Uma questão filosófica: Pena de morte é uma punição válida?

Dentro do Budismo, não. Nenhum ato, por pior que seja, merece ser punido com a morte, pois a matar o criminoso resulta num crime ainda maior: lhe tirar o direito de se arrepender.

Dentro do Cristianismo, não. Segundo a bula da misericórdia de 1500 e alguma coisa, criminosos devem ser punidos com compreensão. Haja vista boa parte da filosofia cristã derivar de Platão, afirma-se que o sujeito comete o Mal por não conhecer o Bem.

Dentro do Batmanismo, não. Batman nunca mata porque senão ele se igualaria aos criminosos que persegue.

Daí eu vejo uma notícia dessas: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/07/presos-fingem-ser-medicos-ligam-e-pedem-dinheiro-para-exames.html

E cogito profundamente até que ponto é válido combater o Mal com compaixão e misericórdia. De fato, não se combate trevas senão com a luz. Não é coerentemente possível fazer o bem, praticando o mal. Não é coerente buscar a paz e a vida por meio de guerra e morte.

Mas até que ponto é válido permitir-se que homens de bem e pessoas mais fracas sofram nas mãos dos maus? Qual é o limite da compaixão? Será a auto-preservação? Há limite?

Estou insorto nessa questão há algumas semanas e não cheguei ainda a uma conclusão nem formulei uma posição a defender.

Dia do amigo – 2017

Chapolin – Dr. Chapatin e Topo Gigio – O beijinho de boa noite (1979) – Inédito e Legendado

Fofura pura

A vida é um Pica-pau

Editado em 03/02/2021: recolocado vídeo.

A vida é um Pica-Pau (sem trocadilhos indecentes).
Meus ganhos na academia são como os do biruta no espaço.
Quando eu acho que finalmente a coisa vai decolar, vem a vida fazer uns ajustes.
E volto à fase de planejamento…

Vídeo completo: Pica Pau – 152 Pica Pau, Um Biruta no Espaço 1966 | Desenhos do Pica Pau e sua Turma
https://www.youtube.com/watch?v=W9OdvewTgbk?t=3m58s

https://youtu.be/6RUubsEFfwI?t=3m32s

O homem mais feliz da Sérvia

Welcome!

Uma ode à humanidade.

O aluno e as novas tecnologias – Parte 1

TECNOLOGIAS DIGITAIS E AÇÕES DE APRENDIZAGEM DOS NATIVOS DIGITAIS

Cristina M. Pescador

Esse trabalho descreve os resultados obtidos em estudo exploratório desenvolvido com um grupo de jovens nativos digitais enquanto interagiam em games conectados à Internet. O conceito de nativos digitais foi cunhado pelo educador e pesquisador Marc Prensky (2001) para descrever a geração de jovens nascidos a partir da disponibilidade de informações rápidas e acessíveis na grande rede de computadores – a Web. A pesquisa foi desenvolvida a partir da observação de que há um aumento nos relatos de jovens que alegam aprender parte do vocabulário que sabem em língua inglesa enquanto jogam. A reflexão teórica sobre as ações descritas pelos sujeitos, bem como observadas pela pesquisadora, fundamentou-se em princípios da perspectiva sócio-cultural proposta por Vygotsky e alguns de seus seguidores, como Luria e Leontiev e Garnier. A análise dos dados foca principalmente nos conceitos de interação, colaboração e cooperação e visa contribuir para o desenvolvimento de estratégias e práticas pedagógicas motivadoras que considerem a aplicação de tecnologias e recursos digitais à vida escolar.

Texto completo: TECNOLOGIAS DIGITAIS E ACOES DE APRENDIZAGEM DOS NATIVOS DIGITAIS


Fonte: http://www.ucs.br/ucs/tplcinfe/eventos/cinfe/artigos/artigos/arquivos/eixo_tematico7/TECNOLOGIAS%20DIGITAIS%20E%20ACOES%20DE%20APRENDIZAGEM%20DOS%20NATIVOS%20DIGITAIS.pdf

Mensagem nº 342

Aplicável a todos, independentemente de religião, cito:

PALAVRA ESCRITA
“Examinai tudo. Retende o bem”. – Paulo.
(I TESSALONICENSES, 5:21.)
Disse o apóstolo Paulo: – “examinai tudo”, mas não se esqueceu de acrescentar: – “retende o bem”.

