo trata dos futuros e rapidíssimos trens de levitação magnética e explica seu funcionamento.

The Insane Giant Nazi Railway – The Breitspurbahn | Found And Explained

O trem mais rápido já construído | A física completa disso | Lesics português

Quais são as diferenças entre o Hinduísmo e o Cristianismo?

Na tabela abaixo, seguem algumas comparações primárias e diferenças fundamentais entre o Hinduísmo e o Cristianismo.

Importante notar que o Espiritismo é uma autodenominada “doutrina filosófica e científica” avessa ao dogma e, portanto, não se enquadra na tabela abaixo. Podemos considerá-lo uma derivação do Cristianismo, tal como este a é do Judaísmo.

Ver também: Chico Xavier – Bibliografia completa

Ver também: Espiritismo, Umbanda e Candomblé

Ver também: Jesus e o Judaísmo

Ver também: O perigo do Islamismo no Brasil e no mundo – parte 1 (primeiro de série)

Ver também: O crescimento do criacionismo no Brasil – Parte 1 (1 de 2)

Hinduísmo

Cristianismo

Tempo

O Hinduísmo surgiu há 8.000 anos. É a mais antiga tradição religiosa ainda em prática. O Cristianismo surge com Jesus de Nazaré, a partir do Judaísmo, há pouco mais de 2.000 anos.

Seguidores

Pouco mais de 1 bilhão e 200 milhões. (16% da humanidade) Mais de 2 bilhões e 500 milhões. (31% da humanidade)

Fundador

O Hinduísmo não tem fundador. As escrituras são compilações de incontáveis sábios ao longo do tempo. Filosofia, Mitologia e História se mesclam com a vivência prática do dia-a-dia das pessoas. O Cristianismo foi fundado por Jesus e seus discípulos formaram sua primeira igreja. Após diversos concílios, um determinado conjunto de textos foi selecionado para ser considerado sacro. Parte provém da Torá (livros judaicos) e parte são os relatos de apóstolos selecionados. Os demais textos são considerados apócrifos.

Conceito

O Hinduísmo por si mesmo é um estado de espírito; uma forma de interpretar o homem, a vida e o universo; uma forma de viver. O Cristianismo é o culto ao Messias, o salvador da humanidade, que se dá ao se observar e seguir seus ensinamentos. Nasce como religião.

Princípio fundamental

O princípio fundamental do Hinduísmo é o bem-viver. O princípio fundamental do Cristianismo é a Trindade: O deus criador, Jeová, seu filho, Jesus de Nazaré, e o Espírito Santo.

Proposição

O Hinduísmo aproxima-se da máxima grega ”conhece-te a ti mesmo”. Os textos sagrados, as inúmeras divindades, o conhecimento popular e os diversos mestres são ferramentas nessa empreitada. O Cristianismo prega o culto à Trindade e a prática dos ensinamentos de Jesus Cristo. O estudo dos textos sagrados, os ritos e as proposições não-fundamentais variam conforme a ramificação eclesiástica.

Divindade

Depende da linhagem e não há consenso. Ateísmo, monoteísmo, politeísmo e panteísmo se mesclam. Não há um deus único. A Realidade Suprema é chamada Bhraman, ao que pode ou não ser atribuída uma personalidade. Deus é o criador e o governador de todas as coisas. Ele criou a humanidade conforme sua vontade à sua imagem e semelhança. Apesar da rebeldia dos homens, propôs repetidas alianças. Com a família de Noé, com Abraão e sua descendência, com Moisés e seu povo, e finalmente por meio de seu próprio filho, o Messias, que teve sua vida sacrificada e por seu sangue constituiu-se a última aliança e o meio de salvação dos homens.

Criação

No Hinduísmo, Bhraman (enquanto realidade) é desconhecido e não é adorado. O universo é constante e perpétua transformação. Tudo é Bhraman e emana de Bhraman. Não há dualidade. Não existe o conceito de criação. No Cristianismo há um deus criador, Jeová, com personalidade, livre-arbítrio e vontade, responsável pela existência de todas as coisas. Há uma separação clara entre criador e criatura, entre o transcendente e o imanente. E a conexão entre os dois é Jesus Cristo.

Sobre o homem

O Hinduísmo une a humanidade: independentemente se o seguidor é politeísta, monoteísta ou ateu, os hindus se consideram como uma grande comunidade. O Cristianismo, assim como as demais religiões abraâmicas, divide a humanidade entre crentes e não-crentes. Mesmo dentro do Cristianismo, há divisões internas entre igrejas e interpretações. Cada variante abraâmica admite somente uma única verdade.

Vida após a morte

Parte essencial do Hinduísmo é a crença na reencarnação, nas múltiplas vidas e em um universo cíclico, sem começo tampouco fim. Parte essencial do Cristianismo é a crença na única vida e na Ressurreição, isto é, na promessa de que o Messias ressuscitará os mortos no fim dos tempos.

Salvação /libertação

De acordo com o Hinduísmo, todos os seres atingirão a libertação. Segundo o Cristianismo, apenas algumas pessoas serão salvas, os seguidores de Jesus.

Pecado

No Hinduísmo, todas as pessoas nascem divinas. No Cristianismo, todas as pessoas nascem pecadoras.

Inferno

No Hinduísmo, há a crença em vários planos de existência, todos transitórios. Mesmo os desviados que renascem em mundos de sofrimento um dia escaparão, se purificarão e ascenderão a planos mais elevados. No Cristianismo, os pecadores são levados ao Inferno após a morte e não mais podem sair de lá. A punição pelos seus maus feitos é eterna.

