Insatisfação existencial

Quando eu era mais jovem, como qualquer jovem que não conhece nada da vida, eu queria mudar o mundo. Tinha o sonho de que poderia fazer a diferença, de que minhas ações deixariam alguma marca na história. Mas os sonhos são a primeira coisa a morrer quando descobrimos a realidade da vida. Conforme venho amadurecendo, hoje tenho outra visão das coisas.

Eu queria mudar o mundo, mas quem disse que o mundo quer ser mudado? Faltou combinar com o resto da humanidade meus infalíveis planos para resolver os milenares flagelos que a assolam. Faltou considerar que cada pessoa, uma a uma, tem (ou deveria ter) uma opinião sobre como as coisas deveriam ser. Faltou considerar também aqueles que não querem que as coisas mudem, pois lhes é interessante manter o mundo como ele está.

Faltou saber que vivo num mundo egoísta, onde ninguém está disposto a sair de sua zona de conforto em prol de algo maior do que elas mesmas. E faltou saber que vivo numa sociedade de retardados mentais com preguiça de pensar que acreditam estar aptos a fazer escolhas por si mesmos enquanto são guiados como gado espiritualmente desnutrido pelos estéreis campos do materialismo mercadologicamente consumista. Falta arte, falta beleza, faltam ideais. Sobram telas, sobram compras, sobra solidão.

O mundo é assim, as pessoas são assim, e isso não vai mudar só porque eu gostaria que as coisas fossem diferentes.

Desgosto intelecual

Brasil, um país de gente estúpida.

Vida e morte num mundo de solidão: Hikikomori e Kodokushi

Insatisfação existencial | Publishing company Vida & Consciência

Receba este recado especial do nosso querido e sábio Luiz Gasparetto. Saiba que você nunca está sozinho e é perfeitamente normal passar por altos e baixos na vida. Afinal, a vida é uma eterna escola repleta de aprendizados valiosos.