“Os avós são um tesouro. A velhice às vezes é feia por causa das doenças e de todo o resto, mas a sabedoria de nossos avós é a herança que recebemos. Um povo que não os resguarda e não os respeita não tem futuro porque perde a memória.”
“O caminho que o professor escolheu para aprender foi ensinar. No ato do ensino ele se defronta com as verdadeiras dificuldades, obstáculos reais, concretos, que precisa superar. Nessa situação ele aprende.”
Álvaro Borges Vieira Pinto * Campos dos Goytacazes, 11/11/1909 + Rio de Janeiro, 11/07/1987 Filósofo brasileiro.
“A educação e a instrução são as duas colunas em que se assenta o edifício da perfeição humana, donde podemos devassar os vastos e infinitos horizontes, cerrados com sete selos aos que deixam ficar inertes, em estéril germe, as potências de sua alma.”
Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti
* Riacho do Sangue, 29/08/1831 + Rio de Janeiro, 11/04/1900
Médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e filósofo brasileiro
Não sei… se a vida é curta…
Não sei…
Não sei…
se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura…
enquanto durar.
“A Filosofia consiste principalmente em sugerir respostas ininteligíveis a problemas insolúveis.”
Henry Brooks Adams
*Boston, 16/02/1838 +Washington, 27/03/1918
Historiador, jornalista e novelista estadunidense
Conf.:
“[…] philosophy, which consists chiefly in suggesting unintelligible answers to insoluble problems”
In The Education of Henry Adams – [página 305] Publicado por Forgotten Books ISBN 1606209361, 9781606209363
“A principal meta da educação nas escolas deveria ser criar homens e mulheres que são capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repeir o que outras geraçõs fizeram. Homens e mulheres que são criativos, inventivos e descobridores, que possam ser críticos e verificar, e não aceitar tudo o que é oferecido.”
“Educação, para a maioria das pessoas, significa tentar conduzir a criança a assemelhar-se ao típico adulto de sua sociedade. Mas para mim, educação significa criar criadores. Você deve criar inventores, inovadores, não conformistas.”
Jean William Fritz Piaget
* Neuchâtel, 09/08/1896 + Genebra, 16/09/1980
Epistemólogo suíço
Conf.
“The principal goal of education in the schools should be creating men and women who are capable of doing new things, not simply repeating what other generations have done; men and women who are creative, inventive and discoverers, who can be critical and verify, and not accept, everything they are offered.”
– As quoted in Education for Democracy, Proceedings from the Cambridge School Conference on Progressive Education (1988) edited by Kathe Jervis and Arthur Tobier
“Education, for most people, means trying to lead the child to resemble the typical adult of his society… But for me, education means making creators… You have to make inventors, innovators, not conformists.”
– Conversations with Jean Piaget (1980) by Jean Claude Bringuier
“Um professor afeta a eternidade; ele nunca pode dizer onde sua influência pára.”
Henry Brooks Adams
*Boston, 16/02/1838 +Washington, 27/03/1918
Historiador, jornalista e novelista estadunidense
“A teacher affects eternity; he can never tell where his influence stops.”
In The Education of Henry Adams – [página 243] Publicado por Forgotten Books ISBN 1606209361, 9781606209363
“Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, de escolher a hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quanto um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura. Esse é um desgraçado, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que poderia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivéns da vida.”
Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti
* Riacho do Sangue, 29/08/1831 + Rio de Janeiro, 11/04/1900
Médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e filósofo brasileiro
“A escola fracassou comigo, e eu fracassei na escola. Os professores se comportavam como Feldwebel (sargentos). Eu queria aprender o que eu queria saber, mas eles queriam que eu aprendesse para o exame. O que eu mais odiava era o sistema competitivo lá, e especialmente esportes. Por causa disso, eu não tinha valor algum, e várias vezes eles sugeriram que eu saísse. Era uma Escola Católica em Munique. Eu sentia que minha sede por conhecimento estava sendo sufocada por meus professores; notas eram sua única medida. Como pode um professor entender a juntentude com tal sistema? … Desde a idade de doze eu comecei a suspeitar da autoridade e desacreditar os professores. Eu aprendi mais em casa, primeiro de meu tio e então de um estudante que vinha comer conosco uma vez por semana. Ele me daria livros sobre física e astronomia. Quanto mais eu lia, mais eu era intrigado pela ordem do universo e pela desordem da mente humana, por cientistas que não concordavam sobre o como, o quando ou o porquê da criação. Então um dia esse estudante me trouxe a Crítica da Razão Pura de Kant. Lendo Kant eu comecei a suspeitar de tudo o que me era ensinado. Eu não mais acreditava no conhecido Deus da Bíblia, mas em lugar disso, no misterioso Deus expresso na natureza.”
