Projetos educacionais: material complementar – Parte 8

METODOLOGIAS ATIVAS
Aprendizagem Baseada em Projeto
Material desenvolvido pelo Núcleo de Práticas Pedagógicas ESPM

Disponível em: https://docplayer.com.br/11383171-Metodologias-ativas-aprendizagem-baseada-em-projeto-material-desenvolvido-pelo-nucleo-de-praticas-pedagogicas.html


Fonte: n/a

Pequenos comentários acerca da faculdade e de Olavo de Carvalho

Correção textual em 29/12/2021

Publiquei alguns textos neste meu website falando sobre a situação depreciável em que se encontra o ensino de pedagogia (e de um modo geral todas as cadeiras universitárias). As universidades se tornaram fábricas de militantes. Não se aprende quase nada.

Na verdade a gente aprende que ”não devemos permitir que a faculdade atrapalhe o curso”. O 9º andar da UERJ (onde estudei) é um antro de maconheiros, rola putaria e degeneração, até terreiro de macumba tem (uma sala tomada para isso). Os professores (metade, sejamos justos, trabalha muito bem) se preocupam mais com seus brios do que com as aulas.

Recordo-me de quando abertamente dizia que era de direita, capitalista neoliberal (seja lá o que isso signifique) e apoiava o regime militar. Para o pessoal dos cursos locais (filosofia, sociologia, assistência social, maconhologia e puteirismo) eu era tido como um monstro. E meu humor acidamente afro-descendente* associado ao gosto por Charles Bronson também não ajudaram… Ir estudar com a roupa do trabalho (terno e gravata) contribuiu para eu ser um estranho no ninho.

Já à época, sempre me perguntavam o que eu achava de Olavo de Carvalho. E eu sempre respondia a verdade: nunca me interessei pelo pensamento de autores específicos, sempre das correntes que eles seguem. Sempre considerei que essa ”estima” exacerbada, praticamente culto aos autores clássicos ou contemporâneos, é um empecilho ao desenvolvimento de um pensamento livre.

Considero que essa necessidade de afirmação pelo argumento da autoridade é boba. O que Sócrates, Platão e Aristóteles têm de tão especial assim? Não são pessoas como nós? Nós também não somos capazes de pensar e questionar por nós mesmos? Na faculdade (e muitos egressos dela) tomam determinados autores como verdadeiros gurus, estudam e reestudam o trabalho do sujeito como se fosse um livro sagrado.

De meu ponto de vista, isso é reflexo da adequação das ciências humanas ao sistema de pesquisa das ciências exatas. A produção acadêmica assim o exige. Não se tem liberdade para escrever o que quiser, você é obrigado a escrever o que eles querem ler. Assim, seu trabalho tem mais citações do que seu próprio pensamento. E o que deveria ser apenas uma formalidade acadêmica torna-se o padrão de pensamento: o sujeito precisa citar outrem, senão o que diz não tem validade…

Com o propósito de criticar abertamente essa limitação auto-imposta por meus pares, sempre ofendi abertamente os patronos da filosofia: ”Kant introduziu a maconha na Alemanha.”, ”Platão já usava LSD.”, ”Hegel é o cracudo da filosofia…”. Essa tentativa deliberada de mostrar aos meus companheiros de estrada que autores clássicos são apenas pessoas como nós que tiveram a oportunidade de ter seus pensamentos e seus trabalhos entalhados na História resultou infrutífera. Ninguém me entendeu.

E fiquei com a fama de boca-suja…. |:^/

Voltando ao tema: se me perguntam de Olavo de Carvalho, respondo a verdade: nunca estudei seu trabalho a fundo. Não me debrucei noites inteiras de insônia e obsessão, introjetando em minha alma as gotas de sabedoria do mestre dos mestres, ó guru do pensamento liberal brasileiro contemporâneo… Mas se quiserem falar sobre as vantagens do Liberalismo em detrimento do Socialismo, bem como dos defeitos do primeiro e as qualidades do segundo, aí temos campo aberto para muita coisa boa conversar.

