ENTRE O REAL E O VIRTUAL: A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD) COMO ESPAÇO PARA O EDUCAR (APRENDER E ENSINAR) PELA PESQUISA. Leociléa Aparecida Vieira Vieira.
O estudo que ora se apresenta, insere-se na linha de pesquisa: Novas Tecnologias em Educação, do Programa de Doutorado em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A pesquisa teve como objetivos: a) identificar as facilidades e as dificuldades encontradas pelos professores-alunos dos cursos de pós-graduação em “Tecnologias e Educação a Distância” e “EaD e as Novas Tecnologias”, na realização de suas pesquisas nos ambientes virtuais de aprendizagem; b) analisar os princípios norteadores de práticas pedagógicas articuladas ao processo de construção do conhecimento e a maneira como a disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica contribui para a formação do “aluno pesquisador” enquanto produtor de conhecimento. O marco conceitual introdutório foi estruturado ao se fazer o entrelaçamento entre tecnologia e currículo, enquanto a revisão da literatura discorreu sobre a história do conhecimento; a pesquisa como princípio educativo e como princípio científico. A investigação que se caracteriza pelo estudo de caso possibilitou que emergissem as categorias de análise “educar e aprender pela pesquisa” e a “autonomia” na concepção freireana. Para a interpretação dos instrumentos de coleta, utilizou-se da análise do conteúdo na fala dos vinte e um professores-alunos e oito professores da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica e Orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso, a fim de entender os enfrentamentos e os desafios virtuais e reais dos sujeitos da pesquisa. Durante o desenvolvimento desta, observou-se que algumas barreiras precisam ser superadas, tanto por parte dos discentes quanto dos docentes, entre elas: a) plágios; b) deficiência na leitura; c) entendimento de que pesquisar se distancia das teclas do copiar e colar; d) ausência da cultura de que o aluno aprende, quer seja no virtual ou real; e) resistência ao novo; f) dialogicidade na escrita do material didático; g) a própria distância virtual que não permite o focar “olho no olho” de quem aprende e de quem ensina. Ao finalizar o presente estudo, procurou-se mostrar que o educar e aprender pela pesquisa, especialmente na EaD, deve propiciar ao aluno, sujeito da aprendizagem, o desenvolvimento de sua autonomia sustentada em uma proposta educativa que permita a leitura crítica do mundo, visando um fazer social e político, que conduza educandos e educadores à liberdade.
O PLÁGIO, A CÓPIA E A INTERTEXTUALIDADE NA PRODUÇÃO ACADÊMICA Ivy Judensnaider
A ocorrência cada vez mais frequente do plágio nos trabalhos discentes enseja a discussão sobre a sua prática, em especial quando resultante da falta de compreensão sobre o real significado do caráter intertextual da produção acadêmica. Na investigação sobre os possíveis diálogos entre as várias camadas do texto cientifico, esse artigo procura estabelecer distância entre eles e a prática do plágio ou da cópia, assim o fazendo por meio da análise
da construção de sentido a partir da leitura e da escrita como exercício da leitura de mundo e do processo dialógico entre discursos e sujeitos.
POSSÍVEIS SIGNIFICADOS DA PESQUISA NA PRÁTICA DOCENTE: IDÉIAS PARA FOMENTAR O DEBATE Júlio Emílio Diniz Pereira Mitsi Pinheiro de Lacerda
Com o propósito de fomentar o debate em universidades e escolas brasileiras, abordaremos, neste artigo, possíveis significados da pesquisa na prática docente. Trazemos para a discussão perguntas, tais como: quais os possíveis significados da pesquisa na prática docente? Quais as dificuldades e os desafios, em nosso país, para a realização da investigação na escola pelos próprios profissionais que lá trabalham? Qual a relevância desse tipo de pesquisa para a introdução de inovações no currículo escolar e para a formação docente? Ainda em termos da formação, não seria o enfoque na pesquisa mais uma escolha arbitrária que estaria negando outras possibilidades formativas também relevantes?
