O uso de recursos didáticos tecnológicos no Ensino Superior – Parte 4

EDUCAÇÃO SEM DISTÂNCIA
As tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem
Romero Tori.

Editora Senac São Paulo, 2010. Bibliografia. ISBN 978-85-7359-921-3

Texto completo: https://www.passeidireto.com/arquivo/19659802/livro-em-pdf-dr-romero-tori

 


Fonte: Senac SP

O uso de recursos didáticos tecnológicos no Ensino Superior – Parte 3

LER E ESCREVER NA CULTURA DIGITAL
Andrea Cecilia Ramal

Vivemos um desses raros momentos em que, a partir de uma nova configuração técnica, quer dizer, de uma nova relação com o cosmos, um novo estilo de humanidade é inventado.”
(Pierre Lévy, 1993, p.17)

Nas culturas que não conheciam a escrita, a transmissão da história se dava através das narrativas orais: o narrador relatava as experiências passadas a ouvintes que participavam do mesmo contexto comunicacional. Era uma espécie de história encarnada nas pessoas: quando os mais velhos morriam, apagavam-se dados irrecuperáveis pelo grupo social. O saber e a inteligência praticamente se identificavam com a memória, em especial a auditiva; o mito funcionava como estratégia para garantir a preservação de crenças e valores. O tempo era concebido como um movimento cíclico, num horizonte de eterno retorno.

Texto completo: Ler e escrever na cultura digital


Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/literatura/0003.html

O uso de recursos didáticos tecnológicos no Ensino Superior – Parte 2

LEARNING ANALYTICS:
Caminho para qualidade em Educação a Distância (EAD)
Por Liliam Silva – Blog Educação-A-Distância

Todos nós fazemos avaliações acerca de tudo e principalmente daquilo que valorizamos em nosso dia-a-dia. Este comportamento nos ajuda? Sim! Podemos avaliar, analisar e ajustar as nossas velas pessoais redirecionando os nossos comportamentos e percepções para uma “qualidade” de vida melhor. Desta forma coletar e analisar os nossos próprios dados pessoais através de nossas jornadas de vida é uma ação inteligente para sabermos ao certo os nossos melhores novos caminhos. Concorda? E o que esta ideia tem a ver com EAD? O que o Learning Analytics colabora na qualidade da Educação a Distância [EAD]?

Texto completo: Learning Analytics – caminho para qualidade em EAD


Fonte: http://sambatech.com/blog/insights/learning-analytics-caminho-qualidade-ead/ em 27/09/2016

Salgado Filho

Daí a pessoa chega ao pronto-socorro com perda de massa encefálica, fratura exposta, três tiros, em trabalho de parto e o filho-da-p@#$ diz que é virose, dá um Tylenol e manda de volta para casa…

Minha mãe vai fazer mamografia, fica na fila para operar fimose, amputam-lhe uma perna e um braço. Diagnóstico: catarata.

Sempre achei interessante: em meus ambientes de trabalho, a qualquer espirro que o sujeito dá, perguntam se foi ao médico. Se estou com febre: “foi ao médico?” Como poderia ter ido se não podia me levantar? Dor de barriga: “foi ao médico?” Raios, eu estava me cagando todo, como ia procurar médico?

Estou dodói. Uma febre violenta, nem posso me levantar. Nesta noite, quase desmaiei e arrebentei a fuça na mesa da sala. Mas não fui ao médico. Entro com febre, querem operar hemorróida. Eu sei lá o que farão de mim!

Recordo-me da vez em que arrebentei meu pé. Estava na UERJ (História boa não pode vir daí). Fui ao 9º andar. Vazio. Então desci ao 7º e lembrei que talvez poderia haver alguma aula no 11º. Subi. Mais vazio ainda. E ao começar a descer de novo: BLAM! Um grito de dor e uma contenção. Tentei dar um passo, mas foi impossível. Acenei para outro aluno que chamou o segurança.

Nunca em minha vida me senti tão importante. Em menos de cinco minutos tinha mais de 20 homens em volta. Seguranças, socorristas e talvez até bombeiros e diplomatas! Eles ficaram abismados com duas coisas. Primeiro com meu pé: o grau de deformidade era tal que nem aparentava mais ser um pé humano. Ou um pé. Ou qualquer coisa. Ficou muito muito inchado. Muito inchado. Muito. Inchado.

Segundo com minha calma: normalmente pessoas com dores agudas e que acabaram de sofrer um acidente de tamanha magnitude têm reações psicológicas mais, digamos, exaltadas. Porém, segundo o grande filósofo Professor Girafales: “nada de exaltações”. Mantive a serenidade ascética natural de minha personalidade e aguardei o socorro.

