Mensagem nº 311

“Um professor afeta a eternidade; ele nunca pode dizer onde sua influência pára.”

Henry Brooks Adams
*Boston, 16/02/1838 +Washington, 27/03/1918
Historiador, jornalista e novelista estadunidense

“A teacher affects eternity; he can never tell where his influence stops.”
In The Education of Henry Adams – [página 243] Publicado por Forgotten Books ISBN 1606209361, 9781606209363

Mensagem nº 310

“Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, de escolher a hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quanto um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura. Esse é um desgraçado, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que poderia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivéns da vida.”

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti
* Riacho do Sangue, 29/08/1831 + Rio de Janeiro, 11/04/1900
Médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e filósofo brasileiro

Mensagem nº 309

“A escola fracassou comigo, e eu fracassei na escola. Os professores se comportavam como Feldwebel (sargentos). Eu queria aprender o que eu queria saber, mas eles queriam que eu aprendesse para o exame. O que eu mais odiava era o sistema competitivo lá, e especialmente esportes. Por causa disso, eu não tinha valor algum, e várias vezes eles sugeriram que eu saísse. Era uma Escola Católica em Munique. Eu sentia que minha sede por conhecimento estava sendo sufocada por meus professores; notas eram sua única medida. Como pode um professor entender a juntentude com tal sistema? … Desde a idade de doze eu comecei a suspeitar da autoridade e desacreditar os professores. Eu aprendi mais em casa, primeiro de meu tio e então de um estudante que vinha comer conosco uma vez por semana. Ele me daria livros sobre física e astronomia. Quanto mais eu lia, mais eu era intrigado pela ordem do universo e pela desordem da mente humana, por cientistas que não concordavam sobre o como, o quando ou o porquê da criação. Então um dia esse estudante me trouxe a Crítica da Razão Pura de Kant. Lendo Kant eu comecei a suspeitar de tudo o que me era ensinado. Eu não mais acreditava no conhecido Deus da Bíblia, mas em lugar disso, no misterioso Deus expresso na natureza.”

Albert Einstein
*Ulm, Reino de Wüttemberg, Império Alemão, 14/03/1879 + Princeton, Nova Jersey, Estados Unidos, 18/04/1955
Físico teórico alemão

“School failed me, and I failed the school. It bored me. The teachers behaved like Feldwebel(sergeants). I wanted to learn what I wanted to know, but they wanted me to learn for the exam. What I hated most was the competitive system there, and especially sports. Because of this, I wasn’t worth anything, and several times they suggested I leave. This was a Catholic School in Munich. I felt that my thirst for knowledge was being strangled by my teachers; grades were their only measurement. How can a teacher understand youth with such a system? . . . from the age of twelve I began to suspect authority and distrust teachers. I learned mostly at home, first from my uncle and then from a student who came to eat with us once a week. He would give me books on physics and astronomy. The more I read, the more puzzled I was by the order of the universe and the disorder of the human mind, by the scientists who didn’t agree on the how, the when, or the why of creation. Then one day this student brought me Kant’s Critique of Pure Reason. Reading Kant, I began to suspect everything I was taught. I no longer believed in the known God of the Bible, but rather in the mysterious God expressed in nature.”

William Hermanns, Einstein and the Poet: In Search of the Cosmic Man (1983).