CONTRIBUTOS PARA A ELABORAÇÃO DE UMA TESE INTERDISCIPLINAR Carlos Pimenta
Os conceitos e a terminologia da interdisciplinaridade são ambíguos, com utilização múltipla. Começamos por precisá-los. A interdisciplinaridade nem sempre é epistemologicamente superior à disciplinaridade, mas apresenta manifestas vantagens explicativas em vários projectos de investigação, contribuindo decisivamente para o progresso científico. A sua utilização exige ter consciência das dificuldades (ontológicas, epistemológicas, organizativas e psicológicas) e saber superá-las. Apresentam-se algumas formas de as superar durante a realização de uma tese, tomando como referência o doutoramento.
A ABORDAGEM SISTÊMICA NA PESQUISA EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Alfredo Iarozinski Neto Maria Silene Leite
A Engenharia de Produção está afeta a problemas que se caracterizam pela complexidade. Para serem resolvidos, esses problemas demandam conhecimentos que vão além da matemática e da física, como ocorre nas engenharias mais clássicas. Eles necessitam de uma abordagem que permita o acesso ao conhecimento de várias disciplinas simultaneamente, ou seja, uma abordagem interdisciplinar. Para praticar a interdisciplinaridade e sistematizar o processo de pesquisa na Engenharia de Produção é apresentada a abordagem sistêmica. Ela é capaz de levar em conta o conjunto das variáveis que caracterizam os problemas considerados complexos. A base metodológica escolhida para implementar a abordagem sistêmica é a sistemografia, que permite ampliar o horizonte de pesquisa para aproximar a realidade do fenômeno observado. Finalmente, será mostrada como a abordagem sistêmica permite que o pesquisador trabalhe em um nível maior de subjetividade sem perder a tão necessária “objetividade” científica.
METODOLOGIA DE PROJETOS E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA EXPERIÊNCIA SIGNIFICATIVA NA PRÁTICA DE ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS Elizabeth Cardoso Gerhardt Manfredo
Trata-se de um estudo que analisa as perspectivas da metodologia de projetos na formação de professores reflexivos e pesquisadores, entendendo tal prática como uma estratégia formativa que apóia de um lado a formação docente e de outro contribui com os contextos locais em que se insere. Tal estudo envolveu graduandos do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, Habilitação em Biologia e Química de uma universidade pública no município de Marabá-Pará, no ano de 2005. Os dados foram produzidos a partir das observações durante a experiência e do conteúdo dos relatórios da disciplina Prática de Ensino, sendo agrupados em dois eixos (1) valor formativo da experiência com projetos, e (2) intervenção na realidade local. As análises evidenciam aspectos relevantes dos projetos didáticos para a formação do professor de ciências, e ainda seu potencial de intervenção em problemas concretos, provocando ações, reflexões e práticas educativas que fortalecem a identidade docente dos futuros professores.
PROJETOS DE APRENDIZAGEM BASEADOS EM PROBLEMA NO CONTEXTO DA WEB 2.0: POSSIBILIDADES PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA Daiana Trein Eliane D. R. Schlemmer
O artigo apresenta uma reflexão sobre as possibilidades das práticas pedagógicas, no contexto do uso das Tecnologias Digitais Virtuais Emergentes – TDVEs, especificamente no que se relaciona com as ferramentas da Web 2.0. Estabelece uma relação entre a Web 1.0 e a cultura do ensino e a Web 2.0 e a cultura da aprendizagem, abordando os projetos de aprendizagem baseados em problemas, como uma alternativa para os currículos disciplinares.
Repasso a quem interessar possa, em especial professores, para acompanhamento, votação e inteiro teor.
Projeto de lei 7.180/2014
Proposta de inclusão do parágrafo abaixo na Lei de Diretrizes e Base:
XIII – respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas.” (AC)
À época desta postagem, poucos dias após as novas eleições presidenciais, o tema está para ser discutido e analisado mais uma vez na câmara de deputados, com possibilidade de votação ainda este ano.
A discussão do plano das idéias em contraposição com a realidade factual vem desde o ideologismo de Platão contra a materialidade de Aristóteles.
Uma coisa é o que discutimos filosoficamente. No campo das idéias, podemos falar de tudo, questionar tudo e interpretar livremente numa hermenêutica infinda acerca daquilo que seria o melhor ordenamento político ou a melhor linha de ação frente a um problema social. Outra coisa é o que é possível na realidade, quais ações são realmente factíveis e eficientes dentro do campo das ações em políticas públicas.