Albert Einstein
*Ulm, Reino de Wüttemberg, Império Alemão, 14/03/1879 + Princeton, Nova Jersey, Estados Unidos, 18/04/1955
Físico teórico alemão
“School failed me, and I failed the school. It bored me. The teachers behaved like Feldwebel(sergeants). I wanted to learn what I wanted to know, but they wanted me to learn for the exam. What I hated most was the competitive system there, and especially sports. Because of this, I wasn’t worth anything, and several times they suggested I leave. This was a Catholic School in Munich. I felt that my thirst for knowledge was being strangled by my teachers; grades were their only measurement. How can a teacher understand youth with such a system? . . . from the age of twelve I began to suspect authority and distrust teachers. I learned mostly at home, first from my uncle and then from a student who came to eat with us once a week. He would give me books on physics and astronomy. The more I read, the more puzzled I was by the order of the universe and the disorder of the human mind, by the scientists who didn’t agree on the how, the when, or the why of creation. Then one day this student brought me Kant’s Critique of Pure Reason. Reading Kant, I began to suspect everything I was taught. I no longer believed in the known God of the Bible, but rather in the mysterious God expressed in nature.”
William Hermanns, Einstein and the Poet: In Search of the Cosmic Man (1983).
Eu estava esperando a abertura dos festejos para escrever e publicar este texto, mas como não há ânimo para começar festa alguma, vamos lá…
O tema são os Jogos Olímpicos. Evento privado, organizado por uma ONG, reconhecido e valorizado internacionalmente, que por algum motivo costuma atochar bem atochadinho nos países estúpidos o suficiente para sediá-lo.
Não preciso falar das condições em que se realizarão os jogos. Eu pretendia inicialmente escrever um texto falando das mazelas socio-economico-cultural-municipal-etcetera-e-tal, mas achei desnecessário. Basta ligar a TV ou ver uma banca de jornal. As principais manchetes refletem o caos em que o país e principalmente a cidade estão afundados. “Principalmente”, porque ela será a vitrine de nosso país para o mundo.
Também não preciso falar do contexto político em que se realizarão os jogos. Olimpíadas e Impeachment disputando o páreo na corrida pela atenção das pessoas. Em uma nação de analfabetos políticos, claro que haverá essa disputa, afinal, em que outro país dois eventos tão distintos têm torcidas tão semelhantes?
Vai, Brasil!
A grande massa não tem muita noção do que está acontecendo. O maior evento esportivo do mundo será realizado em poucos dias no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, a principal cidade turística do país. Delegações de centenas de países virão participar do evento, milhões de visitantes de todas as partes do mundo virão para torcer ou aproveitar a estada e bilhões de pessoas estarão observando o que ocorre aqui. Essa talvez seja a maior oportunidade na História que o Brasil tem de mostrar ao mundo que está preparado para grandes feitos. Não é à toa que Molusco&Cia regozijaram-se em êxtase com o anúncio de ânus atrás.
Tchu-tchu-tchu-pá!Oba e Eba já eram mascotes aí.
Sim, porque ao que parece não foi a oportunidade de resolver as grandes questões, mas a maior oportunidade de roubar os cofres públicos; roubar até quebrar essa joça, tirar tudo que estiver na nossa frente e meter atrás. Reveja a foto e pense que a alegria deles é a de poder fraudar tudo. Aí sim, a foto faz mais sentido.