O PROFESSOR COMO PROFISSIONAL REFLEXIVO Dinéia Hypolitto
Quanto às práticas de formação de professores, a tendência investigativa mais recente é a que concebe o ensino como atividade reflexiva. Esse conceito perpassa a formação de professores como também o currículo, o ensino e a metodologia da docência. A idéia é a de que o professor possa desenvolver a sua capacidade reflexiva sobre sua própria prática. Segundo Zeichener (1993), tal capacidade implicaria, por parte do professor, uma inter-racionalidade e uma reflexão sobre seu trabalho.
Toda vez que nossa pátria se encontra diante do perigo, um instinto parece surgir nos seus melhores, aqueles que a entendem de verdade.
Quando a independência estremece na sombra fria de um perigo verdadeiro, são sempre os patriotas que primeiro ouvem o chamado.
Quando a perda de liberdade paira sobre nós, como agora, o alarme soa primeiro nos corações da vanguarda da independência.
O cheiro de fumaça no céu […] é sempre sentido primeiro pelos homens do campo, que saem de suas casas simples para encontrar o fogo e a luta.
Porque eles sabem que uma substância sagrada reside naquele pedaço de madeira e no aço azulado – algo que garante para o homem comum a mais incomum independência.
Quando mãos ordinárias podem possuir um instrumento tão extraordinário, isso simboliza a plena medida de dignidade humana e liberdade.
É por isso que aquelas cinco palavras nos trazem um chamado irresistível, e nós nos reunimos.
Então, enquanto nos preparamos […] este ano para derrotar as forças da discórdia que tomariam a nossa independência, quero dizer as palavras de luta para que todos ao alcance da minha voz possam ouvir e prestar atenção:
Apps para Dispositivos Móveis: Manual para professores, Formadores e Bibliotecários
Com organização de Ana Amélia Amorim Carvalho, Professora da Universidade de Coimbra e numa edição da Direção-Geral da Educação, acaba de ser publicado o livro “Apps para Dispositivos Móveis: Manual para professores, Formadores e Bibliotecários”.
Esta publicação foi apresentada ao público no passado dia 7 de maio, em Coimbra, durante o 3.º Encontro “Jogos e Mobile Learning”. Ao longo de mais de duas dezenas de capítulos, os leitores tomarão contacto com as mais diversas aplicações a serem usadas em contexto de ensino e aprendizagem tirando partido de dispositivos móveis como smartphones e tablets. Estas aplicações visam promover a integração das TIC em contexto escolar promovendo a leitura, a escrita, a colaboração e a criatividade entre outras competências.
APRENDIZAGEM ATIVA NO ENSINO SUPERIOR: A PROPOSTA DA SALA DE AULA INVERTIDA José Armando Valente
O ensino superior enfrenta atualmente dois grandes desafios. Um, as salas de aulas cada vez mais vazias ou quando o aluno está presente, ele está fazendo outra coisa diferente do que acompanhar a aula. Outro desafio é a incapacidade de atender a grande demanda de alunos que querem ingressar no ensino superior. Assim, o modelo de universidade que faz pesquisa, gera conhecimento e distribui este conhecimento para poucos, já não se sustenta mais.
Editado em 15/01/2021: disponibilizado para visualização em dispositivos móveis.
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Lamento ver que, com o tempo avançando e grandes nomes partindo, as carreiras dos últimos remanescentes da verdadeira dramaturgia estão encerrando. Com a partida desses artistas, finda-se uma era. “Não se produz mais como antigamente” não é mero saudosismo: é a constatação da decadência intelectual, cultural e social em que os millennials subvivem.
Afirmo que a arte, infelizmente, se tornou apenas algo mais a ser vendido. Não se produzem mais clássicos. Não se produzem mais obras que marquem a História. Foi-se o tempo de Shakespeare. Hoje se produz para o consumo.
O mesmo consumo que clama por novos produtos pede novas obras. Creio que um exemplo demonstre melhor meu pleito: o caso Prosdócimo. Os mais jovens que lerem este texto não se recordarão (ou conhecerão) essa marca de excelência de eletrodomésticos. Excelência tão excelente que suas geladeiras ainda funcionam.
