Brasil, Pátria achacadora 2 – A missão

Brasil, Pátria achacadora 2 – A missão

Este texto diz apenas mais do mesmo. Está avisado(a).

Desde o início de 2015 até agora, passados 10 meses, nada de fato mudou. Ou melhor, desde março: passado o frenesi das eleições, das festas e do carnaval, o ano só começa em março no Brasil. A orgiástica população alcoolizada está tão ébria que habitualmente perde 2 meses por ano sem se incomodar. Mesmo acostumado com tal realidade, desta vez impressiona-me muito a estagnação política e econômica que ora alegremente desfrutamos.

A inflação está crescendo; o desemprego, aumentando; a crise política impede a gestão do país; crimes de corrupção são revelados diariamente; programas governamentais não funcionam; a economia está em recessão. Mas espere: isto está assim desde que o ano começou! Creio que eu compartilhe com muitas pessoas a sensação de que nada está acontecendo. Parece que o núcleo político do país parou. Não estão fazendo nada! Bem, isso não é nenhuma novidade, eles nunca fazem nada mesmo… O país é empurrado com a barriga (ou outras partes do corpo) desde que foi fundado.

Porém estamos vivenciando agora de um modo que nunca houve antes. Todas as transformações contemporâneas são rápidas, as notícias correm na velocidade da internet. A sensação de marasmo, de inércia, de expectativa é ainda mais forte.
O Dragão gestado pela Estrela Vermelha está no cio e quer procriar! Adivinha em quê ele vai montar? Isso mesmo, NO TEU… bolso! Sem vaselina.

A inflação corrói as economias das pessoas mais pobres. Os saques na poupança aumentaram, o que indica que as pessoas estão se valendo de seus parcos porquinhos para pagar as contas. Estamos com inadimplência de 40%. Com isso sofrem as pessoas que devem, as empresas que não recebem (e não fecham caixa), o erário que não arrecada. E como fica quem financiou casa? As parcelas estão aí e os bancos não se importam muito se você paga ou não: a casa é a garantia. As pessoas podem começar a perder suas casas. Ah, sim, já começaram: o programa do governo “Minha casa, minha dívida” já começou a tomar as casinhas dos mais pobres que não conseguiram pagar. Se uma família não consegue pagar R$ 25,00 da prestação da casa, imagine quem paga R$ 2.500,00.

Os preços continuam aumentando, os juros bancários são mais impagáveis que de costume (e as tarifas também aumentaram outra vez no mesmo ano), e o que o governo faz? As tarifas de contas necessárias (água, energia) e o preço dos combustíveis de nossa roubada Petrobrás sobem. Como pode, numa situação econômica dessas, o governo aumentar taxas exatamente daquilo que mais alimenta a inflação? Desleixo? Descaso? Desnorteamento? Incompetência? Maconha?

E enquanto nossos amados governantes estão dando um tapa…, erm…, na cara do povo, o caos econômico se instaura. O pobre não tem como pagar, a empresa não tem como receber, o caixa não fecha, cortam-se custos: demite o João da Silva. O José de Souza. O Maximiliano J. Lancaster von Hoxenheimer III. Pobre ou rico, com ou sem sobrenome chique, ninguém é imune aos reveses da vida. Só que por trás de uma demissão, está um pai de família e algumas bocas para alimentar. A crise na Petrobrás causou demissões em massa e um efeito cascata em todos os setores dela dependentes.

Mas um tapinha não dói! Que tal mais um? Enquanto a massa padece, eles ainda reclamam aumento de seus próprios salários. Afinal, já que não querem largar o osso, que seja um osso gostoso!

Assim temos nosso cenário político. Os Petralhas se escondendo agora que a casa caiu, enterrando todos os ossos que podem, não querem sair de cima, parecem pior que cachorro engatado. Os Tucanos tirando sarro e botando lenha na fogueira: ou é o FHC dizendo que a Presidanta satanista governa um país falido, ou é o “Neto do cara” ainda sorrindo e querendo de qualquer jeito tirar a velha de lá, ou é outro qualquer metendo o malho no governo. Tem também o PMDB, tirando proveito da situação. E a turma do fundão, o resto que não se encaixa em lugar nenhum nem deixa nada encaixar.

E esse governo que não governa, ainda tem que lidar com o legislativo que não legisla e um judiciário que não julga. O Tribunal de Contas não julga se as contas estão contadas. Ele só analisa. Porra, isso eu também podia fazer… O Tribunal Eleitoral não deixa auditar votos. Ele só diz que ele mesmo está certo. Porra, isso eu também podia fazer… O STF não condena criminosos, não pune severamente ladrões e corruptos. Os ministros parecem só saber fazer pose e lamber o saco uns dos outros. Porra, isso eu…, ah não, isso eu não faço não!

E no nosso legislativo que não legisla está o grande Duduzinho. Ele faz o caos voar solto no congresso durante a semana e na folga vem espairecer com Slipknot no Rock in Rio. E tal como a Mônica Petista, não renuncia. Ele mesmo que estava do lado dos que a criticavam pelos escândalos de corrupção, agora está com o nome embolado no meio. Olha, eu particularmente não me importo se ele deu para a mulher R$ 1.000.000,00 para ela gastar com o professor de tênis. A intimidade do casal não é da minha conta… Cada um é livre para ser feliz. (Acho que eu tinha que virar professor de tênis…)

Só me interessa se essa grana partiu dos cofres públicos. Porque se foi, aí é meu dinheiro também! E eu preferiria que fosse gasto em um hospital, sei lá…

Ou seja, primeiro a Dilma, depois o Eduardo. A mocinha vai na frente e o mocinho vai atrás, empurrando a mocinha pra frente e pra trás! Que dança é essa meu rapaz?!?!
E molha-mão, badá, bada bada bá!
Corrupção, badá, bada bada bá!
É o Petrolão, badá, bada bada bá, ba bá!
Pra frente, pra trás, e o país não sai do lugar.

Carrinho de Mão

A Argentina também está assim, talvez pior, mas pelo menos a presidente de lá sabe dançar…

Os programas do governo se tornaram ineficientes, insuficientes. Cada vez mais se evidencia que foram feitos exclusivamente para angariar votos do grande curral eleitoral formado nos anos do governo Lula. O “Minha casa, minha dívida” já apresenta inadimplência, conforme mencionei; o programa “Mais escravos-médicos” agora tenta tratar a doente saúde pública. E a Pátria Achacadora, título deste texto, torna-se uma piada.