*Se disser que é humor negro, posso ser processado nestas terras e tempos de mimimi…

Projetos educacionais: material complementar – Parte 7

AS METODOLOGIAS ATIVAS E A PROMOÇÃO DA AUTONOMIA DE ESTUDANTES
Neusi Aparecida Navas Berbel

Com este artigo, registra-se uma reflexão respaldada na literatura, tomando como interface estudos voltados para a promoção da autonomia de alunos e o potencial da área pedagógica, com o uso de metodologias ativas, para a obtenção de resultados na mesma direção. O objetivo maior da elaboração do texto é o de, ao identificar pontos de convergência entre essas duas linhas de estudos, compartilhá-los com educadores e seus formadores, provocando uma reflexão crítica e possíveis experimentos, no sentido de ampliar registros e discussões com vistas à qualidade do ensino. São exemplificadas alternativas metodológicas com suas características essenciais, com ênfase na metodologia da problematização com o arco de Maguerez, pelo potencial de levar alunos a aprendizagens para a autonomia, assim como estudos que a utilizaram.

Texto completo: Artigo Berbel 2011 metodologias ativas Ed superior


Fonte: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/10326/0

Projetos educacionais: material complementar – Parte 6

METODOLOGIA DE PROJETOS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORAS/ES: CONTRIBUTOS PARA A APRENDIZAGEM DE CONHECIMENTOS E HABILIDADES REQUERIDAS NA ATUAÇÃO DE EDUCADORAS/ES COMPROMETIDAS/OS COM AS QUESTÕES AMBIENTAIS
Denise de Freitas
Haydée Torres de Oliveira
Vânia Gomes Zuin

Neste artigo exploramos uma experiência pedagógica de formação ambiental em nível universitário, representada pela disciplina Ensino e Pesquisa em Educação Ambiental, ofertada aos estudantes dos cursos de licenciatura, que, entre outros princípios, se centra na metodologia de trabalhos de projetos. Buscamos interpretar em que medida essa pedagogia de projetos tem-se constituído como uma ferramenta intelectual importante na construção de conhecimentos, habilidades e valores que venham a concretizar uma formação ambiental pautada nos princípios pedagógicos que temos adotado quando propomos e experimentamos inovar na estrutura e dinâmica de uma disciplina com propósito de cooperar para a ambientalização do currículo de formação de professores. Para a interpretação dos resultados pautamo-nos nos componentes teórico-metodológicos de um modelo de ambientalização curricular de cursos superiores definido pela Rede ACES (Oliveira & Freitas, 2003 e 2004) que temos adotado em nossas intervenções de ensino e de pesquisa, bem como nos trabalhos de Perrenoud (2003) e Boutinet (1990) que tratam da aprendizagem por meio de projetos, por ajudar-nos a responder, que competências e conhecimentos foram por ele desenvolvidos? Em linhas gerais foi possível observar que a pedagogia por projetos, com todos os seus desafios, tem possibilitado ganhos significativos de natureza cognitiva e afetiva para todos os envolvidos na experiência formativa.

Texto completo: artigo Freitas Oliveira Zuin metodologia de projetos na Ufscar


Fonte: www.ufscar.br/ciecultura/denise/evento_1.pdf

Qual é a sua desculpa? – Atualização 2

Atualizado em 01/01/2020

https://www.youtube.com/watch?v=MnKk1TOUNoQ


Postagem original: https://wp.me/p2kFr3-1tC

Paulo Freire, o patrono do fracasso educacional brasileiro

Paulo Freire, o patrono do fracasso educacional brasileiro
Rogério Marinho 04/11/2017

Infelizmente, segundo numerosas pesquisas nacionais e internacionais, o sistema de ensino brasileiro é um dos mais ineficientes do planeta. Crianças e adolescentes sabem muito pouco do que deveriam saber: dominam precariamente a língua portuguesa e não possuem habilidades básicas em matemática. A falta de aprendizado é o nosso maior obstáculo educacional. Tal precariedade é resistente e subsiste à revelia das questões fiscais e de investimento público. É um ensino ruim quando o dinheiro é farto ou escasso.

