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Conteúdo

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A ignorância coletiva brasileira

Esta postagem é uma promoção de meu último texto!
Nesta primeira parte, analiso o problema do analfabetismo funcional juntamente com a manipulação falaciosa de dados estatísticos pelo governo.

Leia em: Discussão e debate no país dos analfabetos: Parte 1 de 3

Jane Zhang – Dust My Shoulders Off (Official Video)

Embora a música seja… meh… eu gostei mesmo foi da homenagem às obras de arte.

Em ordem são:

0:20 Aves da noite, Edward Hopper, 1942
0:40 Auto-retrato, Vincent Van Gogh, 1889
0:48 As respigadoras, Jean-Francois Millet, 1857
0:57 Garota com brinco de pérola, Johannes Vermeer, 1665
1:23 O mundo de Christina, Andrew Wyeth, 1947
1:39 Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte, Georges Seurat, 1884
1:53 O grito, Edvard Munch, 1893
2:02 A tentação de Santo Antão, Salvador Dalí, 1947
2:20 Subindo e descendo, M.C. Escher, 1960
2:50 O filho do homem, René Magritte , 1964

200 milhões de babacas

1 criminoso
11 comparsas
40 milhões na manada
200 milhões de babacas

Babaca: adjetivo e substantivo de dois gêneros (por que só existem dois); diz-se do indivíduo que, por inocência ou ingenuidade, deixa-se enganar.

Um ano se passou desde as eleições. A festa acabou: os convivas foram embora, e do convescote sobraram as migalhas do pão que o diabo amassou. A população acreditou que apenas votando as coisas mudariam para melhor, que o novo presidente resolveria tudo por elas. Como escrevi, o esporte nacional é o jogo da batata quente: joga-se o problema nas mãos de outrem para que o resolva. Os convivas foram embora: as grandiosas manifestações pró-Bolsonaro e pró-Brasil tornaram-se pífias hashtags #tamojunto. E o anfitrião se vê só no Planalto.

As migalhas que ora devoramos são o que sobrou do sonho de ver ainda nesta encarnação um Brasil melhor. Jogamos um presidente no covil das feras, deixamo-lo sozinho para que resolva os nossos problemas. Sem militância devidamente organizada o resultado não poderia ser outro que ver todas as suas propostas barradas ou anuladas, além de vê-lo tomar algumas atitudes que não fazem sentido.

Conforme disse ano passado, não acreditava que Bolsonaro seria um estadista de altíssimo nível. Meu objetivo ao votar nele foi especificamente tirar o PT do poder. Conseguimos de brinde alguém que não roubasse e que defendesse pautas conservadoras e liberais.

Tiramos os vermelhos do poder central, mas não apoiamos o presidente a enfrentá-los ao seu redor. O Congresso e o Judiciário estão infestados de marxistas com suas pautas deletérias à humanidade. E o “plano B” do chefe da quadrilha se concretizou.

O brasileiro foi ingênuo acreditando que apenas votando tudo se resolveria. Deixou nas mãos de um só a batata assada e jogou-o ao forno ligado. Foi ingênuo acreditando que havia justiça no país dos ladrões.

40 milhões de doutrinados aplaudem o bandido. E ainda vai ter gente dizendo que vivemos numa ditadura…

Somos todos babacas.


Em adendo:

Nem tudo vai mal. Durante os últimos 10 anos só se via e ouvia na mídia escândalos de corrupção. Petrolão, Mensalão, Propinoduto e um sem número de alcunhas que demonstram a criatividade brasileira para nomes chamativos. Desde outubro passado, falou-se de tudo, criticou-se tudo, mas não houve um único escândalo de corrupção. Os escândalos são quanto ao enxugamento do Estado e sua descentralização, bem como as pautas de valores familiares, pró-vida, contra-vagabundo, ordem e progresso — aquela coisa escrita na bandeira…

Coisas boas vêm ocorrendo todos os dias. Muitas mesmo. O país vem avançando a passos largos. Porém a soltura do maior criminoso do país para posar de oprimido é estupefatora. O mais perplexador nisso tudo é o fato de ainda haver quem realmente acredite em PT, PSOL, PSTU, PCdoB, PDT, PQP e CIA. Puxa vida, será que realmente não vêem que estão MENTINDO o tempo todo? Será que não percebem que os marxistas são uma organização criminosa mundial que vende sonhos e rouba vidas? Que se aproveitam dos mais pobres e mais ignorantes para fazê-los sua massa de manobra em sua ânsia pelo poder?

É como uma manada inteira indo alegremente ao próprio abatedouro…

Gosto se discute, sim.

Caverna de Chauvet
Cavalos da caverna de Chauvet – Local da descoberta: Grotte Chauvet, Ardèche, França
Data: 31.000 AEC (Aurignaciano)
Fonte:
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chauvethorses.jpg

“O principal trabalho de um artista é encontrar as coisas na natureza que a pessoa comum não consegue ver e colocá-las na tela, mas fazendo um trabalho melhor do que a natureza, pois a natureza é tudo exceto uma artista. Somente o ser humano pode apreciar arte e somente um ser humano pode criar arte. O problema de muitos artistas é meramente copiar o trabalho da natureza em lugar de criar arte baseados nas regras da natureza.”