Como pode um país que opta por ter como lema “Pátria Educadora” mudar o ministro da Educação 3 vezes em menos de um ano? Logo no primeiro ano? Como podem querer realizar algum plano, além de fazer nEném? (que suponho será fonte de escândalos mais uma vez) Que tipo de educação querem fornecer, se eles mesmos só ensinam a comprar e vender cargos e interesses para manutenção de um poder corrupto?

Educação depende de toda a sociedade. Ela é um projeto para o futuro. Mas que futuro estamos projetando?

O país está sem uma direção. Parado. Essa sensação de paralisia política reflete-se na economia, que ora se vê em recessão. Com um governo que não governa, atolado em escândalos, o sensível sistema econômico mundial reflete insatisfação, preocupação, suspeita e descredibilidade em números. Nossa moeda nunca valeu tão pouco face ao Dólar, ao Euro e a si própria (devido à inflação). Investimentos são retirados pelos pobres para quitar dívidas; pelos ricos para prados mais verdejantes; por empresas para fechar caixa. Dinheiro valendo pouco, compras valendo muito, Carteira de Trabalho valendo nada. Direitos dos trabalhadores retirados no momento em que mais precisam (como o seguro-desemprego, por exemplo), deveres sendo impostos quando menos poderiam (aumento/criação de impostos em cenário de inflação, como a CPMF, por exemplo). Uma bola de neve cada vez maior, vindo em nossa direção, e aqueles que possuem autoridade e legitimidade para resolver o problema demonstram-se inertes frente ao perigo evidente.

É por esses motivos que eu defendo a impugnação da presidência. (impeachment, se você achar que inglês é falar bonito)

Não: eu não acredito que tirar Dilma Rouseff do poder vá ajudar em alguma coisa. Tampouco creio que qualquer um que lá estiver em seu lugar após a impugnação vá resolver o problema a curto ou médio prazo. A situação está tão complexa que pode levar alguns anos para resolver.

Defendo, contudo, que dar esse chacoalhão no governo vai tirar o país da inação em que se encontra, fazer as coisas se mexerem, mudar. Porque continuar esse achaque, não dá mais.


Para saber mais:

http://folhacentrosul.com.br/brasil/8707/economia-piora-e-brasil-entra-oficialmente-em-recessao
http://www.valor.com.br/financas/4258484/poupanca-registra-saques-de-r-53-bilhoes-em-setembro
http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/10/quase-40-da-populacao-adulta-esta-incluida-em-cadastros-de-inadimplentes
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,caixa-fecha-cerco-a-inadimplentes-do–minha-casa-e-imoveis-serao-retomados,1765418
http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2015/07/em-junho-juro-bancario-de-pessoa-fisica-sobe-e-bate-recorde-da-serie.html
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2015/01/06/petrobras-suspensao-de-obras-ja-causou-demissao-de-10200-trabalhadores-no-rio/
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-10-07/deputados-aprovam-aumento-salarial-de-1638-aos-ministros-do-stf.html
“Dilma vendeu a alma ao diabo”, afirma FHC
http://www.brasil.rfi.fr/geral/20150921-fernando-henrique-diz-jornal-les-echos-que-brasil-embarcou-em-projeto-megalomaniaco
http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/10/lider-do-psdb-se-encontra-com-bicudo-para-novo-pedido-de-impeachment.html

Ação do PSDB no TSE: Cunha pode virar presidente do Brasil?


http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/09/dilma-informa-renato-janine-que-ele-deixara-ministerio-da-educacao.html

Bala na bunda alheia é refresco.

Bala na bunda alheia é refresco.

//Hate mode ON//

Outro dia um fretista estava comentando comigo algumas coisas que via de errado em nosso país. Por exemplo, você batalha e com algum esforço compra sua casinha própria. Paga todos os impostos (se não pagar, tomam sua casa), trabalha, junta dinheiro e finalmente compra um galão de tinta para pintar a fachada. Fazer uma reforma, cuidar do patrimônio, essas coisas.

Daí aparece um pichador e suja toda a frente da sua casa. Ele é um jovem, vítima da sociedade e das circunstâncias, sem acesso à educação e ao lazer. Menor de idade (17 anos e 11 meses, uma criança, ‘tadinho…), crime de menor potencial ofensivo: não pode ser preso! Deve ser delicadamente acolhido, advertido e encaminhado para setores responsáveis.

Quanto a você, foda-se: vá pintar de novo a sua casa. E ai de ti se resolver bater naquele desorientado jovem! Aquela pobre vítima de nossa sociedade capitalista estava apenas demonstrando seu descontentamento com a vida, exercendo a liberdade de expressão artística e deve ser protegida contra monstros como você, contribuinte, que acredita que preservar seu patrimônio é mais importante do que a integridade física dos jovens, o futuro de nossa nação.

Ou seja, se você descer o cacete num sujeito desses, o errado é você.

Esse comentário do fretista me fez lembrar outros casos similares. Por exemplo, a “Campanha do Desarmamento”. Tirar armas de fogo da população com vistas a diminuir a criminalidade. Só esqueceram um detalhe: faltou avisar os bandidos… Você não pode se defender, como já ensinara o grande filósofo Mestre Dal:

Alborghetti e o desarmamento

Vídeo removido Dal: Desarmamento é o caralho!
https://www.youtube.com/watch?v=kxwau6Yz-gg

Editado em 14/11/2020: Vídeos similares

Apresentador Alborghetti contra o desarmamento | História e Política
# https://www.youtube.com/watch?v=MrvQK7dPNYA
Alborghetti Desarmamento e outros projetos de lei | naoentreguesuaarma
https://www.youtube.com/watch?v=lUxmh80aQ-g
Alborghetti vitimas no RJ são contra o desarmamento | naoentreguesuaarma
# https://www.youtube.com/watch?v=R-OesDusoJI
Direitos Humanos e desarmamento – Alborghetti | Travessuras Avessas
# https://www.youtube.com/watch?v=nJGFrSWKdJs

Mas os vagabundos podem te foder à vontade, que não lhes acontece nada.

Mais recentemente (o que demonstra que nada mudou) tivemos mais um surto de arrastões nas praias do Rio de Janeiro. Todo mundo sabe que esses bandidos vêm nas linhas tal, tal, tal; todo mundo sabe que eles vêm das favelas tal, tal, tal; todo mundo sabe que no trajeto tem a Delegacia tal, tal, tal; e ninguém faz nada. Até que aparecem na TV turistas chorando porque foram assaltados, e resolvem adiantar a “Operação Verão”.

Ou seja, só tem arrastão no verão: no resto do ano a população que se dane.

