Desafios da avaliação – Parte 5

LUCKESI, C. L. Avaliação da Aprendizagem Escolar– estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2011.

(Observação: destaque para a Parte IV: Planejar, Executar e Avaliar – condições de sucesso na aprendizagem escolar – p. 121– 188.)

Disponível em: http://www.derita.com.br/antigo/comunicados_2013/anexo_255_avaliacao_da_aprendezagem_escolar.pdf

Atualização 08/08/2019:
Lamento, mas a fonte direta acima foi removida.

As outras fontes que encontrei possuem edições mais antigas. A 19º edição, tal como no link acima pode ser vista nas fontes abaixo, mas é necessário cadastramento…

Caso encontre uma versão com acesso direto, por favor, envie-me uma mensagem para eu acrescentar à lista abaixo.

 


Fonte: n/a

Dez fatos sobre Sun Wukong, o Rei Macaco

Editado em 28/08/2021: por algum motivo senti vontade de adaptar a tradução do vídeo abaixo.

10 Facts About Sun Wukong the Monkey King | ghostexorcist

 

Tradução:

Macaco de pedra, Belo Rei Macaco, Guardião dos Cavalos Celestiais, Grande Sábio igualando-se ao Paraíso, Peregrino, Vitorioso Buda Guerreiro. Sun Wukong é conhecido por muitos nomes.

Esse personagem muito amado é um marco da cultura popular moderna, aparecendo em inúmeros filmes, programas de televisão, videogames e outras mídias relacionadas. A adaptação mais famosa é, claro, Son Goku, da franquia Dragon Ball, mas ele é mais conhecido por suas aventuras no grande clássico chinês do século XVI, Jornada para o Oeste. Nesse vídeo, exploraremos dez fatos que até mesmo os super-fãs do romance podem não saber sobre a história do Rei Macaco. As referências de cada fato estão disponíveis na descrição. [copiadas abaixo desta transliteração]

Vamos começar?

Número 10, ele não é chinês

A província de Jiangsu na China é o lar do Parque Huaguoshan, uma atração turística popular anunciada como a casa do Rei Macaco, mas o romance descreve a Montanha de Frutas e Flores [lar do Rei Macaco] estando localizada em um vasto oceano na fronteira do pequeno país Aolai que fica a leste do continente Purvavideha oriental.

A geografia cósmica do budismo indiano apresenta esse continente [Purvavideha] ao leste, e também o continente Godaniya ao oeste, o continente Uttarakuru ao norte e o continente Jambudvipa ao sul, todos ao redor das quatro direções cardeais do monte Sumeru, uma montanha gigante que serve como o axis mundi do cosmos.

Cada continente é separado por um oceano, tornando muito difícil viajar entre eles. A dita geografia tradicionalmente associa o sul, Jambudvipa, à Índia ou ao mundo conhecido aos antigos povos do sul da Ásia. Mas o romance coloca a China dentro do continente sul e associa a Índia ao continente oeste, Godaniya. Isso significa que o lar dos macacos está localizado bem ao leste da China. [algo para além do Japão]

 

Número 9: seu sobrenome faz referência tanto a macacos, quanto à imortalidade taoísta

A tradução mais exata da palavra Husun é ”neto do bárbaro”. Essa palavra faz referência às tribos nômades que constantemente atormentavam a fronteira norte da China antiga. Os chineses acreditavam que essas pessoas eram menos do que humanas, com características animalescas. O termo Husun se refere ao Macaco Rhesus, uma espécie de macaco do velho mundo nativa da Ásia. Os chineses acreditavam que esse macaco também tinha qualidades animais e humanas.

É por isso que as palavras para ”bárbaro” e ”neto” incluem o radical ”animal”. A semelhança do Rei Macaco com esse macaco é destacada ao longo do romance. Por exemplo, as muitas características demoníacas usadas para descrever nosso herói são compartilhadas com o primata, incluindo um rosto peludo e ciumento com olhos de fogo, um nariz quebrado ou achatado, um bico em forma de boca com presas salientes, longas orelhas.

Após escolher o sobrenome do macaco, o mestre remove o radical ”animal” e fornece um ideograma completo para o personagem, dividindo-o em seus componentes individuais e associando-os a Zi e Xi. Zi significa ”menino” e Xi significa ”bebê”. E esse nome está exatamente de acordo com a doutrina fundamental do bebê menino.

Essa doutrina se refere ao Shengtai , ou ”embrião sagrado”, isto é, o estado realizado da imortalidade. A alquimia interna taoísta vê o corpo humano como um caldeirão vivo capaz de fundir essências vitais em um elixir imortal. Esse processo envolve a manipulação do sêmen, chi e espírito dentro do corpo, combinando-os para produzir o embrião sagrado.

A conquista da vida eterna é às vezes simbolizada em tratados alquímicos como um bebê no estômago do praticante, donde a menção do bebê menino pelo mestre.

 

Número 8: ele é o sucessor literário de um imperador lendário

O nascimento do Rei Macaco a partir de uma pedra espelha lendas associadas ao nascimento de Yu, o Grande, um lendário imperador da dinastia Xia e um semideus famoso por lutar contra a fabulosa inundação mundial, bem como matar muitos demônios da inundação no processo.

