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WordPress’ politics
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Mensagem nº 350

“Não se eleve e rebaixe o outro.
Não se rebaixe e eleve o outro.
Nem se iguale.
Cada um de nós é único.
Essas comparações que fazemos não são benéficas.
Nem para você, nem para o outro.

E de novo eu faço a pergunta: quem é o outro, senão um aspecto de você mesmo?”

Monja Coen
Sacerdotisa budista brasileira

Avaliação prognóstica – Parte 3

SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Avanços e novos desafios
Maria Helena Guimarães de Castro

O artigo descreve e analisa os sistemas de avaliação da educação básica brasileira, focalizando a concepção e metodologia, o processo de implementação e as dificuldades de utilização dos resultados para melhorar a qualidade das escolas. Aborda-se o caso de São Paulo, com destaque para a agenda da reforma educacional e as políticas voltadas para a melhoria da qualidade do ensino.

Se há uma política que avançou no Brasil, nos últimos 15 anos, foi a implantação dos sistemas de avaliação educacional. Neste período, inúmeras iniciativas deram forma a um robusto e eficiente sistema de avaliação em todos os níveis e modalidades de ensino, consolidando uma efetiva política de avaliação educacional. Considerada hoje uma das mais abrangentes e eficientes do mundo, a política de avaliação engloba diferentes programas, tais como o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – Saeb, o Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, o Exame Nacional de Cursos – ENC, conhecido como Provão e, posteriormente, substituído pelo Exame Nacional de Desempenho do Ensino Superior – Enade, o Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos – Enceja, o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior – Sinaes, a Prova Brasil e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb. Em conjunto, estes sistemas, ao lado da Avaliação da Pós-Graduação da Capes – o mais antigo sistema de avaliação do país no setor educação –, configuram um macrossistema de avaliação da qualidade da educação brasileira.

Texto completo: v23n01_01


Fonte: http://produtos.seade.gov.br/produtos/spp/v23n01/v23n01_01.pdf

Desgosto intelecual

Estou profundamente chateado com o fato de que neste país atrasado, em especial nesta arrogante e presunçosa cidade, não temos nada (ou quase isso…).

Sinto-me agastado/enfadado ao deparar-me com a dificuldade em obter informações para aprender coisas novas. Para um autodidata, a carência de boas fontes é muito desagradável. Sempre que procuro conhecimento ou boas referências sobre assuntos “alternativos”, só acho em inglês. E coisas nos EUA. Eu realmente não consigo encontrar (com a facilidade esperada) informação fidedigna vinda de terras tupiniquins.

A exceção foi marcenaria, que realmente dispõe de informação muito boa em português. Mas de resto, é lixo em demasia. Tem que garimpar muito para achar algo que preste. Oásis no deserto intelectual de mediocridade e/ou vulgaridade chamado Brasil… A quantidade de gente que resolve colocar um inútil vídeo que se resume a “Fala, galera! Beleza?” é enorme. Alcunhar a produção de conteúdo intelectual ou informativo como deficitária é elogio. O nível de analfabetismo funcional específico é assustador.

Por hora, estou aprendendo programação de computadores.  Daí descobri um sujeito que diz ensinar Python e chama ‘*’ de “Astrelisco”. Apenas um exemplo dentre os incontáveis que há na rede. Pessoas que nem ao menos dominam seu próprio idioma, querendo ensinar o que também não entendem.

Não espero que tais “programadores” chamem o símbolo “&” de eitza (pronúncia: “éitssa”), ou que reconheçam o “¬” como negação lógica. Já concluí que isso seria pedir demais. Mas, ao menos que entendam minimamente do que estão falando, ou estudem um pouco o assunto antes de se exporem como ignorantes perante o resto do mundo.

Quer aprender sobre ciência? O sujeito tenta “lacrar” (verbo da moda) falando de política.
Quer aprender como se trabalha com Arduino? Não tem.
Quer aprender como se trabalha com Rapsberry? Não tem.
Quer aprender a personalizar seu teclado mecânico? Não tem.
Quer aprender algo de alguma comunidade legal? Não tem.
Quer aprender mais sobre artes clássicas (pintura, escultura, música)? Não tem.
Quer aprender mais sobre caravanas e rulotes? Muito pouco.
Quer aprender mais sobre esportes que não sejam futebol? Praticamente não tem.
Levantamento de peso? Nem pensar!
Levantamento básico? O que é isso?!

Quer aprender mais sobre qualquer coisa? Procure em inglês.