Daí meia dúzia de MMA (que é a nova moda, antes era o pessoal do BJJ, no fundo é a mesma coisa), vendo que o Estado é omisso, combinam de sentar a porrada nos vagabundos e são duramente repreendidos por todo mundo. Aparece Governador, Prefeito, Imprensa, Ministério Público, Polícia Federal, Interpol, CIA, KGB, Coréia do Norte, todo mundo dizendo que nãããããão, não pode! Porque justiça com as próprias mãos é feio! Ai, ai, ai!

E outra meia dúzia (agora das instituições de Direito) vai à TV DEFENDER o direito de ir e vir de pivetes e vagabundos. Sim, porque eles têm o direito de ir e vir tranqüilamente. Nós não.

Se um cara vem pichar minha casa e eu descer o cacete nele eu vou preso porque ele é um coitadinho, e o uso da força não se justifica. Se um cara pular o muro de minha casa, entrar no meu quintal e eu meter bala nele, eu vou preso por excesso de força. Primeiro ele tem que atirar. Se eu sobreviver, aí sim eu posso atirar de volta, mas devo tomar cuidado para não machucá-lo muito. Eu sou obrigado a pagar a passagem da condução, para dois pontos depois subirem 40 mulambentos pela porta de trás, roubarem minhas coisas e irem passear na praia.

E eu não posso fazer porra nenhuma, porque senão o errado sou eu.
Porque defender a si mesmo é selvageria.
Porque matar bandido é errado.
Porque seria eu sufocado pela verborragia de políticos e de esquerdistas alienados e doutrinados, feministas, maconheiros, LGBT’s com paranóia de perseguição, uma escória que segue cartilhas falidas de um Marxismo há muito refutado pela realidade.

Porque o lugar dos homens de bem está atrás das grades de sua própria casa, de onde só pode sair para pagar impostos aos ladrões de cima, enquanto eles e suas famílias servem de alvos para os ladrões de baixo. E que também fiquem calados, pois reclamar é agora é taxado de pessimismo.

//Hate mode OFF//

Desopilado com as palavras acima, parto agora para uma análise mais séria do que se passa em nossa sociedade. Pretendo brevemente nas próximas linhas explicar porque defendo minha posição de que podemos (e talvez até devamos) reagir a assaltos quando possível, e porque defendo a afirmação de que a imprensa manipula a formação da opinião do cidadão comum. Por favor, note que este texto está publicado em blog e, pelo formato da mídia, aqui não aprofundarei mais o tema.

Tomarei como exemplo a cidade do Rio de Janeiro, onde vivo, para todo o texto, mas as idéias são aplicáveis a todos os lugares.

1º Fundamento, o número de policiais.

A cidade do Rio de Janeiro, somando todos os habitantes permanentes, as pessoas de outros municípios que vêm aqui só para trabalhar e retornam para suas cidades ao final do dia (movimentação pendular), e os turistas, perfazem um total de aproximadamente 8 milhões de pessoas.

A Jamaica (o país inteiro) tem menos de 3 milhões de pessoas. O mesmo ocorre em relação a Noruega, Croácia, Nova Zelândia ou Irlanda. Nossa cidade tem mais pessoas do que países inteiros.

Temos um efetivo de 52.000 policiais militares. Não para a cidade, mas para todo o Estado do Rio de Janeiro e seus 17 milhões de habitantes. Não é necessário ser um especialista em logística para ver que a conta não é muito boa.

2º Fundamento, as condições de trabalho dos policiais.

Um policial militar ganha uma remuneração indigna para passar o dia na mira de bandidos, com medo por si e por sua família, em um serviço extremamente estressante, violento, por vezes insalubre e ocasionador de doenças psíquicas: R$ 2.500,00.

Esse salário insuficiente para se suster leva muitos soldados a terem dupla ou tripla jornada de trabalho, sendo-lhes impossível a dedicação exclusiva ao quartel. É um soldo muito baixo para homens que, por vezes, sentem-se oprimidos pela violência que os cerca ao ponto de terem medo de brincar com os próprios filhos, com medo de machucá-los sem querer.

Fora a remuneração, as próprias condições de trabalho são impróprias. O material é sucateado, o treinamento é insuficiente e a demanda (violência urbana) está além das suas forças. Não preciso entrar em detalhes quanto a isso, pois é de conhecimento público:

As armas das forças públicas são de menor potencial do que as utilizadas por marginais (por vezes estes usam armas restritas ao uso militar);
O transporte (viaturas) é inadequado (e houve uma semana este ano mesmo em que as viaturas não puderam rodar por falta de gasolina);
As verbas são insuficientes para manutenção dos quartéis e equipamentos;
Os soldados novos são treinados por apenas 3 meses antes de serem enviados para o fronte, por vezes em áreas de conflito como as UPP’s;
O número de ocorrências é superior ao que se consegue administrar;
Agentes públicos, em especial do Legislativo e do Judiciário, criam barreiras e empecilhos para o livre desempenho de ações policiais, como exemplificado no caso recente dos arrastões.

3º Fundamento, o resultado do trabalho.

A cada 10 homicídios, apenas 1 é solucionado. A criminalidade está em constante aumento.

A falta de preparo e controle das tropas permite que bandidos se infiltrem no quartel, fazendo-se passar por policiais. A falta de moralidade dentro da própria tropa e a certeza da impunidade causada pelo sentimento geral da população, compartilhado por policiais, leva vários deles a comportamentos desviantes, amplamente divulgados pela imprensa.

O comportamento criminoso de parte dos policiais mancha a imagem de toda a corporação, que não passa mais à população em geral qualquer noção de segurança, integridade ou moralidade. Policiais passam a ser vistos ou como bandidos, pelos crimes dentro da corporação, ou como incompetentes, pela atuação insuficiente fora dela.

Tendo isso em mente, vejamos agora o lado da população.

1º Fundamento, a cultura do medo.

A violência urbana é sistematicamente mostrada na televisão, nos noticiários e em programas policialescos. A imprensa nutre-se da barbárie e exibe, de forma cada vez enfática e explícita, todo tipo de brutalidade concebível e praticada pela torpeza humana. Isso causa duas conseqüências. A primeira é a “anestesia”. De tanto vermos desgraças, elas tornam-se comuns. A banalidade da violência, ou ao menos a banalidade como ela é tratada, torna normal o que não é. A segunda conseqüência é o medo. As pessoas vivem com um medo contínuo. Não sabem se serão as próximas. Caminham esperançosas pelo melhor. Pedem proteção divina. É um medo latente, contínuo, mas que lhes permite seguir suas vidas.

2º Fundamento, a verborragia da civilitude.