E o resultado de toda essa qualidade? A empresa fechou, claro! Se todo mundo compra uma geladeira que nunca dará defeito, para quê comprar outra? Os equipamentos eram assim: geladeiras, fogões, ventiladores, rádios, televisores, tudo era feito para durar uma eternidade. E as empresas perceberam que produtos muito bons dão lucro momentâneo; e que produtos de menor qualidade (praticamente descartáveis) dão lucro permanente.
Lição conhecida de há muito pela indústria farmacêutica. Por que colocar no mercado um remédio que cure, se é muito mais lucrativo manter as pessoas permanentemente doentes? E o melhor: remédios cujos efeitos colaterais precisem de mais remédios! Uma indústria de abutres… E nós somos a carniça.
A continuidade do consumo, de saber que aquela TV ou geladeira precisará ser trocada de tanto em tanto tempo, é o que mantém o mercado industrial funcionando. Primeiro a venda, depois o produto! Mais updates e upgrades, patches e afins. Não interessa, pois, fazer produtos excelentes. Apenas produtos a ser consumidos por um tempo. E apenas o tempo necessário para agradar o consumidor, que cautelosamente deve ser instigado a comprar mais e mais. O importante é trocar.
Vivemos uma era em que a velocidade da troca é mais importante do que o que é trocado. O novo é invariavelmente substituto do antigo, mesmo que o mais velho seja melhor. O apelo da novidade, do brilho, da tecnologia, da conectividade é mais forte que a segurança da tradição e da estabilidade. O resultado: a formação de uma geração de conectados inseguros em sua insegurança insegura.
Afinal, se tudo muda o tempo todo, se sempre há novidade a substituir o atual sem nem ao menos dar-lhe tempo de envelhecer, como criar o vínculo, o laço de familiaridade que se forma ao longo do tempo, aquela certeza de poder contar com isso ou aquilo amanhã? E depois de amanhã… E para o resto da vida… (?)
Antigamente, quando algo quebrava, a gente aprendia a consertar em lugar de jogar fora.
Enquanto isso acontecia, a Prosdócimo já havia sido comprada pela Electrolux, patentes de curas foram registradas (para ninguém usar) e o mundo das artes também começou a aprender a lição.
Onde estão os grandes autores? Onde estão os grandes clássicos? Paulo Coelho (sempre me criticaram por eu gostar dele) demonstrou que é possível fazer arte para consumo também. E ironicamente demonstrar que a arte efêmera basta para se tornar imortal.
Paz e Guerra, Os miseráveis, MacBeth não têm mais espaço em um público acorrentado às telinhas de seus smartphones. Leitura muito difícil… Requer muito mais que os dois neurônios anestesiados necessários para acessar rede social, brincar em joguinhos, ou ver um post de fofoca ou piadinha.
Não que aqueles que se servem da tecnologia para isso sejam tolos ou estúpidos. A palavra-chave no parágrafo acima é ”anestesiados”. Os grandes clássicos tocam a alma. Tocam o coração. Mexem com a pessoa. Mudam a pessoa. Arte é aquilo que te muda. É o que te torna diferente (para melhor). É o que te faz pensar, te faz refletir, te faz viver. Sem sentimentos, não há arte (sua forma pura de expressão e manifestação). A verdadeira arte não se consome: se aprecia. Não é possível consumir algo que é eterno.
Porém a superficialidade hodierna não permite mais isso. Não há mais o cultivo a sentimentos profundos, aqueles que formam raízes fortes. Boa fundação necessária à árvore crescer e, quem sabe, dar bons frutos. Pouco se semeia em terreno ora infértil. Ninguém tem mais paciência para esperar a semente crescer, se tornar árvore e florir.
