Desenvolvimento profissional docente: material complementar – Parte 2

ANDRAGOGIA: UM OLHAR PARA O ALUNO ADULTO
Cimara Apostolico

O presente artigo pretende destacar a importância de um ensino direcionado ao aluno adulto, não só pelo fato de adultos e crianças aprenderem de formas diferentes, mas principalmente pelas mudanças ocorridas nos últimos dois séculos e que revolucionaram a forma de o indivíduo interagir com o entorno. Essas mudanças são de ordem histórica, social e tecnológica e representam a construção de um sujeito cuja condição humana sofreu profundas modificações. Ao referirmo-nos a alunos adultos, podemos destacar diferentes
públicos, todavia, nosso olhar estará voltado aos alunos do Ensino Superior, que cursam instituições particulares.

Palavras-chave: andragogia, educação, ensino superior, aprendizagem.

Texto completo: Andragogia – Um olhar para o aluno adulto


Fonte: Augusto Guzzo – Revista acadêmica
http://www.fics.edu.br/index.php/augusto_guzzo/article/view/31

Produto/serviço vendido e o desejo de consumo

Editado em 29/12/2020: pequenas correções gramaticais e acréscimo ao final.

Fantasia Marcial: Estereótipos e histórias mal contadas | Núcleo Dharma

Concordo e gostaria de compartilhar uma experiência correlata:

Há alguns anos, convidado por um amigo, fui para um estúdio (Mo Gun) de Wing Chun. (Mo Gun em chinês, Dojo em japonês, estúdio em português) Sempre tendo desejado aprender artes marciais desde pequeno e agora já sendo dono de meu próprio nariz, aproveitei a oportunidade como adulto.

Lá chegando, minha primeira experiência foi bastante interessante, pois o local e o treinador tinham (têm) toda uma roupagem ultra-tradicionalista, com símbolos chineses, genealogia completa, fotos de um monte de orientais etc. A imagem era (é) exatamente o que um leigo espera ao adentrar pela primeira vez um local de treino: um portal de teletransporte para a China. E tal linhagem faz questão de se diferenciar dos demais estilos e escolas concorrentes tanto na estética quanto nos costumes e no comportamento esperado do praticante. Levam seu nome bem a sério.

Só que…

A ideologia apóia-se exatamente no discutido em outros vídeos do canal acima: ”no ouvir dizer”, ”na tradição oral”, ”na autoridade do mestre” etc. Como filósofo, a impossibilidade de questionar e aferir dados é um empecilho para abraçar uma idéia ou aceitar um argumento. Como halterofilista, tenho uma personalidade do tipo ”vai e faz”. Portanto um pensamento ou atividade que se sustenta em subterfúgios ou na abordagem indireta de um problema não me atrai. Então parei com poucos meses de treino (o que lá ”deve ser sempre chamado de prática, nunca de treino” – ”porque o mestre prefere assim”).

Disso posto, a experiência: certa vez, meu mestre (ou melhor ”facilitador, pois o mestre de verdade era o mestre dele e não ele mesmo”) estava falando de costumes chineses e repassando o melhor meio de abordagem de uma situação segundo a escola. Então eu o questionei, dizendo: “—’Tá, mas não estamos na China, nem somos chineses. Estamos no Brasil e somos brasileiros. Aqui a gente faz diferente.”.

Essa minha crítica sempre foi respeitada naquela escola, nunca fui posto de lado ou tratado de forma diferente. Pelo contrário, eu gostei e ainda gosto muito de lá (fui e ainda sou muito bem tratado). Mas minha própria natureza não se adequou aos ensinamentos e optei por sair. Com isso quero dizer que o problema não está na academia, no mestre ou no sistema. Muito menos no praticante, neste caso eu mesmo. O problema está na sintonia entre o que é passado e no que é esperado. No ensinamento e no anseio do aluno. No produto/serviço vendido e no desejo de consumo.

Não há exercício ruim, há exercícios que não servem para aquela pessoa. Não há arte marcial ruim, há arte que não funciona para aquela pessoa. Ou que não é boa para ela, especificamente. Por exemplo: o sujeito quer a vida toda ser boxeador, mas ele é um péssimo pugilista. Ocorre que ele é um ótimo nadador! Então ele tem duas opções: pode se dedicar muito a uma coisa que não lhe serve bem e obter resultados medíocres; ou pode se dedicar muito a algo para o qual tem dom e ser excelente naquilo.

Outro exemplo: o indivíduo quer muito praticar Muay Thai, um estilo desportivo baseado em golpeio. Mas o dom dele é para Jujutsu tradicional, um estilo não-desportivo baseado em imobilização, submissão e armas brancas.

As artes marciais são para todos, mas nem todos são para as artes marciais.
Os estilos são para todos, mas nem todos são para determinado estilo.

É a sintonia entre o aluno e o estilo, entre o praticante e a arte, entre a vontade e o dom que determina o sucesso de uma longa empreitada.

Desenvolvimento profissional docente: material complementar – Parte 1

AUTONOMIA COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO
Luiz Etevaldo da Silva

Este artigo tece considerações sobre a autonomia como princípio pedagógico para uma educação libertadora. São discussões dos contornos teóricos do texto de Paulo Freire, da obra Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. As reflexões tratam da dialética entre o ensinar e o aprender, o papel do educador no processo de ensinar a pensar e a estética no ato de ensinar.