Antes de criticar-me: é claro que há conteúdo. E há fontes realmente muito boas, saliento. Minha queixa é ao fato de esse conteúdo ser muito escasso e/ou pouco aprofundado se comparado ao conteúdo em inglês. Em português, a didática também peca em vários pontos. Cogito isso ser reflexo da inópia de nosso sistema educacional…

A falta de cultura deste país me enoja. E ainda pior é a invisível barreira quase metafísica para obter os recursos, caso eu queira experimentar algum desses “inusitados” projetos. Entenda isso como entraves ou empecilhos para descobrir uma nova afecção (ou se preferir o termo em inglês: hobby). Simplesmente “não tem no Brasil”. E “se tiver no Brasil, só em São Paulo”. E “se tiver no Rio de Janeiro, só nos confins da cidade”.

Meu breve contato com o Levantamento de Peso findou infrutuoso em parte por causa disso. Encontrei um treinador que estava disposto a me treinar gratuitamente, mas não segui no esporte pela distância física até os centros de treinamento.

Não sendo isso bastante, se você se interessar por qualquer coisa que não faça parte da vidinha comum, da mesmice em que a sociedade chafurda e em que o homem comum se contenta, além de ter de aprender a lidar com os olhares de menoscabo / curiosidade / desdém / repúdio (caso dê valor à opinião alheia) e com a ignorância coletiva previamente mencionada, também terá de lidar com a imperante escassez de acesso a recursos e o exorbitante preço das ferramentas/materiais.

Uma ou outra marca por aqui ou acolá comparado com dúzias de dúzias de marcas variadas no exterior. Preços surrealmente aleatórios, completamente desvinculados do valor de uso das mercadorias, capazes de enrubescer o mais avarento dos atravessadores. Isso se tem e quando tem. Na maior parte das vezes, terás de aprender como funciona o maravilhoso processo de importação e fiscalização alfandegária.

Conheci uma empresa americana que exporta para o mundo todo. Menos para o Brasil. Alegam que o mercado consumidor daqui é prejudicial aos negócios de lá. As taxas são abusivas e para eles não vale a pena comercializar. Eles até fazem, mas você, caro brazuca, precisa aceitar termos especiais.

Informações, produtos e serviços. Parece que nada que procuro tem fácil acesso!

Normal indagar a partir de minha personalíssima dificuldade em lidar com a sociedade a que involuntariamente pertenço se o problema estaria em mim… Por minha vida até o presente momento já fui surpreendido por questões vindas doutrem que demonstram minha estranheza a seus olhos. Já me perguntaram se eu era testemunha de jeová, rabino, japonês, autista e tantas outras coisas que nem lembro!

No que pergunto: será que sou tão diferente assim? Será que o problema sou eu? Por várias vezes, em relação a outros temas, cheguei à mesma conclusão e, em ato por sinal satisfatoriamente benéfico à minha saúde, mudei de hábitos. Porém, neste caso é diferente. O problema não está em mim. Está na anestesia coletiva que enfrento diariamente. Que seja: mesmo com todas as dificuldades, não deixarei de lado as coisas de que gosto para adequar-me à deplorável exigüidade dos demais.

Avaliação prognóstica – Parte 2

HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO: DO EXAME À AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Jussara Gabriel dos Santos

O presente trabalho, HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO: DO EXAME À AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA, é resultado de um estudo realizado através do levantamento bibliográfico sobre os instrumentos avaliativos e sobre a avaliação na disciplina de Didática do curso de Pedagogia, que pretende resgatar o histórico da avaliação, mencionando sua origem, sua função, seus desafios e suas perspectivas no âmbito escolar, para entender o motivo da sua atual configuração que se encontra em bases anti-democráticas e também tentar (re)significar o conceito, a posição e a prática avaliativa, tendo como subsídio a avaliação diagnóstica – instrumento de avaliação – que atua como proposta esquivadora, a fim de vencer o atual sistema avaliativo por meio da inclusão e da democracia.

Texto completo: SA08-20949


Fonte: https://ssl4799.websiteseguro.com/swge5/seg/cd2008/PDF/SA08-20949.PDF

Retroprogramming Games – Uma arte (não) esquecida

Vídeo demonstrando as dificuldades técnicas de se programar com poucos recursos. Um lembrete para respeitarmos e admirarmos o trabalho dos programadores do passado.