Acompanhando as notícias sobre violência, a imprensa, novamente de forma sistemática, repete exaustivamente que não devemos reagir. Repete exaustivamente, em todos os canais e meios, que não podemos revidar a violência. Repete exaustivamente que o melhor é permitir os roubos e assaltos. Repete exaustivamente que não devemos praticar a justiça com as próprias mãos. Repete exaustivamente que revidar é uma atitude bárbara.

Repete exaustivamente que por sermos civilizados devemos baixar a cabeça para os bandidos. E tem como único fundamento para esse argumento o mesmo medo que mencionei: se revidar, será ainda pior, ainda mais perigoso, ainda mais violento.

Tudo isso posto, quero agora explicitar minha opinião sobre o tema.

O verdadeiro motivo pelo qual se pede que você não reaja à violência urbana, não é a sua segurança. Se as autoridades tivessem realmente interesse em sua segurança, haveria mais investimento, treinamento, capacitação, material e efetivo nas ruas.

O verdadeiro motivo pelo qual se pede que você não reaja à violência urbana, não são os brios de civilitude. Se as autoridades tivessem realmente interesse em construir uma sociedade melhor, haveria mais organização social, econômica e educacional.

O verdadeiro motivo pelo qual se pede que você não reaja à violência urbana é que se as pessoas passarem a reagir e fazer justiça com as próprias mãos, o pouco controle que ainda resta acaba. Observe:

a) Somente 1 em cada 10 crimes são resolvidos. Se as pessoas passarem a reagir e a fazer justiça por conta própria, não haverá meios para que o já precário sistema de segurança averigúe todos os casos. Será impossível discernir se uma ação foi legítima ou se um assassinato foi mascarado como “legítima defesa”.

b) Se a população passar a reagir por conta própria, pode considerar que não precisa mais do sistema de segurança pública. Podem-se formar grupos de milícias armadas. Esses grupos tanto podem se auto-intitular justos, quanto podem aproveitar o caos e se formarem como novos grupos criminosos.

c) A população não tem o preparo necessário para averiguar crimes. Linchamentos e ataques a pessoas inocentes podem acontecer facilmente, enquanto que crimes reais podem ser ocultados pelo excesso de violência.

d) Se o pouco de segurança que temos for dispensado pela população, há o risco de que a cidade sucumba a um estado de barbárie, em que a atuação do Estado de Direito não seja mais possível, sendo necessário, para manutenção da ordem pública, um Estado de Exceção. Isso seria o colapso de todo o sistema social construído e desejado pela ampla maioria desta sociedade.

O segundo motivo pelo qual se pede que você não reaja à violência urbana é a manutenção da cultura do medo e a verborragia da civilitude. Observe:

a) Você sai de sua casa todo dia com medo da violência urbana. Tem medo por si, por seus filhos, por seus pais, por seus amigos. Você tem medo do que pode lhe acontecer. Mas, como eu disse, não é um pânico generalizado, como no estado de barbárie que citei há pouco. É um medo leve, sutil, que permeia seu cotidiano.

Você trabalha, estuda, viaja, passeia, consome, paga seus impostos. Faz de tudo. Mas com medo. E enquanto tem medo, não pensa em outras coisas. Uma pessoa com medo não pensa em política. Uma pessoa com medo não pensa em gastos públicos. Uma pessoa com medo não pensa no futuro. Não pensa nas grandes questões da humanidade. Uma pessoa com medo só pensa em sua segurança de agora.

E não é só a segurança pública. O transporte, a saúde, a educação. Você está tão preocupado em como vai ser voltar para casa naquele trânsito horrível, em como vai pagar as contas do mês, em como vai ser se ficar doente e não ter hospital, em como a escola do filho está ruim, que não pensa muito em como resolver os problemas sociais. Afinal, como pensar no resto da sociedade quando a própria vida está à beira do caos?

A manutenção desse estado de contínuo medo e desordem social é boa para quem está no poder. Enquanto a massa aproveita as migalhas que vez ou outra são dispensadas para conter os ânimos, eles continuam se fartando em laudos banquetes custeados pelo sofrimento do povo.

b) A verborragia da civilitude talvez seja ainda mais sutil do que a cultura do medo. Está sendo culturalmente enraizado à força na mente do povo brasileiro que armas são ruins. Eu defendo o contrário. Defendo que armas são ruins nas mãos de homens ruins e que armas são boas nas mãos de homens de bem. Defendo que um povo armado é um povo livre não só de extorsões de forças estrangeiras, mas também é um povo livre dos desmandos de seu próprio governo.

Como teriam sido os protestos de julho de 2013 se a população fosse armada? Não teriam sido. Se o povo brasileiro fosse um povo armado, não haveria necessidade de protestos.

Também defendo que o aumento de armas não se refletiria no aumento de homicídios. Enquanto que no Brasil desarmado a taxa de homicídios é de 25/100mil, nos EUA a taxa é de 5/100mil. Cinco vezes menor. Claro, lá ocorrem corriqueiramente chacinas, mas eles defendem que qualquer um pode ter arma. Eu defendo que apenas homens de bem possam tê-la.

Defendo que são eles, os bandidos, que deveriam temer os homens de bem. São os bandidos que deveriam ser enjaulados, não nós. São os bandidos que deveriam ser punidos, não nós.

Por esses motivos apresentados, defendo que podemos sim reagir a assaltos e a violência urbana, se possível. Bravura e imprudência andam bem próximas, é preciso saber discernir. Mas se a pessoa possui preparo e treinamento, se possui meios para tanto, e se por instinto pressente que há condições de agir, não vejo motivos para permitir que esses crápulas façam o que bem entenderem.

Eles matam, roubam, estupram, ferem, aleijam, zombam da moral. E em sua perversão regozijam-se do sofrimento alheio. Mesmo se você não reagir, nada garante que sairá vivo. Mesmo entregando seus pertences, ainda assim pode ser morto, violado, humilhado. E por medo, o próprio homem de bem se condena a uma vida de ainda mais medo.

Defendo que precisamos enfrentá-los. Mas sozinho é impossível, nada posso. Quando o mal torna-se maioria, os homens de bem sofrem. Quando o poder está nas mãos de homens frouxos e covardes, quando os melindres de intelectualóides falam mais alto do que o bom senso, quando os valores da moral e da família são subvertidos por populismos baratos, pouco resta a não ser questionarmos se é isso mesmo o que queremos para nossa sociedade e para nosso país.

Quero deixar uma última coisa clara. Eu não desejo que as pessoas tenham armas em casa. Eu desejo viver num mundo em que não precisemos mais de armas, em que não haja mais guerras ou violência. Mas até eu viver nesse mundo, me recuso a viver com medo.

O que falta aos homens desta terra são colhões.

Brasil, pátria achacadora.

Brasil, pátria achacadora.

