Num mundo de ovelhas, os lobos banqueteiam.

Desde criança, sempre tive interesse por assuntos militares. Tentei os colégios militares, mas não deu… Meus colegas de faculdade sempre se espantavam* com o conhecimento que tenho sobre o assunto (ainda que eu o considere superficial). *espantados no sentido de acharem que eu sou um psicopata… |:^/

Todos os cursos de extensão que fiz durante a graduação foram sobre história e filosofia militar. Pode ser contraditório que meu foco de estudo seja filosofia da religião, e minha especialização seja filosofia da guerra, e meu currículo seja sobre filosofia política, e minha pós seja em pedagogia, mas sou contraditório por natureza, então está bem. Prefiro ser generalista a saber muito sobre um assunto só.

Em breve (já tenho o rascunho) publicarei um texto sobre a segurança pública em nosso país, o que me levou a novamente estudar (nov/2017~fev/2018~abr/2018) assuntos militares com fins de me atualizar.

Devido à minha última conversão (desta vez ao pacifismo; até vegetariano me tornei), havia parado completamente de ver assuntos bélicos ou violência. Uma excelente escolha, por sinal: a vida fica melhor assim, bem mais leve e agradável. Mas para escrever, agora sob outra ótica, era necessária essa “reciclagem”.

E observando a joça em que este país se afunda, sinto vontade de abrir uma fábrica de armas. Isso mesmo: mesmo sendo pacifista, considero que a solução seja abrir uma fábrica de armas. Porque o discurso pacifista somente serve ENTRE os homens de bem. Homens de bem não precisam de armas. Homens de bem não precisam de guerras. Homens de bem não precisam de violência. Temos mais o que fazer.

Mas os malfeitores regozijam-se com a maldade. Agem por má índole. Tem prazer no Mal. Desprezam a vida. E o homem de bem pacífico sofre as conseqüências por sua fraqueza. Justiça sem força é inócua. A bondade que não se protege é presa fácil à rapina das forças do mal. Um homem de bem deve ser capaz de defender seus ideais não só por suas palavras, mas também por seus punhos. E hodiernamente com uma espingarda 12.

Há um ano não vejo TV. (ela queimou e não consertarei tão cedo) Estudando, vi barbaridades. E o povo anestesiado. Quantos policiais mais terão de tombar? Quantas viúvas mais terão de chorar? E quantos privilégios mais eles terão? O Mal está prevalecendo. A inversão de valores torna-se norma.

Num mundo de ovelhas, os lobos banqueteiam.