Metodologia de conquista marxista: eliminação de opositores

Autor: João Corrêa Neves Junior — Janeiro 2021 (Texto adaptado)

O que muitos ainda não compreenderam sobre as ações perpetradas pelo establishment contra o bilionário feito presidente dos Estados Unidos é que elas não estão limitadas ao campo político. Assim como a máfia envia o leão-de-chácara para quebrar as pernas de um indivíduo que se recusa a participar do acordo imoral que caracteriza aquela relação coercitiva e corrupta, o que o establishment faz é mandar uma aviso a qualquer cidadão, rico ou pobre, que ouse ameaçar o status quo, o poder do estamento burocrático, dos classistas e dos crônicos-capitalistas: atente contra as elites dominantes e você terá sua vida, sua reputação, sua fonte de renda e seu status na ”polite society” categoricamente destruídos.

Por que um impeachment a cinco dias do fim do mandato, quanto o oponente já “perdeu” as eleições? Para tornar o presidente inelegível? Naturalmente. Para criminalizá-lo? Elementar. Mas, principalmente, porque para o establishment — hoje dominado pelas esquerdas —, assim como para a máfia ou para autoritários socialistas, é necessário quebrar as pernas do oponente, destruí-lo a ponto de que não seja capaz, jamais, de se reerguer. Essa mentalidade explica, por exemplo, a hedionda decisão dos Bolcheviques, após realizarem sua Revolução Sangrenta de 1917 e subjugar a Rússia, de juntar a família Imperial, os Romanov — pai, esposa, filhas, empregados e até mesmo os cachorros — e executarem todos brutalmente com tiros de espingarda e golpes de baionetas sobre as crianças rastejando pelo chão; queimar e se desfazer dos corpos de tal modo que os restos mortais da família só seriam finalmente encontrados quase cem anos depois, nos anos 2000.

Os que se acham donos do poder, nunca, jamais, em hipótese alguma dobrarão os joelhos para os comuns — ou quem quer que os represente — passivamente. Tudo o que existe de conquista política, social e econômica na história da humanidade se deu por meio de incalculável sacrifício, somados ao desenvolvimento intelectual e a razão moral e filosófica (graças ao Cristianismo e à Igreja Católica), à luta por direitos e por oportunidades, além de rios de sangue, montanhas de corpos e o heroísmo de alguns poucos que pela verdade entregaram suas vidas para que nós pudéssemos ser livres. Conquanto a prudência é sempre preferível, sendo essa uma das características que difere revolucionários e reacionários de conservadores, a escravidão, o despotismo e a tirania não devem ser jamais admitidos como ”velho normal” ou “novo normal”. Honremos o sacrifício de nossos antepassados.

Emancipe-se.

Fotografia: Tatiana e Anastasia Romanov, e o pequeno Ortipo, massacrados pelos Bolcheviques no ano de 1918.

Publicado originalmente em janeiro de 2021 – removido no Facebook