Benjamin Albert Stahl (1910 ~ 1987)

As artes são (dentre outras coisas) algo que distingue o homem dos demais animais. Essa talvez seja a mais notória diferença entre nós e as demais espécies deste planeta. Até onde sabemos, somente nós somos capazes de fazer e apreciar arte, perceber e sentir a beleza em suas mais variadas formas. Somos capazes de compreender a beleza da natureza, o modo como ela trabalha e como se dá, e não somos apenas passivos: podemos criar coisas belas.

E quais são as filhas de Mnemosine? A Memória, mãe de todas as musas, mantém imperecível na eternidade finita da História só aqueles que em si vencem o sagrado e infinito poder destrutivo do tempo.

Dentre todas as artes, a mais importante das musas é a Música. É a Matemática que se faz tangível, tocável; que permite ao inculto e ao iletrado ingressar fisicamente no universo das esferas celestes. São as equações cognoscíveis pela razão pura mostrando-se materialmente na grosseira mundanidade cotidiana aos astrofísicos e aos metafísicos. Ondas e vibrações invisíveis, um vislumbre da perfeita geometria dos céus permitido caridosamente aos homens para igualar os doutos aos ignorantes, ambos, talvez, inconscientemente.

A mais simples dentre todas é a Pintura. E também, a mais poderosa. A brincadeira com as cores permite criar o jogo de ilusões. Um quadro é uma janela (ou talvez o buraco de uma fechadura) para o mundo visto pelo pintor com seu coração, por onde podemos espiar. Uma imagem fixa no tempo daquele instante vista por seus olhos d’alma. Minutos, semanas ou anos de trabalho que podem ser admirados por apenas alguns segundos. No espaço finito de uma tela, o pintor por meio de seu equipamento tem o poder infinito de ver e mostrar absolutamente tudo o que quiser, real ou não, possível ou não, inteligível ou não. O poder divino da criação de mundos visível por uma janela que não temos como atravessar.

Mais delicada e complexa é a Escultura. Em lugar de abrir uma janela ao seu mundo, o escultor traz (literalmente) parte de seu mundo para o nosso. Torna palpável sua imaginação, real suas idéias, tocável seus sentimentos. Molda a maleável argila ou o rijo metal até se conformarem à sua vontade. Ou delicadamente desbasta a pedra, cuidadosamente removendo os excessos, revelando a beleza que já estava lá. A confusão entre imaginação e realidade que levou Pigmalião a amar sua Galatéia e Michelângelo a gritar com Davi demonstra que a delicadeza e a complexidade não estão somente na confecção da obra, mas na relação do artista com a mesma.

A mais difícil talvez seja o Desenho. Conferir à bidimensionalidade de uma tela a ilusão de espaço é uma tarefa simples se comparada com o intento reverso. Alçar linhas e cores à grandeza da vida requer técnica e talento. Qualquer falta menor se mostra um erro gritante. Contar uma história por meio de imagens exige precisão e sensibilidade do autor. Em cada quadrinho ou página inteira, a fatia de uma vida que nunca existiu. Se é árduo capturar a imagem de uma idéia no papel, colocá-la em movimento o é muito mais. A Animação é das mais laboriosas e extenuantes artes coletivas, de cujo resultado final depende muito esforço, organização e disciplina de seus colaboradores.

A Dramaturgia é a mais polêmica. Platão já a descartava como sem valor. Segundo ele, vivemos num mundo falso, uma cópia do verdadeiro mundo que há nas idéias. O Teatro, portanto, é uma cópia falsa da cópia falsa que vivemos. Mas se na Dramaturgia vemos aquilo que não somos, também podemos ver o que poderíamos ser e as vidas que poderíamos ter. A representação da emoção humana é um retrato de nós mesmos. Como agiríamos se fôssemos nós? Se bem feito, pode instruir, pode edificar, pode servir como instrumento para nos melhorarmos, alertando sobre aspectos de nossa própria natureza que por vezes não enxergamos, ou mostrando caminhos que não havíamos percebido antes também poder trilhar.

E por fim a Literatura, a mais íntima e solitária das artes. A linguagem, ferramenta de trabalho do filósofo, cela e portal da razão humana, tentando expressar o que move o coração, deixa para trás a frieza científica e a superficialidade da comunicação vulgar para se tornar transporte de almas, levando-as a um mundo que não é visto com olhos do corpo, mas efetivamente criados pela imaginação de cada leitor. Dramaturgia de um para um, completa-se quando o que o leitor torna-se ator e contra-regra da mesma peça, cujo figurino e cenário, brechas não escritas no conto, são preenchidas por sua criatividade. Efetivamente, cada leitor-espectador cria sua própria versão da história; e a cada vez mais surge uma nova história para contar.

Ludwig van Beethoven
Sinfonia nº 9 – Excerto
Filarmônica de Berlim
Regência de Claudio Abbado


”A vida passa cada vez mais depressa” já diziam os antigos. E mesmo reclamando, continuamos acelerando sem perspectivas de apreciar a paisagem que se torna um borrão fugaz na janela dum veículo ou uma monótona cena da mesmice do engarrafamento.

