Como os estrangeiros vêem o Brazil (com ”z”)

É sempre interessante conhecer qual é a visão de um estrangeiro sobre nós. Nós temos nossa própria percepção sobre nosso idioma (nosso maior patrimônio) e nosso país, mas uma perspectiva vinda do lado de fora mostra-nos qual é a imagem que passamos.

Conhecer essa imagem só é possível a partir do diálogo com o outro. Quem está do lado de fora tem uma ótica diferente, uma perspectiva diferente, uma forma de ver o mundo diferente, pois o modo como e ao quê atribui valores é diferente.

Estes vídeos servem para refletir: essa é a imagem que queremos passar?

Linguagem empresarial

Fonte: https://carreiras.empregos.com.br/mercado/linguagem-empresarial-o-que-sera-que-eles-estao-dizendo/

Autor: Yngrid Paixão – Empregos.com.br

Linguagem empresarial. O que será que eles estão dizendo?

Olá, estou precisando do seu Feedback, tenho que entregar o Briefing para o Sponsor. Vamos fazer um Brainstorm?

Se você fica com essa cara toda vez que você vê alguém conversando com esses termos na sua empresa, não se desespere!

Grande parte das companhias utilizam linguagens como essa. Em sua maioria são palavras em inglês, termos técnicos. Nem todo mundo é obrigado a entender de primeira, mas é bom ficar alerta. Para ajudar nesse emaranhado de palavras esquisitas, fizemos um pequeno dicionário baseado no site ClickCarreira com os principais termos usados nas empresas:

  • Approach: abordagem
  • Assessment: ferramenta utilizada pelas empresas para avaliar detalhadamente o perfil e as características do profissional.
  • Board: conselho diretor.
  • Brainstorm: discussão ou conversa para troca de ideias sobre um assunto.
  • Branding: conjunto de ações ligadas à administração de uma marca.
  • Briefing: conjunto de informações para a realização de uma determinada ação, dossiê.
  • Budget: orçamento.
  • Business Plan: plano de negócios.
  • Business Unit: unidade de negócios.
  • Case: estudo de caso.
  • CEO (Chief Executive Officer): é o profissional que ocupa o cargo mais alto da empresa, presidente.
  • CIO (Chief Information Officer): é o profissional responsável pelo planejamento da área de tecnologia da informação, diretor de TI.
  • CFO (Chief Financial Officer): é o profissional responsável pela administração financeira da empresa, diretor financeiro.
  • Chairman: presidente do conselho que dirige a empresa.
  • Commodity: matéria-prima.
  • COO (Chief Operations Officer): é o profissional que cuida mais de perto da rotina do negócio, executivo-chefe de operações.
  • Coach: é o profissional que orienta a vida profissional de outras pessoas, por meio de técnicas e treinamentos específicos.
  • Core business: é o principal negócio da empresa.
  • CRM (Consumer Relationship Management): ferramenta para gestão do relacionamento com clientes.
  • Customizar: personalizar algo – um produto, um processo, um serviço, uma apresentação etc.
  • Deadline: prazo final, data em que alguma tarefa precisa ser terminada.
  • E-learning: ensino ou treinamento que acontece através da Internet.
  • Expertise: habilidade ou conhecimento técnico em determinada área.
  • Feedback: retorno ou resposta sobre o resultado de um processo ou atividade.
  • Follow-up: entrar em contato, fazer acompanhamento.
  • Forecast: previsão.
  • Hands-on: participação ativa.
  • Head: é o profissional que lidera uma área, um departamento ou um projeto.
  • Headcount: número de pessoas que trabalham em determinada equipe.
  • Headhunter: caça-talentos, recrutador.
  • Insight: ideia súbita, percepção.
  • Internship: estágio.
  • Job rotation: rotação em diferentes áreas da empresa para adquirir novos aprendizados.
  • Joint-venture: associação de duas empresas ou mais para a produção, prestação de serviços, busca de novos mercados, etc.
  • Know-how: conhecimento.
  • KPI (Key Performance Indicator): indicador de desempenho.
  • Merchandising: conjunto de atividades de marketing e comunicação destinadas a promover marcas, produtos e serviços.
  • Newsletter: boletim de notícias.
  • Networking: rede de contatos profissionais.
  • OOO (Out of Office): “ou-ou-ou” quer dizer nada mais do que ausente do escritório.
  • Outsourcing: terceirização.
  • SEO (Search Engine Optimization): conjunto de técnicas que visam otimizar o posicionamento de sites nos mecanismos de busca.
  • Skills: habilidades ou competências.
  • Sponsor: é o profissional responsável pelo recurso financeiro de um projeto.
  • Start up: dar início a uma operação ou atividade.
  • Supply-chain: cadeia de abastecimento.
  • Trainee: profissional em treinamento.
  • Trend: tendência.
  • Target: alvo, público-alvo.
  • Workaholic: profissional viciado em trabalho.
  • Workshop: treinamento ou palestra.