Vamos lá… Vamos recapitular um pouco o que nossa excelentíssima presidente da república Estúpida Rousseff fez ao longo de sua magnânima carreira pública.
Primeiro, largou o curso de doutorado que fazia na Unicamp para se dedicar à política. Espere, isso nunca aconteceu: a Unicamp desmentiu isso. Dilma nunca fez mestrado ou doutorado lá. Nisso já vemos que esta senhora tem desde suas tenras bases tendências a querer crédito por algo que não fez…

Daí ela foi indicada para secretarias e ministérios e afins devido a amizades, conchavos ou qualquer coisa. Foi ser Aspone governamental profissional. Dentre essas passagens, ela foi nomeada para o Ministério da Casa Civil. Não sei bem o que esse ministério faz (ou deveria fazer), mas seja lá o que for ela não fez, pois o Ministério da Casa Civil nunca faz nada mesmo. E nesse posto ela era também presidente da administração da Petrobrás.

Então na Petrobrás, nossa principal empresa pública (a única empresa importante que sobrou, diga-se de passagem), esta senhora está vinculada à mutreta de Pasadena. Ela afirma que não sabia de nada (aprendeu com o mestre), então de duas uma: ou assinou sem ler, o que por si indica incompetência; ou leu e não entendeu e assinou, o que é pior ainda (não se enquadra em negligência, omissão nem imperícia, não sei que nome dar a isso).

Algum tempo depois, ela ainda fazendo nada, nosso bipresidente Molusco da Silva estava afundado até as barbas (que tirou para não ser mais reconhecido na rua) na lama do Mensalão, e não dava para ser tri-eleito. A solução foi arrumar uma testa-de-ferro completamente desconhecida e que não estava no rol arrolado na esbórnia que rolava em nosso Congresso enrolador. Dilma foi escolhida a dedo (talvez o dedo que falta) pelo que sabe fazer melhor: nada.

Então a quimera Lula&Dilma se candidatou à treleição contra Múmia Serra, que não convenceu. Eleita, Lula&Dilma começou seu primeiro cargo eleito já como President”Á” da República. E aí começava a demonstração de sua incompetência. Há 4 anos e pouco, o companheiro Molusco vem ensinando essa Mônica Petista a desgovernar o país e a cada 10 segundos ela pede que ele diga-lhe o que fazer, o que falar, quando respirar…

Mônica, digo, Dilma (baixinha, gorducha, dentuça, enfezada e está sempre de vermelho PT) não deu uma dentro em seu primeiro mandato. Relembremos algumas de suas peripécias:

a) Para começar esta senhora teve a brilhante idéia de mexer na poupança. Desde 12 de janeiro de 1861 a poupança é uma instituição que ajuda os pobres a conseguirem alguma coisa (pouco, mas alguma coisa). Da última vez que mexeram, fedeu tanto que deu impeachment. Desta vez, após um discurso populista fajuto contra os bancos num feriado de quarta-feira, ela corta os rendimentos do povo na sexta-feira. Porra, o discurso era contra o banco e mexe no bolso do pobre???

O PT, e sua economia de consumo, desestimulou a poupança e enfiou (com força e sem vaselina) crédito ilimitado no mercado: a inflação saiu de controle (um orgasmo econômico sem proteção que gestou um novo dragãozinho). O “Minha casa, minha dívida” foi o grande responsável pelo descontrole. Sem mencionar a bolsa-esmola, bolsa-ladrão, bolsa-cracudo, bolsa-traveco… Pra comprar 50 milhões de votos na maior operação de curral eleitoral vista vale tudo, o governo fez até a bolsa-eletrodoméstico (acompanhando a bolsa-casa). Resultado: só durou 2 anos porque simplesmente o dinheiro (meu dinheiro, seu dinheiro, nosso dinheiro público) acabou.

b) Numa época cuja conjuntura já apontava desgaste devido ao revanchismo vermelho, Comissão da Verdade, e descontentamento dos conscritos pelo baixo soldo com que sustentam suas famílias, a Presidência da República omitiu-se. Talvez isso se deva a nossa estimada líder ter esquecido que ela mesma é chefe das forças armadas. Ao ponto em que o general do Exército, em sua Ordem do Dia, pediu às tropas que confiassem na cadeia de comando.

Analisemos: se o seu sapato não machuca, você não lembra que está calçado. Se você não está com fome, não pensa em comida. Você só pensa naquilo de que sente falta. Se você pede que suas tropas confiem na cadeia de comando, a situação não é nada boa na cadeia de comando… Primeiro que no exército você não pede: você manda. É o exército. Eles cumprem ordens. Para um general ir às tropas PEDIR alguma coisa, QUALQUER COISA, eu imagino o estado lastimável em que se encontra o moral das tropas.

c) Não obstante, durante um discurso comunista bitolado (ou petista, como queira) – não lembro se foi a Narizinho Hoffmann ou a Maria do Rosário, sei lá – uma das muitas mulheres subordinadas à nossa idolatrada presidente teve a brilhante idéia de ofender os policiais militares. Dilminha com seus ovários acreditou que poderia melhorar a situação do país (ou angariar votos) criando cotas para mulheres nos cargos públicos. Só esqueceu que colocar mulher no poder não significa que vá necessariamente melhorar alguma coisa. Colocar mulher competente sim. O fato de ser mulher não é certificado de capacidade. #BeneditaDaSilva E nessa mexeu com os brios da polícia, a última e precária defesa que nos sobrou contra a bandidagem.

d) E não nos esqueçamos da única vez em que essa senhora conseguiu ocultar sua incapacidade para os mais desatentos. Ela teve a brilhante idéia de diminuir a conta de luz. Isso parece ser muito bom para você, pobre pé-rapado fedorento, que paga uma conta irrisória. Se você pagava 100, passou a pagar 85. E com 15 mangos no bolso tomava umas biritas na esquina.

Mas uma indústria que pagava 100 milhões passou a pagar 85 milhões. E com 15 milhões sobrando, eu, empresário (lindo, ditoso e venturoso), vou investir essa grana. E consumir mais energia. Só que aquela idiota diminuiu a conta sem aumentar a produção de energia! Resultado: colapso iminente do sistema… A-há!!! Mas isso foi planejado, caro eleitor desavisado.

O aumento rápido do consumo e o futuro caos do sistema são a desculpa perfeita para dizer que o país precisa de Belo Monte. O povão não se importa muito com o que acontece com bicho no mato, tampouco com os índios. O negócio é ter ar-condicionado em casa no verão. E enquanto o governo refresca nosso rabo, tenta terminar uma obra de 40 bilhões em vias de se tornar a 2ª transamazônica.