E a dual natureza humana, capaz dos mais belos sonhos e dos piores pesadelos, também se manifesta através da arte. Natureza contestadora por natureza contesta o contestável e o incontestável. Irreprimível e bélica, a alma humana encontra no embate e no combate seu lócus no cosmos. O homem critica o mundo em que vive e (que) não se dobra à sua vontade, tal como o adolescente contesta os costumes da família em que nasce e como a criança manhosa contesta a realidade em que nasceu. Crescemos, mas não mudamos muito. Apenas o nível, o objeto e a forma da crítica se complexificam. É da natureza humana questionar, indagar, perguntar e não se conformar, mas querer sim que todo o resto (o mundo, a sociedade e o universo) a aceite e se conforme sem questioná-la.

É como o militante que não se conforma com o corpo com o qual nasceu, com a família que o criou, com a sociedade que o educou, e exige que todos o aceitem tal como é.

Em mais pacífico tom, o homem pode também ser movido pelo singelo desejo de mudança ou pela curiosidade. A busca pelo diferente e pelo exótico, o olhar de criança que se encanta facilmente com a novidade de um brinquedo ou de algo inédito são combustíveis para os motores da originalidade (por vezes, não tão originais). Mas sempre tendo em comum aquela busca por algo melhor do que aquilo que o cerca. O fantástico, o incrível, o maravilhoso sempre são mais atraentes que o dia-a-dia!

O homem pode ser alcunhado de dois codinomes: ou é saudosista ou é futurista. Seu contentamento e sua esperança estão num passado imaginado como melhor ou num futuro e sua promessa de felicidade. Assim a História da Arte se fez, ciclo após ciclo retornando ciclicamente a celebrar o passado e a inventar um futuro melhor. Ora para contestar o mundo, ora para deleitá-lo, a Arte sempre foi a expressão dessa natureza humana.

Bem-vindo ao século XX!

Daí veio o século XX e tudo virou bagunça. Pela primeira vez o homem teve noção do quão pequeno é nosso planeta. E seu mundo se apequenou. Os vastos horizontes da época dos ”descobrimentos” haviam se tornado páginas nos livros de História ou cartões postais em um aeroporto qualquer. A corrida espacial trouxe até mesmo as longínquas estrelas para tão perto. Os computadores que antes serviam para calcular trajetórias balísticas se tornaram instrumento de comunicação, modificando o alvo e aumentando o alcance. Toda a informação do mundo na palma da mão a qualquer instante. Fronteiras e limites desapareceram nos Estados e nas instituições. E também na vida

Pela primeira vez o homem teve noção do quão perto esteve de seu fim. E sua estrada se encurtou. A Guerra Fria com sua constante sombra de iminente desastre trouxe a antiga máxima de Carpe Diem a um novo patamar. A ausência de fronteiras e limites criou uma geração de mimados emocionalmente instáveis e socialmente incapacitados. A liberdade tornou-se libertinagem. E a falta de algo por que lutar ou contra o que combater criou um exército de soldados sem causa a encontrar um inimigo imaginário para suprir sua carência de limites, de embates, de fantasias. E de afeto.

Máquinas e computadores que deveriam ter vindo para livrar o homem do trabalho, acorrentaram-no num mundo apático. Não se conversa mais com pessoas: conversa-se com máquinas. Não há mais o olhar, o toque, o sorriso. Apenas a fria tela de um computador ou telefone e a impessoalidade da distância. Livramo-nos do trabalho? Não, mas em seu lugar, da empatia humana, parte inerente da natureza humana.

A Verdade deixou de ser um ideal máximo a ser alcançado. Tornou-se algo criado conforme a necessidade. Ou, o interesse… Confundindo opiniões com argumentos, pensadores contemporâneos se esforçaram em afirmar que a verdade deveria ser construída por meio do diálogo. E, numa peculiar e muito bem quista defesa da liberdade, que todas as opiniões deveriam ser livremente expressas para poder haver um bom diálogo. O problema ocorreu quando a defesa de que ”tudo pode ser expresso” passou a ser interpretada como ”tudo deve ser admitido”, “tudo deve ser aplaudido“. Passaram a confundir respeito e tolerância com aceitação, aprovação, concordância.

Não concordar foi igualado a desrespeitar. E este é o perigo do ”politicamente correto”. Perdemos o direito de discordar, de recusar, de dizer não sob pretexto de que estaríamos ”desrespeitando” o outro. Não condescender tornou-se sinônimo de intolerar. Não consentir, de oprimir. E o homem torna-se agressor ao não se alinhar e consoar a quem discorda do status quo. “Discordar é preciso!” Mas de quê?

E assim, o discurso de ”defesa da liberdade” foi maliciosamente apropriado por quem de interesse (gramsciano) para sua defesa da libertinagem.

Usar a arte como instrumento de crítica social não é novidade (já os gregos faziam isso muito bem). Ocorre que falaciosamente criaram um instrumento de deturpação social sob o nome “Arte”. Não considero tais ”produções” Arte; essas coisas não são arte; nunca foram e nunca serão arte. Mas neste texto usarei o termo corrente ”arte contemporânea” para designar o movimento cultural presente pela falta de outro nome e para facilitar o entendimento do leitor.

