Comunicação com crianças deficientes (cegas e surdas)

Atualizado em 07-06-2022: reenviado vídeo.

A comunicação verbal e o desenvolvimento da linguagem é uma das marcas fundamentais da espécie humana. Todo o raciocínio lógico é moldado conforme e segundo a linguagem aprendida. É, portanto, um grave problema a ser enfrentado pelos pais, deficiências que prejudiquem o aprendizado da linguagem pelas crianças. Crianças surdas precisam desde cedo aprender a se comunicar por meio de sinais básicos. Mas o que acontece quando uma criança é surda e cega?

Veja mais: Como a linguagem modela a maneira como nós pensamos?

Há muito tempo, foram desenvolvidos métodos para o ensino de linguagem para essas crianças. O método TADOMA permite que surdos-cegos possam aprender a compreender o que outra pessoa fala por meio do tato. Nesse método, a pessoa coloca a mão sobre o rosto do falante e por meio do tato reconhece as vibrações da fala. É possível que o surdo-cego aprenda a falar, reproduzindo em seu aparelho fonador as vibrações que sente, ainda que não escute propriamente a própria voz. É um método complicado, mas é uma alternativa válida para ensinar a criança a se comunicar. Esse método recebeu seu nome em homenagem às duas primeiras crianças que aprenderam a falar com ele, Tad e Oma.

Helen Keller & Anne Sullivan (1928 Newsreel Footage with Open Captions and Audio Description) | Described and Captioned Media Program

Helen Keller’s loss of vision and hearing in infancy made comprehension of the outside world next to impossible—or so it seemed. When teacher Anne Sullivan agreed to work with Keller, that world opened up, especially when Keller comprehended the function and purpose of language. Keller and Sullivan appear in this newsreel footage from 1928, in which Sullivan explains and then demonstrates the methodology used to teach Keller language, most elements of which are still used worldwide with students who are deaf-blind. This full-length version is brought to you by the Described and Captioned Media Program (www.dcmp.org) with the permission of the copyright holder, the University of South Carolina Newsreel Library (www.sc.edu/library/newsfilm/). It has been described for the blind and captioned for the deaf. To learn more about description and captioning, visit the following websites: http://www.dcmp.org/description and http://www.dcmp.org/captions.

Tradução:
A perda de visão e audição de Helen Keller na infância tornava a compreensão do mundo exterior quase impossível – ou assim parecia. Quando a professora Anne Sullivan concordou em trabalhar com Keller, esse mundo se abriu, especialmente quando Keller compreendeu a função e o propósito da linguagem. Keller e Sullivan aparecem neste noticiário de 1928, no qual Sullivan explica e, em seguida, demonstra a metodologia usada para ensinar linguagem a Keller, a maioria dos elementos da qual ainda é usada em todo o mundo com alunos surdo-cegos. Esta versão completa é fornecida a você pelo Programa de Mídia Descrita e Com Legendas (www.dcmp.org) com a permissão do detentor dos direitos autorais, a Biblioteca Newsreel da Universidade da Carolina do Sul (www.sc.edu/library/newsfilm/) . Foi descrito para cegos e legendado para surdos. Para saber mais sobre descrição e legenda, visite os seguintes sites: http://www.dcmp.org/description e http://www.dcmp.org/captions.


O caso de Helen Keller (1880-1968) é o mais famoso pelo impacto sociocultural que Helen teve após aprender a falar. Surda-cega desde os 19 meses de idade, foi aluna da professora deficiente Anne Sullivan (1866-1936), que por sua vez era parcialmente cega. Helen Keller tornou-se ativista política e palestrante internacional, foi a primeira surda-cega formada bacharel em Belas Artes da Universidade de Harvard. Publicou 12 livros e numerosos artigos. Teve uma vida plena e até um noivado secreto.

Sua vida é alvo de vários filmes e adaptações animadas. Quanto ao seu posicionamento político, é necessário considerar o contexto histórico em que sua trajetória se deu. Independentemente disso, ela é um exemplo de que, com o tratamento adequado, deficientes físicos podem se desenvolver intelectualmente de forma plena e contribuir normalmente para a sociedade.

Educação especializada para deficientes não é um ato de comiseração: é um direito natural que lhes assiste e um dever da sociedade. O desenvolvimento infantil possui etapas muito bem conhecidas e discriminadas. É importante que o tratamento comece o mais cedo possível para que a janela de tempo de cada fase de desenvolvimento seja respeitada.

A seguir, uma animação direcionada para crianças:

A História Animada de Helen Keller | Carlos Eduardo Vilela
https://www.youtube.com/watch?v=NJAL9Bp0inQ

Heróis da Humanidade – Helen Keller – Completo – Dublado | Despertar

 


Mais sobre o assunto:

A educação do surdo-cego – Diretrizes básicas para pessoas não especializadas
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Shirley Rodrigues Maia

Essa pesquisa consiste no levantamento das necessidades e dificuldades de famílias e de pessoas não especializadas para o atendimento da pessoa surdocega nas cidades de: Juiz de Fora (Minas Gerais), Dourados (Mato Grosso do Sul), Angra dos Reis (Rio de Janeiro), São José (Santa Catarina) e Alagoinhas (Bahia). Através de questionários e entrevistas foram coletados dados que permitiram arrolar os recursos básicos necessários para orientação de pais e de pessoas não especializadas para o atendimento à pessoa surdocega, e a disseminação de informações, implantações de serviços e formação continuada.

Palavras-chaves: surdocegueira, educação, surdocego, diretrizes básicas.

Acesso em: https://perkinsglobalcommunity.org/lac/wp-content/uploads/2021/02/A-Educacao-do-Surdocego-–-Diretrizes-Basicas-para-Pessoas-nao-Especializadas_autor-Maia-Shirley.pdf