Por que Heloísa? (completo – versão Libras)

A menina que odiava livros – National Film Board of Canada 2006

Editado em 11/11/2020: novo hyperlink.

https://www.youtube.com/watch?v=geQl2cZxR7Q

A Menina que Odiava Livros, de Jo Meuris – Versão em HD | Raphael Henriques

Jornal O Globo 24/09/2017

Nesta manhã, tive o desprazer de ler o Jornal O Globo impresso.

A leitura superficial que eu fazia quando era adolescente já não existe mais. Hoje, já adulto, tenho uma visão diferente das coisas. Quase saindo de uma menoridade kantiana, minha visão política e meus estudos filosóficos propiciam uma leitura mais crítica acerca desse e de qualquer outro meio de comunicação.

Mesmo com os grosseiros erros de gramática e ortografia (a nova ortografia) expostos sem pudores no jornal de maior circulação do país, ainda assim desejei que o jornal fosse um pouco maior. Lembro que ele era bem volumoso, e não só uma meia dúzia de folhas escritas forradas com publicidade. Surpreendida com o valor de R$ 7,00 (o que dá para comprar dois litros de leite e alguns pães), mamãe trouxe-me o dito cujo, cujo conteúdo pode ser resumido nos seguintes tópicos:

  • Rocinha: balas perdidas de fuzis atingem somente a Zona Sul da cidade.

Ser atingido por bala perdida é um perigo em Copacabana, Leblon, Flamengo, porém nem vale a pena ser mencionada qualquer coisa sobre a Zona Norte. Melhor falar exaustivamente sobre o poder de fogo dos marginais que entornam áreas nobres com gráficos precisos, mostrando o alcance do poder de fogo dos fuzis sobre as áreas importantes da cidade. Afinal, quem se importa com os favelados do Jacarezinho?

  • Rio de Janeiro: sem novos escândalos, o jornal limita-se/contenta-se a repetir matérias antigas sobre Sérgio Cabral e Eduardo Cunha.

Numa ominosa retrospectiva, o jornal parece interessado em manter viva a imagem da corrupção que nos levou à pior crise de nossa história. E, por alguma razão, esse lapso temporal foi curto: também uma grande reportagem mostra o saudosismo de não sermos mais a capital do país desde Juscelino. E como o Estado afundou (e continua afundando) desde então: décadas de afundamento.

  • Nazismo: aparentemente o movimento Nacional Socialista Democrata do Partido dos Trabalhadores Alemão é de extrema direita.

Direita política, cujos nomes citados, esmiuçados e minuciosamente estudados foram Alckmin e Dória. Sim, claro, pois eles são os únicos nomes da Direita no país, não é?

  • Divórcio: E ao lado da matéria sobre ”extrema direita”, vemos um casal sorridente e suas duas filhas. Tudo bom, tranqüilo. A imagem da felicidade. E do divórcio.

Na matéria que versa sobre os 40 anos da lei do divórcio, faz-se a apologia ao mesmo da forma mais descarada possível. Como se o divórcio não fosse somente algo natural, mas bom em si mesmo. Dão até a data: aos 15 anos de casamento, já está bom para divorciar. E a manutenção da família tradicional que se dane.

