Uma questão filosófica: Pena de morte é uma punição válida?

Dentro do Budismo, não. Nenhum ato, por pior que seja, merece ser punido com a morte, pois a matar o criminoso resulta num crime ainda maior: lhe tirar o direito de se arrepender.

Dentro do Cristianismo, não. Segundo a bula da misericórdia de 1500 e alguma coisa, criminosos devem ser punidos com compreensão. Haja vista boa parte da filosofia cristã derivar de Platão, afirma-se que o sujeito comete o Mal por não conhecer o Bem.

Dentro do Batmanismo, não. Batman nunca mata porque senão ele se igualaria aos criminosos que persegue.

Daí eu vejo uma notícia dessas: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/07/presos-fingem-ser-medicos-ligam-e-pedem-dinheiro-para-exames.html

E cogito profundamente até que ponto é válido combater o Mal com compaixão e misericórdia. De fato, não se combate trevas senão com a luz. Não é coerentemente possível fazer o bem, praticando o mal. Não é coerente buscar a paz e a vida por meio de guerra e morte.

Mas até que ponto é válido permitir-se que homens de bem e pessoas mais fracas sofram nas mãos dos maus? Qual é o limite da compaixão? Será a auto-preservação? Há limite?

Estou insorto nessa questão há algumas semanas e não cheguei ainda a uma conclusão nem formulei uma posição a defender.

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