Muita gente se prevalece do texto para afirmar que os aprendizes do Evangelho devem ler indiscriminadamente, ainda mesmo quando se trate de ingerir os corrosivos da opinião em letras de jornal ou as fezes do pensamento em forma de livro. Sim, é natural que a mente amadurecida e equilibrada possa ler tudo e tudo observar, mas não é aconselhável que as crianças e os doentes, os fracos e alienados potenciais da razão tudo experimentem e tudo vejam.

[…] Assim, pois, se te reconheces em plenitude de robustez espiritual, analisa tudo, sabendo que é preciso reter o bem capaz de ajudar na edificação ou na cura dos outros. Se possuis [sic] o necessário discernimento e se dispões do tempo preciso, lê tudo, usando o crivo da compreensão e da utilidade, mas não olvides escolher o que seja bom e apenas prestigiar o que seja bom, em favor daqueles que ainda não pensam com segurança quanto já podes pensar.

Fonte: Xavier, F. C. Palavras de vida eterna. 23ª Ed. Uberaba: CEC, 1997.

Novas tecnologias e atuação docente – Parte 3

Modernidade Líquida

O conceito de modernidade líquida foi construído pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman e é hoje um dos mais influentes nos estudos sociológicos. A fluidez dos líquidos é comparada às dinâmicas sociais contemporâneas.

Autor: Lucas de Oliveira Rodrigues

Além da Modernidade

O período que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial foi palco de mudanças rápidas e profundas de inúmeras características nas nossas relações sociais, instituições dos Estados, construções culturais e várias outras configurações do mundo social que se construiu durante o período que se denominou de “moderno”.

Para alguns estudiosos das disciplinas que se dedicam ao estudo desses fenômenos, essas mudanças foram tão significativas que eles acreditam que é preciso falar agora da superação ou do fim do período moderno, ou da pós-modernidade, por assim dizer. Essa transição teria ocorrido em função da quebra de certos paradigmas que seriam pilares de sustentação da Modernidade de um ponto de vista sócio-histórico. Esses pilares seriam as narrativas e ideologias fundadoras de explicações sobre o mundo social moderno que fundamentavam ações e perspectivas que agora já não mais se sustentam.

Zygmunt Bauman e a Modernidade Tardia

Entre os teóricos que tratam da modernidade tardia, ou da pós-modernidade, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman é uma referência absoluta. Sua obra trata de uma série de mudanças que se estabeleceu nas últimas décadas e que exerceu, e ainda exerce, grande influência sobre o mundo social contemporâneo. Entre elas, a globalização foi uma das maiores forças de transformação da paisagem social moderna. A aproximação, ou o “encurtamento das distâncias”, transformou as relações humanas de várias formas.

Em suas obras, Bauman cunha o termo “modernidade líquida” para tratar da fluidez das relações em nosso mundo contemporâneo. O conceito de modernidade líquida refere-se ao conjunto de relações e dinâmicas que se apresentam em nosso meio contemporâneo e que se diferenciam das que se estabeleceram no que Bauman chama de “modernidade sólida” pela sua fluidez e volatilidade. A ideia baseia-se na construção do conceito sócio-histórico de modernidade, que atravessa um enorme período da história humana e da mesma forma marca mudanças no pensamento e nas relações entre seres humanos e instituições sociais.