A arte contemporânea está repleta dos mais horrendos exemplos de mau gosto, isto é, produções que não têm como objetivo a busca pelo ideal de beleza, de ser aprazível aos sentidos ou de em algo contribuir ao avanço e progresso humano. Temos em seu lugar produções feitas com o propósito mesmo de chocar a audiência ou a sociedade, ou tão somente servir como material de consumo aos consumidores de nossa sociedade consumista.

Muitos agora poderão afirmar que gosto não se discute, pois que cada indivíduo vê beleza em coisas diferentes. Discordo e defendo minha posição a seguir.

O gosto… Em primeiro lugar, o fato de que cada indivíduo pode encontrar beleza em coisas diferentes em nada sustenta a tese de que gosto não se discute. Indica apenas que eles possuem parâmetros de beleza diferentes. Tal fato não é causa necessária nem suficiente à tese. Portanto, argumento errado. Em segundo lugar, afirmo que o bom gosto é algo que pode ser aprendido. Tal como qualquer habilidade, a capacidade de perceber e reconhecer o Belo pode ser treinada, exercitada, cultivada, adequando o gosto ao belo ideal. Assim como ”o homem [são] só age mal porque não conhece o bem”, afirmo que o homem [são] só aprecia a feiúra por não conhecer a beleza.

.* O acréscimo [são] é meu.

Lembra aquela ”verdade” que lhe disseram que deve ser ”construída”? Ela é falsa. Uma mentira contada para sustentar a falsidade do mundo em que você se encontra. Logos é razão. Dia, dois. O Diálogo ocorre no encontro entre duas razões, que juntas formam um resultado melhor. Ao elidir os limites; ao considerar que a verdade é construída; ao afirmar que todos os argumentos são opiniões que têm o mesmo peso, o mesmo valor, a mesma importância; todos têm razão e estão igualmente certos. E se todos estão certos, ninguém está.

Esse argumento é um maléfico artifício, uma armadilha epistemológica que blinda os atuais sofistas no debate. O resultado é a ruína dos alicerces fundadores sobre os quais se erguem valores perenes. Isso que vivemos hodiernamente é o Relativismo Cultural. Prega-se que cada sociedade tem sua cultura; cada grupo tem seus costumes; cada indivíduo tem sua própria forma de ver o mundo; e que nada disso pode ser julgado, pois os valores advêm de cada construção social, sendo mutáveis ao longo do tempo. Sem a definição de Bem ou Mal, é o fim da própria Ética e, por conseqüência, da Estética.

Se a arte é uma manifestação cultural e cada cultura é igualmente válida, não havendo superioridade ou inferioridade entre elas, não é possível questionar ou criticar noções estéticas alheias. Tudo é válido e igualmente aceitável. Tudo tem o mesmo valor. E se tudo é belo, então nada é belo…

E encontramos todo tipo de lixo cultural baseados nessa falácia, acintes mesmo contra as Belas Artes e contra o legado de vidas inteiras dedicadas (e por vezes sacrificadas) à Arte. Em todos os campos e estilos encontramos lixo. Na música, lixo cultural. Nas exposições, lixo visual. Na dramaturgia, lixo intelectual. Desde o urinol no museu e a lata de fezes, até gente pelada introduzindo objetos em seus orifícios ou profanando iconografia sacra, a arte contemporânea perdeu o senso de estética, daquilo que é belo. E com isso perdeu também seu sentido Ético.

A conseqüência dessa abominação ideológica pode ser facilmente discernida ao notar que o termo ”Arte” é igualmente usado para designar:

    1. As grandiosas obras da música erudita; e Funk, Axé, Samba, Pagode, Sertanejo universitário (seja lá o que isso for);
    2. Os quadros e afrescos dos grandes mestres da Renascença; e borrões de tinta sem sentido exibidos nos museus de arte contemporânea;
    3. A perfeição dos corpos de deuses e heróis em bronze e mármore; e objetos que poderiam facilmente ser confundidos com matéria-prima de centro de reciclagem;
    4. Os complexos e rebuscados traços dos grandes estúdios de animação, com suas histórias que marcaram gerações; e desenhos reciclados em computador, sem nada a acrescer às crianças;
    5. As grandes tragédias que sobreviveram aos séculos, tal como o grande teatro que ela inspirou; e a teledramaturgia televisiva presente;
    6. As grandes obras de literatura do passado; e as pífias páginas mal escritas de hoje.

E são igualmente artistas os grandes mestres e os presunçosos.


Francesco Queirolo – Il Disinganno (1753-54)
Francesco Queirolo – Il Disinganno (1753-54) detalhe

Eu discordo. Defendo que há o certo e o errado; que há limites. E que nem todos têm razão. O correto e o verdadeiro assim o devem ser em qualquer caso, em qualquer situação, em qualquer circunstância. Não há meio termo. Um argumento só se sustenta verdadeiro se não for possível oposição lógica. Uma conduta só é moral se for possível considerá-la ética sob qualquer hipótese. Algo só é imanentemente belo se se aproxima do ideal de beleza transcendente e universal.

Mas é mesmo possível definir o certo e o errado? Ao nos depararmos com perguntas morais, dificilmente a resposta será ”sim” ou ”não”. Respondemos: ”depende… ”. Nesse momento percebemos claramente a diferença platônica entre o mundo ideal e o mundo real. Todavia reconhecer a abstração do ideal não é negar sua existência tampouco rejeitar sua busca.