Logo trouxeram uma cadeira de rodas e pela primeira e única vez usei o elevador da UERJ. Aguardei mamãe e titia virem me buscar. E a saga começou.

Fui para a UPA. Uma fila interminável. Um enfermeiro bem intencionado viu que não era para eu estar ali e avisou que não seria atendido lá. Saímos da fila. Fui ao Salgado Filho. Outra fila interminável. Mandaram fazer ficha. “Raios! Meu pé está deformado aqui, está preto! Eu preciso de atendimento, a ficha faz depois!” (pensei)

Não: a ficha faz antes. E na fila fiquei, com o pé arrebentado ao lado de outras dezenas de arrebentados. E fiz a ficha. E me encaminharam para o ortopedista. Mas havia um detalhe: eu não podia andar. Como iria ao ortopedista? Não tinha cadeira de rodas. E proibiram entrada de acompanhante. Expliquei que não queria cadeira de rodas nem acompanhante, apenas que me emprestassem MULETAS para eu mesmo me conduzir até lá. Não queria dar trabalho.

Não tinha muletas no hospital.

Tive de me deslocar saltitando por entre os leitos nos corredores. Quase caí em cima de um, quase derrubei outro. Mas fui de pulinho em pulinho, desviando-me dos obstáculos, até o ortopedista. Um velho médico, evidentemente/saltando à vista/notoriamente/estampado na cara, de saco cheio com tudo, ensinava ao jovem residente como se procedia no hospital. Os olhos do jovem residente demonstravam que todos os seus sonhos e fantasias medicinais haviam morrido há pouco tempo. “É isto que é trabalhar como médico?” “É isso aí, moleque.” Nas entrelinhas, claro.

O velho médico, também espantado com a negritude de meu pé, pediu exame por raios-X. Peguei o papel e ele me apontou o corredor. E mais uma vez virei a Genoveva: pulando e saltando até meu destino. Cheguei ao setor de exames radiológicos. Um nome bonito para um… Bem, eu tive de sentar numa pedra e aguardar o atendimento.

E não me refiro a um banco de concreto, era uma pedra mesmo, daquelas de jardim. Tudo bem, eu sempre digo que era uma pedra, mas era um banco de concreto. Só que para ser um banco de concreto, em minha opinião, tinha que melhorar muito. Então era uma pedra e pronto!

Meu traseiro já havia sentado em lugares melhores. Não digo piores porque não houve. O banco estava todo ensangüentado. Isso mesmo! Eu tive de sentar num lugar ensangüentado, sabe-se lá com que contaminantes, para aguardar minha vez e fazer um exame para cuidar da saúde (ou falta dela).

Também tinha fila lá, umas cinco pessoas, acho. E também estavam horrorizados com meu pé. E o examinador teve dúvidas sobre como tirar a chapa (não por incompetência, mas pelo formato inusitado do pé). Peguei a chapa e voltei, saltitando e pulando, como num filme de fadas do campo. Só que em lugar de grama tinha sujeira, em lugar de fadas tinha gente abandonada às moscas e em lugar de Sol tinha descaso.

E neste bizarro conto de fadas retornei ao ortopedista que viu o exame e me mandou engessar (ou mandou me engessar, como queira). Entrei então na fábrica de gesso. Pilhas e pilhas de gaze e gesso só esperando gente quebrada para serem jogadas em cima. Felizmente então uma doce e delicada enfermeira, uma senhorinha muito atenciosa, também horrorizada com meu pé, estranhou que era caso de engessar mesmo. E engessou (muito bem por sinal). Meu ascetismo (ou masoquismo, sei lá) ajudou: engoli a dor e a ajudei a fazer o trabalho. Então ela explicou a manutenção, esclareceu dúvidas, aconselhou e me liberou.

Saltitando saí do Salgado Filho. E esta foi minha aventura.

A de meu avô não foi tão simples assim. Recordo-me de quando entrei no Salgado Filho para procurá-lo. Andei por aí em alas imundas, desorganizadas e abarrotadas de gente. Nunca me sairá da mente a visão que tive de um jovem senhor, talvez com a idade que tenho hoje, jogado numa maca de hospital, visivelmente com traumatismo craniano, tremendo e convulsionando levemente no meio de outros vinte ou trinta leitos também ocupados. E ninguém para ajudar.

Só um funcionário, não sei se da limpeza ou da manutenção, alguém visivelmente sem instrução (ou com grave inabilidade comunicativa), mas visivelmente muito bem intencionado, prestativo e empático, veio me dizer que meu avô havia falecido. E de lá fui para a funerária de Inhaúma.