As raízes da precariedade do ensino brasileiro podem ser encontradas na formação de nossos professores. Há muito, cursos universitários, públicos e privados, foram invadidos pela demagogia política mais abjeta. De fato, o ensino pedagógico de nível superior furtou-se a ensinar aos jovens mestres técnicas de aulas, metodologias baseadas em evidências científicas e conhecimento de como as pessoas aprendem. Ademais, há professores que também não dominam os conteúdos de suas próprias disciplinas.

O estudante de pedagogia forma-se sem conhecer os elementos fundantes de sua futura profissão e muitos sequer desfrutam de estágios profissionais sérios e sistemáticos. No Brasil, abandonou-se a pedagogia em prol de discursos políticos e formação de militantes. O maior símbolo desse tipo de educação é o famoso, muito comentado e pouco lido, Paulo Freire.

O tema não é novo. Desde que estreou no cenário público e político, Paulo Freire causou polêmicas e motivou inúmeros intelectuais brasileiros a denunciar suas artimanhas revolucionárias. Em setembro de 1963, por exemplo, o jornal Estado de São Paulo endossou a análise demolidora de Dulce Salles Cunha Braga, na época vereadora em São Paulo, sobre o “método de alfabetização” do intelectual comunista: “esse método, em si, apresenta sérias lacunas, sendo passível de críticas fundamentais no que se refere à sua oportunidade e eficiência. O mais grave, porém é que segundo depoimentos de pessoas de ilibada idoneidade, o método em causa tem sido veículo de doutrinação marxista, sob pretexto de alfabetização.” A professora Dulce foi a primeira senadora paulista, vereadora por três vezes e deputada estadual também por três vezes.

A Pedagogia do Oprimido, livro mais famoso de Paulo Freire, é obra recheada de elogios a Fidel Castro, Che Guevara, Mao Tsé-Tung, Lenin e às revoluções comunistas. Freire ignora o sangue de inocentes derramado por esses tiranos e assassinos, responsáveis por genocídios covardes e produz um panfleto socialista com quase nada de pedagogia. Seu objetivo, coberto por um manto de palavras confusas e desconexas, é estabelecer as bases de uma revolução socialista no Brasil por meio da subversão cultural de estudantes em prol do velho e refutado materialismo marxista.

Prega em seu livro sinuoso a revolta dos alunos diante da autoridade do professor e da família. O patrono da educação brasileira esforçasse-se, utilizando uma linguagem tosca e truncada, em demonizar a família e a autoridade paterna: “as relações pais-filhos, nos lares, refletem, de modo geral, as condições objetivo-culturais da totalidade de que participam. E, se estas são condições autoritárias, rígidas, dominadoras, penetram nos lares que incrementam o clima da opressão”. Tudo para ele é opressão, exploração e domínio.

De 1989 a 1991, Freire teve a oportunidade de pôr em prática suas ideias copiadas da tradição teórica marxista. Foi secretário de educação de São Paulo na gestão de Luiza Erundina. O legado do idolatrado militante foi a promoção automática dos estudantes. Freire considerava a autoridade do professor em avaliar os alunos como algo opressor. A libertação é promover estudantes mesmo que não tenham aprendido a contento o conteúdo programado. É a perpetuação da falta de qualidade do ensino.

Precisamos urgentemente promover uma profunda revisão na formação de nossos professores. Jamais poderemos superar nossas dificuldades sem introduzir no ensino superior pedagogias realmente científicas e calcadas em evidências empíricas. Não podemos continuar apenas com a politização canhota e que tanto mal faz ao ensino nacional. Precisamos de mais ciência e menos ideologia barata e mistificadora.


Fonte: http://www.ilisp.org/artigos/paulo-freire-o-patrono-do-fracasso-educacional-brasileiro/

Projetos educacionais: material complementar – Parte 5

INTERDISCIPLINARIDADE, MÚSICA E EDUCAÇÃO MUSICAL
Rita de Cássia Fucci Amato

Este artigo apresenta algumas reflexões sobre as possibilidades de exploração das inter-relações entre saberes e práticas musicais e de outras áreas. Para tanto, elucida inicialmente alguns termos congêneres que identificam modalidades e abordagens de pesquisa baseadas no relacionamento entre diferentes campos do conhecimento, tais como interdisciplinaridade, multidisciplinaridade, transdisciplinaridade, pluridisciplinaridade e multirreferencialidade. A seguir são apresentadas algumas possibilidades de explorações interdisciplinares envolvendo a música e a educação musical. O estudo é realizado com base
em uma revisão de literatura envolvendo áreas como música, educação musical, educação, sociologia, gestão e ciências da saúde, além da filosofia, da teoria do conhecimento e da epistemologia. Conclui-se apontando reais caminhos de integração interdisciplinar na música e na educação musical.