A Filosofia é a busca pela Verdade, por aquilo que é racional (de razão ou Logos) e que faça sentido. E a Verdade possui três características fundamentais: ela é Bela, Boa e Justa. Justiça é o caminho do meio, a justa medida, a rejeição dos extremos e a eleição da virtude, é o ”razoável”. Ser bom possui duas interpretações, tanto prática quanto moral. Diz-se que algo é bom tanto se serve bem ao seu propósito, como um bom instrumento, quanto se é eticamente e moralmente desejável, como uma boa conduta.

Por isso é impossível abordar Estética sem abordar Ética. É belo o que apraz aos olhos, mas é ainda mais belo o que apraz às almas. É inegável que encontramos beleza em belos corpos, em belas paisagens, em belas obras. Mas também é inegável dizermos ser mais bela a ação de ajudar o próximo. Imagine um homem levando alimentos a um lugar imundo com muitas pessoas maltrapilhas e distribuindo aos necessitados. Ninguém negará que é uma bela ação, ainda que a cena seja desagradável aos sentidos.

Uma mãe amamentando seu filho. Um neto cuidando de seus avós. Um abnegado médico. Alguém se sacrificando pelos demais. O Amor, o Bem e a Justiça são codinomes da Beleza. Boas ações são belas ações. E quando somos pequenos, nossos pais docemente dizem ao nos repreender: “Não faça isso que é feio!“.

Há, portanto, um ideal de beleza que transcende a idéia de cultura, de sociedade, de indivíduo, tal como há o ideal de justiça e o ideal de ética. As Belas Artes consistem na ação eminentemente humana de reconhecer, contemplar e buscar esse ideal, tal como reconhece, contempla e busca a justiça, a ética e a verdade. A Arte verdadeira é aquela que consagra o Belo, e também aquela que transmite uma mensagem benéfica para a humanidade.

É uma ocupação bela. E em sendo bela, tem a sua utilidade. […] No entanto, é o único que não me parece ridículo. Talvez porque é o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio.
Afirmo ser falacioso afirmar que todas as produções artísticas são igualmente valoráveis. Afirmo que podemos sim julgar o gosto estético alheio pelo simples fato de sermos capazes de reconhecer a beleza. Podemos graduá-la, compará-la, classificá-la e estudá-la nas obras humanas e nas da natureza.

Gosto se discute, sim. Se a beleza está nos olhos de quem vê, basta então ensinar esses olhos a reconhecer a beleza onde ela verdadeiramente está. E então o homem, mesmo navegando em um mar de rostos, reconhecerá a face da Musa dentre a multidão de mortais.

Jean-Eugène Buland: A alegria dos pais (1903)

2019 – Neo-Tóquio?

31 anos se passaram…
A data limite profetizada chegou…
O ano está acabando e até agora cadê os moleques com telecinese? rsrsrs

Nesta postagem quero fazer menção às predições que o ”futuro” seria horrível, como era costume na segunda metade do século XX. Ainda sob a sombra da Guerra Fria, se recuperando das Grandes Guerras, com a paulatina rejeição dos pilares tradicionais por parte da juventude, o mundo enxergava o futuro como uma grande incógnita, normalmente sob uma perspectiva ruim. De ”Mad Max” a ”Matrix”; de ”Terminator” a ”Water World”; nosso futuro parecia condenado ao caos.

Pois bem, aqui estamos! Passou milênio, passou meteoro, passou profecia Maia e nossa maior preocupação é o pacote de internet… Rogo a meus parcos leitores mais pensamento positivo! Mais alegria!

Afinal, guerras e combates só são divertidos em filmes de ação.

AKIRA & the Masochism of Katsuhiro Otomo

O conflito entre Israel e Palestina

Perniciosamente espalhada pela mídia, a alarmante quantidade de desinformação e mentiras interpretada indelevelmente através de perspectivas religiosas* mantém um espesso véu de obscuridade sobre os olhos de nossa sociedade (brasileira) de analfabetos funcionais acerca desse conflito entre dois povos que legitimamente reivindicam o mesmo território.

Abaixo seguem vídeos educativos que bem resumem esse conflito que surgiu no século XX. Um problema muito difícil de ser resolvido, que ambos os lados sabem que não pode durar para sempre, mas cuja solução carece de recuos mútuos que não estão dispostos a ceder.

Que a Paz chegue àqueles povos e a Luz ilumine seus caminhos.
Que redescubram serem irmãos, separados por questões muito menores que a Vida e a Liberdade.

The Israel-Palestine conflict: a brief, simple history – Vox

Conflict in Israel and Palestine: Crash Course World History 223

  • Considero importante destacar que judeus / israelenses não são favoráveis à religião cristã, o que torna a defesa de Israel pelos católicos e evangélicos por motivos religiosos algo curioso.

Ver também: https://pedrofigueira.pro.br/2018/05/16/ate-quando/

Prática docente em ambiente EAD: material complementar – Parte 2

Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0402.html


A importância dos fóruns na Educação a Distância: algumas considerações
Anderson Cezar Lobato

Introdução

O último século foi muito rico em mudanças tecnológicas, mas o ensino, de forma geral, não conseguiu acompanhar essas mudanças (Couto, 2004), embora muitos se esforçassem para introduzi-las com sucesso nas escolas (Rodríguez, 2000; Carballo e Fernández, 2005; Orellana et al., 2004; Canales, 2005; Wu et al., 2001; Barnea e Dori, 2000).