Indago, portanto: na realidade e no contexto em que vivemos, as outras opções efetivamente resolvem o problema? Nas últimas décadas desde Brizola, as outras opções têm sido utilizadas (diálogos, programas públicos, conscientização etc.) e não funcionaram. E enquanto não funcionam, dezenas, centenas, milhares de pessoas inocentes são penalizadas pela teimosia míope de continuar insistindo no que não está funcionando. ”Porque é filosoficamente correto.” ”Porque é ético.” ”Porque é juridicamente legal.”
O que é belíssimo no campo das idéias nem sempre funciona na vida real.
É como a visão do Batman que se recusa a matar o Coringa. Batman, vigilante louco duma cidade em que a lei não funciona. Coringa, assassino imprevisível e irrecuperável. Mas Batman mantém-se convicto de que quer ”ajudar” o Coringa. De que ele tem salvação. De que pode ser recuperado. E a cada fuga, mais tragédias. Assim, ao não tomar uma solução eficiente, Batman torna-se o maior cúmplice do Coringa.
Filosoficamente a vida é santa em todas as suas formas, da concepção ao fim natural. Ninguém tem o direito de tirar a vida de outrem em hipótese alguma. Do aborto à pena de morte, toda supressão da vida doutrem é hedionda. Isso chama-se ”razão”. E numa guerra, a primeira coisa que morre é a razão.
Abater criminosos é um crime contra a humanidade? Que seja, então.
Na realidade em que estamos, é possível resolver de outra forma? Não agüentamos mais a vida em barbárie que já vivemos. Quanto tempo mais temos que esperar para que as outras ”soluções” comecem a surtir efeito? Quantas mães mais precisam chorar? Quanto mais medo precisamos ter? Até quando?
Por 22 anos morei na favela do Jacarezinho, uma das mais violentas e imundas favelas do Rio de Janeiro. Eu bem sei como é: eu vivenciei. E a insatisfação minha e da maioria das demais pessoas chegou ao ponto máximo. Não queremos mais condescendência. Os tempos de tolerância e de belos discursos só nos trouxeram tristeza, medo e dor. Já não falamos mais com a razão. Falamos agora com nossos corações partidos e ressentidos, magoados com tudo o que sofremos, clamando por uma solução não bela ou ética, mas que resolva.
Não queremos banho de sangue. Não queremos chacina. Não queremos o mal alheio. Não queremos mais mortes. Queremos apenas que ao menos os homens de bem possam lutar em iguais condições. Que os soldados dessa guerra saibam que ao menos podem revidar. E que os homens de bem possam continuar vivos. É simplório defender que os homens de bem não possam revidar, usando a força necessária para tanto, bem como as mesmas armas de nossos algozes.
PEDAGOGIAS DE PROJETOS: FUNDAMENTOS E IMPLICAÇÕES Maria Elisabette Brisola Brito Prado
Atualmente, uma das temáticas que vêm sendo discutidas no cenário educacional é o trabalho por projetos.Mas que projeto? O projeto político-pedagógico da escola? O projeto de sala de aula? O projeto do professor? O projeto dos alunos? O projeto de informática? O projeto da TV Escola? O projeto da biblioteca? Essa diversidade de projetos que circula freqüentemente no âmbito do sistema de ensino muitas vezes deixa o professor preocupado em saber como situar sua prática pedagógica em termos de propiciar aos alunos uma nova forma de aprender integrando as diferentes mídias nas atividades do espaço escolar.
Texto dentro da coletânea ”Tecnologia, currículos e projetos”
Este capítulo traz uma coleção de artigos referentes às novas maneiras de ensinar, aprender e desenvolver o currículo ao integrar diferentes tecnologias à prática pedagógica voltada à aprendizagem significativa do aluno, especialmente quando se trabalha com projetos. Sob essa ótica, o aluno, sujeito ativo da aprendizagem, aprende ao fazer, levantar e testar
idéias, experimentar, aplicar conhecimentos e representar o pensamento. Cabe ao professor criar situações que provoquem os alunos a interagir entre si, trabalhar em grupo, buscar informações, dialogar com especialistas e produzir novos conhecimentos.
A PSICOPEDAGOGIA E AS QUESTÕES DA INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSDISCIPLINARIDADE Maria Cecília Castro Gasparian
Este texto tem por objetivo colocar em debate alguns dos pontos fundamentais para a Educação do início deste século, ou seja, a mudança do modelo científico clássico para um novo paradigma que, embora já despontado, ainda não se mostra totalmente socializado. Embora muito se tenha discutido e muitos educadores tenham mostrado grande interesse, seus conceitos, muitas vezes, estão sendo divulgados de uma forma distorcida e, por isso, mal compreendidos. Tanto a interdisciplinaridade quanto a transdisciplinaridade estão sofrendo um processo de vulgarização quando se pretende socializá-la e divulgá-la. Cabe à Psicopedagogia, como sendo um campo de conhecimento inter e transdisciplinar, o destino de implementar, divulgar e exercitar, de uma forma consistente, este novo olhar científico para que a Educação seja realmente transformadora e transformada e dê um salto de qualidade no processo de ensino. Este artigo pretende mostrar alguns dos fundamentos que norteiam essas duas abordagens e esclarecer alguns pontos importantes que a definem como novos pilares para uma Educação das gerações vindouras.
