“Somos os primeiros a ser tributados e os últimos a ser levados em consideração”

Mark Robinson é um cidadão comum. Ele cresceu e viveu toda sua vida em Greensboro, na Carolina do Norte (EUA). Ele, talvez, nunca tenha estado no Brasil ou sequer saiba muito a respeito de nosso país. Mark, no entanto, descreve com precisão o drama do povo brasileiro arbitrariamente desarmado, feito refém dos assaltantes, sequestradores, estupradores, assassinos e meliantes de todo tipo. “Somos os primeiros a ser tributados, os últimos a ser levados em consideração, os primeiros a ser punidos sempre que ocorre um tiroteio” – disse Mark a uma poderosa minoria que, no conforto de seus carros blindados e do alto de suas mansões fortificadas, instrumentaliza a tragédia para expandir seu controle sobre a maioria: milhões de cidadãos de bem, trabalhadores, portadores de armas que nunca cometeram um crime. Mark se recusa a ser uma vítima, se recusa a entregar o controle de sua vida e seu destino nas mãos da minoria. Na tribuna da Câmara Municipal, ele plantou seus pés como uma âncora e bradou sua voz como um trovão, mostrando-se disposto a defender, com unhas e dentes, este que é um direito natural não concedido por nenhum governo, mas pelo próprio Criador aos homens: o direito à vida e à autodefesa. Que mais homens e mulheres se levantem nas tribunas do Brasil com o espírito de Mark Robinson. É necessário que a minoria volte a temer a maioria para que, assim, se cumpra a justiça e a vida dos justos floresça.

“Quando o governo teme o povo, ali há liberdade. Quando o povo teme o governo, ali há tirania.” [*]

Tradução: hsilver

Revisão: Yuri Mayal

[*] Autor desconhecido, apesar de a frase ser normalmente atribuída a Thomas Jefferson.

 

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