Nos últimos 20 anos, uma das tecnologias que mais se destacou foi a internet com seu desenvolvimento expressivo, participando ativamente da vida de muitas pessoas (Medeiros, 2004). E, é claro, esse desenvolvimento chamou a atenção de educadores e pesquisadores da área de ensino, pois a informática e a internet, além de poder propiciar um ensino diferenciado e estar próximas à realidade de muitos (Veraszto et al., 2007; Iglesia, 1997; Veraszto, 2004), oferecem possivelmente mais recursos para a vivência educacional do que qualquer outra tecnologia já empregada no ensino.

No ensino a distância, correspondências, aparelhos de rádio e até mesmo televisão foram e são utilizados como meios de disseminar a educação. No entanto, a combinação informática/internet é o meio que possibilita ao professor e ao aluno maior interação e vivência educacional, aliando as vantagens do ensino a distância com a possibilidade de interação do ensino presencial. E, graças a essas vantagens, o ensino de graduação na modalidade a distância vem se firmando no Brasil nos últimos anos.

A regulamentação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no Decreto 2.494/98, em seu artigo 1°, fornece uma definição para a Educação a Distância (EAD) que atualmente é difícil de ser desassociada da internet:

a Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.

Para Moore (1996), a Educação a Distância é um método de instrução sem sincronia e atemporal em que as condutas docentes acontecem em momentos distintos da aprendizagem do aluno. Na EAD atual, a comunicação entre professor e aluno se dá principalmente via internet, por meio de e-mail. Essa forma de comunicação, em conjunto com o uso sistemático de recursos didáticos disponíveis na internet, tais como animações, simulações e vídeos, pode possibilitar ao aluno uma aprendizagem independente e flexível.

Uma habilidade importante e que é desenvolvida nos estudantes no ensino a distância é a capacidade de desvincular o ato de estudar de uma ação passiva, típico do ensino tradicional, mas que não é característico ou bem-vindo no ensino a distância, no qual é necessário o aluno ser um agente da sua própria aprendizagem.

Para Piconez (2007), a implantação do ensino a distância exige uma escolha cautelosa das ferramentas a serem usadas e das estratégias pedagógicas a serem desenvolvidas para que o aprendiz possa interagir com o conhecimento, ganhar autonomia e sobretudo saber problematizar e contextualizar o saber. Partindo desse princípio, a internet se mostra bastante amigável, fornecendo recursos suficientes para transformar o ensino não presencial, tais como bate-papo, vídeos, animações, simulações e fóruns de discussão on-line. Esses recursos ampliam as possibilidades de aquisição e interação com o conhecimento. Um recurso que merece destaque é o fórum de discussão, pois possibilita a troca, a construção e a produção de saberes entre os aprendizes.

Fórum de discussão on-line

O fórum de discussão on-line pode ser considerado parte importante de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA), pois permite uma navegação hipertextual, agregando múltiplos recursos e ferramentas de comunicação em tempo real ou de maneira assíncrona (Bastos et al., 2005 e Mason, 1998); com uma proposta pedagógica, pode facilitar a organização e construção do conhecimento por parte do aprendiz.

Em um ambiente virtual de aprendizagem, além do fórum de discussão on-line, outros recursos fornecidos pela internet podem ser utilizados: bate-papo, correio eletrônico, vídeos, animações, simulações e web wiki. Este último recurso merece atenção muito especial, pois as informações nele contidas podem ser modificadas a qualquer momento e por qualquer usuário da internet.

Segundo Okada (apud Silva, 2006), o fórum é uma ferramenta de comunicação atemporal, representando espaço para debates no qual pode ocorrer o entrelaçamento de muitas vozes para construir e desconstruir pensamentos, para questionar e responder dúvidas, trilhando novos caminhos para a aprendizagem. Silva (2006) acredita que em um fórum de discussão on-line os participantes podem trocar opiniões e debater temas propostos. Na visão de Scherer (2009), o fórum é um espaço aberto para alunos e professores questionarem e se movimentarem na busca de entendimento mútuo.

Para Harasim (1995), os fóruns devem ser utilizados como estratégia de comunicação e diálogo, permitindo a produção do saber. O favorecimento do diálogo, a troca de opiniões e experiências, o debate de idéias, a construção de saberes e a possibilidade de reflexão sobre as mensagens postadas são quesitos fundamentais para a aprendizagem colaborativa, tão valorizada na Educação a Distância (Bruno, 2007; Bruno e Hessel, 2007).