E o tempo passa e chegam as eleições… (Detalhe que os EUA estão propensos a oficialmente considerar as eleições no Brasil como fraudulentas, devido ao programa facilmente manipulável das urnas eletrônicas e à proibição de auditoria por parte do Tribunal Eleitoral.)

Mulher Guerreira e Tancredo Neto disputam voto a voto num escroto escrutínio e ficamos com ares de 3º turno. E damos a volta ao mundo em menos de 80 dias vendo a presidente brincando com o congresso.

– Sua excelência nomeou um ministro para resolver a própria merda que fez na economia e menos de 24h depois de nomear o cara lhe dá uma chamada mandando se retratar por ter dado uma idéia. Vivemos em um país cujo Ministro do Planejamento não pôde planejar. Talvez só possa dizer “Barbosa” como o personagem da TV.

– O Petrolão está afundando ainda mais a economia. Ela prometeu que seria diferente do governo FHC, pôs medo no povão. Mas Joaquim Levy, o Armínio Fraga petista, está fazendo exatamente as mesmas coisas para tentar resolver a cagada da presidente. Já estamos aumentando o desemprego e elevando juros. Daqui a pouco pegamos empréstimo no FMI e recomeçamos a velha ciranda tucana, agora com a estrelinha vermelha.

– Essa senhora que mandou construir com dinheiro brazuca um porto em Cuba (que já foi usado para contrabando da Coréia do Norte); que se recusou a investir em Medicina e teve de importar escravos-médicos de Cuba; agora escuta Fidel Castro (o imortal ditador de Cuba) em seu tênis Nike e roupão Adidas, dizer que a Venezuela é o país mais bem preparado contra os EUA. E o Brasil é esquecido, digno de um anão diplomático.

Ou seja, mesmo sendo 22º e a Venezuela 62º em força militar, se o Nick Maisduro resolver invadir isso aqui, eles chegam a São Paulo antes de o general ter a confiança das tropas…

– Essa desgraçada vira na cara dura e diz que o novo lema do governo é “Brasil, Pátria Educadora” e na semana seguinte corta bilhões da educação (e os gastos com Bolsa-Esmola continuam firmes e fortes, já de olho em 2018).

Puta-que-pariu: não é uma questão de economia, não é uma questão de governo: isso é incompetência, cara-de-pau ou deboche. É impossível alguém ser tão imbecil. Um discurso populista seguido de um corte desses é injustificável.

Resultado: El Cid chama os congressistas de achacadores, os achacadores chamam-no na chincha para acareação, ele acareia os achacadores e os chama de achacadores que não largam o osso e sai de boa. E lá se vai o inteligente ex-Ministro da Educação da Pátria Educadora, xingando o congresso, ganhando “likes” do povo, e saindo do barco antes que ele afunde até o pré-sal. 76 dias após ser nomeado. 15 dias após Genoíno ser perdoado do Mensalão, aquele mesmo de que falei lá atrás.

Aécio escapou de uma boa… E está rindo à toa! Rindo mesmo, cada vez que aparece na TV o sorriso é maior, nem se preocupa mais em disfarçar. “Nunca antes na história deste país, companheiros e companheiras,” um candidato derrotado sentiu-se tão aliviado, diria o companheiro Luiz Inácio, que oportunamente ora se afasta do merdelê para não respingar em sua majestática figura.

Daí você me pergunta: então a culpa é da Dilma?*
E eu serenamente lhe respondo: não. A culpa é sua. É minha. É de todos nós.
Pois nós somos o povo e nós colocamos essa corja lá.
E não me venha com essa merda de camiseta dizendo “A culpa não é minha, eu votei no Aécio”, não, a culpa é sua também. Pois num sistema democrático, se você vota contra e é voto vencido, agüenta a derrota e segue com a boiada.

O Congresso é um reflexo do povo. O governo é um reflexo do povo. Temos os governantes que merecemos. Porque o poder sempre foi do povo.

Culpar a Dilma é fácil. Mas quem pôs essa criatura lá?
Os mesmos que podem tirá-la de lá.

*E convenhamos, se eu culpar Dilma por tudo o que há de errado no país, aí o estúpido serei eu. Dilma é um títere, um fantoche, uma testa-de-ferro. Visivelmente despreparada. Mas ela estava lá para levar o crédito quando tudo parecia ir bem. É natural que agora leve a culpa por tudo o que vai mal.

Para saber mais:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/REPORTAGEM-ESPECIAL/420775-POUPANCA-POR-QUE-ELA-E-UMA-PREFERENCIA-NACIONAL-BLOCO-5.html

http://montedo.blogspot.com.br/2012/04/reajuste-comandante-do-exercito-acena.html

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/petista-dos-direitos-humanos-ofende-a-policia-militar-de-sao-paulo-quando-deveria-respeitosamente-aprender-com-ela-e-reverenciar-quem-salva-vidas-em-nome-dos-direitos-humanos-fato-pt-resolveu-po/

http://mepr.org.br/noticias/educacao/953-patria-educadora-de-dilma-rousseff-pt-corta-13-um-terco-do-orcamento-das-universidades-publicas-federais-para-2015.html

Em tempo:

As ofensas verbais deste texto em relação a Excelentíssima Senhora Presidente da República Federativa do Brasil Dilma Vana Rousseff expressam o descontentamento de mais um brasileiro quanto ao caos em que ora se encontra nosso país.

Não me refiro à pessoa, mas à figura pública.

Como pessoa, mãe, avó, amiga, deve ser respeitada como qualquer um. Nem a mim nem a ninguém cabe falar sobre sua vida pessoal. Eu a respeito como ser humano e creio que sua posição hoje seja realmente muito difícil, face à grande pressão que sofre por todos os lados. Talvez até tenha boa vontade em fazer alguma coisa por nosso país… Que ela e sua família passem bem.

Mas como figura pública, e nisso todo brasileiro tem interesse direto e pessoal, em seu trabalho, me demonstrou incompetência e tolice inomináveis.

E é com essa figura pública que ralho: Estúpida!

Um pedido de opinião.

Tiago Caridade me enviou um texto para me incentivar a escrever. E acabei escrevendo um texto explicando porque ainda não me sinto à vontade para escrever. Está bastante cru, sem maior trabalho, feito em alguns minutos. Não me senti bem para escrever hoje. Gostaria de considerações dos meus amigos sobre os temas abordados. Talvez alguém de fora possa me dizer o que estou fazendo de errado. Obrigado.

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Rio de Janeiro, 20 de novembro de 2014.