Texto completo: artigo interdisciplinaridade musica edmus Amato RevOpus16n1-2010


Fonte: https://www.anppom.com.br/revista/index.php/opus/article/download/224/203

Projetos educacionais: material complementar – Parte 4

CONTRIBUTOS PARA A ELABORAÇÃO DE UMA TESE INTERDISCIPLINAR
Carlos Pimenta

Os conceitos e a terminologia da interdisciplinaridade são ambíguos, com utilização múltipla. Começamos por precisá-los. A interdisciplinaridade nem sempre é epistemologicamente superior à disciplinaridade, mas apresenta manifestas vantagens explicativas em vários projectos de investigação, contribuindo decisivamente para o progresso científico. A sua utilização exige ter consciência das dificuldades (ontológicas, epistemológicas, organizativas e psicológicas) e saber superá-las. Apresentam-se algumas formas de as superar durante a realização de uma tese, tomando como referência o doutoramento.

Texto completo: artigo interdisciplinaridade Pimenta 2008


Fonte: http://e-revista.unioeste.br/index.php/ideacao/article/view/4144

Projetos educacionais: material complementar – Parte 3

A ABORDAGEM SISTÊMICA NA PESQUISA EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
Alfredo Iarozinski Neto
Maria Silene Leite

A Engenharia de Produção está afeta a problemas que se caracterizam pela complexidade. Para serem resolvidos, esses problemas demandam conhecimentos que vão além da matemática e da física, como ocorre nas engenharias mais clássicas. Eles necessitam de uma abordagem que permita o acesso ao conhecimento de várias disciplinas simultaneamente, ou seja, uma abordagem interdisciplinar. Para praticar a interdisciplinaridade e sistematizar o processo de pesquisa na Engenharia de Produção é apresentada a abordagem sistêmica. Ela é capaz de levar em conta o conjunto das variáveis que caracterizam os problemas considerados complexos. A base metodológica escolhida para implementar a abordagem sistêmica é a sistemografia, que permite ampliar o horizonte de pesquisa para aproximar a realidade do fenômeno observado. Finalmente, será mostrada como a abordagem sistêmica permite que o pesquisador trabalhe em um nível maior de subjetividade sem perder a tão necessária “objetividade” científica.

Texto completo: http://www.scielo.br/pdf/prod/v20n1/aop_200804040


Fonte: N/A

Projetos educacionais: material complementar – Parte 2

METODOLOGIA DE PROJETOS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA EXPERIÊNCIA SIGNIFICATIVA NA PRÁTICA DE ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS
Elizabeth Cardoso Gerhardt Manfredo

Trata-se de um estudo que analisa as perspectivas da metodologia de projetos na formação de professores reflexivos e pesquisadores, entendendo tal prática como uma estratégia formativa que apóia de um lado a formação docente e de outro contribui com os contextos locais em que se insere. Tal estudo envolveu graduandos do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, Habilitação em Biologia e Química de uma universidade pública no município de Marabá-Pará, no ano de 2005. Os dados foram produzidos a partir das observações durante a experiência e do conteúdo dos relatórios da disciplina Prática de Ensino, sendo agrupados em dois eixos (1) valor formativo da experiência com projetos, e (2) intervenção na realidade local. As análises evidenciam aspectos relevantes dos projetos didáticos para a formação do professor de ciências, e ainda seu potencial de intervenção em problemas concretos, provocando ações, reflexões e práticas educativas que fortalecem a identidade docente dos futuros professores.

Texto completo: artigo Manfredo_metodologiadeprojetos licenciatura ciências


Fonte: http://if.ufmt.br/eenci/artigos/Artigo_ID26/pdf/2006_1_3_26.pdf