É chegada a hora do CREME – o novíssimo produto que consertará sua vida. Esta é a história do Dr. Bellifer, um cientista gênio, que após anos colidindo partículas, revela seu revolucionário produto: um creme com o poder de consertar todos os problemas do mundo.
Muitos brasileiros conhecem a figura praticamente folclórica de Inri Cristo. Nascido Álvaro Thais, adotou o nome Inri Cristo quando adulto e há décadas professa ser a reencarnação de Jesus Cristo, que agora mora num vagão automotivo estacionado em Brasília. Tachado como louco, ridicularizado por muitos, clássico de programas de televisão de baixa categoria, está em constante batalha espiritual contra Toninho do Diabo…
Você talvez o conheça por isso. Mas e o que ele diz? Não me refiro ao sotaque e ao “inefável Puái”, mas sim à sua mensagem. Você a conhece? Volta e meia “confesso” aos meus amigos mais próximos que, se cristão fosse, seria seguidor de Inri Cristo. Mais ainda: se Jesus realmente existiu, afirmo que Inri Cristo é, sem a menor sombra de dúvidas, sua reencarnação!!! |:^o
Jocosidades à parte, afirmo que nosso nobre personagem de hoje não é um farsante. Ele é o que diz ser. Ou ao menos acredita a tal ponto que de fato se tornou. Esquizofrenia? Genialidade? Ambos? Ar seco de Brasília? Quem sabe? Só o que sei é que ele está sendo sincero.
Apesar de ser especialista em educação e ter formação em filosofia política e militarismo, meu interesse de estudo sempre foi religião comparada e suas filosofias. Não tenho qualquer comprovante, nem terei. Estudo por conta própria, por interesse/vontade/curiosidade puramente pessoal. E nessas andanças por entre textos, resolvi dar uma chance a quem não a tem. Fui lá eu ler a obra de Inri Cristo. E sim eu li. Só o livro básico tem 400 páginas.
E com todo meu estudo, com todo meu conhecimento de lógica argumentativa, com toda minha experiência (e habilidade natural) com redação e produção textual e com todo meu (parco – sempre parco) conhecimento religioso, não encontrei uma única brecha, um único deslize, uma única incoerência nos argumentos (centenas deles) defendidos por Inri Cristo. Afirmo, portanto, até que me provem o contrário, que a filosofia dele não tem falhas.Tudo o que ele fala e defende faz sentido de acordo tanto com o cristianismo originário quanto com os postulados espíritas contemporâneos.
Confesso (agora sem aspas) que fiquei estupefato com a coerência lógica dos textos dele. Para alguém com pouco estudo desenvolver algo tão complexo e profundo é muito difícil. Seria ele um médium? Ou teria estudado tanto por conta própria que foi afetado pela tresleria? Tanto faz. O resultado é impressionante seja qual for o caminho que ele levou até chegar lá.
E qual é a sua mensagem? “Ame o próximo como a ti mesmo e ame Deus acima de todas as coisas.” Faça o bem. Não faça o mal. Viva uma vida dedicada ao amor. Não maltrate a natureza. Cuide de seu corpo, de sua saúde. Só isso. E o que ele cobra em troca? Nada. Álvaro Inri Cristo Thais não cobra nada de ninguém. Nem respeito. Sua igreja é financiada por voluntários enquanto ele mesmo vive na pobreza dedicando sua vida a dizer aos outros “sejam boas pessoas”.
Entende agora porque eu afirmo que ele seria mesmo Jesus Cristo? Mesmo em sua loucura, ele demonstra ser um dos homens mais sãos que eu conheci (mesmo acreditando que vai reencarnar como o magistrado do juízo final…).
O que quero dizer com este texto é que podemos sim deixar os preconceitos de lado e procurar qual é a boa mensagem que o outro pode nos passar. Não precisamos acreditar em tudo o que nos é dito, mas podemos (e devemos) observar e (bem) selecionar boas mensagens para nossa vida. Isso vale para qualquer coisa: um filme infantil, uma revista em quadrinhos, uma história bonita e gente com complexo de messias.
Gente que dizem ser o salvador do mundo tem em todo lugar. Teve aquele do 666 (José Luis de Jesús Miranda, ou Jesuscristo Hombre), Jim Jones, Lula… (comparar Lula com Jim Jones não foi exagero). Se os escutarmos sem nenhum filtro, sem ponderações, seremos muito prejudicados. Há sim pessoas que se aproveitam da ingenuidade dos outros para saciar sua própria sede de riqueza e poder. Mas algumas vezes, algumas dessas pessoas podem ter algo de bom a nos ensinar.
Vejamos agora quem alcunhei de Inri Cristo do Leste, o senhor Ryuho Okawa. Líder espiritual do culto (ou seita) Happy Science:
“Em março de 1981, recebeu seu chamado mais elevado e despertou para a parte divina da sua consciência, El Cantare, atingindo a grande iluminação espiritual, começou a receber revelações dos espíritos de Nikko (1246-1333) e Nichiren (1222-1282), grande mestres budistas em vida. E logo passou a receber revelações de Buda, Jesus Cristo, Moisés e Confúcio assim como mensagens espirituais de figuras proeminentes como Sócrates, Isaac Newton, Abraham Lincoln, Mahatma Gandhi, Helen Keller e Florence Nightingale.”