Palavras-chave: processo, ensinar, aprender, autonomia

Texto completo: 7716-28772-1-PB


Fonte: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/7716
Revista Espaço Acadêmico – Mensal – Nº 101 – Outubro de 2009 – ISSN 1519-6186
http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/index

Modelos e teorias de ensino e aprendizagem para o ensino superior – Parte 1

TEORIA GERAL DE CARL ROGERS
Joana Tolentino
Paulo Mendes Taddei

A psicologia de Carl Rogers é uma teoria que aborda o homem como pessoa. A tendência comum em nossa época, tanto nas atividades em geral como nas várias correntes das ciências humanas, é reificar, objetificar o homem. Seja nos vários aspectos da cultura de massa e industrializada da nossa sociedade, seja nas explicações causais dos fenômenos humanos, seja, ainda, mais especificamente, nas teorias psicológicas mais diversas – como a psicanálise, que descreve o homem a partir de impulsos inconscientes, ou o behaviorismo, que aborda o homem em seu caráter animal, a partir do esquema “estímulo-resposta” -, impera a tentativa de tomar o homem de um ponto de vista externo a ele mesmo. Carecemos, portanto, de um discurso que tematize o homem a partir de si mesmo. A abordagem rogeriana do homem como pessoa pretende realizar essa função. Mas em que consiste essa abordagem?

Texto completo: Teoria geral de Carl Rogers


Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0046e.html

Homenagem aos 80 anos de Alberto Dines

Relacionamento interpessoal – Parte 2

TRABALHANDO AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS
Jussara de Barros

Dentre as tantas inteligências emocionais que uma pessoa possui, a relação interpessoal é uma de grande destaque, pois é a forma como o indivíduo lida com o seu meio social, seja na família, na escola ou no trabalho.

Mas nem sempre encontramos pelo caminho pessoas que somente nos agradam, tendo aqueles que de uma forma ou outra causam sensações que não queríamos viver, afastando-nos dos mesmos.

Texto completo: Trabalhando as relações interpessoais


Fonte: http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/trabalhando-as-relacoes-interpessoais.htm

Construção conjunta do conhecimento – Parte 1

FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O ENSINO SUPERIOR:
Reflexões sobre a docência orientada
Manuelli Cerolini Neuenfeldt

Esse estudo visa refletir sobre algumas questões referentes à formação de professores que atuam no Ensino Superior. Nesse sentido, por entendermos que são poucos os estudos nessa área específica e por acreditarmos na sua importância para a qualidade da educação, a nossa pesquisa busca contribuir de maneira positiva para essas reflexões. Assim, o estudo que estamos apresentando é parte integrante da dissertação que está sendo desenvolvida no Curso de Mestrado em Educação, PPGE/CE, na Universidade Federal de Santa Maria. Como ponto central de pesquisa, temos a seguinte questão: “Como se dá a formação de professores para atuar no Ensino superior?”.

Texto completo: 019e5


Fonte: www.ufsm.br/gpforma/2senafe/PDF/019e5.pdf

Relacionamento interpessoal – Parte 1

RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO AMBIENTE ESCOLAR SOB A VISÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA
Formação de professores de matemática: práticas, saberes e desenvolvimento profissional
Liane Petry
Vagner Jorge

O presente trabalho enfoca diversas particularidades que envolvem Relações Interpessoais, dentre elas sua influência na aprendizagem, a dinâmica como ocorrem no ambiente escolar, as dificuldades encontradas para que seja efetiva e as soluções para sanar esses obstáculos do cotidiano escolar. Teve como objetivo investigar e mapear as representações sobre a prática docente, constituída de um grupo de professores envolvidos em discussões, reflexões e depoimentos sobre práticas docentes em disciplinas de Ciências e Matemática, a partir do contexto de cada participante. Os resultados parecem confirmar que as relações interpessoais, nas concepções dos professores, são importantíssimas para a educação e principalmente para o desenvolvimento humano.

Palavras-chave: Relações Interpessoais; Professor; Aluno; Escola.

Texto completo: CC_36

 


Fonte: www.projetos.unijui.edu.br/matematica/cd_egem/fscommand/CC/CC_36.pdf

Papel do professor no ensino superior – Parte 2

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E CIDADANIA
Um desafio no cotidiano do professor
Joscely Maria Bassetto Galera
Beatriz Terezinha Borsoi

Este artigo faz uma análise de alguns aspectos importantes sobre o desafio dos professores frente às inovações tecnológicas, do perfil profissional necessário para os novos postos de trabalho e sobre o papel do professor e sua atuação frente aos desafios decorrentes da tecnologia. O tema leva a uma reflexão sobre a importância dos valores e da ética em relação às novas tecnologias.

Palavras Chaves: Ensino, Inovação Tecnológica, Cidadania e Ciência.

Texto completo: ArtigoTecnologiaeInovacao


Fonte: https://periodicos.utfpr.edu.br/rl/article/view/2246

Papel do professor no ensino superior – Parte 1

Ser professor hoje: