Jornal O Globo 24/09/2017

Nesta manhã, tive o desprazer de ler o Jornal O Globo impresso.

A leitura superficial que eu fazia quando era adolescente já não existe mais. Hoje, já adulto, tenho uma visão diferente das coisas. Quase saindo de uma menoridade kantiana, minha visão política e meus estudos filosóficos propiciam uma leitura mais crítica acerca desse e de qualquer outro meio de comunicação.

Mesmo com os grosseiros erros de gramática e ortografia (a nova ortografia) expostos sem pudores no jornal de maior circulação do país, ainda assim desejei que o jornal fosse um pouco maior. Lembro que ele era bem volumoso, e não só uma meia dúzia de folhas escritas forradas com publicidade. Surpreendida com o valor de R$ 7,00 (o que dá para comprar dois litros de leite e alguns pães), mamãe trouxe-me o dito cujo, cujo conteúdo pode ser resumido nos seguintes tópicos:

  • Rocinha: balas perdidas de fuzis atingem somente a Zona Sul da cidade.

Ser atingido por bala perdida é um perigo em Copacabana, Leblon, Flamengo, porém nem vale a pena ser mencionada qualquer coisa sobre a Zona Norte. Melhor falar exaustivamente sobre o poder de fogo dos marginais que entornam áreas nobres com gráficos precisos, mostrando o alcance do poder de fogo dos fuzis sobre as áreas importantes da cidade. Afinal, quem se importa com os favelados do Jacarezinho?

  • Rio de Janeiro: sem novos escândalos, o jornal limita-se/contenta-se a repetir matérias antigas sobre Sérgio Cabral e Eduardo Cunha.

Numa ominosa retrospectiva, o jornal parece interessado em manter viva a imagem da corrupção que nos levou à pior crise de nossa história. E, por alguma razão, esse lapso temporal foi curto: também uma grande reportagem mostra o saudosismo de não sermos mais a capital do país desde Juscelino. E como o Estado afundou (e continua afundando) desde então: décadas de afundamento.

  • Nazismo: aparentemente o movimento Nacional Socialista Democrata do Partido dos Trabalhadores Alemão é de extrema direita.

Direita política, cujos nomes citados, esmiuçados e minuciosamente estudados foram Alckmin e Dória. Sim, claro, pois eles são os únicos nomes da Direita no país, não é?

  • Divórcio: E ao lado da matéria sobre ”extrema direita”, vemos um casal sorridente e suas duas filhas. Tudo bom, tranqüilo. A imagem da felicidade. E do divórcio.

Na matéria que versa sobre os 40 anos da lei do divórcio, faz-se a apologia ao mesmo da forma mais descarada possível. Como se o divórcio não fosse somente algo natural, mas bom em si mesmo. Dão até a data: aos 15 anos de casamento, já está bom para divorciar. E a manutenção da família tradicional que se dane.

  • Queermuseu: O museu da bicha vem para o Rio de Janeiro.

Em lugar de apoiar o uso das forças armadas para conter a onda de violência, de pagar os salários atrasados dos servidores, de fazer algo realmente útil para a população, dinheiro público será usado pelo Museu de Arte do Rio de Janeiro para expor a controversa mostra. Exposição que o jornal acusa ter sido censurada. Aparentemente, os editores do O Globo não sabem a diferença entre censura e boicote…

  • Ísis Valverde: por algum motivo que ainda não entendi, a vida sexual de Ísis Valverde é importante.

E a bunda da Anita também.


» Para não dizer que só falei mal do jornal, a matéria sobre a situação política da Coréia do Norte está muito boa.

Rosseau ou Maquiavel?

Esta é a resposta ideal a uma mulher

quando ela resolve se meter com o seu time |;^D):

O que leva um homossexual a procurar tratamento?

https://web.facebook.com/pffilosofia/posts/1373259362721234

O que leva um homossexual a procurar tratamento?
Livre-arbítrio, decisão de foro íntimo, volição. Inamparável em razões e independente de justificativas. A liberdade pressupõe fazer da vida o que bem entende.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para ser um atleta ele pode.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para ser um artista ele pode.
Se o cara quiser procurar apoio psicológico para lidar com seu homossexualismo *agora* ele pode.
Ninguém vai ser arrastado a um manicômio e ser obrigado a qualquer coisa. Vai quem quiser.
Há uma formalização de sua execução?
Não. Cada profissional tem sua forma de abordagem. É como qualquer outra terapia.
A questão é a seguinte: antes era proibido aos psicólogos atender questões relacionadas ao gênero. Agora é permitido. Só isso.

A participação feminina na Filosofia

Não tenho nada contra a participação da mulher na Filosofia. Porém vejo isso com certa ressalva, ao observar os nomes eminentes na grande mídia como Marilena Chauí, Viviane Mosé, Márcia Tiburi. Parece-me que se valem da formação em Filosofia para chancelar um ativismo político, promover uma ideologia. Até que ponto isso é generalizado, não sei. Até que ponto essa é a imagem que a imprensa quer passar, não sei. Até que ponto isso seria um mecanismo para cooptar outros para o mesmo papel, não sei.

Não podemos esquecer que é necessário ponderar a manipulação feita pela mídia de massa, que seleciona tendenciosamente quem será posto em evidência. Também não podemos nos esquecer de que o advento da mudança na grade curricular do ensino de 2º grau com a inclusão da disciplina trouxe à faculdade um grande número de pessoas que buscam na Licenciatura sua inclusão no mercado de trabalho como professores, e não com interesse real nos estudos filosóficos. Olvidam que um sacerdócio do ensino é o magistério. E formam um grupo facilmente manipulável.

Por essas razões questiono a hodierna participação feminina no curso de Filosofia. Questões filosóficas são substituídas por questionáveis doutrinas feministas; o apreço à investigação, pelo apreço à contestação muitas vezes apenas por si mesma, ou melhor, pela imagem imaginariamente imaginária -ideário abstrato- de si mesma.

Meu posicionamento acerca da exposição Queermuseu

Aos meus olhos é falaciosa qualquer defesa à uma ”mostra” que exponha crianças pequenas ao tipo de conteúdo abaixo registrado. Não confirmei, mas há denúncia de que crianças de 6 anos foram levadas a tocar os genitais de outras para supostamente ”desmistificar o sexo”. Mesmo sendo denúncia falsa, o mero teor da ”mostra” não é indicado para crianças sob qualquer pretexto. Além disso, há vilipêndio de objetos religiosos, o que é proscrito pelo código penal, o que por si só condena a ”mostra”.

O vídeo abaixo, iniciado após a fala de Bolsonaro, é o mais completo que encontrei mostrando as ”peças” expostas. Ora, se o conteúdo fosse realmente bom, não haveria a necessidade de filmar escondido.

É uma pena que só encontrei conteúdo vinculado à politização e defesa de um candidato. Gostaria de ter encontrado algo neutro, mas não foi possível.

Mensagem nº 344

“Enquanto as universidades ficarem se perpetuando através de processo endogênico não vai acontecer difusão de outros conhecimentos, vindos de fora do pensamento ali dominante e dos conhecimentos ali valorizados.”

Mwalymu Shujaa (Medgar Evers College – University of New York/USA)

Animais têm sentimentos, você concordando ou não.

Shirley and Jenny – Two elephants reunited after more than 20 years

Brotherhood

Diferentemente de muitos outros esportes, os Desportos de Força não pregam o ódio entre seus competidores. Não temos times se matando em campo, ou torcedores se matando por times. A torcida é a própria família, e muitas vezes só ela. Não recebemos milhões em salários. Não temos muito apoio. Mas cada atleta sabe da dificuldade do outro e, por isso, não importa em que lugar do mundo esteja, é tratado como membro da mesma fraternidade.

 

Mensagem nº 343

“Pode haver três principais objetivos no estudo da verdade: um, descobri-la quando é buscada; outro, demonstrá-la quando é possuída; o último, discerni-la do falso quando é examinada. […]
A geometria, que se destaca nesses três gêneros, explicou a arte de descobrir as verdades desconhecidas; (…)”

Blaise Pascal
*Clermont-Ferrand, 19/06/1623 + Paris, 19/08/1662
Matemático, físico, inventor, filósofo e teólogo católico francês.