E assim, em 2018, tal como em 1964, por anseio popular e seguindo as leis vigentes, mais uma vez o povo brasileiro retira do alto comando do poder a ameaça socialista que outra vez pairava sobre a nação.
Na realidade, não concordo com boa parte do que Bolsonaro defende. Meu voto nele tem como função tirar o PT do poder. Sou declaradamente contrário ao Marxismo e seus derivados, por todo o mal que essa ideologia já causou e pelo posicionamento filosófico detrimental¹ ao indivíduo, tal como expressei nesta minha página na internet.
De Bolsonaro, sou contrário ao livre mercado absoluto e independência do Banco Central, tal como ocorre nos EUA. Primeiro, porque nosso sistema bancário é diferente, temos uma casa da moeda diferente. Segundo, porque tal como Enéas Carneiro, defendo um Estado forte, técnico e intervencionista, no qual o Estado regula o mercado por meio de duas ferramentas: o controle da taxa de juros e a tributação.
Sou favorável à idéia de Enéas de instituir o sistema de 4 tributos (2 federais, 1 estadual e 1 municipal), o que é inviável num sistema de absoluto livre mercado, tal como defende Paulo Guedes².
Também sou contrário a unificar os Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente (ação da qual ele já demonstrou que não implementará) e sou contrário a manter o Ministério da Agricultura não vinculado ao da Economia: a agricultura é um dos pilares iniciais da cadeia de produção, juntamente com a extração de minério³ e geração de energia. Tratá-lo separadamente dos dois seguintes não me parece boa idéia, pois você dá maior atenção a um setor que não produz tanta tecnologia de ponta. Observe: a agricultura gera divisas imediatamente (e está evitando que nosso país quebre), mas é na indústria secundária, terciária e quaternária que temos a produção de tecnologia de ponta, na qual as matérias-primas têm seu valor dezenas (centenas) de vezes incrementada. O ganho de capital que podemos ter na indústria é muito superior ao do consumo direto estimulado na agropecuária.
Quanto ao Andrade (huehue):
O sujeito é marmita de presidiário: termo pejorativo referindo-se ao fato de que ele apóia e pede conselhos a Lula, réu condenado em 2ª instância (sem direito a recurso reversivo) por corrupção comprovada em mais de 200 páginas de provas testemunhais, documentais e periciais. Mesmo sua campanha dizia que votar nele era votar em Lula.
Tem uma campanha camaleônica: mudou as cores da campanha, tirou a foto de Lula, mudou o lema, mudou o plano de governo 3 vezes (que eu saiba), demonstrando que está disposto a dizer e desdizer o que for para angariar votos.
Defende a Venezuela: país que hoje vive uma ditadura socialista na qual milhões de pessoas assoladas pela fome fogem para países vizinhos.
Tem 32 processos nas costas: sendo réu em 2, motivo suficiente para sofrer o processo de impedimento (impeachment) logo no primeiro semestre de seu possível mandato.
Mente descaradamente: disparando uma série de notícias falsas contra o outro candidato.
E faz parte da maior organização criminosa instalada num governo já noticiada na história mundial.
Votar no Andrade significa manter no poder o PT, que está sendo investigado. Ora, como votar em alguém que, em ganhando, irá se auto-investigar-se investigando-se a si mesmo? Em um homem que anseia por foro privilegiado e já disse que quer conceder indulto a Lula, réu condenado? Como manter no poder o mesmo grupo que está envolvido nos maiores escândalos de corrupção já vistos? Que indicou para os cargos máximos do judiciário pessoas de caráter duvidoso?
Importante ressaltar que não sou defensor de Bolsonaro. Se fizer besteira, tem que pagar. ”Não tenho bandido de estimação.” A fé cega que os fanáticos têm em Lula&Cia não se aplica a mim (e à parte considerável dos eleitores da assim chamada ”direita”). Creio que cabe ao povo a vigilância perpétua sobre seus governantes.
2 – Sem o controle centralizado da taxa de juros para o tipo de crédito, qualquer tributação torna-se mais complexa. Como estipular a alíquota de único imposto para cada Estado da federação, sem controlar a qual taxa de juros os créditos serão oferecidos?