Até mesmo seu filho diz-se ter nascido de uma pedra. Um conto particular da Dinastia Han diz assim:

[…] Quando Yu foi apaziguar as enchentes, ele atravessou a montanha Huanyuan e se transformou em um urso. Anteriormente, Yu havia dito para sua esposa grávida Tushan: ”ao som do tambor, por favor, traga-me comida”. Mas durante seus esforços Yu pulou em uma rocha e um pedaço dela caiu, batendo no tambor por engano. Tushan trouxe a comida como prometido e viu o urso. Sentindo-se envergonhada e amedrontada, ela fugiu até o sopé da montanha Songgao, onde ela foi transformada em uma pedra. Yu disse a ela: ”devolva meu filho”. A pedra se abriu na direção norte e deu luz a Qi [filho de Yu].

Além disso, Sun Wukong futuramente empunha ”a régua cósmica” de Yu, que é o seu famoso bastão dourado. Portanto o romance apresenta o macaco como um grande herói, literalmente moldado do mesmo molde que Yu, o Grande.

 

Número 7: ele é muito baixo

A mídia moderna freqüentemente retrata Sun Wukong do tamanho de um homem. Um excelente exemplo é sua representação no popular videogame on-line SMITE, como um guerreiro corpulento com músculos enormes. No entanto o romance descreve sua forma base como sendo muito baixo e magro. Por exemplo, uma passagem no capítulo 20 diz:

[…] o velho monstro deu uma olhada cuidadosa e viu a figura diminuta do Rei Macaco com menos de um metro de altura e com bochechas pálidas. Ele disse com uma risada: “Muito mau! Muito mau! Eu pensei você era uma espécie de herói invencível, mas você é apenas um fantasma doentio com nada mais do que seu esqueleto sobrando.”.

Isso mesmo: O Grande Sábio igualando-se ao Paraíso, O Conquistador do Exército Celestial é do tamanho de uma criança. É por isso que Sun Wukong é tão baixo no filme de Stephen Chow Journey to the West — conquistando os demônios (2013).

 

Número 6: ele antecede o romance Jornada para o Oeste em centenas de anos

Histórias sobre um macaco peregrino remontam à Dinastia Song. Isso antecede o romance e até mesmo o nome Sun Wukong em séculos. Tais contos teriam sido contados em barracas de contação de histórias (como mostra essa famosa pintura do século XII) ao longo do rio durante o festival Qingming.

Registros dos primeiros repertórios não existem, mas felizmente evidências pictóricas de duas grutas de cavernas budistas na província de Gansu na China sobreviveram. Uma pintura do século XI na caverna número 2 exibe um macaco e seu mestre prestando homenagem a Buda. Ela mostra um macaco guanino sendo retratado com sua famosa tiara dourada. Uma pintura do século XII na caverna Ulan número 3 retrata os dois homenageando o consorte de Buda, Samantabhadra. Nosso herói é retratado com uma aparência mais semelhante à de um macaco, mas não possui sua tiara.

 

Número 5: sua tiara dourada é baseada em um objeto real

Essa faixa de cabeça que induz ao autocontrole é baseada em um dos oito objetos rituais historicamente usados por Yogis budistas esotéricos. Esses itens são mais bem exemplificados por uma escultura em relevo do século XIII de um macaco encontrada em Quanzhou na província Fujian da China.

A fonte esotérica que menciona esses itens, diz:

[…] O praticante deve usar brincos divinos, um aro circular na cabeça, em cada pulso uma pulseira, uma cinta ao redor da cintura, tornozeleiras nos tornozelos, braçadeiras ao redor dos braços e uma guirlanda de ossos ao redor do pescoço; seu manto deve ser de pele de tigre e sua comida os cinco néctares.

A fonte menciona que o círculo simboliza Akshobhya, um dos cinco Budas esotéricos. Essa divindade é conhecida por seu voto de atingir o estado de Buda por meio de práticas moralistas como fala e ação corretas. Portanto a bandana ritual serve como um lembrete físico de autocontrole, assim como a tiara faz no romance.

 

Número 4: ele originalmente lutava com dois bastões

O Rei Macaco aparece em um texto precursor de Jornada para o Oeste, datado século XIII, chamado: Mestre da Lei, Tripitaka do grande Tang, procura as escrituras.

Nesse breve romance de 17 capítulos, o supremo deva Vaisravana lhe dá um Khakkhara mágico [cajado de monge com anéis], como aquele freqüentemente retratado com figuras búdicas. Ele usa esse cajado na batalha contra o tigre demônio branco e transforma a arma em um Yasha titânico empunhando uma clava, depois o Rei Macaco transforma o bastão em um Dragão de Ferro para lutar contra um grupo de dragões de nove cabeças e depois da derrota deles ele usa um bastão de ferro emprestado do Paraíso para espancá-los como punição.

Os contadores de histórias fariam mais tarde a combinação desses dois cajados para criar a arma característica do Rei Macaco. Os anéis de ouro do cajado do monge foram presos às extremidades do cajado de ferro, criando um porrete com a capacidade de crescer ou encolher de acordo com o desejo do usuário.

 

Número 3: ele tem irmãos e uma esposa

O Rei Macaco aparece na peça teatral Jornada para o Oeste, do século XV, que antecede o romance de Ming de mesmo nome em quase duzentos anos. Em seu diálogo de abertura para o ato 9, o Rei Macaco descreve ser um de vários irmãos:

[…] Somos cinco irmãos e irmãs minhas. Minhas irmãs mais velhas, a venerável mãe do Monte Li; minha segunda irmã é o sábio espírito da água; meu irmão mais velho é o Grande Sábio igualando-se ao Paraíso; eu mesmo sou o Grande Sábio alcançando o Paraíso; e meu irmão mais novo é Shuashua Sanlang.

A peça chama o Rei Macaco de o Grande Sábio alcançando o Céu, enquanto seu irmão mais velho é conhecido como o Grande Sábio igualando-se ao Céu. Um estudioso sugere que o irmão mais velho é o resultado da confusão de títulos semelhantes dados ao macaco durante a longa história de seu ciclo de fábulas.

No entanto, cada uma das irmãs tem sua própria história. A Venerável Mãe de Monte Li foi historicamente adorada como uma divindade pelo menos desde a Dinastia Song, e os mitos freqüentemente a associam com a criação ou com a deusa da conquista do dilúvio Nuwa. O sábio espírito da água, mais comumente conhecido como Wuzhiqi, é um macaco demônio da inundação do lago que apareceu em histórias já na dinastia Tang. Então ambas as irmãs estão associadas a macacos e inundações.

A esposa do Rei Macaco é a Princesa do País do Caldeirão Dourado. É apresentada no ato 9 e canta uma música revelando como o imortal a seqüestrou e a forçou a ser sua noiva. Ela acaba sendo resgatada por Devaraja Li Jing e seu filho, o príncipe Nezha, que aparecem no romance subseqüente.

A afinidade do Rei Macaco para com mulheres não termina aí. Por exemplo, no ato 19, ele tenta seduzir a princesa Leque de Ferro para obter acesso a seu mágico leque de folha de palmeira. Ao conhecê-la, o macaco recita um poema repleto de insinuações sexuais:

“os discípulos não são tão superficiais; a mulher não é tão profunda; você e eu vamos cada um colocar um item adiante e fazer um pequeno demônio”.

 

Número 2: ele é adorado como um deus

A província de Fujian na China tem uma longa história de adoração de macacos. Por exemplo, uma fonte do século XII menciona um monge budista pacificando o espírito vingativo de uma Rainha Macaca adorada pela população local, como o espírito que protegia colinas e bosques. Estudiosos relutam em vincular a adoração de Sun Wukong a esse culto histórico de macaco, mas mostra que a fé evoluiu no mesmo ambiente cultural.

A evidência mais antiga da adoração do Rei Macaco vem do início da dinastia Qing. Um relatório do século XVII, por exemplo, descreve o Rei Macaco aparecendo nas nuvens e expulsando piratas japoneses invasores da costa de Fujian durante o precedente século XVI. Estudiosos sugerem que a publicação de Jornada para o Oeste em 1592 desempenhou um grande papel no desenvolvimento de seu culto e na disseminação de seu mito.

Imperadores chineses durante as dinastias Ming e Qing nunca reconheceram oficialmente o Grande Sábio ou construíram templos em sua homenagem devido à natureza rebelde do Rei Macaco. No entanto, devido à popularidade do romance, seu culto se espalhou de Fujian para outras áreas do sul da China, Taiwan e Singapura.

O mapeamento moderno GIS mostra templos dedicados a ele nas planícies do Putian do aglomerado da Costa de Fujian nas terras altas do norte onde residem comunidades mais pobres e menos educadas. É importante lembrar que o Rei Macaco é adorado sob seu título rebelde de Grande Sábio igualando-se ao Céu em vez de seu nome budista Wukong.

Portanto o Rei Macaco pode ter sido historicamente atrativo para uma comunidade mais pobre porque ele tinha o poder de resistir a um governo injusto, talvez um governo que favorecesse os mais ricos que os pobres. Portanto essa classe de pessoas pode ter sido responsável pela disseminação de seu culto para além da China.

O templo Wanfu é um dos muitos exemplos de templos dedicados ao Rei Macaco em toda a Ásia. Ali ele é adorado como um poderoso exorcista e curandeiro. O culto ao Rei Macaco reconhece um panteão de grandes sábios, desde uma Santíssima Trindade, até gerentes administrativos e humildes soldados macacos. Os adeptos visitam o local todos os dias para prestar seus respeitos e orar por bênçãos.

No vídeo vemos membros do Templo celebrando o aniversário do Grande Sábio. Eles deixam ofertas de frutas e doces e queimam incenso e papel-moeda como forma de retribuir ao Rei Macaco sua generosidade. Médiuns espirituais desempenham um grande papel na vida religiosa do templo, dando aos adoradores acesso direto ao divino. Duas vezes por semana, um médium espiritual chama o Grande Sábio do Céu para ter audiência com os crentes em busca de bênçãos. No vídeo, vemos o Grande Sábio por meio do médium usando incenso para desenhar talismãs mágicos no corpo de um bebê, começando pela frente e, em seguida, espelhando o desenho nas costas. Ele então escreve uma série de talismãs de papel usando o mesmo incenso. Um é dobrado e colocado dentro de uma bolsa vermelha para ser usado como amuleto da sorte; o segundo é embalado para ser posteriormente queimado e as cinzas combinadas com uma folha de chá para ser dado ao bebê como uma bebida mágica; finalmente o terceiro talismã é aceso e passado sobre a cabeça do bebê e ao redor de seu corpo.

 

Número um: havia um monge real chamado Wukong

Eruditos sugerem que o Rei Macaco pode ter recebido seu nome a partir de um monge budista real originalmente chamado Che Fengchau. Ele nasceu em 731, aproximadamente 90 anos depois que o histórico Xuanzang retornou da Índia para a China. Ele foi educado para se tornar um diplomata da Corte de Tang e foi escolhido para fazer parte de uma missão real para a Caxemira em 751. Uma doença o impediu de retornar à China em 753, e então ele foi deixado aos cuidados de um monge budista famoso e acabou sendo também ordenado como um monge com o nome religioso Fajie ou ”Reino do Dharma”.