O caso de minha avó foi ainda mais interessante. Mamãe certa vez levou minha avó, que estava passando mal, ao Salgado Filho. Uma fila gigantesca, tal como você já deve ter visto na TV. Um monte de gente doente aguardando atendimento. O que você não deve ter visto na TV eram médicos, enfermeiros, funcionários, numa saleta ao lado entre brindes de champanhe (ou cidra, ou espumante, ou o c@#$%) e bolos, comemorando em êxtase sabe-se lá o quê. E minha vovó (e tantas outras vovós) esperando a boa vontade dos atendentes.

Concluo, portanto: depende do médico. Depende de quem te atende. Não dá para dizer o que vai te acontecer. É jogar com a sorte. Tem gente muito boa, exemplar, excepcional. Mas também tem… Você entendeu.

É por isso que evito tanto ir a médicos. Não sou fã de loteria.

Tem muita gente que quer ajudar, a maioria quer, mas não tem nem os meios mínimos para tanto. Outros nem se importam e mancham a reputação de toda uma classe que, sem perdão da palavra, está mais ferrada do que a gente.

O uso de recursos didáticos tecnológicos no Ensino Superior – Parte 1

DISSECANDO O ENSINO SUPERIOR ATÉ 2018
Horizon Report para universidades traz 6 tecnologias, 6 tendências e 6 desafios que educação enfrentará em 5 anos
Porvir.org

Acaba de sair do forno o Horizon Report 2013 voltado ao ensino superior. Já tradicional e esperado, o documento anual identifica seis tecnologias emergentes que deverão se tornar populares até 2018, seis tendências e seis desafios que as universidades devem ter no seu dia a dia para um período de até cinco anos. O grupo que ajudou a elaborar o relatório foi composto por 51 especialistas em educação, tecnologia e futuro, além de escritores e pensadores. Eles foram reunidos pelo NMC (New Media Consortium) e pela Educase Learning Initiave, ambas organizações localizadas nos EUA e dedicadas ao estudo das tendências na educação. Confira, a seguir, as três listas.

Texto completo: Dissecando o Ensino Superior


Fonte:

Fonte: http://porvir.org/dissecando-ensino-superior-ate-2018/ em 26/09/2016

Inuyashiki – Conclusões.

Atualizado em 26/08/2019

Após assistir a toda a série animada, ter lido todo o mangá e assistido ao filme, posso tecer algumas considerações.

Se você é como eu e procura uma abstração mais filosófica, Inuyashiki pode lhe parecer um fiasco. O autor teve em mãos uma raríssima oportunidade e não soube explorá-la. Um personagem principal atípico, questões como o trans-humanismo, a digitalização da vida humana, a perda de valores, o afastamento emocional e a falta de afeto na contemporaneidade, questões sobre o que é a vida, o que é a alma e qual o sentido de nossa existência. Nada disso foi abordado, o que torna um espectador mais rigoroso e exigente frustrado com o desenvolvimento e o resultado da obra.

Mas se você não tiver interesse em assuntos filosóficos e buscar apenas entretenimento, Inuyashiki é uma obra ímpar e exemplar. Um enredo instigante, bem elaborado naquilo a que se propõe, aventura, comédia, drama e ficção.

Em ambos os casos, vale a pena ver.

https://www.youtube.com/watch?v=JaIuU3b84dc

Opening:

Eis o motivo pelo qual eu larguei a faculdade de Direito

Maurício Dieter – Voz Ativa | Programa Voz Ativa

Inteligência coletiva – Parte 2

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS NO BRASIL:
um estudo de caso longitudinal sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação em 12 escolas públicas
Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI .br
São Paulo 2016

A disseminação acelerada das tecnologias de informação e comunicação (TIC) nas últimas décadas, em especial da
Internet, traz consigo diversos desafios e oportunidades tanto no nível individual quanto no da sociedade, na medida
em que novos modos de se relacionar com a informação e o conhecimento são estabelecidos.

Essas mudanças afetam, em particular, a educação, que se vê frente à necessidade de lidar com diversas questões desencadeadas pela presença cada vez mais intensa das TIC no cotidiano: seja preparar as pessoas para aproveitar plena e conscientemente todo o potencial dessas tecnologias, seja desenvolver metodologias e práticas capazes
de promover a incorporação das TIC como instrumento pedagógico.

Texto completo: https://www.nic.br/media/docs/publicacoes/7/EstudoSetorialNICbrTICEducacao.pdf


Fonte: https://www.nic.br/media/docs/publicacoes/7/EstudoSetorialNICbrTICEducacao.pdf

Jordan Peterson – Exemplos.

Editado em 01/10/2022: adicionada transcrição do terceiro vídeo.

Após a grande polêmica ocasionada pelo seu último debate, acabei conhecendo brevemente o trabalho do psicólogo e professor universitário Jordan B. Peterson. Gostaria eu que houvesse esse nível de discussão e debate aqui no Brasil. Não concordo com algumas coisas que ele defende, mas respeito o profissionalismo que vi de si até agora.

Jordan Peterson | Best Moments | Clash of Ideas

Jordan Peterson debate on the gender pay gap, campus protests and postmodernism | Channel 4 News

How to shut up a marxist (Jordan Peterson speech) | rvanstel

Transcrição:

The fact that the postmodernists dare to be marxist is also something that I find, I would say, not so much intellectually reprehensible as morally repugnant. And one of the things that the postmodernists — postmodern neo-marxists — continually claim is that they have nothing but compassion for the downtrodden. I would say that anybody with more than a cursory knowledge of twentieth century’s history who dares to claim simultaneously that they have compassion for the downtrodden and that they’re marxists are revealing either an ignorance of history that’s so astounding that it’s actually a form of miracle; or a kind of malevolence that’s so reprehensible that it’s almost unspeakable.

Because we already ran the equity experiment over the course of the 20th century, and we already know what the the marxist doctrines have done for oppressed people all around the world, and the answer that mostly was imprisoned, enslave, imprison them, enslave them, work them to death or execute them, and, as far as I can, tell that’s not precisely commensurate with any message of compassion.

So I don’t think that the postmodern neo-marxists have a leg to stand on ethically or intellectually or emotionally. I think that they should be going after as hard as possible from an intellectual perspective — an informed intellectual perspective… This is fundamentally a war of ideas, and that’s the level of analysis that it should be fought upon. Not only it is a war of ideas, I think it’s one that can be won, because I think that […] especially the French intellectual postmodernists are a pack of… what would you call them… well, we could start with charlatans, that’s a good one. So, pseudo-intellectual would be good, resentful would be another.

Then I would also consider they’re highly deceptive in their intellectual strategies, because almost all of them were marxist student intellectuals, and they knew by the time the Gulag Archipelago came out — and even before — that the nightmares of the Soviet Union and Mao’s China were of such magnitude that they had completely invalidated any claim to ethical justification that the fundamental marxist doctrines had ever managed to manifest.

And so, it’s a no-go zone, as far as I’m concerned. Intellectually the game’s over: we’ve already figured out that there are finite constraints on interpretation, and we also understand why those exist, how they evolved, and, from the perspective of political argumentation, there’s absolutely no excuse whatsoever in the 21st century to put forth marxist doctrines as if they’re the bomb that’s needed by the  compassionate, and by the bomb that’s administered by the compassionate to the downtrodden.

Sorry: tried, that didn’t work. We’ve got a hundred million corpses to prove it and that’s plenty for me, and if it’s not enough for you, well, then you should do some serious thinking either about your historical knowledge, or about your moral character. So that’s the first thing.

Inteligência coletiva – Parte 1

INTELIGÊNCIA AFLUENTE E AÇÃO COLETIVA
A expansão das redes sociais e o problema da assimetria indivíduo/grupo
Rogério da Costa

Nos últimos 30 anos, alguns estudiosos vêm se dedicando à tarefa de pensar os coletivos, as redes sociais e sua dinâmica própria (M. Granovetter1, M. Olson2, B. Wellman, M. Authier3 , K. Arrow4). Pesquisas desenvolvidas no cruzamento da economia com a sociologia têm apresentado resultados importantes para a reflexão sobre a ação coletiva. Elas tratam da forma como os indivíduos atuam em grupo e de como suas preferências e interesses pessoais podem não ser determinante para sua ação na dimensão do coletivo. Sociólogos e economistas clássicos acreditam, como o senso comum, num prolongamento naturaldos interesses individuais no contexto de grupos. No entanto, como nos lembra Mancur Olson: “Não é fato que só porque todos os indivíduos de um determinado grupo ganhariam se atingissem seu objetivo grupal eles agirão para atingir esse objetivo, mesmo que todos eles sejam pessoas racionais e centradas nos seus próprios interesses”5. Isso pode ser verificado, por exemplo, em problemas envolvendo a tomada de decisão. Indivíduos tomam decisões sobre sua participação numa ação coletiva determinados por fatores que não se reduzem a seus próprios interesses e preferências (M. Granovetter6). Outro aspecto correlato é o da aderência dos indivíduos às inovações (idéias, comportamentos, regras…), fato que não depende exclusivamente de preferências pessoais, mas requer, além disso, uma negociação dentro da dinâmica do coletivo no qual estão inseridos (E. Rogers7, T. Valente8, M. Granovetter).

Texto completo: Inteligência Afluente e Ação Coletiva


Fonte: http://www.razonypalabra.org.mx/anteriores/n41/rdacosta.html