Uma pena. As flores são o sorriso da terra… Ainda que volta e meia encontremos uma pérola perdida no oceano, ou um oásis no deserto…
Mas então, o que oferecemos a essas mentes e corações anestesiados e perplexos com a velocidade acelerada do amanhã que já chegou? Telebasura! Lixo por todos os lados. Produzimos um lixo cultural tão inverso em seus valores que é ele quem nos aterra.
”Harry Potter” para esquecer a realidade… E livros de auto-ajuda para lidar com ela. Biografias póstumas enormes saindo antes de o defunto esfriar! E já tive o desprazer de escutar alguém afirmando que a saga ”Crepúsculo” estava no mesmo nível de importância sociocultural que As Brumas de Avalon. Ao menos não a comparou com ”50 tons de cinza”, a prova cabal de que mulheres também adoram pornografia (basta vender com outra cara).
Produtos a serem consumidos e esquecidos rapidamente, dando lugar à nova produção que logo chegará.
Os grandes quadros foram trocados por duvidosa ”arte contemporânea”. As grandes bandas cujos nomes continuam sendo lembrados com carinho (e ainda lotam os espetáculos) foram trocadas (pela grande mídia) por ”música contemporânea”. O grande teatro foi trocado por ”teatro contemporâneo”. E os grandes nomes da dramaturgia são substituídos por carinhas bonitas saídas de uma fábrica de ”novos talentos” ou de reality shows.
Produtos a serem consumidos e esquecidos rapidamente, dando lugar à nova produção que logo chegará.
Telenovelas que mais parecem lavagem cerebral. Importação de séries e filmes sem expressividade. Refilmagens de clássicos, apelando ao saudosismo que citei no primeiro parágrafo. Mais computação gráfica que atores. Mais qualidade de imagem, menos de enredo.
Produtos a serem consumidos e esquecidos rapidamente, dando lugar à nova produção que logo chegará.
E continuamos trocando… E continuamos inseguros… E o tempo continua avançando cada vez mais depressa… E cada vez mais olhamos para o passado com a idéia de que os tempos eram melhores… A culpa não é da cultura atual. Ela é mero reflexo da superficialidade que vivemos, pois arte (seja qual for) é apenas um reflexo do coração humano. Que hoje está anestesiado, perplexo, apático…
Qual a conseqüência dessa apatia? Ora, se não me fiz claro até aqui, explicito: a inviabilidade da construção de laços perenes entre as pessoas, o isolamento coletivo em que vivemos, e o perpétuo sentimento de falta, de não pertencimento, de inadequação formam uma legião de pessoas doentes. Não do corpo, mas de suas almas.
A vida era mais difícil. Muita coisa melhorou. Mas em algum ponto erramos alguma curva no caminho e agora estamos um tanto perdidos. Espero em breve encontrarmos a trilha certa… Enquanto isso, podemos aprender um pouco mais sobre o coração com atores (de verdade), trabalhadores dos sentimentos humanos, pérolas e oásis. Ao menos até o cerrar das cortinas.
Glória Menezes e Tarcísio Meira | Persona em Foco | 09/08/2019
Glória Menezes e Tarcísio Meira – Part.2 | Persona em Foco
APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA, ORGANIZADORES PRÉVIOS, MAPAS CONCEITUAIS, DIAGRAMAS V E UNIDADES DE ENSINO POTENCIALMENTE SIGNIFICATIVAS Marco Antonio Moreira
É feita uma descrição detalhada da teoria da aprendizagem significativa na visão clássica de David Ausubel, segundo a leitura, ou releitura, do autor. A teoria não é apresentada como nova, mas sim como atual. Argumenta-se que houve uma apropriação superficial, polissêmica, do conceito de aprendizagem significativa, de modo que qualquer estratégia de ensino passou a ter a aprendizagem significativa como objetivo. No entanto, na prática a maioria dessas estratégias, ou a escola de um modo geral, continuam promovendo muito mais a aprendizagem mecânica, puramente memorística, do que a significativa. Por isso, o texto procura esclarecer o que é, afinal, aprendizagem significativa. Isso é feito abordando recursivamente esse conceito ao longo do texto de modo a promover a diferenciação progressiva do mesmo.