Ele viveu na Índia por décadas antes de retornar à China em 790. Lá ele presenteou O imperador Tang Dezong com vários sutras traduzidos e uma relíquia de dente de Buda. O imperador ficou tão satisfeito que renomeou o monge Wukong ou ”o despertar para o vazio”.


Fontes:

This video covers ten facts about Sun Wukong that even super fans of Journey to the West (1592) may not know. The presented information comes from my blog Journey to the West Research. https://journeytothewestresearch.word… References: No. 10 * https://journeytothewestresearch.word… No. 9 * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… No. 8 * https://journeytothewestresearch.word… No. 7 * https://journeytothewestresearch.word… No. 6 * https://journeytothewestresearch.word… No. 5 * https://journeytothewestresearch.word… No. 4 * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… No. 3 * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… No. 2 * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… * https://journeytothewestresearch.word… No. 1 * https://journeytothewestresearch.word… Thank yous and extra info: The whimsical drawings of Sun Wukong in the beginning and on each title card are by Sammy Torres on Twitter. Please send her some love. https://twitter.com/Animator_Sammy The background music is “Nirvana Shatakam”, an ancient 9th-century Hindu chant honoring Shiva. It is sung by Sadhguru. His organization was gracious enough to give me permission to use the song. https://isha.sadhguru.org/us/en/blog/… A different, angelic version of the same chant appears in this gorgeous 3-hour-long collection. Check it out. https://www.youtube.com/watch?v=YrO8q… Music : Ancient Chants from India Artist : Mahakatha Meditation Mantras To download this mantra visit : https://store.mahakatha.com/ancient-c… The timelapse video is by mifen67. https://www.youtube.com/watch?v=wNCX4…

 

 

Desafios da avaliação – Parte 4

ROTINAS DE PENSAMENTO
Cesar Nunes

Os educadores do projeto “Pensamento Visível” reconhecem que as rotinas não são importantes apenas para o corpo e para a mente. As rotinas ajudam a que nos organizemos como grupos, principalmente na escola.

A escola tem rotinas que vão sendo apreendidas desde cedo e não requerem maiores explicações com o passar do tempo: alunos separados em classes, controle de presença, horários de entrada e saída, tarefas de casa, avaliações, trabalhos em grupo, leituras de texto, etc. Essas rotinas são parte da cultura da escola.

A entrada do ensinar a pensar na sala de aula fica mais fácil se também virar rotineiro, se um mesmo protocolo for repetido de forma semelhante várias vezes por vários professores. No momento em que viram rotina esses protocolos têm o potencial de serem incorporados à cultura da escola.

Texto completo: Rotinas de pensamento.pdf


Fonte: NUNES, C. Rotinas do pensamento. 2011.
http://livrozilla.com/doc/394400/rotinas-de-pensamento

A máfia da Academia 2 – Relações de poder no mundo acadêmico.

Finalmente, após tanto tempo garimpando, consegui reencontrar o vídeo do professor Clóvis de Barros Filho que segue nesta postagem.
Este é um excerto de 20 minutos extraídos do vídeo original “O começo das relações políticas”, aula com mais de 2h30min.
Eu perdi a conta de quantas e quantas vezes eu coloquei este vídeo em meu site. Ocorre que TODAS as vezes o vídeo é removido das plataformas de compartilhamento. Youtube, Dailymotion, Vimeo, até o extinto Videolog. Eu não sei qual o motivo por que este vídeo especificamente foi removido de tantos canais, enquanto que os demais vídeos do mesmo curso são amplamente divulgados. Então resolvi eu mesmo enviar uma cópia em meu canal particular e ver o que acontece.

Em tempo, repetindo-me: não sou fã do autor, não concordo com muitas de suas propostas. Mas o conteúdo (teor) deste excerto reflete a quarta parte do motivo pelo qual optei por não seguir pelo mundo acadêmico.

A primeira questão é a imposta falta de liberdade de escrita;
A segunda questão é minha defesa de um direcionamento mais amplo da produção acadêmica (funcionalidade, curiosidade, afetividade) em lugar da produção para cumprir requisitos burocráticos;
A terceira questão é o melindre dos brios dos membros da academia;
A quarta questão é exatamente a relação de poder que o vídeo explica com clareza.

Desafios da avaliação – Parte 3

COMPETÊNCIAS DE APRENDIZAGEM PARA O SÉC. XXI
Natalie Rusk
Mitchel Resnick
John Maloney

O Scratch é um novo ambiente de programação desenvolvido pelo Lifelong Kindergarten research
group no MIT Media Lab (http://scratch.mit.edu).
O Scratch promove o desenvolvimento das competências de aprendizagem para o séc. XXI (21st Century Learning Skills) descritas pelo Partnership for the 21st Century (http://www.21stcenturyskills.org).
O relatório Learning for the 21st century identifica nove tipos de competências de aprendizagem divididas por três áreas-chave. O documento que se segue coloca em evidência as formas como o Scratch apoia/promove o desenvolvimento destas competências de aprendizagem para o séc.XXI.

Texto completo: 20150_ulsd_dep.17852_tm_anexo38c


Fonte: RUSK, N.; RESNICK, M.; MALONEY, J. Competências para o Século XXI. Learning with Scratch.