Escatologia

Por sua natureza, o Hinduísmo não tem começo ou fim. O Cristianismo começa com o nascimento de Jesus e termina com seu retorno profetizado. Seus seguidores esperam o dia em que Jesus Cristo retornará e fundará um reino perpétuo onde seus seguidores estarão salvos.

Baseado em https://www.quora.com/Is-Hinduism-better-than-Christianity por Sivanandan Chetty, Mumbai, Maharashtra, Índia.

Jesus e o Judaísmo

JESUS E O JUDAÍSMO
Henry Sobel em Aquino, M. F. (Org) Jesus de Nazaré. Profeta da liberdade e da esperança. São Leopoldo: Editora Unisinos, 1999, pp. 89-104.

Confesso que hesitei antes de aceitar o convite da Editora Unisinos para escrever este artigo. Afinal, Jesus é a figura máxima da cristandade e tive receio de penetrar em seara alheia. Mas, pensando bem, a seara não é de todo alheia, como veremos em seguida. Mesmo assim, traço estas linhas com profunda humildade, pisando em ovos, ciente de que a relação entre Jesus e o Judaísmo é das mais delicadas.

Jesus era judeu, nascido de mãe judia. Foi circuncidado no oitavo dia, de acordo com a lei judaica (Lucas 2,21), e se considerava um judeu fiel às suas origens. Seus ensinamentos derivam das leis e das tradições judaicas com as quais Jesus se criou e que jamais negou. Ele era chamado de “rabino” (João 1,49; 9,2) e frequentava o Templo de Jerusalém, junto com seus discípulos. É uma pena que as divergências posteriores entre Igreja e Sinagoga tenham resultado num processo de obliteração das origens judaicas do cristianismo.

Texto completo: Jesus e o Judaísmo. Artigo de Henry Sobel – Instituto Humanitas Unisinos – IHU


Fonte: https://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/594732-jesus-e-o-judaismo-artigo-de-henry-sobel

Em tempo: como em tudo, qualquer ponto de vista contrário ao judaísmo, recebe automaticamente a alcunha de anti-semitismo. Mas é possível pescar informações sobre religião comparada nesse mar de vitimismo e lamentações…

Metodologia russa para resolução de divergências políticas

Os russos têm sua própria forma de resolver divergências políticas. Quando há rixas insolúveis entre os poderes constituídos em seu país, ela é resolvida de forma prática, simples e higiênica. Trazendo esse conhecimento para o Brasil, sugiro repensarmos quem é o verdadeiro poder moderador por estas terras.

O jeito russo de resolver divergências com o Congresso | Hoje no Mundo Militar

Em tempo: não tenho vínculos com o apresentador, tampouco aprovo, recomendo ou incentivo a aquisição de seus produtos e serviços.

Bandeira nacional

Publicado originalmente em 02/02/2017 (revisado, adaptado e ampliado em 02/02/2021)

Você sabia que as letras são escritas com a mesma cor verde-oliva?

Neste país de analfabetos funcionais, em que doutos apedeutas julgam o universo ao seu redor com a propriedade de magistrados da mais alta corte e a onisciência infalível de repórteres de TV, volta e meia a proposta para alteração do pavilhão nacional instiga os mais primitivos instintos cívico-tribais e falaciosa verborragia contra a ”evidente” afronta à pátria…

Veja mais: Discussão e debate no país dos analfabetos

Vamos com calma…

Embora a bandeira nacional seja símbolo do país, protegido pela Constituição Federal (que hoje é apenas um conjunto de rabiscos com meras sugestões), a apresentação em si da bandeira é objeto de lei ordinária. Basta o Congresso decidir e vai para a sanção presidencial. Como nosso Congresso Nacional aparenta não ter muito trabalho a fazer, tampouco palpite para dar, uma simples iniciativa deveria ser suficiente. Mas nem tudo nestas terras sul-americanas é como ”deveria” ser.

1º – a proposta é antiga;

Há muito tenta-se colocar a palavra ”amor” na bandeira. Há projetos de lei tramitando há décadas (e arquivados também) para tal fim. Essa proposta não é nova e não deveria surpreender. Mas, como se diz, o povo brasileiro não tem memória, tem apenas uma vaga lembrança.

2º – a proposta tem fundamento;

O lema desta República vem da frase ”Amor por princípio, ordem por base e progresso por fim.”, lema positivista. Gostem ou não, esta republiqueta foi fundada com base na ideologia positivista e até hoje a máquina pública é permeada por ela. Não se está criando nada novo, apenas completando a frase original.

3º – a proposta faz sentido.

Nosso país precisa mesmo de mais amor (fé, esperança e caridade — as três virtudes teologais — se considerarmos que é um país eminentemente cristão). Além do mais, os símbolos nacionais devem simbolizar (desculpe a redundância) a nação. E essa bandeira não simboliza o que almejamos para a nação: simboliza um país que não queremos mais, simboliza a burro-cracia que é esta República, simboliza nosso fracasso enquanto sociedade, simboliza a orgia pós 1988.

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Ora, essa nova versão com 27 estrelas (e vários erros astronômicos) foi legalizada em 1992. Já tivemos 9 constituições, a última mais remendada que as minhas meias! Não vejo mal algum em colocar um pouco mais de amor neste país. Talvez assim, mudar a bandeira deixe de ser um assunto mais importante do que sanear a cultura pervertida desta sociedade.

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