How we fit an NES game into 40 Kilobytes – Morphcat Games


Ver também: https://pedrofigueira.pro.br/2018/12/22/como-eram-feitos-os-graficos-e-sons-nos-jogos-eletronicos-de-primeira-geracao/

Avaliação prognóstica – Parte 1

AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO: UMA DISCUSSÃO DE ALGUMAS QUESTÕES CRÍTICAS E DESAFIOS A ENFRENTAR NOS PRÓXIMOS ANOS
Domingos Fernandes

Neste artigo discutiram-se quatro questões críticas da avaliação: a) avaliação formal e informal; b) a avaliação como (trans)disciplina; c) avaliação e qualidade; e d) avaliação e discernimento pragmático. A finalidade da discussão era contribuir para desenvolver práticas de avaliação que pudessem responder melhor aos desafios dos sistemas educacionais. A discussão pareceu mostrar que a avaliação a desenvolver nos próximos anos tem que ser um processo com melhor integração teórica e melhor articulação entre diferentes visões epistemológicas e metodológicas que influenciam as práticas avaliativas. De igual modo, mostrou que, cada vez mais, a avaliação tem que ser um esforço partilhado por investigadores e avaliadores da diversidade de disciplinas que sejam indispensáveis para descrever, analisar e interpretar a realidade a avaliar.

Texto completo: aop_0113


Fonte: www.scielo.br/pdf/ensaio/v21n78/aop_0113.pdf

Processos de avaliação: material complementar – Parte 1

Eu fiquei hesitante em postar os acessos abaixo. O material é bom e pertence ao governo de Minas Gerais. Porém, a página quase sempre está fora do ar. E mudam o  endereço de acesso constantemente… De qualquer modo, a quem por aqui passar, procure o ‘‘Centro de referência virtual do professor” do governo de Minas Gerais. Se estiver disponível, vale a pena salvar em seu PC as páginas em que tiver interesse.

Dois endereços possíveis do portal seguem abaixo:

http://crv.educacao.mg.gov.br/

http://www2.educacao.mg.gov.br/leis/service/1581-centro-de-referencia-virtual-do-professor-crv

Como a linguagem modela a maneira como nós pensamos?

How language shapes the way we think | Lera Boroditsky

Em acréscimo ao exposto na apresentação, também gostaria de contribuir com algumas considerações.

Acredito que essa diferença na estrutura e na forma de pensamento também esteja interligada na estrutura e forma da linguagem. Observemos alguns exemplos:

Em inglês os adjetivos vêm antes dos substantivos. Isso reflete uma característica cultural das sociedades que usam tal linguagem, segundo a qual os acidentes são mais importantes do que forma, o que pode ser observado em comportamentos que vemos como frívolos ou superficiais.

Em português (nas línguas latinas de modo geral) os adjetivos vêm após os substantivos. Isso reflete outra característica cultural, segundo a qual se dá mais valor à substância do que às contingências. Nestas sociedades, demonstra-se um traço geral em que o foco maior recai sobre a essência o objeto observado, não suas qualidades adicionais.

Em inglês, não se faz uso de oração sem sujeito. Toda oração tem um sujeito, ainda que indeterminado. Toda ação possui um agente. Nas línguas latinas isso não é necessário. Em nosso idioma, uma ação é apenas uma ação. Não é necessário um agente. Exemplo: “chove” e “it rains”. O pronome ”it” é obrigatório em inglês e não faz sentido em português.

Observemos outros exemplos: a língua japonesa possui uma gramática muito pobre em comparação com as línguas latinas. A ordem de uma frase é praticamente sempre a mesma: Sujeito + Predicado + Ação. Há pouquíssima conjugação verbal. E essa ausência de conjugação verbal relaciona-se com uma estrutura de pensamento que valoriza mais a ação propriamente e o tempo no qual ela foi tomada do que o agente verbal.

Isso reflete uma estrutura de pensamento que prima pelo pragmatismo e pela abordagem direta das questões. Outra característica da linguagem japonesa é o uso de pronomes de tratamento hierárquicos para cada tipo de pessoa com a qual se fala. O reflexo do sistema hierárquico de relações sociais no Japão se apresenta mesmo em ambientes familiares e informais.

Na língua chinesa a entonação de cada uma das dezenas de formas de vogais muda o sentido das palavras e o significado do que se quer dizer. A isso podemos relacionar os complexos sistemas de relacionamento sociais, no qual as pessoas acabam não abordando diretamente os assuntos, usando estratégias subentendidas ou dissimuladas para abordar assuntos relativamente simples aos nossos olhos.

A língua russa também é um exemplo interessante. Nela não há verbo de ligação: a cópula ocorre diretamente pelo contexto em que se fala. Na linguagem dos esquimós, há dezenas de nomes diferentes para cada tipo de neve. Assim como povos do deserto têm nomes diferentes para os vários tipos de areia. A população das ilhas Malvinas tem uma grande quantidade de nomes relacionados a cavalos e à vida eqüestre. Além é claro da imensa quantidade de vocábulos intraduzíveis de um idioma para outro.

De todo modo, isso não é um indicativo de que esta ou aquela linguagem seja melhor ou pior. Cada linguagem apenas reflete uma estrutura de pensamento, de tomada de decisões, de formação de juízos de valor e de fato, bem como de organização social.