  • Queermuseu: O museu da bicha vem para o Rio de Janeiro.

Em lugar de apoiar o uso das forças armadas para conter a onda de violência, de pagar os salários atrasados dos servidores, de fazer algo realmente útil para a população, dinheiro público será usado pelo Museu de Arte do Rio de Janeiro para expor a controversa mostra. Exposição que o jornal acusa ter sido censurada. Aparentemente, os editores do O Globo não sabem a diferença entre censura e boicote…

  • Ísis Valverde: por algum motivo que ainda não entendi, a vida sexual de Ísis Valverde é importante.

E a bunda da Anita também.


» Para não dizer que só falei mal do jornal, a matéria sobre a situação política da Coréia do Norte está muito boa.

Rosseau ou Maquiavel?

Esta é a resposta ideal a uma mulher

quando ela resolve se meter com o seu time |;^D):

O que leva um homossexual a procurar tratamento?

https://web.facebook.com/pffilosofia/posts/1373259362721234

O que leva um homossexual a procurar tratamento?
Livre-arbítrio, decisão de foro íntimo, volição. Inamparável em razões e independente de justificativas. A liberdade pressupõe fazer da vida o que bem entende.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para ser um atleta ele pode.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para ser um artista ele pode.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para lidar com seu homossexualismo *agora* ele pode.
Ninguém vai ser arrastado a um manicômio e ser obrigado a qualquer coisa. Vai quem quiser.
Há uma formalização de sua execução?
Não. Cada profissional tem sua forma de abordagem. É como qualquer outra terapia.
A questão é a seguinte: antes era proibido aos psicólogos atender questões relacionadas ao gênero. Agora é permitido. Só isso.

A participação feminina na Filosofia

Não tenho nada contra a participação da mulher na Filosofia. Porém vejo isso com certa ressalva, ao observar os nomes eminentes na grande mídia como Marilena Chauí, Viviane Mosé, Márcia Tiburi. Parece-me que se valem da formação em Filosofia para chancelar um ativismo político, promover uma ideologia. Até que ponto isso é generalizado, não sei. Até que ponto essa é a imagem que a imprensa quer passar, não sei. Até que ponto isso seria um mecanismo para cooptar outros para o mesmo papel, não sei.

Não podemos esquecer que é necessário ponderar a manipulação feita pela mídia de massa, que seleciona tendenciosamente quem será posto em evidência. Também não podemos nos esquecer de que o advento da mudança na grade curricular do ensino de 2º grau com a inclusão da disciplina trouxe à faculdade um grande número de pessoas que buscam na Licenciatura sua inclusão no mercado de trabalho como professores, e não com interesse real nos estudos filosóficos. Olvidam que um sacerdócio do ensino é o magistério. E formam um grupo facilmente manipulável.

Por essas razões questiono a hodierna participação feminina no curso de Filosofia. Questões filosóficas são substituídas por questionáveis doutrinas feministas; o apreço à investigação, pelo apreço à contestação muitas vezes apenas por si mesma, ou melhor, pela imagem imaginariamente imaginária -ideário abstrato- de si mesma.

Meu posicionamento acerca da exposição Queermuseu

Aos meus olhos é falaciosa qualquer defesa à uma ”mostra” que exponha crianças pequenas ao tipo de conteúdo abaixo registrado. Não confirmei, mas há denúncia de que crianças de 6 anos foram levadas a tocar os genitais de outras para supostamente ”desmistificar o sexo”. Mesmo sendo denúncia falsa, o mero teor da ”mostra” não é indicado para crianças sob qualquer pretexto. Além disso, há vilipêndio de objetos religiosos, o que é proscrito pelo código penal, o que por si só condena a ”mostra”.

O vídeo abaixo, iniciado após a fala de Bolsonaro, é o mais completo que encontrei mostrando as ”peças” expostas. Ora, se o conteúdo fosse realmente bom, não haveria a necessidade de filmar escondido.

É uma pena que só encontrei conteúdo vinculado à politização e defesa de um candidato. Gostaria de ter encontrado algo neutro, mas não foi possível.