Vivemos numa época que chamo de “Era das Ovelhas”. Como bons quadrúpedes bem pastoreados, ruminando as próprias mazelas, as pessoas perderam as noções de escrúpulo cético, de escrutínio fundamentado e de bravura ideológica. Ou seja, não pensam mais e acreditam em qualquer coisa que lhes digam como veraz; não têm qualquer embasamento sob seus próprios conceitos; e (o que mais me irrita) não tem colhões para defender o que acreditam.

E certamente minha principal defesa é o problema da sociedade atual ser a falta de colhões. Vivemos um processo que o grande filósofo Clint Eastwood chama de Pussyfied Society, ou Sociedade de Maricas, em bom português. Outra grande pensadora, a quem chamo de “mamãe”, diz que *****************************************. Não posso escrever, pois posso ser processado. E essa é a razão porque ainda não escrevo meus artigos.

A sociedade atual é cheia de frescura.

1º As pessoas não sabem mais aceitar NÃO. Grandes empresas de atendimento, bancos (nisto sou testemunha ocular) e lojas não mais confiam sua reputação à boa qualidade de seus produtos e serviços. Isso é caro e diminui o lucro. A solução encontrada foi bajular o cliente. A lambição de saco tornou-se tão comum que as pessoas não mais consideram isso como um agrado, mas como uma obrigação por parte dos outros. E isso se espalhou para todos os aspectos da vida social. A negativa se tornou um palavrão. A frustração por não conseguir o que quer virou uma ofensa. Crianças pirrentas viram adultos pirrentos que em lugar de chorarem pelo brinquedo que não ganharam, abrem processos para tentar ganhar algum em cima.

2º As pessoas se tornaram melindrosas demais. Qualquer coisa é ofensiva, tudo é preconceito, qualquer palavra é uma injúria. Do mesmo modo como não aceitam mais a palavra “não”, também não aceitam qualquer coisa que fira seu delicado ego. Sentem-se reizinhos sentados em seus troninhos e todo o resto do mundo são seus súditos e lhes devem deferência. Temos reis demais para tronos de menos; muitos não-me-toques; uma DITADURA VERBAL do politicamente correto em que uma piada é um ingresso para o xilindró. (O que tornou esta sociedade muito mal-humorada, mas esta é outra história.)

3º Outra característica é a impaciência. Nesta era tecnológica, tudo vem na mão e na hora. A simples idéia de ter que esperar por algo já desagrada a maioria. Fazer esforço então é um absurdo sem tamanho. Levantar para trocar o canal da TV é tão obsoleto quanto esperar pela resposta de uma mensagem de celular. E esse é o ponto ao qual quero chegar.

As pessoas se fecharam em uma bolha tecnológica tal que interagem mais com máquinas do que com outras pessoas. Relacionam-se por meio de máquinas e esperam que as outras pessoas ajam conforme as máquinas com que se acostumaram. Não sei exatamente se o modo de uso das máquinas seguiu a mudança social ou se a mudança social adveio da revolução das máquinas, mas independentemente disso o resultado é o que aí está. Um computador dá a resposta na mesma hora e espera-se que as pessoas também respondam automaticamente. Um computador nunca diz “não” e espera-se que as pessoas também não neguem. Um computador nunca ofende, e espera-se que as outras pessoas também nunca as ofendam.

As pessoas se fecharam completamente ao que é contraditório. Qualquer coisa que lhes seja desagradável, seja por palavras, seja por ações. E esse fechamento ao que é contraditório, ao que é diferente daquilo que gostam, impede qualquer tipo de discussão e esteriliza o terreno sobre o qual se plantam as idéias.

As pessoas esqueceram como conviver. Esqueceram que há mentiras, esqueceram que precisam decidir, esqueceram que precisam raciocinar. Esqueceram que precisam QUESTIONAR o mundo em que vivem. E LIDAR com o que é diferente.

O trabalho social do filósofo é ser o provocador. Provocar discussões, provocar o questionamento, provocar a dúvida. Fazer com que o interlocutor precise repensar suas crenças, repensar seus ideais, repensar seus valores, repensar sua vida. Nem sempre com o intuito de destruir o que era antigo! Repensar não quer dizer negar. Quer dizer aprender a fundamentar. A defender as crenças com embasamentos, tomar ciência das coisas. E não apenas repetir tradições.

Mas ao apresentar o contraditório, as pessoas se sentem ofendidas. Não estão abertas ao diálogo.

Não sou nenhum santo. Também tenho valores que não estão abertos à discussão. Por exemplo, meus amigos sabem que sou radicalmente contrário ao consumo de bebidas alcoólicas. Isso é uma matéria à qual não estou aberto a discutir. O que me refiro é que as pessoas se fecharam para TUDO. Não aceitam mais discutir NADA. Qualquer tema vira polêmica. Isso é ultrajante!

Como se pode esperar que uma sociedade progrida se seus membros não estão dispostos a repensar a própria sociedade em que vivem? E, me parece, as pessoas não percebem o quão perigoso isso é… A falta de convívio social e discussão dos problemas são interessantes para quem está no controle.

Sem discussão não é preciso pensar sobre o que está fazendo, dizendo, nem sobre as informações que está recebendo. Se a quantidade de informações recebidas é muito maior do que se processa, a massa engole tudo o que lê, tudo o que vê, tudo o que ouve, sem maiores critérios. Então, quem controla as informações, pode divulgar o que quiser. E como boas ovelhas, o povo aceita sem questionar.

E sem questionar a veracidade das informações, sem buscar por si algo além do que é dado, não tem como fazer boas escolhas. Escolhas são feitas segundo informações. Se as informações são erradas, as escolhas podem ser equivocadas. E podem ser manipuladas.

E numa sociedade cujas escolhas são feitas por um curral de ovelhas manipuladas e cujas ovelhas se tornaram um bando de maricas que não sabem mais como lidar uns com os outros, não há espaço para abrir o contraditório. Pois ao abrir o contraditório, o status quo acaba por tentar suplantar a diferença. Sem abertura para falar e expor argumentação, não há como questionar o embasamento das crenças, que falei ao princípio.

Para defender as próprias idéias nesse meio, sendo elas divergentes do status quo, é necessário enfrentar grande pressão. Falando claramente, precisa de colhões. Mas expor os próprios colhões numa sociedade auto-castrante, é perigoso. “Você faz idéia do quanto se sangra se te cortarem o escroto?”

Ainda mais se seus colhões, digo, suas idéias, palavras e atos, sua defesa, se suas paixões, seu trabalho, sua vida existirem para exatamente questionar o que aí está… Num mundo em que falar o que se pensa dá cadeia, é difícil um filósofo trabalhar.

