Princípios da refrigeração – Como refrigeradores funcionam (1963)

Principles of Refrigeration 1963 US Air Force; How Refrigerators work.

América: o melhor lugar do mundo para se viver…

… segundo os americanos, claro.

Não é de hoje que gosto de animações. Há várias postagens neste sítio sobre animações de um modo geral. Estudo esporadicamente não apenas as técnicas de animação, mas também a história da animação. Considero uma forma de arte muito interessante, tanto pelo complexo trabalho de produção quanto pela capacidade de exibir idéias de forma muito mais livre, sem as restrições naturais de filmes comuns.

Há uma grande quantidade de filmes instrucionais na mídia estadunidense. Uma grande quantidade já entrou em domínio público e pode ser acessada gratuitamente em plataformas como o Youtube. Vídeos instrucionais das forças armadas americanas são realmente muito bons, muito superiores à baixíssima qualidade dos ”youtubers” de hoje em dia. Naquela época, conteúdo era produzido de forma clara, eficiente e bastante didática sobre os mais variados temas.

E também há as animações, como já postei anteriormente neste exemplo sobre como funciona o sistema de refrigeração. Ao vermos os exemplos de animações e como as mesmas evoluíram tanto as técnicas quanto a temática ao longo do século XX, temos um retrato do pensamento de uma época.

Estes quatro excertos demonstram a forma de pensamento americana ao longo da primeira parte do século XX. Uma sociedade capitalista, altamente patriótica, consumista e principalmente voltada à cultura automobilística. Traços que, sem dúvida, permanecem em maior ou menor grau até hoje.

Profits: “Going Places” – 1948

US Economy: Meek King Joe – 1949

It’s Everybody’s Business – 1954

Your safety first – 1956

 

A evolução de machos e fêmeas – com Judith Mank

The Evolution of Males and Females – with Judith Mank

Avaliação somativa – Parte 5

D-29 – Avaliação da Aprendizagem- Formativa ou Somativa? TV UNESP

Professor Eric Laithwaite: Rio Magnético 1975

Professor Eric Laithwaite: Magnetic River 1975

Processos de avaliação: material complementar – Parte 2

Vídeo: Conversando com Rubem Alves
Professores de espanto para que a educação não chegue ao fim.

Superman – A Era de Ouro da animação

Superman – The Golden Age of Animation

Retroprogramming Games – Uma arte (não) esquecida

Vídeo demonstrando as dificuldades técnicas de se programar com poucos recursos. Um lembrete para respeitarmos e admirarmos o trabalho dos programadores do passado.

How we fit an NES game into 40 Kilobytes – Morphcat Games


Ver também: https://pedrofigueira.pro.br/2018/12/22/como-eram-feitos-os-graficos-e-sons-nos-jogos-eletronicos-de-primeira-geracao/

Quarta dimensão explicada por Carl Sagan

Quarta dimensão explicada por Carl Sagan

Como a linguagem modela a maneira como nós pensamos?

Atualizado em 04/09/2021: acrescentado vídeo pertinente ao final.

How language shapes the way we think | Lera Boroditsky

Em acréscimo ao exposto na apresentação, também gostaria de contribuir com algumas de minhas considerações.

Acredito que essa diferença na estrutura e na forma de pensamento esteja interligada na estrutura e na forma da linguagem. Observemos alguns exemplos:

Em inglês os adjetivos vêm antes dos substantivos. Isso reflete uma característica cultural das sociedades que usam tal linguagem, segundo a qual os acidentes são mais importantes do que a forma, o que pode ser observado em comportamentos que vemos como frívolos ou superficiais.

Em português (nas línguas latinas de modo geral) os adjetivos vêm após os substantivos. Isso reflete outra característica cultural, segundo a qual se dá mais valor à substância do que às contingências. Nestas sociedades, demonstra-se um traço geral em que o foco maior recai sobre a essência o objeto observado, não suas qualidades adicionais, acessórias, secundárias.

Em inglês, não se faz uso de oração sem sujeito. Toda oração tem um sujeito, ainda que indeterminado. Toda ação possui um agente. Nas línguas latinas isso não é necessário. Em nosso idioma, uma ação é apenas uma ação. Não é necessário um agente. Exemplo: “chove” e “it rains”. O pronome ”it” é obrigatório em inglês e não faz sentido em português.

Observemos outros exemplos: a língua japonesa possui uma gramática muito pobre em comparação com as línguas latinas. A ordem de uma frase é praticamente sempre a mesma: Sujeito + Predicado + Ação. Há pouquíssima conjugação verbal. E essa ausência de conjugação verbal relaciona-se, ao meu ver, com uma estrutura de pensamento que valoriza mais a ação propriamente e o tempo no qual ela foi tomada do que o agente verbal.

Isso reflete uma estrutura de pensamento que prima pelo pragmatismo e pela abordagem direta das questões. Outra característica da linguagem japonesa é o uso de pronomes de tratamento hierárquicos para cada tipo de pessoa com a qual se fala. O reflexo do sistema hierárquico de relações sociais no Japão se apresenta mesmo em ambientes familiares e informais.

Na língua chinesa a entonação de cada uma das dezenas de formas de vogais muda o sentido das palavras e o significado do que se quer dizer. A isso podemos relacionar os complexos sistemas de relacionamento sociais, no qual as pessoas acabam não abordando diretamente os assuntos, usando estratégias subentendidas ou dissimuladas para abordar assuntos relativamente simples aos nossos olhos.

A língua russa também é um exemplo interessante. Nela não há verbo de ligação: a cópula ocorre diretamente pelo contexto em que se fala. Na linguagem dos esquimós, há dezenas de nomes diferentes para cada tipo de neve. Assim como povos do deserto têm nomes diferentes para os vários tipos de areia. A população das ilhas Malvinas tem uma grande quantidade de nomes relacionados a cavalos e à vida eqüestre. Além é claro da imensa quantidade de vocábulos intraduzíveis de um idioma para outro.

De todo modo, isso não é um indicativo de que esta ou aquela linguagem seja melhor ou pior. Cada linguagem apenas reflete uma estrutura de pensamento, de tomada de decisões, de formação de juízos de valor e de fato, bem como de organização social.

Mais sobre o assunto:
O missionário que viveu com índios, virou ateu e desafiou conceitos sobre linguagem |Ouça 10 minutos | BBC News Brasil

Pirahã: The Amazonian Tribe That Challenges Everything We Know About Language | SLICE
Deep in the Amazon rainforest, the Pirahã people speak a language that defies everything we thought we knew about human communication. No words for colors. No numbers. No past. No future. Their unique way of speaking has ignited one of the most heated debates in linguistic history.

For 30 years, one man tried to decode their near-indecipherable language—described by The New Yorker as “a profusion of songbirds” and “barely discernible as speech”. In the process, he shook the very foundations of modern linguistics and challenged one of the most dominant theories of the last 50 years: Noam Chomsky’s Universal Grammar.

According to this theory, all human languages share a deep, innate structure—something we are born with rather than learn. But if the Pirahã language truly exists outside these rules, does it mean that everything we believed about language was wrong? If so, one of the most powerful ideas in linguistics could crumble.

Documentary: The Amazon Code
Directed by: Randal Wood, Michael O’Neill
Production : Essential Media, Entertainment Production, ABC Australia, Smithsonian Networks & Arte France