Modernidade sólida

As mudanças que se iniciaram com o renascimento, quando os ideais racionalistas começavam a ganhar força diante do pensamento tradicional, ampliaram-se no decorrer do tempo, tornando-se ponto de ruptura com as formas anteriores de organização social. Diante disso, os paradigmas constituídos nos períodos pré-modernos lentamente se dissolveram e deram lugar a novas formas de manutenção do mundo social. A religiosidade, por exemplo, deixou seu lugar de única provisora legítima de preceitos morais, responsáveis em grande parte pela mediação das ações dos sujeitos da época, e foi substituída pela formalização racional das leis civis e da ética. Esse mesmo processo de racionalização foi, em grande parte, responsável pela maioria das mudanças que se instauraram no período moderno.

Esse é o momento que Bauman se refere como “modernidade sólida”, pois ainda há fixidez nas relações sociais entre sujeitos e instituições sociais. A construção do sentimento de nacionalismo, por exemplo, é um dos pontos que Bauman diz servir como ponto de apoio da formação da identidade do sujeito na modernidade sólida.

Outra mudança profunda foi desempenhada pelo ideal do progresso baseado no pensamento racional e na ciência, que se tornaram motores dos avanços tecnológicos que se estabeleceram no período e que, por sua vez, mudaram toda a organização com a qual se relacionavam. O trabalho, por exemplo, que antes se baseava no processo de aprendizagem por imitação ou tradição passada de pais para filhos, agora se estabelecia de forma especializada e formal nas escolas técnicas em razão do progressivo aumento da complexidade das tarefas laborais relativas às indústrias e suas máquinas.

Esses exemplos servem para demonstrar que, enquanto os moldes tradicionais foram, sim, desconstruídos, eles foram também reconstruídos com outras configurações no momento inicial do período moderno, mantendo sua forma “sólida” e seu papel de ordenação do mundo social.

Modernidade líquida

Quando se chega à modernidade líquida, toda estrutura social montada em torno da relativa fixidez moderna dilui-se. Para Bauman, as relações transformam-se, tornam-se voláteis na medida em que os parâmetros concretos de “classificação” dissolvem-se. Trata-se da individualização do mundo, em que o sujeito agora se encontra “livre”, em certos pontos, para ser o que conseguir ser mediante suas próprias forças. A liquidez a que Bauman se refere é justamente essa inconstância e incerteza que a falta de pontos de referência socialmente estabelecidos e generalizadores gera.

São esses padrões, códigos e regras a que podíamos nos conformar, que podíamos selecionar como pontos estáveis de orientação e pelos quais podíamos nos deixar depois guiar, que estão cada vez mais em falta. Isso não quer dizer que nossos contemporâneos sejam livres para construir seu modo de vida a partir do zero e segundo sua vontade, ou que não sejam mais dependentes da sociedade para obter as plantas e os materiais de construção. Mas quer dizer que estamos passando de uma era de ‘grupos de referência’ predeterminados a uma outra de ‘comparação universal’, em que o destino dos trabalhos de autoconstrução individual (…) não está dado de antemão, e tende a sofrer numerosa e profundas mudanças antes que esses trabalhos alcancem seu único fim genuíno: o fim da vida do indivíduo. (BAUMAN, 2001)

O que acontece hoje é, então, uma repetição do que aconteceu antes na passagem do mundo pré-moderno para o moderno. O “derretimento” dos parâmetros sociais modernos é obra das mesmas forças de desconstrução dos paradigmas das sociedades tradicionais anteriores às sociedades modernas. Todavia, não há uma reconstrução de parâmetros “sólidos”. Estes permanecem em sua forma fluida, podendo tomar a forma que as forças sociais e individuais, em momentos específicos, determinarem.

Dessa forma, temos o sujeito líquido, aquele em que inúmeras identidades se manifestam em momentos diferentes. Um professor que se identifica como tal, por exemplo, agirá de uma forma diante da sua sala de aula e, em meio a uma torcida organizada de seu time, de outra forma. Os dois são parâmetros de identificação distintos, que muitas vezes podem ser conflitantes, mas que constituem a construção identitária de um mesmo sujeito.

Referência: BAUMAN, Zygmunt – Modernidade Líquida – Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed 2001.


Fonte: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/modernidade-liquida.htm

Novas tecnologias e atuação docente – Parte 2