Clique para acessar o 20150_ulsd_dep.17852_tm_anexo38c.PDF

O que é ”Programação orientada a objetos”

Computer programming: What is object-oriented language? | lynda.com overview

Object-oriented Programming in 7 minutes | Mosh

Desafios da avaliação – Parte 2

Biblioteca Virtual

– Dicionário da Educação

CRIADO EM: 11/06/2006
MODIFICADO EM: 11/06/2006
: AVALIAÇÃO DE CONTEÚDOS

Dimensão Conceitual

A dimensão conceitual do conhecimento implica que a pessoa esteja estabelecendo relações entre fatos para compreendê-los. Os fatos e dados, segundo COLL, C. et al. (2000) estão num extremo de um contínuo de aprendizagem e a retenção da informação simples, a aprendizagem de natureza mnemônica ou “memorística”. São informações curtas sobre os fenômenos da vida, da natureza, da sociedade, que dão uma primeira informação objetiva sobre o que é, quem fez, quando fez, o que foi. Os conceitos estão no outro extremo (desse contínuo da aprendizagem) e envolvem a compreensão e o estabelecimento de relações. Traduzem um entendimento do porquê daquele fenômeno ser assim como é.

As crianças, para aprenderem fatos, apenas os memorizam. Esquecem mais rápido. Para aprenderem conceitos precisam estabelecer conexões mais complexas, de aprendizagem significativa, identificada por autores como os citados acima. Quando elas constroem os conceitos, os fatos vão tomando outras dimensões, informando o conceito. É como se os fatos começassem a ser ordenados, atribuindo sentido ao que se tenta entender.

Como a escola teve, durante muito tempo, a predominância da concepção empirista de ensino como transmissão, a memorização era o referencial mais comum para a avaliação. Nesse sentido, os instrumentos e momentos de avaliação traziam a característica de um espaço em que as pessoas tentavam recuperar um dado de sua memória. Essa atividade, ainda segundo POZO (2000), pode ser feita por evocação (pergunta direta, com resposta certa ou errada) ou por reconhecimento, quando lhe oferecemos pistas e apresentamos alternativas para as respostas. Pode-se levantar a hipótese de que a avaliação foi, durante muito tempo, entendida com a recuperação dos fatos nas memórias. Essa redução do entendimento do que é avaliar vem sendo superada nas reflexões sobre a tipologia dos conteúdos, principalmente ao se diferenciar a aprendizagem e a avaliação de conceitos. A construção conceitual demanda compreensão e estabelecimento de relações, sendo, portanto, mais complexa para ser avaliada.

POZO (2000) e ZABALA (1998) apresentam algumas situações e técnicas que contribuem no levantamento de dados sobre a construção conceitual do aluno. É importante conhecer essa discussão, pois, ao decidir a legitimidade de um instrumento de avaliação, cada escola e cada professor precisam analisar seu alcance. POZO mostra que pedir ao aluno que defina um significado (técnica muito comum nas escolas), nem sempre proporciona boa medida para avaliação. É uma técnica com desvantagens, pois pode induzir a falsos erros e falsos acertos. É uma técnica que exige um critério de correção muito minucioso. Ele ainda propõe que, se a opção for por usar essa técnica, que se valide mais o que o aluno expuser com as próprias palavras do que uma reprodução literal. Se usarmos a técnica de múltipla escolha, o reconhecimento da definição, corre-se o risco de se cair na armadilha da mera reprodução de uma definição previamente estabelecida e mesmo de um conhecimento fragmentário, o que coloca esse tipo de instrumento e questão na condição de insuficiente para conhecer a aprendizagem de conceitos. Outra possibilidade é a da exposição temática na qual o aluno debate sobre um tema incluindo comparações, estabelecendo relações.

É preciso cuidado do professor para analisar se o aluno não está procurando reproduzir termos e idéias de autores e sim usando sua compreensão e sua linguagem. Evidencia-se, com isso, a necessidade de se trabalhar com questões abertas. Outra técnica, – a identificação e categorização de exemplos – por evocação (aberta) ou reconhecimento (fechada), possibilita ao professor conhecer como o aluno está entendendo aquele conceito. Na técnica de reconhecimento o aluno deverá trabalhar, em questão fechada, com a categorização. Pode ser incluída, portanto, num instrumento como a prova objetiva.

Outra possibilidade para avaliar a aprendizagem de conceitos seria a técnica de aplicação à solução de problemas. Deveriam ser situações abertas, nas quais os alunos fariam exposição da compreensão que têm do conceito, tentando responder à situação apresentada. Nesse caso, o instrumento mais adequado seria uma prova operatória. (ver verbete Instrumentos de Avaliação). É importante, no caso da avaliação de conceitos, resgatar sempre os conhecimentos prévios dos alunos, para analisar o que estiver sendo aprendido. Isso implica legitimar a avaliação inicial, o momento inicial da aprendizagem. A avaliação de aprendizagem de conceitos remete o professor, portanto, a instituir também a observação como uma técnica de levantamento de dados sobre a aprendizagem dos alunos, ampliando as informações sobre o que o aluno está sabendo para além dos momentos formais de avaliação, como momentos de provas ou outros instrumentos de verificação.

Dimensão Procedimental

A dimensão procedimental do conhecimento implica no saber fazer. Ex: uma pesquisa tem uma dimensão procedimental. O aluno precisa saber observar, saber ler, saber registrar, saber procurar dados em várias fontes, saber analisar e concluir a partir dos dados levantados. Nesse caso, são procedimentos que precisam ser desenvolvidos. Muitas vezes o aluno está com uma dificuldade procedimental e não conceitual e, dependendo do instrumento usado, o professor não identifica essa dificuldade para então ajudá-lo a superá-la. Por isso é importante diferenciar essas dimensões. Outros exemplos de dimensões procedimentais do conhecimento: saber fazer um gráfico, um cartaz, uma tabela, escrever um texto dissertativo, narrativo. Vale a pena, nesse caso, que o professor acompanhe de perto essa aprendizagem. O melhor instrumento para isso é a observação sistemática – um conjunto de ações que permitem ao professor conhecer até que ponto seus alunos estão sabendo: dialogar, debater, trabalhar em equipe, fazer uma pesquisa bibliográfica, orientar-se no espaço, dentre outras. Devem ser atividades abertas, feitas em aula, para o professor perceber como o aluno transfere o conteúdo para a prática.

Dimensão Atitudinal

A dimensão atitudinal do conhecimento é aquela que indicará os valores em construção. É mais difícil de ser trabalhada porque não se descola da formação mais ampla em outros espaços da sociedade, sendo complexa por seus componentes congnitivos (conhecimentos e crenças), afetivos (sentimentos e preferências) e condutuais (ações e declaração de intenção). Manisfesta-se mais através do comportamento referenciado em crenças e normas. Por isso, precisa ser amplamente entendida à luz dos valores que a escola considera formadores. A aquisição de valores é alcançada através do desenvolvimento de atitudes de acordo com esse sistema de valores. Depende de uma auto-persuasão que está sempre permeada por crenças que sustentam a visão que as pessoas têm delas mesmas e do mundo. E delas mesmas em relação ao mundo. As atitudes e valores envolvem também as normas.

Valores são princípios ou idéias éticas que permitem às pessoas emitir um juízo sobre as condutas e seu sentido. Ex: a solidariedade, a responsabilidade, a liberdade, o respeito aos outros. Atitudes são tendências relativamente estáveis das pessoas para atuarem de certas maneiras: cooperar com o grupo, respeitar o meio ambiente, participar das tarefas escolares, respeitar datas, prazos, horários, combinados. Normas são padrões ou regras de comportamentos que as pessoas devem seguir em determinadas situações sociais. Portanto, são desenvolvidas nas interações, nas relações, nos debates, nos trabalhos em grupos, o que indica uma natureza do planejamento das atividades de sala de aula.

Os melhores instrumentos para se avaliar a aprendizagem de atitudes são a observação e auto-avaliação.

Para uma avaliação completa (envolvendo fatos, conceitos, procedimentos e atitudes), deve-se formalizar sempre o momento da avaliação inicial. Ela é um início de diagnóstico que ajudará aos professores e alunos conhecerem o processo de aprendizagem. O professor deve diversificar os instrumentos para cobrir toda a tipologia dos conhecimentos: provas, trabalhos e observação, para avaliar fatos e conceitos, observação para concluir na avaliação da construção conceitual; observação para avaliar a aprendizagem de procedimentos e atitudes; auto-avaliação para avaliar atitudes e conceitos.

Além disso, deve-se validar o momento de avaliação inicial em todo o processo de aprendizagem, usando a prática de datar o que está sendo registrado e propiciando ao próprio aluno refletir sobre o que ele já sabe acerca de um conteúdo novo quando se começa a estudar seriamente sobre ele.

SUGESTÕES DE AVALIAÇÃO INICIAL / CAMPO ATITUDINAL

Essa sugestão não substitui a avaliação inicial de cada conteúdo que é introduzido, pois, é a partir dela que se pode fazer uma avaliação do que realmente pode ser considerado aprendido.

Como são os alunos individualmente em grupos?
Que grupos sociais representam?
Como se comportam e se vestem?
O que apreciam?
Quais seus interesses?
O que valorizam?
O que fazem quando não estão na escola?
Como suas famílias vivem?
O que suas famílias e vizinhos fazem e o que comemoram?
Como se organiza o espaço que compartilham fora da escola?
Como falam, expressam seus sentimentos, seus valores, sua adesão/rejeição às normas, suas atitudes?

Feito isso, planeja-se como trabalhar as atitudes importantes para a formação dos alunos na adolescência. Para mudança de atitudes é que são feitos os projetos.

· Valores são princípios ou idéias éticas que permitem às pessoas emitir juízo sobre as condutas e seu sentido. Ex: a solidariedade, a responsabilidade, a liberdade, o respeito aos outros…
· Atitudes são tendências relativamente estáveis das pessoas para atuarem de certas maneiras: cooperar com o grupo, respeitar o meio ambiente, participar das tarefas escolares, respeitar datas, prazos, horários, combinados…
· Normas são padrões ou regras de comportamentos que a pessoas devem seguir em determinadas situações sociais.

Orientações para conhecer a aprendizagem de procedimentos

Anotar o que os alunos já sabem em relação às habilidades que a escola valoriza e ensina (e o que ainda não sabem). Levar em conta o que está destacando no Box:

As habilidades implicam “saber fazer”, “colocar em ação”, sendo identificados como conteúdos procedimentais. Esses conteúdos envolvem um conjunto de ações ordenadas com um fim, um objetivo. Por exemplo: ler, desenhar, observar, calcular, classificar, traduzir, recortar, saltar, inferir, propor, envolvendo operações motoras e cognitivas.

Envolvendo também a realização das ações, e exercitação múltipla e a reflexão sobre a ação, a atividade desenvolvida e a aplicação do conhecimento em situações e contextos diferenciados. Possibilitam aos alunos proceder (saber o que fazer) ao longo de uma construção conceitual.