Quando alguém é de esquerda, visto a máscara da direita; se alguém é liberal, me faço conservador; tradicionalista? me faço revolucionário!; academicista ou informal conforme o interlocutor; anarco-totalistarista: eu sempre visto a máscara do contrário daquilo que a pessoa espera. E com isso a forço a lidar com seu contrário.

Esse expediente prático serve para ver até que ponto a pessoa conhece as próprias idéias que defende. Pois é bem fácil dialogar com quem se concorda. Mas se você tiver suas idéias confrontadas por quem discorda, precisa bem fundamentar o que defende. E ao ter os fundamentos das suas crenças questionadas, você tem a oportunidade de ver se são válidos ou não. Se precisa mudar ou não.

Sinto que as pessoas esqueceram o valor do debate. Que o progresso das idéias e a criação de novos pensamentos vêm do questionamento do que aí está. Transformam o debate numa discussão. Não entendem que um debate é um instrumento para que ambos os lados cresçam e se aprimorem. Que é um instrumento para buscarmos a verdade social humana. Ao transformar o debate numa discussão, as pessoas não mais se interessam em buscar a verdade ou solução para os problemas. Estão mais interessadas em “vencer” a discussão. Mostrar que sabem mais sobre um assunto. Cantar aos ventos que está com a razão. Ou apenas falar mais bonito.

Parece que têm gosto em ouvir a própria voz, numa postura intelectualmente masturbatória, em que o prazer da vitória da discussão é maior do que aquilo que pode aprender com o outro. Vivem como ovelhas preocupadas em ruminar seu próprio pasto.

Pedro Figueira

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Vou contar algumas histórias que me aconteceram, para exemplificar.

(A) Certa vez na faculdade, o Luciano me apresentou um colega dele que é de politicamente de esquerda. Conversa vai e vem, ele começou seu discurso de defesa socialista. Cansado da mesma ladainha vermelha, o instinto de provocação aflorou. E afirmei que era favorável aos movimentos de direita. Ele então perguntou se eu era favorável ao regime militar ao que respondi secamente “Sim”. Com um esforço sobre-humano para não cair na gargalhada, e perder a máscara, o vi calar-se sem nenhum outro argumento para defender sua postura.

A defesa dele se baseava exclusivamente no apreço emotivo dado à comparação dos regimes, não aos benefícios ou malefícios dos mesmos. Essa defesa é fraca e não deve embasar uma discussão cujos impactos sociais são tão grandes.

(B) Algo similar aconteceu na repartição do meu trabalho. Lá, um colega estava defendendo com o mesmo discurso de esquerda as invasões à propriedade privada feitas por sem-teto. Resolvi questionar seu discurso com a máscara da defesa de um regime de direita extremada. Resultado: silêncio.

E o mesmo vale para tudo. Quando alguém defende as relações de subserviência dentro da Academia eu escracho; quando uma mulher defende o feminismo eu escracho; quando alguém defende qualquer coisa eu escracho. E a resposta é invariavelmente o silêncio.

E me sinto estagnado assim. Afinal, as pessoas têm medo de defender o que acreditam ou realmente não têm fundamento algum para suas crenças?

Manifesto contra o AO90

Publicado em 19/02/2012 às 00:20 no ILC contra o Acordo Ortográfico.

Desde quando os debates sobre o acordo ortográfico vieram a público no Brasil, senti-me constrangido com tal mudança. Durante todo o período escolar, esforcei-me para decorar todas as regras de nosso idioma, para agora, sem nenhum motivo, elas serem alteradas. Alterações cuja obrigatoriedade após 2012 deixa-me ainda mais constrangido. Vejo em Portugal, Angola, Moçambique e outras nações que compartilham esta loucura movimentos contrários ao Acordo Ortográfico. Mas tal movimento não existe no Brasil.

Última flor do Lácio, inculta e bela… Espere… Inculta? Camões, Machado de Assis, Eça de Queirós e tantos outros discordariam de Olavo Bilac… Que seja! Que seja inculta, criticada, menosprezada, mas não violada! Como pode um país que supostamente apóia a democracia querer impor sua vontade a outros tantos somente por ter maior número de habitantes? E impor tal vontade maculando o maior patrimônio cultural que eles têm?

Vejo meu idioma ser maculado por conta de meros interesses comerciais. Para que afinal serve essa suposta unificação que nada unifica? Não sou português. Nasci no Brasil e falo o idioma brasileiro. Meu idioma é tão diferente do português quanto do romeno. Não é apenas um sotaque ou um dialeto. Falo outro idioma, com outra estrutura e outras palavras, ainda que tenha nascido diretamente do português. Não falo como um angolano, não moro em Moçambique, não conheço ninguém em Goa tampouco visitei o Timor Leste. Entretanto sei que em cada um desses lugares outras línguas surgiram a partir do português, tanto como este surgiu do latim.

Não creiam, caros amigos de Portugal, que o povo de meu país se importará com o que acontece a um de nossos maiores valores, que é nosso idioma. E há motivos para tanto. Sabiam que 14 milhões dos que aqui vivem são analfabetos? Sim, temos mais analfabetos do que vocês têm habitantes. E três milhões de crianças fora da escola. A elite tratou de emburrecer a população, de privá-la de cultura e de acesso à informação, de controlar as massas através de políticas públicas cujo único objetivo fora criar o que por aqui chamados de currais eleitorais. Por total desconhecimento do valor de sua língua, a população daqui não se manifestará contrária a violentá-la.

Como filósofo, tenho ciência de que o maior instrumento que possuo é este idioma. E tenho ciência também de que ele é o mais perfeito para se fazer Filosofia. Sua estrutura gramatical singular permite transpor os obstáculos encontrados entre a mente e o papel, dando ao escritor a habilidade única de com as mesmas palavras expressar de forma direta e precisa seus conceitos, mantendo ainda a obscuridade da ambigüidade poética que somente é desvelada pela perspicácia de cada leitor.

Por aqui, sigo com minha postura em recusar usar a nova ortografia e por isso, as pessoas me vêem sem circunflexos em seus hiatos, zombando de minha ingenuidade. Ninguém pára para refletir sobre meu lado, pois não têm agudos em suas homógrafas. E se a língua pôde perder esses acentos, por que não pode perder os demais? Não! Minhas idéias continuam com acento e estou disposto a pagar cada trema das conseqüências de minha escolha.

Companheiros de Portugal, rogo-lhes que não ajam como os deste lado do Atlântico. Dêem valor ao idioma português. Lutem por sua preservação. Abracem a língua portuguesa, a mãe de meu idioma, que é o brasileiro. Não deixem que a maltratem tal como feriram a minha. Não permitam que as insanas mudanças que forçaram a população daqui a seguir sejam impostas a vocês também.