Historicamente, todos os países que sediam os jogos do COI sofrem com recessão.
Historicamente, todos os países que sediam os jogos da FIFA sofrem com recessão.
Historicamente, todos os eventos que ocorrem no Brasil são superfaturados, fraudados, corrompidos e trazem prejuízo ao patrimônio público.
Fazendo a conta, o prognóstico não é muito animador. Ora, se os jogos Olímpicos e Copa já foram rejeitados por tantos países (que “tinham assuntos mais importantes para tratar”[sic]), se sabidamente os gastos são sempre muito maiores que o retorno, portanto, o investimento não vale a pena, por que cargas d’água o Brasil, QUE TEM MUITOS ASSUNTOS MAIS IMPORTANTES PARA TRATAR, resolveu sediá-los? A resposta é óbvia: $_$
Mas as conseqüências econômicas desastrosas, nem ao menos se comparam com as conseqüências materiais e intelectuais que tais eventos, em especial as Olimpíadas trarão para o Rio de Janeiro. A grande massa, repito-me, parece não ter noção do que está acontecendo, ou se tem, não se importa.
Este país é o único no mundo que não precisa se preocupar com terrorismo. Tudo no Brasil dá errado, terrorismo não é exceção. A prova foi que a célula brazuca tentou comprar arma pela internet. Do Paraguai. Que porcaria de terrorista vai comprar arma pela web? E do Paraguai???
Não é por nada que somos motivo de chacota internacional. Os olhos do mundo estão voltados para cá, em especial para a cidade do Rio de Janeiro, capital de um Estado que declarou Calamidade Pública. Somos a vitrine de um país que não deu certo. Queremos mostrar um povo hospitaleiro, mas expulsamos pessoas de suas próprias casas para construir estacionamento. Queremos mostrar respeito ao meio ambiente, com superbactérias em raias de competição. Queremos mostrar segurança, matando crianças que levam saquinho de pipoca. Queremos mostrar diversidade, com VLT e favela da Maré. Queremos mostrar seriedade, mas não somos um país sério.
The Rio Olympics are in total disarray.
Como poderiam nos levar a sério, se nós mesmos não levamos o evento a sério? Estamos literalmente fazendo festa para gringo ver, pois os cariocas mesmo ficarão presos em suas casas. Diferentemente da Copa do Mundo, onde até havia alguma pintura, algum festejo, não há nada nas ruas que mostre que o habitante da cidade esteja com o mínimo de empolgação com o evento. Apesar de Rede Globo e outras compradas estarem se esforçando em tentar incentivar algum “espírito olímpico” na população, seus forçados esforços forçosos não estão surtindo efeito.
Desânimo justificado, pois mesmo não tendo muita noção, o futebolístico espírito brasileiro sabe a amargura de uma derrota. Pois perdemos a grande oportunidade de resolver definitivamente os problemas de nossa cidade e, talvez, seguir o “espírito olímpico” e servir de inspiração para o resto do país solucionar o insolucionável.
Perdemos a oportunidade de termos hospitais de ponta para toda a população. Ou ao menos cinco, que são os cinco indicados para os estrangeiros procurarem em caso de dor de barriga. Vão poder usar como latrina e só, pois nem Tylenol® tem mais.
Perdemos a oportunidade de sanarmos de uma vez o 3º pior trânsito do mundo. Agora temos um bondinho chique, um metrô para grã-fino, uma Supervia superfaturada, ônibus que não chegam aonde precisamos, asfalto que esburacará em 30 dias e uma ciclovia que parece a “ponte do rio que cai”.
Perdemos a oportunidade de termos alguma segurança pública. Alguma. Porque o verdadeiro terrorismo não é o homem-bomba que se explode na multidão. O verdadeiro terrorismo é sair de casa e não saber se vai voltar. Ou não saber se quem você ama vai voltar também. Todos os dias. Não só nas Olimpíadas.
Quando teremos outra oportunidade dessas? Nós já perdemos essas Olimpíadas. E perdemos feio.
Talvez a gente ganhe um canguru de consolação. Para substituir a onça…