Os professores precisam identificar as inúmeras habilidades que pressupõem estratégias cognitivas para a aprendizagem e torná-las objeto do (re) planejamento e conteúdo do registro na ficha/relatório. Desde que identificadas, os professores podem se organizar para ensinar, ou seja, criar situações orientadas para os alunos desenvolvê-las.

Ex: (baseado em COLL et al., 2000) Habilidades na busca de informação:

· Como e onde está armazenada a informação em relação a uma matéria?
· Como fazer perguntas?
· Como usar uma biblioteca?
· Como usar material de referência?

A cada grupo de habilidades (sociais, habilidades de comunicação, habilidades analíticas, habilidades inventivas ou criativas, habilidades organizativas, habilidades de assimilação e retenção da informação) correspondem as estratégias cognitivas para a aprendizagem. Os professores devem planejar o trabalho com base nessas estratégias cognitivas para a aprendizagem.

Quando uma intenção educativa for o “ posicionamento diante da informação”, os meios para se chegar onde se quer são importantes e precisarão ser ensinados. O planejamento dos professores deve envolver a possibilidade de posicionamento dos alunos.

Orientações para conhecer a aprendizagem de conceitos e fatos

Roteiro do professor: Que conceitos e fatos (próprios da escolaridade) os alunos já desenvolveram?

É preciso definir que fatos e conceitos serão objetos da observação dos professores para planejar a comunidade das aprendizagens. As referências são disciplinares (na perspectiva dos conteúdos curriculares), enquanto as habilidades e valores são transdisciplinares.

Uma boa maneira de avaliar conceitos é propor uma exposição temática escrita, ou realizar um debate, se a intenção for obter o conhececimento oral das idéias. Outra boa alternativa é propor aos alunos situações-problema para resolução. Através de suas respostas, fornecem dados para os professores analisarem como se encontram em relação à construção conceitual. Outro instrumento muito importante na avaliação, seguida de registros do professor sobre como a aprendizagem do conceito é manifestada pelo aluno: nos exercícios em sala, nas questões levantadas, nas dúvidas que persistem, nas interpretações inadequadas, no que parece ainda não saber. Só que a observação inicial; estende-se por todo o processo de aprendizagem e de avaliação, compondo com a avaliação final.

Depois de realizada a avaliação inicial, os professores terão dados para dar continuidade ao trabalho com a Avaliação Formativa: a serviço das aprendizagens.

Fatos ou dados devem ser “aprendidos” de forma reprodutiva: não é necessário compreendê-los. Ex: capitais de um estado ou país, data de acontecimento, tabela de símbolos químicos. Correspondem a uma informação verbal literal como vocabulários, nomes ou informação numérica que não envolvem cálculos, apenas memorização. Para isso se usa a repetição, buscando mesmo a automatização da informação.

Esse processo de repetição não se adequa à construção conceitual. Um aluno aprende, atribui significado, adquire um conceito, quando o explica com suas próprias palavras. É comum o aluno dizer que sabe, mas não sabe explicar. Nesse caso, eles estão num início de processo de compreensão do conceito. Precisam trabalhar mais a situação, o que vai ajudá-los a entender melhor, até saberem explicar com as suas palavras. Esse processo de construção conceitual não é estanque, ele está em permanente movimento entre o conceito espontâneo, construído nas representações sociais e o conceito científico. Dentro dos conceitos científicos, POZO (2000) ainda chama a atenção para a distinção entre os princípios, ou conceitos estruturadores, e os conceitos específicos.

Princípios são conceitos muito gerais, de alto nível de abstração, subjacentes, à organização conceitual de uma área, nem sempre explícitos. Atravessam todos os conteúdos das matérias, devendo ser o objetivo maior da aprendizagem na educação básica. Eles orientam a compreensão de noções básicas. Assim, por exemplo, se a compreensão de conceitos como sociedade e cultura são princípios das áreas de humanas, eles devem referenciar o trabalho nos conceitos específicos. Dentro de um conceito como o de sociedade, outros específicos como o de migração, democracia, crescimento populacional, estariam subjacentes. Portanto, ao definir o que referenciará o trabalho do professor, será muito importante uma revisão conceitual por área de conhecimento e por disciplina. Será preciso esclarecer as características dos fatos e dos conceitos como objetos de conhecimento.


PARA SABER MAIS…

COLL, C.; POZO, J. I.; SARABIA, B; VALLS, E. Os conteúdos na reforma. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Os autores discutem a avaliação, o ensino e a aprendizagem de fatos, conceitos, procedimentos e atitudes. Trazem informações minuciosas para a compreensão do que significa aprendizagem e avaliação de fatos, dados e conceitos, fazendo o mesmo em relação à questão dos procedimentos e das atitudes. Possibilitam o aprofundamento da discussão iniciada com esse verbete.

VALLS, Enric. Os procedimentos educacionais: aprendizagem, ensino avaliação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
Traz uma discussão por disciplina, da aprendizagem procedimental e de formas de avaliação.

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ARTMED, 1998.
Trata-se de temas como: seqüências didáticas e de conteúdo, relações interativas na sala de aula, materiais curriculares, a organização social da classe, a organização dos conteúdos e a avaliação. Além disso, discute a função social do ensino e a compreensão sobre os processos de aprendizagem.

 


Fonte: http://crv.educacao.mg.gov.br/

Como funciona uma CPU?

How does a CPU work?

Desafios da avaliação – Parte 1

Biblioteca Virtual

– Dicionário da Educação

CRIADO EM: 11/06/2006
MODIFICADO EM: 11/06/2006
: INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

As provas objetivas (mais conhecidas como provas de múltipla escolha), as provas abertas / operatórias, observação e auto-avaliação são ferramentas para levantamento de dados sobre o processo de aprendizagem. São materiais preparados pelo professor levando em conta o que se ensina e o que se quer saber sobre a aprendizagem dos alunos. Podem ter diferentes naturezas. Alguns, como as provas, são instrumentos que têm uma intenção de testagem, de verificação, de colocar o aluno em contato com o que ele realmente estiver sabendo. Esses instrumentos podem ser elaborados em dois formatos: um de questões fechadas, de múltipla escolha ou de respostas curtas, identificado como prova objetiva; outro com questões abertas. Ambos são instrumentos que possibilitam tanto a avaliação de aprendizagem de fatos, como de aprendizagem de conceitos, embora, em relação à construção conceitual, o professor precisará inserir também instrumentos de observação.

Outra importante ferramenta é a observação: uma técnica que coloca o professor como pesquisador da sua prática. Toda observação pressupõe registros. É um bom instrumento para avaliar a construção conceitual, o desenvolvimento de procedimentos e as atitudes.

Outro instrumento é a auto-avaliação, que é muito importante no desenvolvimento das habilidades metacognitivas e na avaliação de atitudes.

Pode-se ainda utilizar questionários e entrevistas quando as situações escolares necessitarem de um aprofundamento maior para levantamento de dados.

Provas objetivas

São instrumentos de avaliação formulados com questões de múltipla escolha, normalmente de respostas curtas, para completar ou associar colunas, sempre referenciadas pelos objetivos educacionais. Exigem correta elaboração técnica e são de fácil correção. São rápidas para serem feitas pelos alunos e corrigidas pelo professor. Constituem bons instrumentos para avaliar aprendizagem de fatos e são também auxiliares na avaliação da aprendizagem de conceitos. Não são adequadas para avaliar procedimentos nem atitudes.

Para elaborá-las, o professor deve seguir princípios básicos, conforme os sugeridos pela professora Nelcy Ramos:

1. Considerar os objetivos do curso que será avaliado;
2. Abranger assuntos de real importância e não apenas a memorização de detalhes;
3. Eliminas assuntos controvertidos;
4. Evitar perguntas capciosas (ciladas);
5. Prever somente uma resposta certa, conforme o tipo da questão;
6. Colocar a questão centrada no conteúdo e não na forma de apresentá-la (evitar palavras difíceis, ordem indireta);
7. Construir as questões de modo que possam diferenciar os diversos graus de aprendizagem;
8. Evitar ambigüidade de sentido nas palavras usadas para formular as questões;
9. Evitar o emprego de palavras muito inclusivas como: sempre, todos, nunca, jamais, etc.;
10. Reduzir as negativas. Quando não for possível, deve-se grifar a negativa (geralmente estamos interessados em verificar o que é e não aquilo que não é) e usar não ou exceto com destaque;
11. Excluir dados inúteis para a resposta (evitar “enfeitar” a questão). Quando se tratar de verificar a habilidade de selecionar dados para a resposta, lembrar-se que os dados não usados devem ser pertinentes ou ter relação com o problema;
12. Evitar redações exatamente iguais às dos livros e apostilas, para não favorecer o hábito de “decorar” a matéria.

Os tipos de questões para as provas objetivas

Perguntas de resposta curtas, perguntas de preenchimento de lacunas, questões de associação, questões de escolha de falso ou verdadeiro, alternativas constantes ou escolha dupla, questões de múltipla escolha, questões de comparação quantitativa, alternativas múltiplas, análise de relações, relação de avaliação, compreensão de textos, mapas, figuras, questões de ordenação, etc. Todas têm vantagens e desvantagens e exigem cuidados na elaboração, aplicação e correção.

Exemplo de uma questão de comparação quantitativa:

Ex: No desenvolvimento do mundo moderno há uma relação entre:

1) Avanço da tecnologia;
2) Preservação do meio ambiente.

Responda (ou assinale)

Se 1 é maior que 2.
a) Se 2 é maior que 1.
b) Se 1 e 2 são iguais.
c) Se não é possível estabelecer a relação quantitativa.

As provas objetivas, desde que corretamente elaboradas e aplicadas, são Instrumentos que possibilitam desde a simples memorização até a avaliação de habilidades mais complexas do pensamento, como a generalização, a crítica, a interpretação, a análise, a síntese. O que definirá essa propriedade do instrumento será o objetivo estipulado e o cuidado técnico de sua elaboração. É importante refletir sobre essa assertiva, uma vez que a elaboração das provas objetivas foi modificadas por intenções muito seletivas, o que precisa ser revisto nas escolas. A intencionalidade do instrumento objetivo não pode ser de confundir e sim de lidar com a situação de evocação ou de reconhecimento na situação de avaliação.


PARA SABER MAIS…

RAMOS, Nely. Elaboração de provas objetivas (mimeog)
O texto estará disponibilizado no site do SIAPE, uma vez que se encontra apenas mimeografado. Trata, com clareza, da elaboração de questões para provas objetivas, descrevendo as vantagens e desvantagens de cada tipo.

MELCHIOR, Maria Celina. Avaliação Pedagógica: função e necessidade. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1994. (Séries Novas Perspectivas)
A autora coloca exemplos de teses, tipos de provas e orienta sobre elaboração e correções.


Fonte: http://crv.educacao.mg.gov.br/

Jacque Fresco – A story of change

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