God of War IV (2018)

Concluo, portanto, que após dizimar os deuses gregos e nórdicos, Kratos passará as férias de verão no Egito, depois seguirá em viagem pela África, China e Índia, aposentando-se na América…

Decepcionante…

Ninguém esperava que Kratos pudesse ganhar o troféu de pai do ano. Mas as decisões dele quanto à educação do filho são tão ruins quanto suas decisões na vida particular. Eu até iria reclamar da cena em que ele oferece vinho ao filho pré-adolescente, mas reclamar de bebida numa história que consiste num psicopata matando os outros a machadadas é incoerente até para mim!

Acabei de assistir ao filme completo. (Sim, prefiro assistir a jogar) E lamentei que não houve grande desenvolvimento do enredo. A história começou boazinha, mas me parece que no meio do caminho os desenvolvedores caíram no mesmo equívoco de outros: acreditaram que o componente gráfico é o que mais importa num jogo. Isso é um erro. Minecraft é prova. Tetris é prova. Os gráficos estão muito bem trabalhados, o som bem construído, a mecânica é diferente, mas o enredo é sofrível.

Mesmo o final, interessante à primeira vista, após breve escrutínio se vê um batido roteiro à la M. Night Shayamalan. E, sim, conforme supus, forma as bases para viajar ao Egito e ao Oriente…

Os já distribuídos títulos de GoW parecem apenas buscar lucro sobre o personagem. Os futuros não parecem: são mesmo. Uma pena para um personagem tão emblemático (e por vezes caricato) quanto Kratos. Tipo: queremos ordenhar mais essa vaca, então força a barra aí…

Ah, sim, a Índia já foi dizimada por Asura… 870 milhões de anos atrás…

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