Intervenção do professor nas discussões

O professor tem importante papel não só no ensino presencial como no ensino a distância, embora a forma de abordagem seja diferente nas duas modalidades. No ensino a distância, o professor necessita alterar a sua metodologia, pois utilizará os meios tecnológicos para preparar e ministrar aulas interativas, tendo em mente que os alunos são independentes para definir o próprio ritmo de estudo e, portanto, várias dúvidas deverão ser previstas. Nessa perspectiva, o professor (também conhecido como tutor, no ensino a distância) deve se conscientizar de que a sua função não é apenas informativa, servindo para esclarecer dúvidas de alunos, mas também orientadora, direcionando o estudante para a construção do saber e a aquisição do conhecimento. Para Belloni (2000), um professor de ensino a distância não deve apenas informar e orientar, mas também motivar a aprendizagem e ser aberto à crítica, pois isso facilitará o seu desenvolvimento profissional. Segundo Mill (2006), o professor deve estimular a autoconfiança e a autoria e encorajar o estudante a expor suas ideias, elogiando todas as participações.

Acredita-se que, para promover aulas virtuais interativas, principalmente utilizando os fóruns virtuais, o professor deve desenvolver pelo menos cinco habilidades básicas (Silva, 2001):

  1. Propor métodos de interação para que o estudante participe do diálogo com respostas dissertativas, demonstrando o seu conhecimento e não apenas participando com respostas curtas (“sim”, “não”).
  2. Permitir que o aluno fale e seja ouvido, valorizando a ação conjunta de professor e estudante na construção do saber.
  3. Possibilitar ao estudante a realização de conexões múltiplas do conhecimento adquirido com os conhecimentos prévios e o mundo que o cerca.
  4. Favorecer a cooperação entre os estudantes, valorizando a comunicação e a aquisição do conhecimento, que pode se construir de maneira mais efetiva pela troca de conhecimentos.
  5. Promover a expressão e o confronto de idéias, permitindo aos estudantes perceber que são necessárias diferenças e tolerâncias para a construção da democracia.

Segundo Tavares-Silva (2003, p. 120), o tutor deve promover circunstâncias nas quais os cursistas “possam se expressar num clima de liberdade e confiança e sejam capazes de exteriorizar seus pensamentos, suas emoções, suas sensações e utilizar diversas formas de linguagem”. Portanto, as intervenções também são variadas, podendo o tutor usar estratégias como abrir fórum esclarecendo objetivos e/ou questionamentos; responder indagações dos cursistas – feedback; promover reflexões quando notar que o cursista não chegou a uma reflexão crítica a respeito do tema que está em discussão etc.

Para Litwin (2001), há três dimensões de análise para a intervenção do tutor na educação a distância:

  • Tempo– o tutor deverá ser hábil e aproveitar todos os momentos de contato com o aluno, pois, ao contrário do docente, o tutor não sabe se o aluno assistirá à próxima tutoria ou se voltará a consultá-lo; por esse motivo, aumenta a responsabilidade em desenvolver bem a sua tarefa.
  • Oportunidade – em uma situação presencial, o docente tem consciência do retorno do aluno nas próximas aulas, possibilitando o desenvolvimento de atividades que busquem a construção do conhecimento de maneira gradual, permitindo ao aluno buscar informações em outras fontes. Já o tutor não tem essa certeza, tendo que concentrar todo o seu método em apenas um encontro ou até mesmo oferecer uma resposta específica e direta, pois esta pode ser a única oportunidade de contato entre aluno e tutor.
  • Risco – surge como consequência de privilegiar a dimensão tempo e de não aproveitar as oportunidades. O risco consiste em permitir que os alunos sigam com compreensão parcial, que pode se converter em uma construção errônea, sem que o tutor tenha a oportunidade de adverti-lo naquele momento ou em um novo encontro – que pode não ocorrer.

Dessa forma, acredita-se que o tutor deve intervir imediatamente sempre que julgar necessário, interagindo com o aprendiz, pois a sua participação na aprendizagem não pode ocorrer apenas nos momentos planejados nos materiais didáticos adotados, com o risco de o estudante desenvolver e guardar concepções equivocadas sobre o conteúdo (Gutiérrez, 1994; Gomes, 1999). O tutor deve ter a habilidade de localizar, analisar e resolver problemas, para possibilitar a construção do conhecimento pelo aprendiz, oferecendo a ele atividades interativas e individuais, evitando assim a sua passividade.

Considerações finais

Considero as tecnologias da informação e da comunicação (TICs) como ferramentas importantes no desenvolvimento de processos de ensino a distância, pois podem possibilitar mudanças significativas no ato de ensinar e de aprender. No entanto, a qualidade dos programas de Educação a Distância é vinculada à proposta pedagógica planejada pelos docentes. Assim sendo, deve-se considerar o perfil de conhecimento desejado, as finalidades, os objetivos e o público-alvo.

É importante destacar também que a utilização das tecnologias da informação e da comunicação não pode se limitar à maneira diferenciada de apresentar os conteúdos, pois, dessa forma, a abordagem pode não ser suficiente para motivar os estudantes a aprender. Sendo assim, faz-se necessário o desenvolvimento de um ambiente favorável à aprendizagem significativa do aluno, no qual a vontade e disposição em aprender aflorem. Nesse sentido, os fóruns de discussão apresentam-se como contribuição e como importante ferramenta de interação em educação a distância.

Assim, o professor precisa abrir mão da atitude de detentor do saber e transmissor de conhecimentos para orientar as atividades do aluno como um facilitador da aprendizagem, incentivando-o a buscar o conhecimento, independente de estar nos materiais oferecidos pelo curso ou em outros relacionados ou não a ele. “O mediador assume papel de incentivador do diálogo, de provocador de reflexões e de organizador da troca de ideias, em vez de detentor do conhecimento ou de instrutor” (SILVA et al, 2009).

As maiores dificuldades apresentadas por tutores e alunos estão associadas, invariavelmente, ao desconhecimento técnico e à falta de planejamento e à forma de abordagem. Segundo Valente (1999), é responsabilidade do professor saber desafiar e cultivar o interesse do aluno em continuar a sua caminhada em busca de novos conceitos e estratégias de uso para esses conceitos, incentivando que os alunos aprendam uns com os outros, trabalhando em grupo.

Acredito que o fórum on-line deve ser utilizado como instrumento mediador entre professores e alunos e entre os próprios alunos em sua busca pela aprendizagem. A presença constante do professor/tutor é muito importante para criar um ambiente de interação e aprendizagem colaborativa, pois a tutoria é essencial para supervisionar e orientar o processo de ensino-aprendizagem.

Várias indagações são pertinentes no que se refere à educação a distância e suas ferramentas, como os fóruns por exemplo. Na busca por respostas, vale lembrar que a formação continuada do professor é importante para que ele se atualize constantemente e esteja aberto a mudanças em sua forma de trabalho, desenvolvendo as competências necessárias para atuar na profissão.

Prática docente em ambiente EAD: material complementar – Parte 1

O USO DO FÓRUM NA EAD:
contribuições pedagógicas
Sarah Karine da Silva Duarte

O propósito desta pesquisa é compreender como a ferramenta fórum pode contribuir no processo de ensino e de aprendizagem em cursos na modalidade a distância. Buscou-se analisar os papéis do professor, enquanto mediador pedagógico, e do aluno, sujeito da sua própria aprendizagem, neste espaço de interação que o fórum propicia. Além disso, procurou-se identificar as características e possibilidades desta ferramenta, sugerindo-se alternativas relevantes de utilização do fórum na Educação a Distância (EAD). O percurso metodológico adotado, de caráter qualitativo e exploratório, desenvolveu-se através de uma pesquisa de campo junto a alunos e professores que fizeram uso do fórum em cursos na modalidade a distância de uma mesma instituição de ensino superior que atua em EAD. O levantamento de dados se deu através de questionários semi-estruturados, cuja análise e interpretação foram realizadas com base na Análise Textual Discursiva, de Moraes e Galiazzi (2007). Nas condições em que a EAD se desenvolve, a interatividade, possibilitada pelas ferramentas de comunicação, adquire fundamental relevância para a transformação das práticas educacionais. Nesse sentido, a análise dos dados mostra que o fórum pode representar na virtualidade a sala de aula presencial à medida que oportuniza a relação pedagógica entre os participantes do curso on-line. Ao interagir no fórum com o objetivo de construir o conhecimento, ou mesmo uma Comunidade Virtual de Aprendizagem, é necessário que aluno e professor assumam novos papéis no processo de ensino e de aprendizagem.

Texto completo: 7885-27370-1-PB7885-27370-1-PB


Fonte: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/graduacao/article/view/7885

Competências para a docência on-line – Parte 1

COMPETÊNCIAS PARA A DOCÊNCIA ONLINE: IMPLICAÇÕES PARA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES-TUTORES DO FGV ONLINE
Edméa Oliveira dos Santos
Leonel Tractenberg
Máira Pereira

Este artigo discute o conceito de competência, tratado como combinação de conhecimentos, de saber-fazer, de experiências e comportamentos que se exerce em um contexto preciso, situando-o no caso FGV Online – programa de ensino a distância da Fundação Getúlio Vargas. A identificação de gaps de competências na cena da educação online, no caso estudado, contribui para refletir sobre as ações para formação inicial e continuada dos professores tutores desse programa.

Texto completo: 149tcb4


Fonte: http://www.abed.org.br/congresso2005/por/pdf/149tcb4.pdf

A importância dos super-heróis na contemporaneidade.

É inegável a presença das histórias em quadrinhos na cultura contemporânea. Elas fazem parte da formação de crianças e jovens em boa parte do mundo. Introdução ao gosto pela leitura, leveza e entretenimento. Estes dois trechos que selecionei nos vídeos abaixo trazem uma reflexão sobre a influência de personagens fictícios sobre a construção da moral no público infanto-juvenil.

Também é um alerta sobre a responsabilidade dos roteiristas frente aos jovens. As conseqüências e os impactos das histórias que criam contribuem em muito para moldar a perspectiva de seus leitores quanto ao mundo real. O mundo fantástico e colorido é atraente, e também é uma lente através da qual se pode ver melhor ou deturpar a realidade.

Quando criadores de conteúdo com tamanho alcance são cooptados a promover narrativas ideológicas deletérias à formação moral da juventude, os estragos são difíceis de reparar. Afinal, não são os heróis (super ou não) os modelos a seguir?

“Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades…”
(Que originalmente foi dita por um político estadunidense… Mas esta é uma outra história! |:^D)

A religião dos super-heróis

A ideologia dos Super heróis


Ah, sim… A seguir, uma das cenas da minha infância:

A Injustiça Nunca se Torna Justiça – Mestre Ancião [HD]