Ele já tem templos espalhados pelo mundo todo, Brasil inclusive, se autodenominando a encarnação do deus El Cantare da 9ª dimensão que criou a vida na Terra a partir da vida de Vênus, liderou o continente de Mu, Atlântida e os Incas e agora foi para o Japão como um novo Buda.
E o que esse doido diz?
“Por isso eu lhes digo para se amarem uns aos outros. Odiar e ferir o próximo é tentar cortar o próprio galho em que você está. Há ódio e a guerra entre as raças e as religiões porque não conseguimos chegar ao entendimento. Mas, se compreendermos que somos ramos da mesma árvore, a guerra e o ódio desaparecerão. A Happy Science foi criada para pregar isso. Eu estou tentando unir o mundo. Tentando trazer a paz e a prosperidade no seu sentido mais verdadeiro.”
Sugiro que assista ao filme abaixo. Se você puder deixar de lado coisas como os reptilianos e a polícia galáctica, creio que possa aprender algo com as mensagens de amor que ele promove. (E não: Sidarta Gautama não disse nada sobre “El Cantare”)
TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO:
Algumas considerações sobre o discurso pedagógico contemporâneo Joana Peixoto Cláudia Helena dos Santos Araújo
O presente artigo pretende analisar os fundamentos do discurso predominante sobre as relações entre as tecnologias e a educação, tomando por base um estado da arte realizado sobre os usos do computador na educação escolar, no período de 1997 a 2007 no Brasil. Nesse estado da arte foram encontrados 107 trabalhos relacionados a essa temática e a referência a 1.330 autores. A análise destes trabalhos conduz à reflexão que busca apoio teórico em um descolamento dos discursos habituais sobre o uso das tecnologias em educação: tanto aqueles que se baseiam nas prescrições normativas para a incorporação dos instrumentos tecnológicos (visão instrumental), como aqueles que impõem as TIC como uma fatalidade no seio das escolas (determinismo tecnológico). O corpus total foi objeto de análise de conteúdo, indicando as categorias: o computador como recurso didático-pedagógico e o computador como recurso político-pedagógico.
TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO Robson Pequeno de Sousa (Org.) Filomena M. C. da S. C. Moita (Org.) Ana Beatriz Gomes Carvalho (Org.)
A construção deste texto sobre o livro “Tecnologias Digitais na Educação” reúne os trabalhos de pesquisa de alunos/professores da 1ª turma do Curso de Especialização em Novas Tecnologias na Educação nos permitiu revisitar as experiências iniciais de formação de professores, quando da implantação dos cursos em EAD, momento político- pedagógico em que o Ministério da Educação não abria, ainda, edital de participação para as Universidades Estaduais no Programa de Formação de Professores. A UEPB, então, pela experiência acumulada em projetos de formação de professores em serviço, consorciou-se com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade do Estado de Pernambuco (UPE) para oferta dos cursos de licenciatura em Química, Física, Matemática e Biologia.
Uma das reclamações mais comuns dos estudantes no período pré-vestibular é a dificuldade em absorver e lembrar todo o conteúdo que as provas exigem. A infinidade de conceitos preocupa qualquer vestibulando.
Para resolver o problema, professores sugerem a técnica de mapas mentais como ferramenta por facilitar o aprendizado e memorização em longo prazo de qualquer tipo de conteúdo.
A BUSCA DO SENTIDO DA FORMAÇÃO HUMANA:
tarefa da Filosofia da Educação Antônio Joaquim Severino
O trabalho desenvolve uma reflexão sobre a educação entendida como processo de formação humana, buscando ver quais os sentidos que essa formação recebeu ao longo de nossa tradição filosófica e na contemporaneidade, uma vez que ocorreram mudanças nas concepções que os homens fizeram do ideal de sua humanização. Sob tal perspectiva, recoloca em discussão as relações entre as diversas dimensões da educabilidade humana, destacando as dimensões ética e política que, até o atual momento, prevaleceram como fundamentos da compreensão da própria natureza da educação e concluindo que hoje a formação humana, visada pela educação, compreende-se como formação cultural. Essa idéia dá à educação uma finalidade intrínseca de cunho mais antropológico do que ético ou político. Essa reflexão sobre a natureza da educação implica igualmente explicitar o lugar e o papel da Filosofia da Educação, como esforço hermenêutico de desvelamento da prática educacional, tal como ela precisa se desenrolar nas mudadas condições histórico-culturais da atualidade. A discussão permite, assim, não apenas interpelar momentos significativos da expressão histórica da Filosofia da Educação na cultura ocidental, mas também debater conteúdos teóricos fundamentais do debate filosófico sobre o sentido da educação, debate que se impõe com renovada força para os educadores no enfrentamento dos desafios que estão sendo colocados pelas novas condições da pós-modernidade, responsável por um profundo questionamento das referências filosóficas da tradição cultural do ocidente.
Palavras-chave: Filosofia da Educação – Ética – Política – Formação cultural.