Planejamento didático: material complementar – Parte 1

Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/idiomas/dinamica-de-grupo-tecnica-do-phillips-66/58779

adaptado


DINÂMICA DE GRUPO – TÉCNICA DO PHILLIPS 66
Graziella Bernardi Zóboli

Sugiro aos professores uma técnica de trabalho em grupo interessante é a chamada Phillips 66. Esta tem esse nome devido ao seu criador J. D. Phillips o número 66 vem da característica de se usar o número seis para a divisão dos grupos e para a medição do tempo de discussão. Contudo esses números podem ser alterados, conforme a necessidade.

Consiste em levar um grande grupo a fracionar-se em grupos com seis pessoas com a finalidade de discutirem um tema ou uma questão. Teremos então seis pessoas em seis minutos discutindo para concluir algum assunto ou para dar a solução a uma questão ou problema.

O coordenador da técnica orienta a formação dos grupos ou permite a formação espontânea dos grupos. Solicita que cada grupo escolha um coordenador ou líder, um secretário dou redator e um relator.

Esses grupos, de seis participantes, discutem durante seis minutos e a seguir cada grupo apresenta através de seu relator a conclusão a qual chegaram.

Esta técnica permite a participação ativa de todos os alunos da sala, favorece a troca de informações e pontos de vista, facilita a rápida tomada de decisão, ajuda a superar inibições e favorece o esclarecimento e o enriquecimento mútuo.

Esta técnica é um bom instrumento para medir o nível de conhecimento de um grupo a respeito de determinado assunto. Também poderá ser utilizada para fazer o fechamento de algum assunto estudado.

ROTEIRO DA TÉCNICA PHILLIPS 66

OBJETIVOS

• Criar uma atmosfera informal, mesmo numa aula com muitos alunos;
• Estimular a participação de todos, evitando o monopólio da liderança;
• Promover a divisão de trabalho e de responsabilidade;
• Propiciar maior comunicação entre os alunos;
• Desenvolver a capacidade de sintetizar;
• Desenvolver a rapidez de pensamento;
• Oportunizar a comunicação de todos os alunos;
• Levá-los a saber selecionar os aspectos mais importantes do assunto.


USAR A TÉCNICA QUANDO…

• desejarmos aumentar a base da comunicação e da participação;
• necessitarmos analisar um problema complicado que pode ser logicamente dividido em partes e segmentos elementares a serem atribuídos a várias frações do grupo;
• parecer importante a criação de uma atmosfera informal e democrática;
• desejarmos identificar cada membro com o grupo ou seus problemas;
• for aconselhável estimular a motivação por meio da mudança de técnica;
• o assunto de natureza a ser melhor discutido num grupo pequeno.


COMO USAR A TÉCNICA

O grupo deve:

• conhecer claramente os objetivos do trabalho;
• conhecer profundamente todas as situações em que pode ser empregado o método;
• observar e aproveitar bem o tempo.

O líder (pode ser o professor) deve:

• explicar o processo a todo o grupo, o porquê está sendo usado, a duração permitida e o que se espera do método;
• auxiliar a formar os grupos;
• dar instruções gerais;
• escolher, ou anotar, o secretário, o coordenador e o relator de cada grupo; *
• controlar o tempo;
• movimentar-se entre os grupos para esclarecer qualquer dúvida;
• reunir todos os pequenos grupos para formar o grande grupo;
• procurar fazer com que todos os pontos de vista importantes, de uma maneira ou de outra, sejam apresentados a todo o grupo.

* O Secretário anota as opiniões do pequeno grupo; o coordenador controla o tempo, fazendo com que cada elemento expresse suas ideias em um minuto; o relator apresenta, posteriormente, para o grande grupo, as ideias do seu subgrupo.

PRECAUÇÕES COM O MÉTODO

– Este método tem pouco valor na difusão das informações, exceto quando procura determinar o conhecimento e experiência dos membros do grupo.
– Os problemas mecânicos (distribuição de cadeiras, etc.) são grandes; deve ser feito um planejamento prévio e rigoroso para diminuí-los.
– Os grupos fracionários não podem produzir acima do nível de conhecimento e experiências dos indivíduos. É bom ser realista quanto aos resultados esperados.
– As limitações de tempo e os relatórios são características essenciais da técnica, mas o excesso de preocupação com eles pode impedir a discussão.
– A não utilização do material obtido pode causar frustrações entre aqueles que trabalharam para produzi-lo.

Lembre-se de que qualquer dinâmica, jogo ou material instrucional, sempre deverá se utilizado como meio de ensino e não como um fim em si mesmo.

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